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Santos joga contra a Chapecoense e o cansaço no Brasileirão

O Santos enfrente a Chapecoense às 16h deste domingo, na Arena Condá, tentando driblar um alegado cansaço por parte do time. Pelo menos é o que diz o treinador Marcelo Fernandes, o que justificaria o desempenho ruim da equipe no segundo tempo contra o Sport.

“É normal ter altos e baixos. As dificuldades surgem por causa da qualidade dos nossos adversários”, disse o técnico. Bom então há que se achar formas de contornar isso, porque na Série A e nas outras competições que o Peixe disputar até o fim do ano – Copa do Brasil ou Copa Sul-Americana – só tem rival qualificado. Se o problema é cansaço, tem que ter elenco, mas não basta ter elenco sem colocar os reservas para jogar durante as partidas pra adquirirem ritmo de jogo. E isso Fernandes só tem feito quando obrigado.

Hoje Leandrinho entra como titular, já que Renato fez uma pulsão por conta de dores que sentia no músculo posterior da coxa esquerda. De resto, a equipe é a mesma que foi derrotada pelo Sport em uma atuação estranha do Alvinegro. Thiago Maia, que entrou no jogo contra os pernambucanos, está novamente entre os relacionados.

Histórico da Chapecoense contra o Santos

Trata-se de um confronto com curta história. A Chapecoense esteve na primeira divisão do campeonato brasileiro em 1978 e 1979, voltando em 2014, quando conseguiu sua melhor colocação, 15º lugar. E foi só nesta edição que as equipes que se enfrentam hoje se confrontaram.

O Peixe venceu no primeiro turno de 2014, em peleja disputada na Vila Belmiro. Um 3 a 0 com gols de Rildo, Gabriel e Diego Cardoso, com Oswaldo de Oliveira à frente da equipe. Já no segundo turno o técnico era Enderson Moreira e o Santos empatou na Arena Condá com gol de Bruno Uvni. Leandro Pereira, que está no Palmeiras, fez o tento de empate dos catarinenses.

Quem joga na Chapecoense?

Talvez o jogador mais conhecido do elenco da equipe de Chapecó seja o centroavante Roger, de 30 anos. Revelado na Ponte Preta, foi campeão da Libertadores com o São Paulo em 2005 e tem passagens por inúmeros clubes como Palmeiras, Fluminense, Vitória, Sport, futebol japonês… Foi vice-artilheiro do Catarinense com dez gols.

O lateral Apodi, em jogo contra o Corinthians (Chapecoense/Flickr)

O lateral Apodi, em jogo contra o Corinthians (Chapecoense/Flickr)

Outro rosto conhecido é do lateral Apodi, 28 anos, que atuou no Santos em parte da triste campanha da equipe no Brasileiro de 2008, a pior do Peixe na Era dos pontos corridos. O meia Camilo é o destaque na coordenação do meio de campo, e já está no segundo ano de clube.

A Chapecoense também tem Edmilson, ex-Vasco, no banco de reservas, além da revelação do estadual. O meia Hyoran, cujo nome é uma homenagem a… Johan Cruyff, o cérebro da seleção holandesa de 1974.

Confira abaixo as prováveis escalações de Chapecoense e Santos:

Chapecoense X Santos

16h, na Arena Condá – Chapecó

Chapecoense – Danilo; Apodi, Rafael Lima, Vilson e Dener Assunção; Bruno Silva, Elicarlos, Gil e Camilo; Ananias e Roger. Técnico: Vinícius Eutrópio.

Santos – Vladimir; Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Valencia, Leandrinho e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira. Técnico: Marcelo Fernandes.

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Santos 1 X 0 Cruzeiro – três boas notícias para o Santos

Além da vitória sobre uma equipe que deve brigar na parte de cima da tabela – embora enfraquecida em relação ao ano passado –, Alvinegro tem três boas notícias a partir do que foi o jogo contra os mineiros.

1 – A defesa funcionou

O Cruzeiro teve ligeiramente maior posse de bola no primeiro tempo (50,3%), mas a verdade é que conseguiu fazer uma finalização apenas, errada, pouco antes do intervalo. Na etapa final, até pela necessidade, tentou mais o gol, mas chance real foi somente aos 41, uma jogada pelo lado esquerdo da defesa peixeira que culminou em uma cabeçada pra fora. Meio de campo e defesa souberam segurar o ímpeto cruzeirense, ao contrário da partida contra o Avaí, em que o time só não foi derrotado por conta da mira dos atacantes rivais.

