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Palmeiras 1 X 1 Santos – empate no Allianz Parque traz Peixe de volta ao G4

Em partida válida pela 14ª rodada do Brasileirão de 2016, o Santos foi ao Allianz Parque e quebrou o aproveitamento de 100% do Palmeiras em casa, empatando em 1 a 1. Resultado leva o Alvinegro de volta à zona da Libertadores

O Santos conseguiu na noite desta terça-feira (12) um empate contra o Palmeiras no Allianz Parque, após ir para o segundo tempo perdendo por 1 a 0. O resultado trouxe a equipe de volta para o G4, a seis pontos do adversário.

Alguns comentaristas atribuíram o gol tomado pelo Santos, logo aos 6 minutos, ao fato de Cuca armar “blitzes” contra os rivais que atuam no Allianz Parque. Isso facilita, mas o tento não foi fruto de uma avalanche de ataque, e sim de um erro comum para o time na temporada. A bola aérea é um veneno para o Alvinegro, infelizmente, também um ponto alto do Alviverde. Assim, de um escanteio do lado esquerdo da defesa surgiu o gol de Mina, que subiu sem ser incomodado.

Com a forte marcação palmeirense nos lados do campo, não bastava apenas a troca do ala com o atacante que caísse por ali, exigindo uma aproximação maior dos meias. Contudo, Renato esteve muito recuado, Thiago Maia, perdido, e Lucas Lima com muito pouca movimentação, os visitantes demoraram a se encontrar na partida. Mesmo assim, no decorrer do primeiro tempo o Peixe foi equilibrando o jogo. Mas sempre errando no último passe, muito em função da postura do Palmeiras, que se fechou com as famosas duas linhas de quatro próximos à entrada da área. Isso fez com que, mesmo tendo quase 60% de posse de bola, o Peixe finalizasse somente uma vez, ou quase duas, se contarmos um cruzamento na área no qual faltou o toque de Lucas Lima no final da primeira etapa. Os donos da casa, apesar de terem finalizado, fora o lance do gol, quatro vezes, não exigiram uma defesa do goleiro Vanderlei.

Na volta para a segunda etapa, o Alvinegro voltou com mais movimentação, utilizando aquela troca constante de posições já apresentadas em outras pelejas. Lucas Lima fez uma dupla mais efetiva com Victor Ferraz e Gabriel transitou bastante pela meia. Foi o atacante que empatou a partida ao finalizar de fora da área e contar com um providencial desvio de Vítor Hugo, que tirou a bola do alcance de Fernando Prass.

Se já havia mantido uma maior posse de bola na primeira etapa, o Alvinegro ampliou ainda mais sua eficiência nesse quesito. De acordo com o Footstats, os visitantes terminaram o jogo com 62,3%, com 9 finalizações contra 11 dos donos da casa. E foi do Santos a maior chance do jogo, um contra-ataque rápido que Thiago Maia desperdiçou ao finalizar grotescamente, de dentro da área, para fora.

Muitos torcedores santistas nas redes sociais lamentaram o empate, já que o Peixe atuou melhor na etapa final e o Palmeiras parecia perdido em campo. Mas é bom lembrar que era um quadro parecido com o do duelo contra o Grêmio, e o resultado foi uma derrota em um embate direto. Justifica-se a cautela diante de uma equipe que é líder da competição e que obteve o recorde de público em seu estádio, no qual era 100% na competição, na noite desta terça. Na Vila, o Alvinegro pode vencer se mantiver o nível das últimas pelejas contra o Palmeiras.

gabigol do santos

Gabriel marcou, mas precisa se controlar (Santos FC)

O adversário valoriza o placar final

É bom ressaltar que, além dos desfalques que o Palmeiras teve logo de cara, sem Thiago Santos, Gabriel Jesus e Róger Guedes, o time sofreu ainda com duas substituições forçadas no primeiro tempo.

Mas, como diz a mídia esportiva, este seria o melhor elenco do Brasileiro, não? Entretanto, mostrou que não tem atacantes com características similares aos suspensos, o que já é uma deficiência, no mínimo, na montagem do elenco. Já o Santos não tem Ricardo Oliveira desde a final do campeonato paulista, teve a ausência de Gabriel e Lucas Lima durante diversos jogos. E, mesmo tendo em tese um elenco menos qualificado, conseguiu manter uma boa sequência. Ponto para Dorival Júnior.

