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Robinho já é o 16º maior artilheiro da história do Santos

Com gol feito contra o Sport na partida deste domingo, o atacante Robinho, em sua terceira passagem pelo Alvinegro, alcançou a marca de 11 gols com a camisa santista, empatando com Vasconcelos na lista dos maiores artilheiros da história do clube.

Robinho, 16º maior artilheiro da história do Santos (Ivan Storti/Santos FC)

Robinho, 16º maior artilheiro da história do Santos (Ivan Storti/Santos FC)

E Robinho não empatou em gols com qualquer jogador, mas com um dos craques da trajetória peixeira. O meia esquerda Válter Vasconcelos Fernandes, que nasceu em Belo Horizonte (MG), foi revelado pelo Vasco da Gama mas, sem espaço no clube após poucas pelejas na equipe principal, acabou indo para a Portuguesa Santista em 1951. Em 1953, já estava no Santos, sendo um dos principais jogadores do time que quebraria o jejum de títulos da equipe, sagrada campeão paulista em 1955 e 1956.

Foi ele quem cuidou do Gasolina, aquele garoto vindo de Bauru que depois ficaria conhecido como Pelé. Também quis o destino que fosse em sua vaga que o futuro Rei do Futebol se tornasse titular. Em uma partida contra o São Paulo disputada em 1956, uma disputa de bola com o zagueiro que mais tarde defenderia o Santos, Mauro Ramos de Oliveira, seria responsável pela contusão mais séria da sua carreira. Com a perna quebrada, Vasconcelos abriu espaço para o garoto de quem era o tutor.

Boêmio, Vasconcelos entrou em uma fase descendente após a lesão. Ainda assim anotou, em 181 jogos pelo Peixe, 111 gols entre 1953 e 1959, marca que Robinho alcançou após 253 pelejas. Saiba mais sobre a trajetória desse grande jogador aqui.

O Rei das Pedaladas tem, em 105, oito gols em vinte partidas. Se renovar o seu contrato com o Santos, pode ultrapassar Raul Cabral Guedes, que fez 120 tentos entre 1933 e 1942, 15º maior artilheiro do Peixe. Como, de qualquer forma, pode ficar até sete jogos fora do clube em função da Copa América – se a seleção brasileira chegar à final – teria mais 27 jogos para subir mais um posto na tábua de goleadores. Podem entrar na conta ainda pelejas da Copa do Brasil ou da Sul-Americana.

Entre os maiores artilheiros pós-Era Pelé, Robinho continua na segunda colocação. O primeiro desta lista é Neymar, com 138 gols.

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Corinthians marcou mais gols contra Rogério Ceni, mas média do Santos é similar à do rival

No dia da partida entre São Paulo e Corinthians pela Libertadores de 2015, corintianos comentam que segue a contagem regressiva para o centésimo gol do time contra Rogério Ceni. Antes do jogo da noite desta quarta-feira (21), o Alvinegro paulistano marcou 94 vezes no ídolo tricolor, em 65 partidas disputadas.

Levando-se em conta este post no Blog do Odir, publicado após o jogo disputado entre Santos e São Paulo pelo Campeonato Paulista de 2011, um triunfo peixeiro por 2 a 0, o Peixe havia balançado as redes de Ceni 78 vezes em 51 duelos.

Pesquisando os jogos que ocorreram depois disso, tendo como base as fichas técnicas das partidas desde então, houve mais 14 encontros entre as duas equipes. No entanto, Ceni esteve ausente em quatro delas: duas vitórias alvinegras por 3 a 1, uma derrota por 3 a 2 e outra por 1 a 0. O Santos tem, jogando contra Ceni, 24 vitórias, 17 empates e 20 derrotas em um total de 61 pelejas. E marcou 88 tentos contra o goleiro, em 61 partidas.

Em termos de média de gols contra o goleiro são-paulino, Santos e Corinthians estão em situação similar. Ambos marcaram 1,44 gol contra o arqueiro, com a vantagem corintiana aparecendo apenas na casa dos milésimos: 1,446 contra 1,442.

