1961, ano mágico para o Santos

O ano de 1961 foi mágico para o Santos. Não que os anteriores e os imediatamente posteriores também não fossem, mas este teve algumas características especiais. O Alvinegro marcou 345 gols, sua melhor marca em toda a história e Coutinho foi o responsável por anotar o gol de número 5 mil da equipe, em 10 de janeiro daquele ano, uma vitória por 10 a 2 sobre o Guarani de Campinas.

Aliás, goleadas como essa não faltaram, inclusive contra rivais poderosos dentro e fora do país. Em junho, quando o time costumava excursionar na Europa, o Santos foi campeão do Torneio de Turim superando a Inter de Milão por 4 a 1 e a Roma por 5 a 0, além de derrotar a Juventus por 2 a 0. Também superou o Benfica em sua tour por 6 a 3. No Brasil, adversários tradicionais foram impiedosamente derrotados. Pelo Rio-São Paulo, o Peixe goleou o Flamengo por 7 a 1; no Paulista, faturou o Corinthians por 5 a 1, o São Paulo por 6 a 3 e 4 a 1, além da Portuguesa por 6 a 1. O Santos se sagrou campeão estadual com 53 pontos (a vitória valia 2), 25 vitórias, 3 empates e duas derrotas (uma para o Palmeiras e outra surpreendente para o Jabaquara). Incríveis 113 gols feitos e 30 sofridos, um saldo de 80 gols.

E o vídeo acima mostra justamente uma partida do campeonato de São Paulo. É a antepenúltima rodada da competição, um jogo contra o XV de Piracicaba no interior paulista. O Santos saiu na frente mas tomou a virada do Nhô Quim, indo para a segunda etapa perdendo por 2 a 1. Mas, reza a lenda, a torcida local provocou Pelé. E o Alvinegro simplesmente atropelou o rival no tempo final, assegurando uma goleada por 7 a 2.

Curioso destacar não apenas os lances de gol, mas momentos ímpares do vídeo. A superioridade física de Pelé em relação aos seus marcadores é impressionante, mas ele respondendo à provocação da torcida fazendo o gesto de dor de cotovelo é impagável. Outro detalhe é um lance de Coutinho no último gol. Ele domina a bola  (no 5:32 do vídeo) com a cabeça e mantém ela no ar com três toques antes de passar para Pelé. É o tal “drible da foca”, celebrizado recentemente por Kerlon, do Cruzeiro, mas que os gênios santistas já faziam há 47 anos. Prova de que o craque inventa lances quando preciso, não para humilhar os adversários.

É bom lembrar também que naquele mesmo ano o garoto de Três Corações tinha anotado o “gol de placa” no Maracanã, na vitória contra o Fluminense por 3 a 1, no dia 5 de março. De fato, um ano mágico não somente para os santistas, mas para todo aquele que era fã de futebol.

4 Comentários

Arquivado em Década de 60, futebol, História, Santos

4 Respostas para “1961, ano mágico para o Santos

  1. José Roberto da Silva

    Boa noite.
    Sou São Paulino de coração mas fã de carteirinha desse time que marcou época no futebol.

  2. Eduardo Nascimento

    O ano de 1965 tambem foi magico, onde o Santos teve a melhor performance de ganho de pontos na sua historia : 77,77 % de aproveitamento. São anos inesqueciveis para nós santistas

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