2 – O time não se acomodou

Quanto tem a vantagem na primeira etapa, o Santos tem mostrado um comportamento mais acomodado, com uma postura defensiva e abrindo mão mesmo do contra-ataque. Dessa vez, o Alvinegro sofreu um pouco no início da etapa final e achou espaços para o contragolpe. Isso porque houve mais movimentação e os laterais não ficaram tão presos, dando opção de jogo ofensivo.

3 – O contra-ataque funcionou

Grande parte desse êxito se deve a Lucas Lima, que fez uma partida estupenda no segundo tempo. Recuou para ajudar na saída de bola e chegou no ataque com facilidade para servir seus companheiros. O Peixe poderia ter feito mais gols graças fundamentalmente ao meia.

Lucas Lima Santos

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O histórico de Santos e Cruzeiro – relembre cinco goleadas do Peixe sobre o rival

O histórico de confrontos entre Santos e Cruzeiro em campeonatos brasileiros é bastante equilibrado. São 70 jogos, com 25 vitórias de cada lado e 20 empates. Em Brasileiros, são 56 encontros, com 19 triunfos alvinegros, 21 derrotas e 15 empates. Na Vila, os donos da casa venceram dez vezes, perderam sete e empataram cinco.

Com todo esse equilíbrio, algo que não falta no confronto entre os dois é gol. No geral, são 117 gols alvinegros e 106 cruzeirenses, média de 3,23 por peleja. Dirceu Lopes é o artilheiro do duelo com oito gols, vindo em seguida Tostão e Pelé, com seis, e os santistas Toninho Guerreiro e Neymar, com cinco cada.

Em goleadas, a maior aplicada pelo Peixe foi em 1929, na primeira peleja entre ambos, 7 a 3, e o maior triunfo mineiro foi em um dos jogos da final da Taça Brasil de 1966, 6 a 2. Mas como este é um espaço santista, confira abaixo cinco goleadas alvinegras contra o rival:

Campeonato Brasileiro de 1983 – Santos 5 X 0 Cruzeiro

As duas equipes se enfrentaram pela segunda fase do Brasileirão daquele ano. Para entender a fórmula: eram 40 times na fase inicial, divididos em oito grupos, sendo que os três primeiros de cada um, mais quatro vindos da repescagem e outros quatro da Taça de Prata iam para a segunda fase. Formavam-se oito grupos de quatro clubes, classificando-se os dois primeiros de cada um. Fácil não?

Mas fácil mesmo foi a vitória peixeira sobre os rivais, um 5 a o no Morumbi, com direito a triplete (ou hat trick) de Serginho Chulapa, com Serginho Dourado (também chamado de Serginho Segundo) e Paulo Isidoro completando a goleada. No segundo tempo, mesmo com os mineiros atuando com apenas oito jogadores – Joãozinho, Palhinha e Osires foram expulsos – o Peixe tirou o pé evitando uma humilhação maior.

Naquela competição, o Alvinegro, comandado por Chico Formiga, chegou à final, sendo vice-campeão, e Serginho Chulapa foi o goleador máximo com 22 gols.

Campeonato Brasileiro de 1991 – Santos 4 X 0 Cruzeiro

O Santos não fez um grande campeonato no Brasileiro de 1991, terminando em 8º lugar, com sete vitórias, cinco empates e sete derrotas. Apenas os quatro primeiros se classificavam para a fase final. O Cruzeiro, porém, foi ainda pior, e ficou em 16º, a quatro pontos da zona de rebaixamento em uma época em que a vitória valia dois pontos e que só dois clubes caíam. O Brasil veria depois do fim do campeonato mais uma virada de mesa para salvar o Grêmio, penúltimo colocado à ocasião com meros doze pontos em 19 partidas.

Na competição de turno único, o Peixe enfrentou o Cruzeiro na Vila Belmiro e os mineiros se deram mal. Um 4 a 0 com gols de quatro jogadores que deixaram boas lembranças para o torcedor, embora nenhum deles tenha ganho título pelo clube. Sergio Manoel, Almir, Paulinho McLaren e Edu Marangon, comandados por Cabralzinho, técnico vice-campeão de 1995, anotaram naquele 8 de abril.

Paulinho McLaren foi o artilheiro daquele campeonato, com 15 gols.

Campeonato Brasileiro de 1994

Mais um regulamento diferente naquela competição. Eram 24 clubes divididos em quatro grupos de seis e os quatro primeiros de cada um se classificavam para formar, na segunda fase, dois grupos de oito clubes cada. Os campeões de cada um desses grupos no turno e no returno iam para as semifinais, além dos dois melhores na classificação geral dessa fase e outra dupla vinda da repescagem.

