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Santos na Libertadores 2017 – a estreia contra o Sporting Cristal, o “Audax peruano”

Peixe entra em campo nesta quinta (9), às 21h45, em seu retorno à competição depois de cinco anos

Se o Santos enfrentou grandes dificuldades para obter o título paulista contra o Audax, na final da competição estadual em 2016, o torcedor que prepare seu coração — e a sua paciência) —  para a partida de estreia do time contra o Sporting Cristal, em Lima, às 21h45 desta quinta-feira (9).

A equipe já foi apelidada de “Audax peruano” por conta das observações do auxiliar-técnico de Dorival Júnior, Lucas Silvestre. “Eles saem jogando desde o tiro de meta, goleiro e zagueiros arriscam. Até um certo ponto de loucura. Analisamos bem seis, sete, oito jogos deles. Vimos pontos fortes e fracos e vamos explorar as dificuldades dele”, disse Silvestre à Rádio Santos.

As características são semelhantes às da equipe paulista vice-campeã do ano passado. O goleiro muitas vezes joga como líbero, a troca de passes curtos é a tônica e os sistemas de jogo variam entre o 4-2-3-1 e o 4-3-2-1. Em determinados períodos do jogo, o time atua com marcação alta, o que pode abrir espaços no setor defensivo. Pelo menos é o que espera o comando técnico alvinegro.

Ao contrário do que fez na segunda partida da decisão do Paulista, quando “entregou” a posse de bola para o clube de Osasco, Dorival esboçou o Santos pressionando o adversário em seu campo defensivo, buscando aproveitar, por exemplo, alguma falha na troca de passes entre goleiro e defensores. Assim como o Santos, o atual campeão peruano não vive boa fase, vindo de derrota de 4 a 1 para o Academia Cantolao, em casa, fazendo uma sequência de duas derrotas e um empate fora de casa. Nas últimas cinco partidas pelo Paulista, o Peixe conseguiu somente uma vitória.

estreia do Santos na Libertadores 2017

Santos vai ter que mostrar disposição para passar pelo Sporting Cristal (Ivan Storti/ Santos FC)

Quem é o Sporting Cristal

Fundado em 1955, em Lima, capital do país, o Sporting Cristal tem uma origem curiosa. A equipe nasceu da iniciativa dos principais acionistas da cervejaria Backus y Johnston,  Ricardo Bentín e Esther Grande, em 1955. Desde 2005, a companhia passou a fazer parte do grupo multinacional cervejeiro SABMiller, sendo responsável pela marca mais vendida no país, a Cristal, principal patrocinadora da seleção do Peru.

Com a força financeira da cervejaria o Sporting Cristal galgou espaço entre os grandes na década de 1990, quando conseguiu um tricampeonato nacional, tornando-se o segundo clube a realizar tal proeza no Peru, e o primeiro na era profissional. Hoje, tem a terceira maior torcida do país e seu maior feito internacional foi o vice-campeonato da Libertadores, conquistado em 1997, quando foi derrotado pelo Cruzeiro na final. Até hoje, nenhum clube peruano conseguiu levantar a taça da competição.

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Corinthians 1 X 0 Santos – O que fica da derrota

Segunda derrota em clássicos em um mês, com atuação apagada, pode levar torcedores a pensar que time será um fiasco na Libertadores. Mas avaliações precipitadas não costumam ser boas conselheiras…

O Santos saiu derrotado pelo Corinthians por 1 a 0 na noite deste sábado (5), no estádio rival, e mais uma vez deixou os torcedores irritados. Não à toa. Afinal, é a segunda derrota em dois clássicos em um mês, sendo que um deles foi disputado na Vila Belmiro e o resultado poderia até ter sido pior do que foi.

A reação nas redes sociais foi variada. Sempre é citada a falta de vontade dos jogadores quando uma equipe vai mal, e agora não foi diferente. Pessoas pedindo a cabeça do técnico nesse tipo de cenário também é um fato recorrente. Como diria Augusto dos Anjos, a mão que afaga é a mesma que apedreja. Não adianta lembrar que Dorival Júnior pegou o time na zona de rebaixamento do Brasileiro em 2015, muitos vão lembrar é que ele perdeu a oportunidade de levar o time à Libertadores no mesmo ano. O vice brasileiro, com uma campanha boa que não se via há muito tempo no ano passado, também não adianta como argumento. Torcedor quer resultado. E a cultura de troca de treinadores no Brasil faz com que os amantes dos clubes ajam desta forma.

Especificamente no jogo de ontem, o técnico tem culpa na derrota, assim como os jogadores. Dorival entrou em um 4-4-2, deixando de lado seu esquema com um zagueiro só e colocando dois defensores de ofício. Isso não livrou o time de sofrer com bolas aéreas, até porque um de seus principais problemas, a marcação das jogadas adversárias pelas laterais, continuou.