Mas o Santos tem alguns gols históricos contra o São Paulo no período em que Ceni esteve na meta do clube do Morumbi. Relembre duas partidas abaixo:

Diego deixa Rogério Ceni de joelhos em 2002

Antes da segunda partida das quartas de final do Campeonato Brasileiro de 2002, o goleiro são-paulino e o meia Ricardinho faziam declarações à imprensa dando conta de que seu time reverteria a desvantagem de 3 a 1, derrota sofrida na Vila Belmiro. No final do vídeo abaixo é possível ver a reação de Diego e de Fábio Costa depois de nova vitória santista por 2 a 1 em pleno Morumbi.

Neymar cobra pênalti com paradinha e Robinho faz de letra em 2010

Em partida válida pelo Campeonato Paulista de 2010 disputada na Arena Barueri, um lance antológico. À época em que a paradinha era permitida, Neymar realizou uma cobrança de pênalti que jogou Rogério Ceni para o lado direito do gol, deixando a meta livre para o atacante peixeiro marcar.

Robinho faz de letra contra Rogério Ceni

Robinho faz de letra contra Rogério Ceni

O São Paulo empatou, mas Robinho entrou em campo na etapa final, fazendo sua reestreia pelo Alvinegro após ser emprestado pelo Manchester City. E, aos 40 minutos, o Rei das Pedaladas fez um golaço de letra e decretou a vitória do Peixe.

Em abril de 2010, pouco menos de dois meses após a partida, o goleiro e capitão tricolor tentou fazer um gol de pênalti usando a paradinha da qual foi vítima. Mas não deu muito certo… Confira aqui.

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Geuvânio, de promessa à realidade no Santos

O torcedor desavisado (de outros times, claro), vendo o camisa 11 do Santos Geuvânio fazer o golaço que abriu caminho para a vitória do Peixe sobre o São Paulo no último domingo, deve se perguntar: mas que é esse jogador?

Claro que esse boleiro também pode ter memória curta, já que o garoto foi revelação do Campeonato Paulista de 2014. Mas o fato de ter “sumido” depois contribui para que a pergunta seja feita. A inconstância tem atrapalhado um pouco a carreira do meia-atacante, dono de um indiscutível talento.

Geuvânio foi revelado pelo Litoral FC, time cujo dono era Pelé e que tinha como objetivo justamente a revelação de atletas. Foi profissionalizado pelo Monte Alegre em 2010, sendo repassado ao Santos. Jogando pela base peixeira, parte dos seus direitos econômicos foi repassada ao Jabaquara e, com o técnico Narciso, então treinador dos juniores, chegou a atuar como lateral-esquerdo.

Geuvânio comemora gol pelo Santos: que a cena se repita muitas vezes (Ricardo Saibun/SantosFC)

Geuvânio comemora gol pelo Santos: que a cena se repita muitas vezes (Ricardo Saibun/SantosFC)

Foi promovido ao time profissional quando Adilson Batista estava à frente da equipe em 2011, tendo suas primeiras chances com o técnico Muricy Ramalho. Contudo, foi Muricy, cuja relação com os meninos da base foi definitiva para sua saída da Vila Belmiro, quem deu o aval para que Geuvânio fosse negociado. A história está aqui.

Em função disso, em 2012, o jogador esteve muito próximo de sair do clube. Porém, quando a proposta de rescisão chegou à mesa do então presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, o dirigente chamou o empresário Cristiano Santana para conversar e definiu a permanência do atleta. O atleta ganhava R$ 3 mil no Peixe e passaria a ganhar R$ 20 mil no Acadêmica de Coimbra, de Portugal.

A ascensão e a queda de Geuvânio em 2014

Em 2013, foi emprestado à Penapolense, onde disputou dez partidas e fez um gol. Voltando ao Santos, foi no ano seguinte que seu futebol explodiu. No Campeonato Paulista de 2014, ganhou o prêmio de revelação, com sete gols e onze assistências. No entanto, teve uma crise de choro após a partida contra a Penapolense na semifinal da competição, após uma atuação apagada. Também não atuou bem nas duas pelejas da final contra o Ituano, e a partir daí passaram a pairar dúvidas sobre seu futebol.

No decorrer do Brasileiro, Oswaldo de Oliveira o colocou no banco e, depois, nem entre os reservas o jogador figurou. Se a má relação com outros jovens já derrubou técnicos do comando do Santos, são poucos os que lembram que o hoje comandante palmeirense não fez um bom trabalho para recuperar tecnicamente o atleta que havia sido destaque no Campeonato Paulista.