Na primeira fase, o Peixe ficou em segundo no grupo C e foi na penúltima rodada que pegou o Cruzeiro na Vila. Os donos da casa venceram por 4 a 1, com dois tentos de Macedo, artilheiro da equipe na competição com oito gols, um de Ranielli e outro de Guga. Cleison marcou para o time mineiro, eliminado na primeira fase e quase rebaixado na repescagem, quando terminou com o mesmo número de pontos que o Remo, mas com dois gols a mais de saldo.

O Alvinegro, que tinha naquela partida contra o Cruzeiro tinha Serginho Chulapa como treinador, foi para a segunda fase e por pouco não alcançou as quartas de final. No returno, ficou a um ponto do campeão de seu grupo, o Botafogo, e também a um ponto do Bahia, que passou de fase em função da classificação geral.

Campeonato Brasileiro de 2002 – Cruzeiro 1 X 4 Santos

Os dois times se enfrentaram na primeira fase do campeonato que tirou o Santos do jejum de quase 18 anos sem títulos importantes. A partida foi no Mineirão, e os visitantes viraram o primeiro tempo batendo os mineiros por 2 a 0, tentos anotados por Elano e Andre Luis. Elano marcou de novo na última etapa e Robinho fechou a goleada. Joãozinho descontou aos 41, fazendo o gol de honra dos donos da casa.

Aquele inesquecível Brasileirão foi o último disputado antes da era dos pontos corridos. O Peixe terminou a primeira fase, disputada entre os 24 participantes em turno único, na oitava colocação, tendo o direito de enfrentar o primeiro colocado, o São Paulo. Curiosamente, o Cruzeiro ficou empatado com o Peixe em número de pontos, mas com oito gols a menos de saldo. Aí fica importância que teve essa partida, no fim das contas, decisiva para o caminho do triunfo peixeiro.

Alberto foi o artilheiro do Peixe, dirigido por Emerson Leão, no Brasileiro daquele ano, com 12 gols, vindo em seguida Diego e Robinho, dez cada, e Elano, nove.

Campeonato Brasileiro de 2012 – Cruzeiro 0 X 4 Santos

Com o Mineirão sendo reformado para a Copa do Mundo de 2014, o Cruzeiro mandou sua partida contra o Santos no Independência, estádio do América que virou casa do Atlético na Libertadores de 2013. Com uma atuação que refletiu a campanha celeste naquele ano, que por pouco não terminou com o rebaixamento do clube, os donos da casa apanharam feio.

A peleja foi para o segundo tempo com o Alvinegro vencendo por 2 a 0, gols de Neymar. Felipe Anderson, fazendo aos 7 da segunda etapa, matou qualquer possibilidade de reação dos mineiros e Neymar, aos 36, completou seu hat trick, tendo ainda dado a assistência no terceiro tento. Vitória da equipe de Muricy Ramalho.

Nessa partida, um fato curioso. Após o quarto gol, feito com uma bela jogada do argentino Miralles, a torcida do Cruzeiro passou a gritar o nome de Neymar, em um misto de reconhecimento e protesto contra a própria equipe. Confira no vídeo abaixo.

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Santos X Cruzeiro – hora de arrancar no Brasileiro

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Santos X Cruzeiro – hora de arrancar no Brasileiro

Após a final do campeonato paulista, quando bateu o Palmeiras por 2 a 1, o Santos disputou três partidas, duas contra o Maringá e uma contra o Avaí. Em nenhuma delas a equipe empolgou mas agora, passadas duas semanas da conquista do estadual, é hora de acordar para o Brasileiro.

Para a partida deste domingo, às 16h, na Vila Belmiro, o Peixe não contará com Valencia, que viajou à Colômbia para conhecer sua filha. Lucas Otávio deve ser seu substituto e Renato e Chiquinho retornam à equipe.

A surpresa entre os relacionados de Marcelo Fernandes para a peleja foi a ausência de Gustavo Henrique, que perdeu a vaga no banco para Paulo Ricardo. O meia Rafael Longuine aparece mais uma vez entre os reservas e existe a expectativa de que possa estrear hoje.