Importante ressaltar que a equipe do Palmeiras, ao menos contra o Alvinegro, privilegiou bastante a marcação e conseguiu barrar boa parte das jogadas santistas pelo lado. Não à toa, Victor Ferraz errou o seu maior número de passes em toda a competição, 15, um a mais que no jogo contra o Atlético-PR, e Zeca, mesmo tendo igualado sua partida com menor quantidade de passes, 40 no total, errou seis.

Por conta também das circunstâncias do jogo, ficaram evidentes duas formas de atuar. O Santos manteve seu jogo de trocas de bola, alternando com contra-ataques rápidos que só deram as caras no segundo tempo. Foram 394 passes contra 206 do rival, que preferiu as bolas longas: 33 lançamentos contra 18 do Peixe.

Gabigol, não “Gabimarra”

Após um primeiro tempo apagado, em que se destacou mais pelo destempero, Gabriel, assim como todo o time, retornou melhor na etapa final. Fez o gol de empate, procurou compor o meio de campo e puxar contra-ataques, mas fez uma gracinha desnecessária ao tirar a bola do lugar em uma cobrança de falta do Palmeiras. Tomou uma bronca providencial do meia Renato. Precisa voltar ao planeta Terra.

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Palmeiras X Santos – as prováveis escalações e o que esperar do jogo

Alvinegro quer impor primeiro revés do Alviverde em sua casa no Brasileirão. Copete pode ser novidade entre os titulares

 

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Palmeiras X Santos – relembre cinco vitórias do Peixe fora de casa no “clássico da saudade”

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Palmeiras e Santos fazem mistério em relação às escalações para a partida desta terça-feira (12), às 20h30, no Allianz Parque. O clube paulistano não contará com os suspensos Thiago Santos, Róger Guedes e Gabriel Jesus, havendo dúvidas ainda sobre a condição física de Tchê Tchê e Moisés. O técnico Cuca fez um treino secreto para esconder a provável escalação.

Dorival Júnior também realizou um treino secreto, no qual houve um episódio, no mínimo, pitoresco. Supostos espiões que filmavam o treino tático do time com canetas filmadoras. A principal mudança em termos de nomes pode ser a entrada do colombiano Jonathan Copete no lugar de Vitor Bueno.

Jonathan Copete no Santos

Jonathan Copete pode ser a novidade do Peixe (Ivan Storti/ Santos FC)

O Santos volta a ter entre os seus relacionados o zagueiro David Braz, que volta de contusão e recondicionamento físico, assim como o atacante Paulinho, que teve duas viroses.
Confira abaixo os relacionados do Peixe para o jogo e as possíveis escalações para hoje:

Veja a lista com os 23 relacionados para o clássico

Goleiros
Vanderlei e Vladimir

Laterais
Victor Ferraz, Zeca e Caju

Zagueiros
Luiz Felipe, Gustavo Henrique e David Braz

Meio-campistas
Renato, Elano, Thiago Maia, Yuri, Jean Mota, Vecchio, Valencia, Léo Cittadini, Vitor Bueno e Lucas Lima

Atacantes
Gabriel, Rodrigão, Joel, Copete e Paulinho

Palmeiras – Fernando Prass; Jean, Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Matheus Sales, Arouca e Cleiton Xavier (Moisés); Erik, Dudu e Barrios. Técnico: Cuca

Santos – Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno (Copete) e Lucas Lima; Gabigol e Rodrigão. Técnico: Dorival Júnior.

Local: Allianz Parque, São Paulo (SP)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP)

 

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Palmeiras X Santos – relembre cinco vitórias do Peixe fora de casa no “clássico da saudade”

Alvinegro já superou o adversário desta terça-feira fazendo grandes jogos na casa do rival. Relembre

Santos e Palmeiras vão disputar nesta terça-feira (12) o chamado “clássico da saudade”, apelido dado à peleja por conta dos grandes duelos entre ambos vividos anos anos 1960.