Somente após a saída de Oswaldo e a chegada de Enderson Moreira que Geuvânio voltou a ter oportunidades, decidindo partidas e sendo o principal responsável pela arrancada ensaiada pelo Peixe no Brasileiro de 2014, o que incluiu uma série de quatro vitórias seguidas. Contudo, uma lesão na coxa esquerda o tirou da equipe antes da primeira partida da semifinal da Copa do Brasil com o Cruzeiro, no Mineirão. Depois de perder oito partidas, sofreu nova lesão no final de novembro e passou suas férias em tratamento e trabalho de condicionamento físico. Deu certo.

Em 17 partidas jogadas em 2015, Geuvânio tem três gols e uma assistência. Se o desempenho ofensivo é inferior ao apresentado em 2014, é certo que o atleta está mais maduro taticamente, atuando melhor na marcação do meio de campo e no avanço do lateral adversário, além de inverter o posicionamento com outros jogadores de frente, como Robinho.

Ainda com atuações irregulares, o golaço contra o São Paulo mostra a faceta daquele cara “que decide”, o que pode dar mais confiança para o ainda garoto, de 23 anos, mostrar seu potencial em um futebol brasileiro tão carente de lances imprevisíveis e de arte. Isso, Geuvânio tem.

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Ricardo Oliveira ultrapassa Gabriel entre artilheiros do Santos no século 21

Depois dos dois gols feitos contra o Botafogo-SP no último domingo (8), o atacante Ricardo Oliveira chegou a três tentos marcados no campeonato paulista de 2015. Ao todo, ele tem 24 gols pelo Peixe em 40 partidas pelo clube, somando-se sua primeira passagem, em 2003 – quando foi artilheiro da Libertadores, com nove gols –, e agora.

A média de 0,6 gol por jogo é pouco menor que a de Kléber Pereira (0,601) e igual à de Neymar, ainda que ambos tenham disputado bem mais partidas pelo Santos que Oliveira, ou seja, mantiveram por mais tempo uma média elevada.

Com os dois tentos, o atacante alvinegro superou ainda o garoto Gabriel, que era até então o nono maior artilheiro do Santos no século 21, com 23 gols anotados em 74 pelejas. A seguir, na oitava posição, vem Renato, 27 gols em 247 partidas pelo Peixe.

ricardo oliveira

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Após fazer dois, Robinho sobe duas posições no ranking dos maiores artilheiros do Santos

robinho santos linense

Robinho comemora primeiro gol do Peixe contra o Linense (Foto Ivan Storti/Santos FC)

Em sua terceira passagem pelo Santos, aos 31 anos, Robinho continua fazendo história com a camisa alvinegra. Após o jogo contra o Linense, quando brilhou mais uma vez, o atacante anotou dois tentos e chegou a quatro gols e duas assistências no campeonato paulista. Mas não foi só isso.

Com os gols na partida de ontem, Robinho, que já havia se tornado, após o jogo contra a Portuguesa, o segundo maior artilheiro do Santos pós-Era Pelé, subiu duas posições no ranking dos maiores artilheiros da história do Alvinegro.

Ele estava empatado com Del Vecchio, com 105 gols, antes do jogo no Pacaembu. A propósito, uma curiosidade. Quase 10% dos gols anotados pelo atacante Del Vecchio foram feitos contra o Linense, rival contra o qual marcou nove vezes. Robinho também ultrapassou Álvaro, que tem 107 tentos pelo Alvinegro, e passou da 19ª para a 17ª posição. O próximo na lista é Vasconcelos, que fez 11 gols pelo Peixe. Veja abaixo quem são os jogadores que estão próximos do Rei das Pedaladas:

10 – Tite – 151 (1951-1957/1960-1963)

11 – Camarão – 150 (1923-1934)

12 – Antoninho – 145 (1941-1954)

13 – Neymar – 138 (2009-2013)

14 – Odair – 134 (1943-1952)

15 – Raul Cabral Guedes – 120 (1933-1942)

16 – Vasconcelos – 111 (1953-1959)

17 – Robinho – 107 (2002-2005/2010/2014 até hoje)

18 – Álvaro – 106 (1953-1961)

19 – Del Vecchio – 105 (1953-1957/1965-1966)

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Robinho se torna o segundo maior artilheiro do Santos pós-Era Pelé

Na vitória do Santos sobre a Portuguesa no Pacaembu, a estrela da companhia peixeira foi o Rei das Pedaladas. Robinho, que não marcava com o manto alvinegro desde a partida contra o Atlético-PR, empate em 1 a 1 válido pelo Campeonato Brasileiro de 2014, fez dois e ainda deu uma assistência para Cicinho fazer o terceiro do triunfo do Peixe. Foi substituído aos 28 da etapa final, quando já havia feito história (de novo).