Santos perde para o Corinthians no Paulista 2017

Poucos momentos de perigo para o Santos (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Culpa não só dos alas santistas, mas também dos posicionamento dos volantes. Contudo, no gol do Corinthians, há que se destacar não somente a falha de Cleber Reis, que viu Jô mas preferiu marcar a bola, mas também a ausência absoluta de Zeca na diagonal, fechando na área para fazer a marcação. Aliás, em 2017, o lateral-esquerdo santista, uma das principais peças do ano passado e dos mais talentosos jogadores brasileiros na sua posição, vem tendo um desempenho pífio atrás do outro. Contra o São Paulo, por exemplo, o pênalti cometido foi infantil, além de cometer erros na saída de bola tão graves quanto repetidos nos últimos jogos.

Na primeira etapa, o Santos chegou apenas uma vez com perigo ao gol rival, em uma bola enfiada por Thiago Maia para Kayke. Difícil atuar com um meio de campo que não cria ou não arma contra-ataques, o que torna óbvia a ausência de outro alvo de xingamentos da torcida, Lucas Lima. Vitor Bueno é, com muita boa vontade, discreto na mesma função, sendo incapaz de dar os passes longos que Lima costuma acertar no decorrer do jogo, fazendo a transição rápida em determinados momentos cruciais da partida.

O Peixe só atuou pelo lado esquerdo praticamente em todo o primeiro tempo, só na segunda metade do jogo que Bruno Henrique foi acionado. Mesmo sem contar com o auxílio de um mais que apagado Victor Ferraz, o meia-atacante deu trabalho para Arana, impedindo o lateral corintiano de apoiar o ataque. Se fosse mais acionado antes, talvez a história fosse outra.

É preciso lembrar também que o Alvinegro atuou com os desfalques de Vanderlei, Renato (no banco), Ricardo Oliveira e o já citado Lucas Lima. São jogadores fundamentais, pilares do Peixe e sem eles, há uma evidente ausência de lideranças no campo. O fato de Victor Ferraz ostentar a faixa de capitão mostra a carência da equipe nesse aspecto.

Os reforços ainda estão em fase de adaptação e, mesmo com resultados adversos, ainda é possível acreditar no Santos. O que não cabe é crer que a volta de um técnico com carreira em declínio, que já teve três passagens no clube, seja a solução para os problemas da Vila Belmiro. Paciência e bom senso são bem vindos.

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Red Bull 2 X 3 Santos – vitória sofrida com arbitragem polêmica

Peixe sofreu no Pacaembu, com adversário fazendo um gol em impedimento e o Alvinegro desempatando com um outro tento irregular

Em partida válida pela segunda rodada do campeonato paulista, o Santos bateu o Red Bull Brasil por 3 a 2, em um jogo recheado de chances de lado a lado e com uma arbitragem bastante duvidosa.

O Santos começou pressionando o Red Bull em seu próprio campo, como se habituou a fazer na maior parte das partidas desde o ano retrasado, quando Dorival Júnior chegou ao clube. Sob o sol forte, a equipe buscou as beiradas para tentar surpreender o adversário, em especial pelo lado direito onde Lucas Lima e Victor Ferraz fizeram diversas combinações. Não à toa, o primeiro gol alvinegro saiu por ali, quando Lucas Veríssimo subiu ao ataque, no esquema de pressão treinado pelo time, resultando no cruzamento do ala santista e no gol de Vitor Bueno, aos 15.

A partir daí, o Peixe passou a dominar ações, com Rodrigão perdendo um gol incrível aos 25, depois de uma bela jogada de Lucas Lima. Dava até impressão que seria um jogo mais tranquilo, como foi na maior parte do tempo a goleada contra o Linense. Mas, assim como na partida de estreia do Paulistão, a zaga santista, quase na linha do meio de campo, não prestou atenção em Misael, que ganhou de ambos na velocidade e saiu na cara de Vladimir. Esse é um ponto que o time precisa aprimorar, até porque a decisão de fazer ou não a linha de impedimento ou encurtar a marcação depende do entendimento entre os homens da defesa.

santos vence red bull com gols polemicos

Rodrigão e Copete comemoram o segundo gol do Santos (Reprodução)

Um pouco pelo calor e outro tanto pela qualidade do Red Bull, uma equipe bem armada por Alberto Valentim, o Santos diminuiu o ritmo e passou a encontrar dificuldades no jogo, ficando menos com a posse de bola. Foi a genialidade de Lucas Lima que fez a equipe ir para o intervalo à frente no placar. Ele lançou de forma magistral Rodrigão, que não desperdiçou e conseguiu fazer o segundo santista.

Na etapa final, o Red Bull adiantou sua marcação, dificultando a saída de bola do Alvinegro. Criou uma chance real aos 10, quando Elton recebeu na cara de Vladimir mas finalizou na trave. Os “donos da casa” (já que o mando não era do Santos, embora a maciça maioria da torcida fosse alvinegra) se aproveitavam de espaços entre o meio de campo e a defesa peixeira, que logo se postou no 4-4-2 mais compacto para tentar evitas as investidas do adversário.

