Arquivo da tag: Álvaro

Após fazer dois, Robinho sobe duas posições no ranking dos maiores artilheiros do Santos

robinho santos linense

Robinho comemora primeiro gol do Peixe contra o Linense (Foto Ivan Storti/Santos FC)

Em sua terceira passagem pelo Santos, aos 31 anos, Robinho continua fazendo história com a camisa alvinegra. Após o jogo contra o Linense, quando brilhou mais uma vez, o atacante anotou dois tentos e chegou a quatro gols e duas assistências no campeonato paulista. Mas não foi só isso.

Com os gols na partida de ontem, Robinho, que já havia se tornado, após o jogo contra a Portuguesa, o segundo maior artilheiro do Santos pós-Era Pelé, subiu duas posições no ranking dos maiores artilheiros da história do Alvinegro.

Ele estava empatado com Del Vecchio, com 105 gols, antes do jogo no Pacaembu. A propósito, uma curiosidade. Quase 10% dos gols anotados pelo atacante Del Vecchio foram feitos contra o Linense, rival contra o qual marcou nove vezes. Robinho também ultrapassou Álvaro, que tem 107 tentos pelo Alvinegro, e passou da 19ª para a 17ª posição. O próximo na lista é Vasconcelos, que fez 11 gols pelo Peixe. Veja abaixo quem são os jogadores que estão próximos do Rei das Pedaladas:

10 – Tite – 151 (1951-1957/1960-1963)

11 – Camarão – 150 (1923-1934)

12 – Antoninho – 145 (1941-1954)

13 – Neymar – 138 (2009-2013)

14 – Odair – 134 (1943-1952)

15 – Raul Cabral Guedes – 120 (1933-1942)

16 – Vasconcelos – 111 (1953-1959)

17 – Robinho – 107 (2002-2005/2010/2014 até hoje)

18 – Álvaro – 106 (1953-1961)

19 – Del Vecchio – 105 (1953-1957/1965-1966)

Deixe um comentário

Arquivado em Ídolos, futebol, História, Santos, Século 21

O adeus a Chico Formiga, técnico dos primeiros “meninos da Vila”

Ontem, no dia 22 de maio, morreu em São Vicente uma das figuras mais importantes da história do Santos Futebol Clube. Francisco Ferreira de Aguiar, Chico Formiga, chegou do Cruzeiro, em 1950, com 19 anos, e participou da equipe base de 1955, que foi campeã depois de vinte anos sem conquistas. Formação que era música aos ouvidos santistas: Manga, Hélvio e Ivã; Ramiro, Formiga e Zito, Alfredo, Álvaro, Del Vecchio, Vasconcelos e Tite. Foi atleta do Peixe entre 1950 e 1056, e entre 1960 e 1963.

Lembro dele como técnico do time em 1983, quando o Peixe foi derrotado pelo Flamengo na final do Brasileiro. Mas aquele meio de campo com Dema, Lino, Paulo Isidoro e Pita marcaria a minha infância como um dos mais habilidosos que havia visto, daqueles que dava orgulho de torcer. Mas a história de Formiga como técnico peixeiro começa em uma época conturbada, quando o clube tentava se encontrar após o fim da Era Pelé.

Em seu Time dos Sonhos, Odir Cunha narra o que ficou conhecido como “Noite das Garrafadas” no Pacaembu, em 1978. O Santos enfrentou o Operário-MT e perdeu de virada. O resultado foi a revolta da torcida, que foi reprimida pela Polícia Militar, resultando em um saldo de dois santistas internados com traumatismo craniano. Formiga assistiu à partida das arquibancadas, enquanto seu auxiliar Mengálvio dirigia o time. Ali, em conjunto com Zito, então diretor, surgiu a decisão de apostar nos juvenis (ele havia treinado os meninos no Campeonato Paulista de Juniores), até porque os recursos eram escassos.

Formiga, mentor dos “meninos da Vila” de 1978

Foram promovidos garotos como Zé Carlos, Toninho Vieira e Pita, que se juntaram a atletas mais experientes como Clodoaldo e Aílton Lira. O “time que só sabia atacar”, como definia Formiga, venceu o forte São Paulo, campeão brasileiro de 1977, na final da competição (disputada em junho de 1979). Como em outras ocasiões, jogadores desacreditados ganharam um título, sob a batuta de alguém que acreditou neles. Aquela equipe ficou conhecida como a primeira geração dos “meninos da Vila”, fez oitenta gols naquele Paulista, e Juary foi o primeiro artilheiro santista pós-Era Pelé, com 29 tentos.

O treinador logo saiu, seduzido por uma quase irrecusável proposta financeira da Arábia Saudita. Voltaria para ser vice-campeão brasileiro em 1983, depois de ser campeão paulista pelo São Paulo em 1981. Mais tarde, tiraria o Corinthians de um penúltimo lugar no Estadual para ser vice-campeão em 1987. Contudo, um de seus grandes feitos viria em 1993, quando foi campeão mineiro comandando o América-MG e quebrando uma hegemonia de 21 anos da dupla Atlético-Cruzeiro. Lembro de uma entrevista com o treinador na Folha de S. Paulo, em que ele falava do seu grande sonho àquela altura: ser novamente técnico do Santos de seu coração.

Não conseguiu, mas colaborou com o clube como supervisor nas categorias de base, fazendo o que sempre soube fazer bem: descobrir e moldar talentos jovens. Pelo seu crivo passaram Robinho e, mais além, Neymar. Para sempre, ficará a gratidão do torcedor por quem tanto fez pelo time da Vila, dos mais diversos modos.