Com os dois gols anotados, um golaço após o lançamento preciso do goleiro Vanderlei e outro feito de pênalti, Robinho ultrapassou na tabela de artilheiros do Santos Serginho Chulapa e João Paulo, que fizeram 104 tentos com a camisa santista. Agora, Robinho tem 105 gols e está atrás somente de Neymar, que fez 138 gols pelo Santos. Confira abaixo o lindo lance de Robinho no primeiro tento do jogo e a lista dos vinte maiores artilheiros do Santos na história.

Os 21 maiores artilheiros da História do Santos

  1. Pelé – 1091 (1956-1974)
  2. Pepe – 405 (1954-1969)
  3. Coutinho – 370 (1958-1970)
  4. Toninho Guerreiro – 283 (1963-1969)
  5. Feitiço – 216 (1927-1932/1936)
  6. Dorval – 198 (1956-1967)
  7. Edu – 183 (1966-1976)
  8. Araken Patusca – 177 (1923-1929)
  9. Pagão – 159 (1955-1963)
  10. Tite – 151 (1951-1957/1960-1963)
  11. Camarão – 150 (1923-1934)
  12. Antoninho – 145 (1941-1954)
  13. Neymar – 138 (2009-2013)
  14. Odair – 134 (1943-1952)
  15. Raul Cabral Guedes – 120 (1933-1942)
  16. Vasconcelos – 111 (1953-1959)
  17. Álvaro – 106 (1953-1961)
  18. Del Vecchio – 105 (1953-1957/1965-1966)
  19. Robinho – 105 (2002-2005/2010/2014 até hoje)
  20. João Paulo – 104 (1977-1984/1992)
  21. Serginho Chulapa – 104 (1983-1984/1986/1988/1990)

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Santos 11 X 0 Botafogo-SP. Lembranças do adversário de sábado à noite

“Vocês vão se f… aqui hoje.” Era assim que um mais que motivado Pelé respondia aos adversários, a cada gol que marcava naquele 21 de novembro de 1964, pelas provocações de jogadores e da torcida pela derrota na partida entre Santos e Botafogo-SP meses antes. É o que conta o atacante tricolor Antoninho, nesta matéria. “Não tinha jeito, ele estava ‘endiabrado’. A cada gol que ele fazia, pegava a bola no fundo da rede e voltava pro meio-campo correndo, porque queria bater o recorde de gols”, relembra. “Ele queria vingança por causa do jogo no primeiro turno. Nós ganhamos deles por 2 a 0, a torcida provocou muito e um jogador nosso até sentou na bola”, diz.

ImagemAquela noite foi o recorde de gols de Pelé em uma só partida: oito tentos. E também a terceira maior goleada do Alvinegro na história, perdendo só para os 12 X 1 aplicados no Ypiranga e na Ponte Preta. Naquela noite, como também menciona a reportagem da ESPN, Pepe marcou o quarto do triunfo peixeiro, um gol olímpico. Foi 11 a 0, o Pelé fez oito e eu fiz um. Mas o meu gol foi olímpico! O duro é que ninguém lembra, porque o Pelé fez oito (risos)…”, conta.

Este post lembra que foram 9.437 torcedores os que pagaram ingresso para acompanhar a partida na Vila Belmiro. A equipe de Lula entrou no gramado da Vila famosa com Gilmar; Ismael, Modesto, Haroldo e Geraldino; Lima e Mengálvio; Toninho Guerreiro, Coutinho, Pelé e Pepe. O Botafogo entrou com Machado; Ditinho, Carlucci, Tiri e Maciel; Hélio Vieira e Adalberto; Zuíno, Alex, Antoninho e Gaze.

Duas outras curiosidades. O goleiro do Botafogo, Machado, foi eleito o segundo melhor da peleja, perdendo somente para o Dez santista. Naquela ocasião, o técnico botafoguense era Oswaldo Brandão, demitido em função da derrota. No dia 6 de dezembro, duas semanas depois da goleada, ele voltou a encontrar o Peixe, desta vez comandando o Corinthians, no Pacaembu. Mais um saco de gols: 7 a 4 para o Santos. Brandão tomou 18 gols do Alvinegro em dois jogos, sendo 12 de Pelé.