Aos 14, Léo Cittadini substituiu Leandro Donizete. O volante estreante sentiu o calor, errou alguns passes fáceis no início da partida e errou o tempo de bola em vários lances, mostrando que ainda precisa adquirir ritmo de jogo.

Uma outra estreia na partida foi a de Bruno Henrique, que entrou no lugar de Rodrigão aos 26, com Vitor Bueno indo para o comando de ataque. Abusando de faltas próximas à área e sofrendo principalmente pelo lado esquerdo da defesa, o time acabou sofrendo o gol de empate aos 36, com Nixon, em impedimento.

Dorival Júnior colocou Kayke no lugar de Bueno que, apesar do gol, foi mais uma vez pouco participativo na parte ofensiva. Com o ex-flamenguista no comando do ataque, Lucas Lima passou a cair mais pela direita, concentrando as jogadas de ataque por aquele lado. Nixon acertou a trave aos 46, e o Santos chegou ao gol da vitória aos 47, em um lance confuso. Kayke projetou o braço na bola e Saulo chegou a fazer a defesa, ficando a dúvida se a bola teria ou não entrado. A arbitragem deu um gol irregular, e mesmo assim o Red bull quase empatou com outra bola na trave aos 48.

O calor em um horário ruim para o futebol não permitiu que o Santos praticasse seu estilo de jogo mais intenso, com a equipe ficando espaçada em vários momentos da partida, lembrando ainda que a pré-temporada do adversário foi mais longa. Ainda assim, é preciso corrigir as falhas de posicionamento defensivo, falta entendimento entre Lucas Veríssimo e Yuri e a cobertura dos laterais precisa ser melhor combinada.

Confira abaixo os melhores momentos de Red Bull X Santos.

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Santos 6 X 2 Linense – goleada na estreia do Paulistão 2017

Peixe demonstra força ofensiva em partida com muita movimentação. Lucas Lima volta a ser o maestro da Vila

Em sua estreia no campeonato paulista de 2017, o Santos goleou o Linense na Vila Belmiro por 6 a 2 na noite desta sexta-feira (3). Rodrigão marcou 2, com Lucas Lima, Arthur Gomes, Vitor Bueno e Thiago Ribeiro fazendo pelo Peixe.

No primeiro tempo, algumas das variações táticas que Dorival já tinha ensaiado contra o Kenitra. Em especial, a marcação alta com os dois laterais entrando pelo meio, facilitando a jogada de infiltração e abrindo espaço para os atacantes nas pontas. Atrás, próximos da linha central, os zagueiros junto com um ou os dois volantes, facilitando a transição e dando mais qualidade de passe, também abrindo a chance de um lance mais longo.

Além do óbvio destaque para Rodrigão, mais uma vez Lucas Lima se destacou pela intensa movimentação, dando a pinta de que o problema dele em parte de 2016 de fato era sua condição física. Ele voltou para buscar a bola e atuou bastante pelo lado direito do ataque, com Vitor Bueno ocupando o que seria o posicionamento do dez pela meia. Iniciou os lances dos dois gols do centroavante peixeiro.

No retorno do segundo tempo, o Peixe sofreu um gol aos 8 minutos, justamente em uma falha que não se pode ter quando é aplicada a marcação alta. Thiago Santos recebeu entre os zagueiros, com Zeca dando condição de jogo para o atacante do Linense, que avançou e acertou um belo gol de fora da área.

A partir dali, foram quatro minutos de instabilidade, com alguns jogadores perdendo um pouco a concentração. Caso de Zeca, que entregou uma bola para Caíque, que finalizou para defesa de Vanderlei (um escanteio não anotado pelo árbitro).

Lucas Lima comemora o terceiro da goleada santista contra o Linense

Lucas Lima comemora o terceiro gol do Santos com os companheiros de time. Destaque da estreia alvinegra

Mas o medo durou pouco para o torcedor peixeiro. Aos 13, Copete roubou uma bola no meio de campo, que chegou a Thiago Maia. O volante serviu Lucas Lima, que entrou na área e não perdoou, aliviando os santistas mais cautelosos.

O herói do jogo saiu aos 26, dando lugar a Arthur Gomes. Rodrigão caiu de produção na etapa final, tentou um ou outro lance de efeito, mas deixou sua marca pelos dois gols e também por passes que deixaram seus companheiros em situação de fazer. Além disso, é o típico atacante “brigador”, daqueles que conseguem em todo jogo um desarme perigoso. Falta técnica e velocidade, o que não casa muito com o esquema de jogo alvinegro. Mas é um jogador que pode ser útil em muitas situações.