No histórico de confrontos entre Santos e Palmeiras, o clube paulistano leva vantagem: são 314 jogos, com 101 triunfos santistas, 82 empates e 132 vitórias palmeirenses. Mas, como sempre acontece quando se faz esse cálculo do Peixe com seus rivais do Trio de Ferro, é preciso ressaltar que a grande maioria das partidas foi disputada em São Paulo, fora do Urbano Caldeira. Nesse caso, por exemplo, somente 105 encontros, pouco mais de um terço, foram jogados na Vila.

Em seu estádio, o Santos tem vantagem (44 vitórias contra 42), assim como no Pacaembu (29 contra 25). Contudo, perde no Morumbi (12 a 18) e no Parque Antártica (12 a 35). Para inspirar a peleja que vai ser disputada no campo rival, vamos relembrar algumas grandes vitórias do Alvinegro em São Paulo.

1 – Palmeiras 0 X 7 Santos (1915)

Em 3 de outubro de 1915, o então Palestra Itália, criado um ano antes, queria disputar o campeonato paulista, mas a Associação Paulista de Esportes Atléticos impôs como condição o clube enfrentar uma equipe considerada de ponta para provar que possuía condições técnicas. O escolhido foi o Santos, que não disputava o estadual mas era reconhecido como um time forte.

A partida, disputada no Velódromo de São Paulo, foi um massacre. Um 7 a 0 com três gols de Ary Patusca, dois de Anacleto Ferramenta, um de Aranha e outro de Arnaldo Silveira. De acordo com o Almanaque Santos FC, 250 torcedores subiram a serra nos vagões da SPR Railway para vibrar pelo Alvinegro.

Depois da derrota, o Palmeiras quase fechou as portas, mas foi beneficiado pela expulsão do Scottish Wandereres do campeonato e conseguiu sua vaga mesmo assim.

2 – Palmeiras 2 X 3 Santos (Taça Cruz Azul/1927)

Além da vitória e do título do torneio, a partida de 3 de abril de 1927 é histórica para o Peixe por marcar a estreia de um de seus maiores ídolos.

Artilheiro do Paulista anterior e contratado junto ao São Bento, Feitiço jogava sua primeira partida pelo clube e marcou um dos gols do Alvinegro na peleja. Os outros foram anotados por Araken e Camarão que, com Omar e Evangelista, formariam a primeira linha dos cem gols do futebol nacional.

3 – Palmeiras 1 X 4 Santos (Campeonato Paulista/1967)

O Alvinegro seria o campeão paulista daquele ano, e quando foi visitar o Alviverde em 29 de outubro de 1967 não foi um visitante agradável.

O time comandado por Antoninho bateu a bela esquadra palmeirense em seus domínios, a equipe de Mário Travaglini que contava com Valdir de Moraes no gol, Djalma Santos, Dudu, Ademir da Guia, César Maluco. Mas o dia foi de Toninho Guerreiro, que marcou duas vezes, Silva e Pelé, que completaram o placar.

4 – Palmeiras 1 X 3 Santos (Torneio Rio-São Paulo/1997)

Naquele início de ano o Alvinegro havia contratado Vanderlei Luxemburgo, vindo justamente do Palmeiras, para tentar retomar sua trajetória de títulos. E a primeira competição do técnico e do clube em 1997 foi o Rio-São Paulo.

Após superar o Vasco, o Peixe pegava na semifinal o Palmeiras, que ainda contava com o suporte da Parmalat e tinha em sua equipe vários jogadores de alto nível como Veloso, Cafu, Júnior, Djalminha e Luizão. Mas o Peixe superou o adversário com gols de Baiano, Marcos Assunção e Robert. Jogaram ainda pelo Santos naquele dia Zetti, Sandro, Rogério Seves (que entrou no lugar de Baiano), Ronaldão, Dutra, Vágner, Piá (Eduardo Marques), Robert, Macedo (João Fumaça) e Alessandro Cambalhota. O time atuou com calções estrelados.

5 – Palmeiras 1 X 2 Santos (Campeonato Paulista/2009)

Depois de um ano ruim em 2008, reflexo da crise financeira que se abatia sobre o clube no final da última gestão de Marcelo Teixeira, o Peixe ressucitou no início de 2009 ao fazer um bom campeonato paulista sob o comando de Vágner Mancini. Ele lançou Neymar na competição e o time chegou à final, sendo derrotado pelo Corinthians que tinha um elenco bem mais robusto.