Histórico de jogos entre Santos e Botafogo-SP

Santos e Botafogo se encontraram 89 vezes e é grande a vantagem alvinegra. O Peixe obteve 54 vitórias, empatou 20 vezes e perde 15, com 201 gols pró e 93 contra.

Santos X Botafogo-SP, hoje à noite, Vila Belmiro

Para o jogo de hoje contra o Botafogo, Oswaldo de Oliveira deve poupar alguns jogadores. Rildo, atacante contratado junto à Ponte Preta, foi relacionado e pode fazer sua estreia. O ala esquerdo Mena e o volante Alan Santos são desfalques certos. No total, 21 jogadores foram relacionados, mas três serão cortados antes da partida. Alguns dos campeões da Copa São Paulo de Juniores estão entre os convocados pelo técnico como o lateral esquerdo Zé Carlos, o volante Lucas Otávio, e os atacantes Diego Cardoso, Jorge Eduardo e Stefano Yuri.

O Botafogo-SP lidera o grupo B, que tem o Corinthians, com nove pontos. Já o Peixe é o primeiro do grupo C, com dez pontos, um à frente do São Bernardo, que derrotou justamente a equipe de Ribeirão Preto na rodada de estreia da competição. A provável escalação do Santos misto hoje é Aranha, Bruno Peres, Jubal, Gustavo Henrique (David Braz) e Emerson; Leandrinho, Lucas Otávio, Jorge Eduardo e Cícero; Victor Andrade (Thiago Ribeiro) e Stéfano Yuri.

Lembrando ainda que o Santos está a quatro tentos do gol 12 mil, sendo o clube profissional que mais fez gols no mundo.

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Pelé fazia o milésimo gol há 44 anos

Há 44 anos, Dona Celeste, mineira de Três Corações, fazia 46 anos. Naquele 19 de novembro, porém, não comemorou a data pessoalmente com o filho, que estava longe, no Rio de Janeiro. Dico já não era mais garoto, tinha completado 29. Aliás, nem Dico era mais. O filho de Dondinho pela primeira vez na carreira se sentia realmente nervoso. Estava prestes a fazer história de novo. Ele, autor de façanhas inúmeras, partia em direção à bola para ser novamente único. O primeiro a marcar mil gols.

Mas, antes de chegar até ali, a expectativa foi grande. Em outubro, Pelé tinha 989 gols. Até a partida contra a Portuguesa, válida pelo Campeonato Brasileiro, então Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Na peleja disputada no Pacaembu, o Peixe venceu por 6 a 2, com quatro gols dele. A partir daquele dia 15, a contagem regressiva começou.

Selo comemorativo do milésimo gol de Pelé

Selo comemorativo do milésimo gol de Pelé

No jogo seguinte, contra o Coritiba, na capital do Paraná, o Santos superou o time da casa por 3 a 1, dois do Rei. Faltavam cinco. Nenhum tento viria no empate em zero a zero contra o Fluminense, no Maracanã, que contou com a presença pouco afável do ditador Médici. Ele não marcaria também contra o América-RJ, no Parque Antárctica, igualdade em 1 a 1, gol de Edu.

Pelé voltaria a fazer o seu em um 4 a 1 contra o Flamengo, no Maracanã, mas passaria em branco na derrota pelo mesmo placar contra o Corinthians, no Pacaembu. No empate em 1 a 1 contra o São Paulo, no Morumbi, foi Rildo quem fez o tento peixeiro. E viria uma sequência de três partidas no Nordeste, contra Santa Cruz, Botafogo-PB e Bahia. As chances de o milésimo vir ali eram grandes e cada cidade e clube pensou, e ao fim preparou, sua festa à sua maneira.

O Santinha não foi páreo para o Peixe na Ilha do Retiro e perdeu por 4 a 0, dois gols de Pelé. Em João Pessoa, o Santos foi recebido com festa no aeroporto e o Rei recebeu o título de cidadão da capital paraibana. Quem conta o que aconteceu é o próprio Atleta do Século, no obrigatório Pelé: minha vida em imagens (Cosac Naify):

“Mal o jogo começou, o Santos fez dois a zero, com bastante facilidade. A partida estava realmente fácil, e quando eu já me perguntava se aquilo não era de propósito, o juiz marcou um pênalti a nosso favor. A multidão explodiu em euforia e começou a gritar ‘Pelé! Pelé!’. Mas eu não era o batedor de pênaltis do time. (…) A pressão era enorme para que eu batesse. Meus companheiros de equipe disseram que, se eu não o fizesse, o público não nos deixaria sair daquele estádio!” Ele bateu e fez o 999º gol.