Aos 27, saiu Thiago Maia e entrou Léo Cittadini, um “coringa” nas mãos de Dorival. Que tem correspondido, aliás. Mas foi o outro suplente quem marcou. Arthur Gomes aproveitou excelente lançamento de Lucas Lima e fez o quarto do Peixe em falha do goleiro Edson Kolln.

Contudo, o Santos tomou o segundo aos 34. Outra vez em uma falha na linha de impedimento, com Gabrielzinho fazendo sozinho. Ainda falta concentração e comunicação entre os jogadores que fazem a linha defensiva. Nesse caso, mais uma vez, Zeca dormiu. Contar em provocar impedimento próximo à linha da área é um perigo enorme, já que não há chance de recuperação dos defensores.

O Santos ainda tomou uma bola no travessão, em lance de cobrança de falta, aos 42, mas marcou o quinto aos 45, com Vitor Bueno. E Thiago Ribeiro ampliou aos 47, em jogada combinada com Victor Ferraz. No lance, mostrou uma de suas características principais, a finalização. Outro que pode ser útil para Dorival, em que pese o estranhamento que a torcida tem com o atleta.

A força ofensiva e os momentos de intensidade que o Santos conseguiu imprimir na partida são dados animadores. Mas a fragilidade defensiva demonstrada em determinados períodos preocupa, ainda que se desconte o pouco tempo de treinamento e o fato de ser início de ano. De qualquer forma, uma goleada que anima o torcedor e honra as tradições alvinegras.

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Santos X Linense – Peixe definido e Dorival pode estrear novo esquema

Treinador santista treinou nessa quarta-feira (1) uma linha de cinco, com um apenas um zagueiro de ofício

O Santos está com o time praticamente definido para a estreia no campeonato paulista de 2016, contra o Linense, nesta sexta-feira (3) na Vila Belmiro. Sem poder contar com quatro reforços, por problemas de documentação, Dorival Júnior vai ter à disposição apenas dois novos contratados: o lateral-direito Matheus Ribeiro e o volante Leandro Donizete. Ambos vão começar o jogo no banco de reservas.

O técnico também não vai contar com Ricardo Oliveira, que se recupera de um caxumba, e David Braz, que volta de contusão. Assim, o time que deve iniciar o duelo contra a equipe do interior terá Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno, Copete e Rodrigão. No papel, a mesma escalação inicial do onze que enfrentou o time marroquino do Kenitra.

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Dorival pode testar linha de 5 contra o Linense (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Embora, pela escalação, a equipe possa atuar no já tradicional 4-3-3, variando para o 4-2-3-1, Dorival treinou nesta quarta-feira um esquema já usado no final de 2016, com uma linha de cinco atrás: Renato centralizado, entre Lucas Veríssimo e Yuri. Nessa formação, os laterais ficam liberados para ir à frente ou compor o meio de campo quando o Alvinegro tem a posse de bola. Pode ser uma estratégia útil, por exemplo, para quando o time sofrer com uma marcação mais alta, situação em que a equipe sofreu dificuldades na temporada passada.

Ingressos para Santos X Linense

Os ingressos para a partida entre Santos e Linense começaram a ser vendidos nesta segunda-feira (30). Os preços variam entre R$ 20 (meia) e R$ 80. Confira abaixo as opções e os postos de venda:

Arquibancadas Superiores (Portões 7/8 e 24): R$ 40 (a inteira) e R$ 20 (a meia)
Arquibancada Visitante (Portão 21): R$ 40,00 (a inteira e R$ 20,00 (a meia)
Cadeira Térrea Lateral (Portão 26): R$ 50 (a inteira) e R$ 25 (a meia)
Cadeira Coberta de Fundo (Portão 22): R$ 60 (a inteira) e R$ 30 (a meia)
Cadeira Coberta Lateral (Portão 25): R$ 80 (a inteira) / R$ 40 (a meia)

 

Postos de venda

Vila Belmiro (Santos) – Rua Princesa Isabel, s/ nº – Vila Belmiro – Bilheteria principal (próxima ao Portão 6).

Quiosque Compre Ingressos/Redegol (Santos) – Shopping Miramar – 2º Piso – Gonzaga – Segunda à sábado das 10 às 22hs – Domingo das 15h às 21hs

Santos Store Museu Pelé (Santos) – Largo Marquês de Monte Alegre s/n – Valongo – Centro Histórico – Tel.: (13) 9 8115-1544 / (13) 9 9142-5909 – Terça a Domingo das 10 às 17hs –

Loja Claro (Cubatão) – Avenida 09 de Abril 2.204 Loja 05 – Centro – Tel.: (13) 3357-1254 – De segunda à sábado, das 09 às 18h00; Exceto Domingo e Feriado

Loja Claro (Praia Grande) – Avenida Costa e Silva 154 – Boqueirão – Tel.: ( 13)3352-5077 – De segunda à sábado, das 09 às 18h00

Loja Restrito (São Vicente) – Rua João Ramalho 630 – Centro – Tel.: 13 3466- 9097 – De segunda à sábado, das 09 às 19h00
Postos de venda, em São Paulo, em Guarulhos e no ABC

