Lembrando uma bela vitória contra o Goiás

 

O Santos enfrenta o Goiás nesse domingo (21) e tem tudo para iniciar sua recuperação no Campeonato Brasileiro, já que o time do Planalto Central também está em má fase. Mas, por incrível que pareça, o histórico dos confrontos entre Santos e Goiás é bastante equilibrado. Desde a primeira partida, disputada em 1968 em Goiânia, um 3 a 3, foram 39 jogos, com 12 vitórias para cada lado e 15 empates. Em campeonatos brasileiros, a vantagem é goiana: 10 trunfos contra 8 do Peixe, além de 14 empates.

Algumas partidas são de triste memória para o torcedor peixeiro. Como a desclassificação sofrida na Copa do Brasil de 1999. O Santos havia vencido o primeiro jogo por 2 a 1, no Serra Dourada, e poderia perder até por 1 a 0 na Vila Belmiro para ir à próxima fase. Mas foi derrotado por 4 a 3, com dois gols de Araújo e outros dois de Aloísio, hoje no São Paulo.

Mas o santista também teve alegrias contra o clube esmeraldino. No Brasileiro de 2005, o time do técnico Gallo venceu o Goiás no Serra Dourada por 4 a 3, com belos gols do Alvinegro. Marcaram para o Santos Douglas (2), Basílio e Ricardinho. Era um 10 de julho de 2005, o Santos saiu na frente mas logou tomou a virada de 2 a 1. Ainda assim, buscou uma nova inversão do placar e chegou a um incontestável resultado. Um dos destaques do duelo foi o meia Giovanni. Ele roubou a bola de Rodrigo Tabata e deu o passe para o segundo tento do time, além de ter dado uma ótima assistência para Basílio no terceiro.

O veterano e inesquecível camisa 10 do Santos seria dispensado por Vanderlei Luxemburgo no início de 2006 e, assim como toda equipe, sofreu uma terrível queda de rendimento no decorrer do Brasileiro de 2005, após a anulação das partidas que tiveram o árbitro Edílson Pereira de Carvalho – em que o Peixe teve revertida uma vitória contra o Corinthians – e com a vinda de Nelsinho Baptista para o lugar de Alexandre Gallo. Baptista pegou o time a apenas quatro pontos do líder Internacional, mas acumulou em onze partidas seis derrotas, dois empates e somente três vitórias. O time terminou em décimo, 22 pontos abaixo do primeiro.

Mas o que interessa agora é recordar a vitória praiana em 2005. Abaixo, a escalação dos dois times:

Goiás

Harlei; Paulo Baier (Vitor), Aldo, André Leone e Jadílson; Cléber Gaúcho, Marcelo Silva (Thiago), Romerito e Rodrigo Tabata; Roni e Souza (Jorge Mutt)
Técnico: Édson Gaúcho

Santos

Mauro; Paulo César, Ávalos, Altair e Carlinhos; Fabinho (Halison), Bóvio, Ricardinho e Giovanni; Douglas (Wendell) e Basílio (Danilo)
Técnico: Gallo

Gols: Douglas, aos 6min, Aldo, aos 9min, Souza, aos 37min, Douglas, aos 39, Basílio, aos 45 do primeiro tempo; Ricardinho, aos 11min, Jorge Mutt, aos 26min do segundo tempo.

1 comentário

Arquivado em Século 21

Uma resposta para “Lembrando uma bela vitória contra o Goiás

  1. Márcio Lima

    Resposta ao Senhor “Cidadão de Papel” (Gilberto Dimenstein) do Jornal FOLHA DE SÃO PAULO.
    O senhor Gilberto Dimenstein está no mínimo equivocado ou desinformado. A culpa por uma suposta “farra”, “rotatividade”, “motel” ou “bordel” na educação – como sugere Dimenstein – não é da parte dos professores. Se existe este “motel na educação”, seria mais apropriado indicar o endereço da própria Secretaria Estadual da Educação – que apesar de estar nas mãos de um mesmo partido (PSDB) há 12 anos, vem a cada “novo governo” implantando diferentes e estapafúrdias “políticas públicas educacionais” na rede estadual de ensino.
    A “rotatividade de motel” que Dimenstein menciona e atribui aos professores – sugerindo por analogia que os docentes são “vadias” (ou algo semelhante) e que escola é “motel” – vem de fato das sucessivas e diferentes políticas desnorteadas que os governos tucanos adotaram e ainda adotam para o setor; comprovando apenas que o PSDB não sabe como enfrentar de forma minimamente competente a questão da educação em São Paulo.
    A “zona” que Gilberto Dimenstein sugere como da parte dos professores, vem, portanto, de outra fonte: aqueles que buscam transformar as escolas públicas em “motel”; e que são irresponsáveis o bastante, por exemplo, para deixarem as escolas estaduais sem coordenadores pedagógicos ao longo de todo o primeiro bimestre de 2008.
    O Sr. Dimenstein revela não ter a mínima dimensão da asneira que escreveu, assim como das reais necessidades das escolas públicas e dos alunos pobres que menciona em sua coluna. Por ser considerado por seus iguais como um “proeminente jornalista”, o Sr. Dimenstein deveria estar informado sobre o que escreve, exercendo sua profissão de forma ética – e não fazendo analogias maldosas e injustas para com uma categoria profissional já tão descriminada e injuriada junto à sociedade e as esferas de governo.
    Gilberto Dimenstein – ao contrário dos dignos professores que ofendeu – tem acesso aos grandes meios de comunicação controlados por poucos e que reproduzem a ideologia de poucos, mas que são instrumentos de grande circulação e que por difundirem esta visão de poucos para muitos, reivindicam falsamente a função de formação da opinião pública ou de um “quarto poder” junto à República.
    Esta greve, Sr. Dimenstein, é pelo pobre – pelo pobre do professor pobre que trabalha em jornadas desumanas para sustentar sua família, recebendo parcos salários e sem condições adequadas de trabalho produtivo; e pelo pobre do aluno pobre que é obrigado a estudar em verdadeiros depósitos de alunos e que não apresentam condições materiais mínimas para serem chamados de escolas.
    Dimenstein deveria ser mais responsável com o que escreve e nortear sua conduta dentro da ética jornalística, sem pretender ser um cidadão acima do bem e do mal. Suas analogias além de injustas e caluniosas, são covardes; além de ofensivas aos professores, são desprovidas de ética jornalística e verdade. Sua analogia “escola motel” serve apenas para a edificação de uma “cidadania de papel” que interessa aos poucos – os mesmos que controlam a grande mídia. Ao permitir que tamanha asneira fosse editada, a FOLHA DE SÃO PAULO tornou-se cúmplice na campanha difamatória que este “cidadão de papel” move contra os professores.
    Em meio a tantas outras “zonas” que atingem a educação pública – e ainda utilizando a sugestiva analogia de Dimenstein – os professores da rede estadual de educação são tão vítimas de um ensino transformado em “motel” pelo governo e “prostituído” pela grande imprensa, quanto os alunos pobres mencionados na coluna de Gilberto Dimenstein.
    Se há um “motel” ou algo semelhante na educação, o Sr. Dimenstein deve procurá-lo primeiramente nas “escolas” onde freqüentou e foi destacado aluno; depois, no Palácio dos Bandeirantes e na Secretaria Estadual de Educação.

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