Tudo indicava que seria ali o local do milésimo. Mas o improvável aconteceu. O goleiro Jair Estevão caiu no gramado, contorcendo-se de dor, e foi retirado de campo. Como não havia jogador no banco para substituição, o “arqueiro reserva” do time – e também da seleção – era Pelé, que foi para debaixo das traves. Como muitos disseram à época, aquela contusão parecia bastante apropriada para que o histórico tento não saísse na pequena Paraíba. “Só que assim que o Pelé fez o gol de número 999, eu fui obrigado a me ‘contundir’ e o Pelé foi para o gol no meu lugar porque, premeditamente, eu entrei em campo sem goleiro reserva. O esquema foi bolado pelo Júlio Mazzei, porque ninguém do Santos queria que o milésimo gol de Pelé saísse na Paraíba e sim no Maracanã”, conta Jair, no Blog do Milton Neves.

Mas ainda haveria mais um jogo antes do Santos ir ao Rio de Janeiro, contra o Bahia, em Salvador. E ninguém havia “combinado” nada com Pelé, que queria se livrar da pressão o quanto antes. O Rei teve duas chances. Em uma oportunidade, a bola bateu na trave. “Na segunda, recebi a bola perto da marca do pênalti, dei uma volta, passei por um jogador e avancei para o lado direito do gol. Chutei e o goleiro não conseguiu pegar, mas, vindo não sei de onde, apareceu um zagueiro e tirou a bola na linha do gol. Em vez dos torcedores de seu time comemorarem, o estádio inteiro vaiou. Era algo surreal”, conta o Dez em Pelé: minha vida em imagens. O jogador Nildo “Birro Doido”, falecido em 2008, ficou conhecido como o homem que evitou o milésimo gol do Rei.

Pelé comemora o milésimo gol no Maracanã

Pelé: 1281 gols na carreira (Ed. Sextante)

Após o empate em 1 a 1 com os soteropolitanos (gol alvinegro de Jair Bala), chegava a noite da quarta-feira, no Maracanã, contra o Vasco. O zagueiro vascaíno Renê cometeu um pênalti em Pelé e, aos 33 do segundo tempo, ele cobrou. Com paradinha, como aprendera vendo Didi cobrar em treinos da seleção brasileira. Mesmo saltando no canto certo, o argentino Andrada não segurou e veio o milésimo.

O jogo parou por 20 minutos, e alguns torcedores entregaram a Pelé uma camisa do Vasco com o número 1000. O tento foi dedicado às “criancinhas”, por conta de um fato ocorrido dias antes. “Eu tinha saído do treino um pouco mais cedo e vi alguns garotos tentando roubar um carro que estava perto do meu. Eram muito pequenos, do tipo para quem se costuma dar um dinheirinho para tomar conta do carro. Chamei a atenção deles para o que faziam, e eles replicaram que eu não precisava me preocupar pois só roubariam carros com placa de São Paulo. Mandei-os sair dali, dizendo que eles não roubariam carro de nenhum lugar. Lembro-me de ter comentado sobre isso, mais tarde, com um companheiro de time, sobre a dificuldade de se crescer e educar no Brasil. Já então me preocupava com a questão da educação das crianças e essa foi a primeira coisa que surgiu em minha cabeça quando marquei o gol”, diz, em Minha vida em imagens.

Pelé continuaria marcando gols, chegando a 1.281 em sua carreira. No entanto, matéria do jornal Folha de S.Paulo publicada em 1995 aponta que o milésimo teria sido marcado, de fato, na partida contra o Botafogo-PB. Isso porque a lista de seus tentos omitiria um feito pela seleção do exército, em 1959, contra o Paraguai, partida válida pelo Sul-americano.