Mas nas semifinais o Alvinegro cruzou com o Palmeiras. Os peixeiros já haviam vencido a primeira partida na Vila, por 2 a 1, e repetiram a dose no Parque Antártica, em um jogo pra lá de tumultuado. O Santos dominou as ações e o rival, e só tomou um gol em um frango incrível de Fábio Costa. Madson (1 gol), Neymar, Kleber Pereira (1 gol) e PH Ganso envolveram a defesa alviverde e Mauricio Ramos, Diego Souza e Domingos foram expulsos.

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Jonathan Copete, Mauricio Molina, Rincón… Os colombianos que jogam e jogaram no Santos

No total, oito atletas do país vizinho já atuaram pelo Peixe. Relembre os que mais se destacaram

copete no santos

Jonathan Copete, na matada de peito do lance do primeiro gol do Santos (Ivan Storti/Santos FC)

Com dois gols e três assistências em duas partidas, o colombiano Jonathan Copete, que abriu mão de disputar as semifinais da Libertadores pelo Atletico Nacional de Meddelin para vir ao Santos Futebol Clube, já começa a chamar a atenção. Atuando pelos lados do ataque e também fechando pelo meio, o colombiano camisa 36 pode ser o titular da equipe em breve, já que Gabriel servirá a seleção brasileira que vai disputar as Olimpíadas a partir do dia 18 de julho. Ele é um dos oito jogadores nascidos na Colômbia que já defenderam o manto alvinegro.

Usuriaga

Usuriaga, figurinha não carimbada (Foto: Outros Meninos da Vila)

Talvez o mais polêmico tenha sido o primeiro a jogar na Vila Belmiro, em 1996. Albeiro Palomo Usuriaga protagonizou um episódio que quase custou perda de cinco pontos para o Peixe no Brasileiro daquele ano. O atacante chegou a marcar contra o Alvinegro na vitória por 4 a 0, em 1994, do Independiente de Avellaneda, na Argentina, peleja válida pela Supercopa da Libertadores da América. Em 1996, estava atuando pelo Barcelona de Guayaquil, do Equador, e aí começa o imbróglio.

Os direitos do atleta ainda pertenciam ao clube argentino, que o emprestou ao Peixe, segundo consta, sem cobrar pela transação. Mas, ao que tudo indica, os portenhos mudaram de ideia e seguraram a documentação que sacramentava a transferência do jogador. Mesmo assim, a CBF liberou a carteira do jogador, que foi escalado para disputar uma partida contra o Fluminense, pelo Brasileiro, no Ibirapuera. Vitória alvinegra por 1 a 0, gol de Anderson Lima.

Ao saber da falta de documentação, o Fluminense foi ao Tapetão pedir os pontos da partida, mas acabou perdendo. Temeroso, o Peixe, que havia escalado o atleta antes em um amistoso contra a Inter de Limeira, na qual o colombiano fez um gol, não mais colocou o jogador em campo. Ele acabou devolvido ao Independiente e, em 2004, foi assassinado a tiros aos 37 anos, em Cali.

dodo e aristizabal no santos

Dodô e Aritizábal no Santos

Dois anos depois, Victor Hugo Aristizábal Posada, ou simplesmente Aristizábal, vestiria a camisa santista. Emprestado pelo São Paulo, estreou no Brasileiro de 1998, em um duelo contra o Palmeiras, em agosto, entrando no lugar de Alessandro Cambalhota. Quando começava a se firmar no esquema do técnico Emerson Leão, que tinha Lúcio na ponta esquerda e Viola pelo meio, se contundiu gravemente no joelho em partida contra o Guarani no Brinco de Ouro e ficou seis meses fora.