Subsede do Santos FC/SP – Av. Indianópolis, 1.772 – Planalto Paulista – São Paulo – Tel.: (13) 3257-4000 / Ramal 5000 – Horário: das 11 às 17h00

Santos Store (São Paulo) – Rua Augusta, 1931 – Cerqueira Cesar – São Paulo/SP – Tel.: (11) 3064-1574 / (11) 3064-1576 – De segunda a sábado, das 10 às 19h00; domingo e feriado não abre

Santos Store (São Bernardo do Campo/SP) – Shopping Metrópole – Praça Samuel, 200 – Loja LN 25 – Centro/SP – Tel.: (11) 4336-5757 – De 2ª a sábado, das 10 às 22h00; domingos e feriados, das 14 às 20h00

Santos Store (Guarulhos) – Internacional Shopping – Guarulhos/SP – Piso Térreo – Loja D28 – Rodovia Presidente Dutra, saída 225. tel.: (11) 2114-3098 / (11) 9 4484-7331 – De 2ª a sábado, das 10 às 22h00; domingos e feriados, das 14 às 20h00

Santos Store (São Paulo) – Shopping Pátio Paulista – Rua Treze de Maio 1.947 – Bela Vista – Tel.: (11) 253.8524 / (11) 9 8742-4925 – De segunda à sábado, das 10 às 22h00; Domingo e Feriado das 14 às 20h00

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Novas contratações, Hernández e Lucas Lima: a goleada do Santos sobre o Kenitra

Amistoso contra time marroquino serviu para Dorival testar variações de seu esquema tático e apresentar três reforços à torcida. O resultado foi animador

Quem conseguiu ir ao Pacaembu na noite deste sábado (28), viu um jogo agradável e obviamente positivo para a torcida do Peixe. O Santos goleou o Kenitra, do Marrocos, por 5 a 1 com direito a gol de bicicleta do estreante Vladimir Hernández.

Os jogadores considerados titulares jogaram no primeiro tempo e em parte do início do segundo. Em relação ao ano passado, alguns elementos do esquema de Dorival Júnior seguiram presentes como, por exemplo, os laterais entrando pelo meio e fazendo tabelas para jogadas de infiltração e abrindo espaço para os atacantes que caem pelas pontas. Porém, um dos problemas desse tipo de variação voltou a aparecer: a cobertura feita quando os laterais se deslocam. Foi, assim, aliás que saiu o único gol dos visitantes no jogo.

Outro destaque foi a movimentação de Lucas Lima. Ele atuou mais próximo à região central, recebendo diretamente da defesa e dando início às jogadas ofensivas do Santos. Não se limitou, contudo, a ficar por ali, posicionamento em que liberava o avanço dos volantes para o ataque. Avançou e encostou nos atacantes, puxando contra-ataques e impondo velocidade em diversas jogadas. Participativo como há muito não se via, errou muito por conta da falta de ritmo, mas foi o termômetro da equipe enquanto esteve em campo. Fez o desarme que resultou no primeiro gol peixeiro, foi o responsável pela jogada do segundo, além de um assistência no terceiro. Continuando nesse ritmo, o Alvinegro terá um Dez digno de suas tradições.

Dorival repetiu também o que já vinha fazendo no final do ano passado, a utilização de apenas um zagueiro de ofício. Na primeira etapa atuaram Lucas Veríssimo e o volante Yuri e, na maior parte do tempo final, Fabián Noguera contou com a presença de Leo Cittadini a seu lado.

As contratações do Santos

Foram 17 dias de pré-temporada antes da apresentação contra o Kenitra e três reforços não puderam estar presentes. O zagueiro Cleber passa por recuperação por um problema na panturrilha, Leandro Donizete faz trabalho de recondicionamento físico e o meia-atacante Bruno Henrique está na Alemanha resolvendo questões relativas à mudança para o Brasil.

Entre os três que jogaram, Kayke foi discreto em campo, e o lateral Matheus Ribeiro sentiu de forma evidente o peso da camisa e o posicionamento tático distinto daquele que ele tinha no Atlético-GO. Nervoso, errou bastante, mas é preciso ter paciência.

Quem pareceu estar totalmente aclimatado ao clube foi o atacante colombiano Vladimir Hernández. Mostrou personalidade e muita habilidade ao fazer um belo gol de bicicleta e ainda deu a assistência para o quinto tento, de Thiago Ribeiro. Em sua estreia, já caiu nas graças do torcedor.

hernandez faz de bicicleta contra o kenitra

A pintura de Hernández contra o Kenitra

Por que um time do Marrocos?

A ideia do adversário do Santos no amistoso surgiu de um de seus patrocinadores, a Royal Air Maroc. O Kenitra é um dos clubes mais antigos do país, e tem quatro títulos nacionais, sendo o último conquistado na temporada 1981/1982. É o quinto maior vencedor de campeonatos marroquinos. Atualmente, no entanto, o time amarga a lanterna da competição nacional, com três vitórias (todas em casa), três empates e nove derrotas.