Sobre a contagem de seus gols feitos pelo time das Forças Armadas, vale destacar que, diferentemente de atletas que contam tentos marcados quando amadores, os anotados na lista de Pelé foram feitos quando ele já era profissional, e era praxe que as seleções das Forças Armadas à época contassem com jogadores profissionais com idade para servir. O time pelo qual jogou o Rei, por exemplo, contava com outros que já atuavam no futebol profissional como Nélson Coruja, Lorico e Parada. E são contabilizados 15 gols dele na seleção do exército, o que o deixa com uma margem mais que folgada para a contagem de mais de mil gols, ao contrário das contas de outros que não chegariam a essa marca sem artifícios como incluir jogos-treino como amistosos ou contabilizar gol de partida anulada…

A despeito da questão numérica, fica a lembrança dos versos de Drummond em “Pelé: 1.000”: “O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É difícil fazer um gol como Pelé.”

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No século XXI, Santos tem histórico de goleadas contra o Cruzeiro

O Santos entra na Vila Belmiro neste domingo, contra o Cruzeiro, defendendo um pequeno tabu. A última derrota peixeira contra a equipe de Minas aconteceu em 2009, no segundo turno do Brasileiro, um 2 a 1 na Baixada. Desde então, foram sete jogos, quatro vitórias alvinegras e três empates.

Santos e Cruzeiro já se encontraram 65 vezes. Trata-se de um confronto equilibrado, com leve vantagem peixeira: 25 vitórias, 21 derrotas e 19 empates, com 107 gols pró e 94 contra. A primeira peleja entre os dois aconteceu em 1923, quando o rival ainda se chamava Palestra Itália (só mudou de nome em 1942, por conta da II Guerra Mundial). Vitória do Santos por 7 a 3, gols marcados por Camarão (3), Feitiço (2) e Evangelista (2), da mítica linha dos cem gols.

O maior artilheiro santista do histórico do confronto é Pelé, com 6 gols, seguido por Toninho Guerreiro e Neymar, com 5 cada um. Aliás, o hoje atacante do Barcelona protagonizou um grande momento em 2012, contra o time celeste. O moleque marcou três gols em pleno Independência, na goleada de 4 a 0 do Peixe, sendo aplaudido pela torcida adversária, o que também foi, claro, uma forma de protesto contra o péssimo desempenho da equipe mineira na competição. Felipe Anderson marcou o outro. Confira abaixo.

Neymar protagonizaria outra goleada emblemática contra o Cruzeiro em 25 de setembro de 2010. Ali, quatro dias antes, o Peixe tinha sido derrotado pelo Corinthians, primeira partida da equipe sob o comando de Marcelo Martelotte, substituto do demitido Dorival Júnior. O ex-técnico queria manter o garoto afastado por conta da indisciplina cometida duas pelejas antes, contra o Atlético-GO, mas a diretoria não concordava com a decisão e acabou demitindo o comandante.

Porém, o clima de crise foi apagado com uma bela atuação do menino prodígio nos 45 minutos finais daquele confronto, quando o Alvinegro assegurou a vitória por 4 a 1 na Arena Barueri, mesmo jogando 30 minutos com um atleta a menos (Zé Eduardo foi expulso). Relembre:

No século 21, foram 23 partidas entre os dois, com dez vitórias santistas, sete empates e seis derrotas. O curioso é que, dos dez triunfos alvinegros, em seis ocasiões o Peixe fez quatro gols contra a Raposa. Além dos dois jogos acima, em 2012, o Santos venceu na Vila Belmiro o adversário por 4 a 2, com gols de Durval, Bill, Felipe Anderson e Victor Andrade, com os ex-santistas Borges e Ceará descontando. Já em 2007, ano em que foi vice-campeão brasileiro, 4 a 1 na Vila, com dois gols de Pedrinho, um de Rodrigo Tabata e outro de Marcos Aurélio. O lateral esquerdo Fernandinho descontou para o Cruzeiro.


Já em 2002, o time comandado por Emerson Leão, que viria a ser o campeão brasileiro, superou o Cruzeiro de Vanderlei Luxemburgo por 4 a 1, no Mineirão, com dois gols de Elano, um do zagueiro Andre Luís e outro de Robinho. Joãozinho fez o tento de honra da Raposa.

E pra completar o rol de goleadas peixeira neste século, faltava a de 2001, na Vila Belmiro. O Peixe de Cabralzinho superou o rival por 4 a 2, com dois tentos marcados por Viola, um por Elano e outro por Marcelinho Carioca. Alex e Oséas fizeram pelo Cruzeiro.

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Ao aniversariante do dia: Salve, Rei Pelé!