2 Comentários

Arquivado em Ídolos, Década de 50, Década de 60, Década de 80, futebol, História, Santos

Neymar já é o quarto maior artilheiro santista pós Era Pelé

Após a vitória do Santos contra o Guaratinguetá, Neymar já é o quarto maior artilheiro do Santos pós Era Pelé, com 173 pelejas disputadas pelo clube. Com 95 gols, o garoto, que fez três contra a equipe do interior, ultrapassou Robinho, que tem 94. Agora, o atacante segue no encalço de três atletas. O primeiro é Juary, um dos meninos da Vila campeão paulista em 1978 e que, atuando entre 1976 e 1979 e, já veterano, em 1989, marcou 101 vezes pelo Santos.

Já os dois que pontuam a lista têm 104 tentos cada. O ponta-esquerda João Paulo, outro menino da Vila, jogou no Peixe entre 1977 e 1984, voltando em 1992. Serginho Chulapa o acompanha no topo por conta de suas quatro passagens pelo Peixe, em 1983-1984, 1986, 1988 e 1990. Pouco mais de três anos de sua estreia como profissional, Neymar pode ocupar o topo da lista ainda no primeiro semestre.

Pra quem gosta de comparações, Messi, que estreou no Barcelona em 2003, fez seu centésimo gol pelo clube em seu 188º jogo pela equipe azul-grená, aos 22 anos e 206 dias.

Sobre a lista de artilheiros do Santos

Muitos podem estranhar o porquê de existir uma lista de artilheiros pós Era Pelé. O fato é que a divisão é mais que necessária, já que o Alvinegro, que se notabiliza por ser o clube com maior número de gols marcados no mundo do futebol profissional, foi também o primeiro no Brasil a ter uma linha de cem gols em uma competição. Muito antes do grande time dos anos 60, os santistas já se habituavam a balançar as redes.

João Paulo e Chulapa estão em 18º no rol de maiores artilheiros da história santista. Acima deles, há Pelé, líder absoluto com 1091 gols, e outros dez atletas que atuaram com o Rei: Pepe, Coutinho, Toninho Guerreiro, Dorval, Edu, Pagão, Tite, Vasconcelos, Álvaro e Del Vecchio. Da linha dos cem gols há Feitiço, 5º em todos os tempos com 216 gols e Camarão, além de Araken Patusca, Antoninho, Odair e Raul Cabral Guedes.

Para se ter uma ideia da grandeza da lista dos maiores artilheiros do Peixe, Coutinho, o terceiro maior, com o número de gols marcados pelo Peixe seria com sobras o maior goleador de qualquer um dos membros do Trio de Ferro. Claro que se tivesse atuado nos rivais o parceiro de Pelé não teria marcado tanto…

Após a vitória do Santos contra o Guaratinguetá, Neymar já é o quarto maior artilheiro do Santos pós Era Pelé, com 173 pelejas disputadas pelo clube. Com 95 gols, o garoto, que fez três contra a equipe do interior, ultrapassou Robinho, que tem 94. Agora, o atacante segue no encalço de três atletas. O primeiro é Juary, um dos meninos da Vila campeão paulista em 1978 e que, atuando entre 1976 e 1979 e, já veterano, em 1989, marcou 101 vezes pelo Santos.

Já os dois que pontuam a lista têm 104 tentos cada. O ponta-esquerda João Paulo, outro menino da Vila, jogou no Peixe entre 1977 e 1984, voltando em 1992. Serginho Chulapa o acompanha no topo por conta de suas quatro passagens pelo Peixe, em 1983-1984, 1986, 1988 e 1990. Pouco mais de três anos de sua estreia como profissional, Neymar pode ocupar o topo da lista ainda no primeiro semestre.

Pra quem gosta de comparações, Messi, que estreou no Barcelona em 2003, fez seu centésimo gol pelo clube em seu 188º jogo pela equipe azul-grená, aos 22 anos e 206 dias.

Os 25 maiores artilheiros da História do Santos

  1. Pelé – 1091 (1956-1974)
  2. Pepe – 405 (1954-1969)
  3. Coutinho – 370 (1958-1970)
  4. Toninho Guerreiro – 283 (1963-1969)
  5. Feitiço – 216 (1927-1932/1936)
  6. Dorval – 198 (1956-1967)
  7. Edu – 183 (1966-1976)
  8. Araken Patusca – 177 (1923-1929)
  9. Pagão – 159 (1955-1963)
  10. Tite – 151 (1951-1957/1960-1963)
  11. Camarão – 150 (1923-1934)
  12. Antoninho – 145 (1941-1954)
  13. Odair – 134 (1943-1952)
  14. Raul Cabral Guedes – 120 (1933-1942)
  15. Vasconcelos – 111 (1953-1959)
  16. Álvaro – 106 (1953-1961)
  17. Del Vecchio – 105 (1953-1957/1965-1966)
  18. João Paulo – 104 (1977-1984/1992)
  19. Serginho Chulapa – 104 (1983-1984/1986/1988/1990)
  20. Ary Patusca – 103 (1915-1922)
  21. Juary – 101 (1976-1979/1989)
  22. Gradim – 97 (1936-1944)
  23. Rui Gomide – 97 (1937-1947)
  24. Neymar – 95 (2009-)
  25. Robinho – 94 (2002-2005/2010)

3 Comentários

Arquivado em Ídolos, futebol, História, Santos, Século 21