O prefeito de Kenitra, Aziz Rabbah, esteve em Santos onde firmou uma parceria com o clube para a criação de escolinhas de futebol levando o nome do Peixe para a cidade, que tem 430 mil habitantes.

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Lembra dele no Santos? Técnico Cuca já vestiu a Dez alvinegra

Muitos lembram da passagem pouco memorável do (ainda) treinador palmeirense pela Vila Belmiro como técnico, em 2008, mas em 1993 ele fez parte do meio de campo do Peixe

O técnico campeão brasileiro Cuca teve uma carreira de 13 anos como jogador de futebol, atuando entre 1984, quando estreou pelo Santa Cruz-RS, até sua aposentadoria em 1996 pelo Coritiba, equipe da sua cidade natal. Entre o primeiro e o último, vestiu a camisa do Juventude, por um ano e meio (1985-1986), e do Grêmio (1986-1989), clube no qual permaneceu por mais tempo (1986-1989) na carreira. Foi para o Valladolid em 1990 mas, no mesmo ano, retornou ao clube do Olímpico.

A partir de 1991, iniciou sua vida de peregrino do futebol permanecendo no máximo um ano nos times por onde passou. Em 1991, esteve no Internacional; em 1992, no Palmeiras. De lá foi para o Santos, onde atuou em 1993. Em 1994, jogou pela Portuguesa e pelo Remo, indo para o Juventude mais uma vez em 1995. No ano seguinte, foi para a Chapecoense e em seguida para o Coxa. Foi convocado e chegou a jogar pela seleção em 1991, com o técnico Falcão.

Quando Cuca veio para o Peixe, foi o reforço mais festejado do início da temporada de 1993. À época, ainda existia a Lei do Passe, mas o futuro técnico era dono de seus direitos, tendo os vendido ao Alvinegro por US$ 180 mil. Junto com ele, vieram o goleiro Maurício, do Novorizontino; o meia Darci, emprestado pelo Rio Branco, e o lateral-esquerdo Silva, vindo da Portuguesa. Haviam saído o meia Edu Marangon, para o futebol japonês, e o zagueiro Nei, para a Ponte Preta.

 

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Cuca em sua chegada ao Santos, em 1993 (Nélson Coelho/Placar)

 

O técnico Evaristo de Macedo contava com bons nomes no meio de campo. Além de Cuca e Darci, já despontava Marcelo Passos, lançado em 1992 por Geninho, e Ranielli. No segundo semestre ainda contaria com o retorno de Sérgio Manoel, que havia sido emprestado para o Fluminense no ano anterior.

No Paulista de 1993, o Santos ficou na primeira fase em quarto lugar, com o mesmo número de pontos de Corinthians e São Paulo, mas com saldo de gols pior. Na segunda fase, caiu no grupo com os dois rivais e o Novorizontino, acabando em terceiro lugar, sendo que somente o primeiro se classificava. Foi o campeonato que o Palmeiras, em seu segundo ano de parceria com a Parmalat, saiu da fila de 16 anos sem títulos.

Veja abaixo gols de Cuca em sua estreia, vitória de 4 a 2 sobre a Portuguesa, e contra o São Paulo, triunfo de 3 a 2.

Já no Brasileiro daquele ano, contando com os reforços do lateral-esquerdo Eduardo, ex-Grêmio; do goleiro Veloso, emprestado pelo Palmeiras, e do zagueiro Ricardo Rocha, emprestado pelo Real Madrid. O comandante Antônio Lopes levou a equipe ao 5º lugar na primeira fase, mas, na fase final, onde só o vencedor de cada grupo de quatro times ia à final, o Alvinegro não foi bem sucedido. Na chave que tinha Corinthians, Flamengo e o vice-campeão da competição, Vitória, o Santos terminou em 3º, com um triunfo, três empates e duas derrotas, três pontos atrás do líder Vitória (à época, a vitória valia dois pontos). Guga foi o artilheiro do Brasileiro de 1993 com 14 gols.

Confira gol de Cuca no empate contra o Vitória, na fase final do Brasileiro.

No total, Cuca fez 44 jogos pelo Santos, marcando 15 gols. Sobre a experiência, ele disse em uma reportagem em 2012. “Quando você entrava no vestiário da Vila Belmiro, tinha um armário lacrado, que ninguém abria, que era o armário do Pelé, e vestir a camisa 10 é um baque. Toda sua infância e juventude passa dentro de você naquele momento. Eu falo que muitas coisas tem seu preço e algumas o seu valor. Essa tem um valor inestimável.”