Hoje, 23 de outubro é dia de aniversário real. Pelé faz 73 anos e, para homenagear o Rei do Futebol, reproduzo abaixo um post já publicado no Futepoca. À época, ele fazia 70, mas o texto ainda vale. Afinal, Pelé é eterno…

Pelé 70 – mais palavras para definir o indefinível

Por algum tempo, em minha vida de torcedor, escutar o nome de Pelé não era algo bom. Santista desde que soube que a bola é redonda, ia aos estádios quando criança e depois adolescente, em anos amargos de fila, e escutava a torcida adversária gritando sempre a mesma coisa: “Pelé parou, o Santos acabou”. Aquele camisa Dez que eu nunca tinha visto jogar ao vivo era motivo de orgulho, mas também era um fardo, uma sombra que pairava sobre todo meia que vestisse o manto alvinegro. Qualquer outro time grande podia ter um meia ou um dez qualquer, o Santos não. Todos eram, em algum momento, comparados com o Rei. Os atletas sofriam, o torcedor sofria. E eu seguia incomodado por dizerem que um jogador podia ser maior que o meu clube.
O tempo passou e fui conhecendo mais a obra de Pelé e vi que, para alguns, era crível pensar que ele fosse maior que um time. Que fosse maior que a seleção brasileira ou que fosse, na verdade, maior do que o próprio esporte que praticava. Afinal, o que justificaria ele ser famoso até mesmo em lugares onde não se conhece a lei do impedimento ou se saiba o que é um escanteio, como nos Estados Unidos? Só de ver jogadas do Rei nota-se, e isso é claro mesmo para os que ignoram o futebol, que se trata de muito mais do que um simples atleta. Assistir alguns segundos de suas atuações é contemplar um artista genial, daqueles que impressionam os sentidos ainda que não se entenda exatamente o que é a sua arte. Em campo, era a tradução da transcendência.No entanto, a comparação sobre quem ou que é maior não faz sentido. Santos e Pelé, encontro que só a metafísica poderia justificar, nasceram um para o outro. Juntos, ambos fazem sonhar até hoje. Aquele menino que veio de Bauru pelas mãos de Waldemar de Brito chegou a um time que era bicampeão paulista, em uma época em que o estadual era o torneio máximo. Tinha Jair Rosa Pinto, Zito e Pepe, jogadores que o futuro Rei admirava. Logo se enturmou e foi estrela maior em meio a uma verdadeira constelação. Se fosse para outro lugar, certamente não brilharia tanto tão cedo.

O futuro na Vila Belmiro ainda lhe daria seu maior parceiro, Coutinho, com quem, segundo os dois, se comunicava com o olhar. As tabelinhas, nunca treinadas, surgiam naturalmente. A seleção brasileira foi outro casamento perfeito, onde pôde conviver com gerações distintas de craques que incluíam Didi, Nílton Santos, Gérson, Tostão… E Garrincha, outra combinação sem igual que nunca viu uma derrota com a amarelinha.Pelé foi Rei, numa época em que os brasileiros, na bola, eram soberanos em todo o mundo. Encantávamos pela técnica, pela habilidade e pela capacidade de vencer quase que nos divertindo. A jogada do quarto gol do Brasil na final da Copa de 70, com oito jogadores tocando na bola em pouco mais de 30 segundos, é a síntese de como o país impressionava o planeta. No lance, o passe de Pelé para o companheiro de Santos e da seleção, Carlos Alberto, sem olhar, é sinal de uma inteligência sem igual com a bola nos pés.

Por isso, Pelé e o futebol que ele representa serão eternos. Seu nome, adjetivo que se tornou no dia a dia sinônimo de perfeição, sempre estará presente quando alguém vir um gol bonito e disser, de forma profana, que é um “gol de Pelé”. Ou na alegria de um garoto que na pelada da rua, mesmo sem nunca ter visto o Rei jogar, vai reivindicar a autoria de um tento como se majestade também fosse. Hoje, parabéns e obrigado àquele que, se não tivesse existido, talvez não nos permitisse que ainda teimássemos em sonhar com o jogo bonito, bem jogado e que é patrimônio genuíno do nosso país. O futebol agradece a seu filho – e também pai – maior.

Ah, sim, hoje ouvir que sou “viúva do Pelé” não me incomoda nem um pouco. Afinal, se a bola é, porque eu, fã de futebol, não seria?

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