Ao retornar, não conseguiu muitas chances com Leão e nem com seu sucessor, Paulo Autuori, sendo devolvido ao Morumbi no final de 1999. Fez 23 partidas pelo Peixe, anotando seis gols em sua passagem. Mais à frente, em 2003, faria parte do Cruzeiro campeão do Brasileiro daquele ano, o primeiro da era dos pontos corridos.

rincon jogando no santos

Rincón em campo contra seu ex-time. Quase um ano Vila Belmiro

Talvez o colombiano que tenha chegado com mais pompa tenha sido Freddy Rincón. Assim como Aristizábal, ele fazia parte constante das convocações da seleção de seu país e havia tido grandes atuações pelo Corinthians entre 1997 e aquele ano. Chegou para tirar o clube da Vila Belmiro da fila de títulos, mas não conseguiu.

Sua transferência quase foi “melada” pela Justiça, e só saiu depois de um acordo entre os clubes da Vila Belmiro e do Parque São Jorge. Jogou e marcou na segunda partida da final do Paulistão contra o São Paulo naquele ano, mas saiu ao fim de 2000 depois após reclamar de salários atrasados, indo para o Cruzeiro. Rincón fez 38 partidas pelo Santos e marcou 4 gols.

henao no santos

Henao em sua pouca saudosa passagem pelo Santos (Jose Patrici/Reuters)

Já em 2005 uma das contratações mais frustrantes do Peixe. Juan Carlos Henao, goleiro do Once Caldas, campeão da Libertadores de 2004 eliminando o próprio Santos, o São Paulo, e superando o Boca Juniors na finalíssima. Na decisão, brilhou a estrela do arqueiro, que defendeu as cobranças de Cascini e Cangele na disputa por pênaltis.

Henao chegou no início do ano e a justificativa era que o clube precisava de um arqueiro experiente para a Libertadores. Mas o colombiano ficou diversas vezes na reserva de Mauro, campeão brasileiro de 2004 pelo Alvinegro, e não se firmou, saindo da Vila ainda em 2005, após 13 partidas disputadas.

Em 2008, a parceria da gestão Marcelo Teixeira com a DIS anunciava grandes reforços, que, na prática, nunca vieram. Surgiram nomes como Michael Jackson Quinõnez, Sebastían Pinto, Mariano Trípodi e o único que, de fato, ganhou o coração do torcedor com sangue, suor e muita técnica: Mauricio Molina.

Molina veio como principal reforço da equipe para a disputa da Libertadores daquele ano, mas nem seu talento salvaram o fraco elenco santista que faria o time brigar para fugir do rebaixamento no Brasileiro. Mas o meia marcou história ao entrar para a galeria dos atletas que fizeram quatro gols com a camisa alvinegra, feito realizado contra o San Jose, da Bolívia. Ganhou o apelido de “Deus que sangra” após permanecer em campo mesmo com o nariz quebrado em partida contra o América do México e também ficou marcado por dar lugar a Neymar, em sua estreia como profissional, na partida contra o Oeste, no Pacaembu, disputada pelo Paulista de 2009. Saiu no mesmo ano para a equipe sul-coreana do Seongnam Ilhwa após 79 partidas e 17 gols.

 

renteria no santos

Rentería no Santos: jogou pouco, nos dois sentidos

Wason Rentería chegou em 2011 após atuar pelo Once Caldas, em um time que tinha opções marcantes no ataque como Neymar, Borges e Alan Kardec. Ficou na reserva a maior parte do tempo e saiu no meio de 2012 para o Millionarios, depois de 22 jogos disputados e dois gols marcados. Não deixou saudades.

volante valencia santos fc

Valencia tem contrato com o Santos até o fim de 2016 (Ivan Storti/Santos FC)

Além de Jonathan Copete, o Santos conta com outro colombiano em seu elenco atualmente. Edwin Valencia, volante, chegou ao clube em 2015, contratado em janeiro depois de cinco temporadas atuando pelo Fluminense. Jogou 16 partidas pela equipe, sendo titular na campanha do título paulista de 2015, mas se lesionou no joelho direito atuando pela Colômbia na Copa América.

Valencia voltou a ser relacionado por Dorival Júnior em maio, na partida contra o Galvez-AC, pela Copa do Brasil, e tem feito parte do banco alvinegro, embora sem muito espaço para atuar. Tem contrato até dezembro de 2016.

Resta saber qual a história que Copete escreverá pelo Santos. Pelo início, podemos esperar uma bela trajetória.

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