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Santos 3 X 2 Vitória – Copete dá o tom da vitória do Peixe

Alvinegro segue na perseguição ao Palmeiras e finca o pé no G3, posição que assegura passagem direta para a fase de grupos da Libertadores

O Santos fez a lição de casa e venceu o Vitória por 3 a 2 na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro. Com 57 pontos, segue no encalço do Palmeiras e consolida seu lugar no G3.

Na etapa inicial utilizou uma estratégia que muitos rivais do Santos usam para complicar o time na Vila Belmiro, a marcação-pressão. Em mais de uma ocasião a bola voltou para Vanderlei que, sem opção, foi obrigado a chutar a bola pra frente. Com alguma catimba e aproveitando os lados do campo, o Vitória chegou a exigir duas defesas de Vanderlei em finalizações de fora da área, mas o Alvinegro conseguiu se postar com paciência e trocas de bola. Foi preciso paciência para ameaçar o Vitória.

Copete brilhou no triunfo do Santos

Copete fez dois gols e foi o melhor em campo contra o Vitória (Ivan Storti/Santos FC)

Perto da metade do tempo o jogo começou a ficar mais afeito à equipe de Dorival. O Vitória começou a errar, pressionado pela marcação peixeira no campo ofensivo e Copete roubou uma bola na meia, avançou, e tocou para Lucas Lima explodir a bola no travessão aos 20 minutos. O atacante colombiano, mostrando a disposição de sempre, foi o destaque da primeira metade da partida, anotando o gol alvinegro aos 35, após bela assistência de Lucas Lima. O meia, aliás, mostrou uma boa movimentação nos 45 minutos iniciais, participando dos dois lados do campo das jogadas ofensivas santistas.

Após o intervalo, os donos da casa seguiram tocando a bola, buscando cadenciar mais o jogo, e o Vitória não se achava em campo. Mesmo assim, chegou ao gol aos 15 minutos. Noguera falhou e Yuri tentou matar a bola no peito, mas acabou tocando com o braço nela. Pênalti bem marcado e convertido por Marinho.

Mas não deu tempo de o santista ficar aflito. Aos 19, mais uma vez Lucas Lima apareceu bem, dando um belo passe para Copete no lado direito da área do Vitória. Diogo Matheus se precipitou e entrou de carrinho no colombiano, fazendo pênalti. Ricardo Oliveira cobrou com tranquilidade, esperando Caíque se mexer e tocando no meio do gol.

O jogo voltou pro estágio banho-maria, mas dessa vez o Peixe ameaçava mais com contra-ataques, errando no último ou penúltimo passe. O time baiano pouco ameaçava e mesmo Marinho, que conseguiu fazer com que dois jogadores do Santos tomassem cartão amarelo, ficou apagado. A tranquilidade só veio aos 39, quando Copete desarmou Vitor Ramos na área e marcou seu segundo na partida, o terceiro do Peixe. Mesmo com a “Lei do Ex” funcionando e o meia Serginho descontado para o Rubro-Negro aos 48, novamente com falha de Noguera na marcação, não houve tempo para mais emoções. Ainda bem.

Obviamente o destaque da peleja foi Copete. Mostrou a raça e garra habituais, que incendeiam time e torcida, mas também deu belos passes, desarmou, fez a marcação pela lateral, matou contra-ataques do Vitória e fez dois gols. Ufa! Cansa só de ler, né? Mas esse atacante colombiano é o verdadeiro atleta incansável, merecendo muitos aplausos da torcida. São doze gols e cinco assistências em 28 partidas com a camisa do Santos. Não é pouca coisa.

A luta segue. Mais três finais para o Alvinegro Praiano. E garantia de emoção para o santista.

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Lembra dele no Santos? Daniel Paulista

Hoje técnico do Sport, ex-volante apareceu para o futebol em 2003, no Santos que tinha Diego e Robinho

Quem viu ontem o jogo entre Grêmio e Sport pelo Brasileirão – vitória rubro-negra por 3 a 0 – pode ter tido aquela impressão, ao olhar para o banco de reservas da equipe pernambucana: de onde conheço esse técnico?

Daniel Paulista, que atuou tanto na função de volante como de segundo volante, foi elevado ao cargo de treinador com a saída de Oswaldo de Oliveira para o Corinthians. Antes, já havia assumido interinamente o comando do clube em julho de 2014, quando também era auxiliar de Eduardo Baptista, que saiu para o Fluminense. Encerrou a carreira de atleta precocemente, aos 32 anos, depois de ser dispensado do ABC-RN.

Oriundo do Comercial, Daniel Pollo Barion, então chamado só de Daniel, foi uma indicação de Émerson Leão, que havia tirado o Santos de um jejum de 18 anos sem títulos expressivos em 2002. Chegou após o campeonato paulista de 2003, aos 20 anos de idade, para compor o elenco alvinegro, sendo um dos reservas para os volantes, à época, Paulo Almeida e Renato.

daniel paulista santos

Daniel Paulista comemora gol contra o Vasco, no Brasileiro de 2003 (Reprodução)

Fez sua estreia em um triunfo do Alvinegro sobre o Flamengo, por 2 a 0, em peleja do Brasileirão, quando entrou no lugar do meia Alexandre. Jogou como titular na equipe que goleou o Bahia por 4 a 0, quando Leão poupou a equipe principal para o segundo duelo contra o Boca Juniors, válido pela final da Libertadores daquele ano.

No Peixe, fez um único – belo, aliás – gol. Foi o que decretou a virada do Santos contra o Vasco, na Vila Belmiro, por 2 a 1. No segundo turno, foi titular em várias partidas, vencendo uma disputa particular com Alexandre, em função de lesão do titular Paulo Almeida. Também entrou jogando na Sul-Americana.

Em 2004, contudo, perdeu lugar com a chegada de Vanderlei Luxemburgo no time e acabou dispensado. Em 2005, foi para o Juventude. Passou ainda por clubes como São Caetano, Corinthians, Náutico, Sport (2 vezes) e Audax em 2013.

Confira abaixo o golaço de Daniel Paulista contra o Vasco.

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Ponte Preta 1 X 2 Santos – E Dorival mudou o jogo…

Alvinegro mostra raça e técnica e consegue virada em Campinas, assumindo a vice-liderança do Brasileiro. Copete e Cittadini fazem a diferença
Já diria um ditado que todo brasileiro é (ou acha ser) técnico de futebol. Quando se envolve a paixão por um clube, tal sintoma da alma nacional fica ainda mais visível. Em geral, faltam elogios e sobram críticas. Dorival Júnior sabe bem disso.
Ultimamente muitos torcedores têm pego no pé do técnico do Santos. A maioria de boa fé, discordando de escalações, alterações ou pelo jeito que a equipe joga, responsabilizando o treinador por praticamente tudo de ruim que acontece com o time. Outros estão engajados em uma campanha pela volta de Vanderlei Luxemburgo à Vila, algo que beira o incompreensível, ainda mais tendo em vista as últimas entrevistas do comandante.
O ideal para analisar o trabalho de alguém é colocar isso em perspectiva, ou seja, fazer uma avaliação de um prazo mais longo que um ou dois jogos. Ver que tipo de dificuldades foram enfrentadas no decorrer desse período e ponderar também sobre o óbvio: às vezes um jogador erra, um árbitro idem, e aí é difícil culpar o homem que está no banco.
Dorival enfrentou desfalques por escalações da seleção brasileira e da seleção olímpica. Jogadores perderam o ritmo em função disso. Perdeu atletas por contusão, como Ricardo Oliveira, atacante com que pode contar em 34 pelejas no ano; Vitor Bueno, em um momento decisivo do campeonato brasileiro; além da zaga titular. Com um elenco limitado, penou para escalar o time.
Mesmo assim levou o Santos, hoje, à vice-liderança. No duelo contra a Ponte Preta, a equipe entrou pressionando a saída de bola, se movimentando bem ofensivamente e não deixando a Ponte atacar. Mas, em um lance rápido e uma falha individual de David Braz, o time tomou o gol quando jogava melhor, tento de pênalti aos 21. Custou a se encontrar novamente, voltando a atuar bem somente no segundo tempo, quando Dorival voltou do intervalo com Yuri no lugar de David Braz.
santos ponte preta

Léo Cittadini é celebrado por seus companheiros de equipe (Santos FC)

A alteração foi cornetada nas redes sociais, já que o 14 do Alvinegro, além de ter feito a penalidade, perdeu um gol na grande área. Mas fazia sentido. Com a Ponte jogando somente no contra-ataque, seria um risco deixar Noguera, que é lento, no mano a mano. Yuri melhorou a saída de bola e por vezes foi ao ataque, como no segundo gol do Peixe, revezando na zaga com Renato. Braz subiu de produção com o volante/meia do seu lado.
Mas a grande sacada de Dorival foi o “resgate” de Leo Cittadini. Ele entrou no lugar de Vitor Bueno e participou dos dois lances da virada santistas, finalizando para Ricardo Oliveira marcar no rebote e “servindo” Copete no segundo tento (a bola entraria mesmo que o colombiano não tocasse na redonda). O meia teve boas atuações no decorrer do ano, tanto como volante como substituto de Lucas Lima, mas teve problemas físicos e não conseguiu uma boa sequência. Foi decisivo e merece novas chances.
Outro destaque da equipe foi Copete. O colombiano, que errou bastante na primeira etapa, voltou bem no tempo final e foi o responsável por boa parte dos lances ofensivos da equipe. Também merece atenção a entrada do garoto Arthur Gomes, em sua primeira partida como profissional, substituindo Jean Mota. Mostrou personalidade.
O Santos mostrou que está vivo e muito desse sucesso, de 29 pontos obtidos dos últimos 33, se deve a Dorival Júnior. O time tem mais quatro “finais” até a última rodada. Dá pra ficar feliz.

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