Marcelo Fernandes tem um teste difícil contra o Cruzeiro (Ricardo Saibun/Santos FC)

Marcelo Fernandes tem um teste difícil contra o Cruzeiro (Ricardo Saibun/Santos FC)

O Cruzeiro, obviamente, está focado na Libertadores e agora sabe que seu adversário de quarta-feira será o River Plate, após a eliminação do Boca pela Conmebol. Mesmo assim, não fará o que fez na estreia na Arena Pantanal, quando escalou os reservas e foi derrotado pelo Corinthians. O time deve entrar quase com a força máxima para encarar o Alvinegro.

Leandro Damião, em função de um acordo de cavalheiros, não enfrentará o Santos. O lateral direito Mayke, com dores musculares, deve ser poupado, e Marcelo Oliveira pode tanto deslocar o volante Henrique, ex-Santos, para a posição, ou escalar Eurico ou Ceará, também ex-Peixe. Outro atleta que atuou na Vila Belmiro, Eugenio Mena, pode ser poupado.

Confira abaixo as prováveis escalações de Santos e Cruzeiro:

Santos X Cruzeiro – 16h do domingo (17) na Vila Belmiro

Santos – Vladimir, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Lucas Otávio, Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira. Técnico: Marcelo Fernandes.

Cruzeiro – Fábio, Henrique, Manoel, Bruno Rodrigo e Fabrício; Willians Farias, Willians e Arrascaeta; Marquinhos, Willian e Henrique. Técnico: Marcelo Oliveira.

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Campeonato Paulista 2015: os ex-jogadores do Santos que estão no interior

Olhando para os times do interior que vão disputar a primeira divisão do campeonato paulista, é possível montar um time inteiro com ex-jogadores do Santos. Alguns campeões, outros com passagens rápidas, além daqueles que tiveram papéis, para ser bondoso, controversos. Antes de listá-los, é preciso lembrar do clube que conta com o maior número de ex-atletas peixeiros, e que não está no interior. O Palmeiras contratou Arouca e tem ainda no elenco Maikon Leite, Alan Patrick, Robinho (que na Vila Belmiro se chamava só Robson) e pode ter ainda Aranha. O Corinthians tem Fábio Santos (sim, jogou na Baixada) e o recém-contratado Edu Dracena, enquanto o São Paulo conta com Ganso, Alan Kardek e Carlinhos.

Mas vamos a alguns dos jogadores que o torcedor santista vai se recordar (ou não) quando vir da arquibancada ou do sofá.

Mauro, campeão pelo Santos em 2004

Mauro, campeão pelo Santos em 2004

Mauro (Mogi Mirim) – o arqueiro Mauro José Mestriner que tem hoje 37 anos, foi goleiro campeão brasileiro pelo Peixe em 2004. Nunca foi uma unanimidade, mas acabou se tornando titular por circunstâncias.

Fábio Costa havia saído em 2003 e Vanderlei Luxemburgo havia pedido a contratação do chileno Nelson Tapia, arqueiro da seleção local. Apelidado de “Horácio”, personagem de Maurício de Souza, pelos seus supostos braços curtos, perdeu a vaga para Júlio Sérgio que, depois, foi sacado para dar lugar a Mauro, que terminou como dono do gol. No ano seguinte, disputou vaga com Henao, ex-goleiro do Once Caldas, campeão da Libertadores de 2004, mas acabou como suplente de Saulo no Brasileiro. Saiu na temporada seguinte, transferido para o Noroeste.

Wagner Diniz (Marília) – o lateral-direito chegou a fazer sucesso no Vasco da Gama, clube no qual jogou entre os anos de 2005 e 2008. No início de 2009, após a queda do time carioca para a Série B, chegou ao São Paulo, onde teve um desempenho pra lá de modesto. Como o Santos vivia uma crise financeira severa, acabou acertando o empréstimo do atleta em junho, para a disputa do campeonato brasileiro.

Em agosto, o então presidente do Santos Marcelo Teixeira anunciou que devolveria o jogador ao Tricolor. Diniz era a terceira opção da posição, que contava com George Lucas (!) e Pará (!!).

André Luís mostra cartão amarelo para o árbitro

André Luís mostra cartão amarelo para o árbitro

André Luís (Mogi Mirim) – contratado junto ao Guarany de Bagé para as divisões de base do Peixe, o zagueiro, que foi para as Olimpíadas de Sidney, em 2000, se notabilizou em 2001, por ter escorregado no lance em que Gil cruzou para Ricardinho marcar um fatídico gol do Corinthians nas semifinais do Paulista. Emprestado ao Fluminense, voltou em 2002 para formar a dupla de zaga conhecida como as “Torres Gêmeas”, junto com o zagueiro Alex.

Ficou no Santos até 2005, quando foi negociado com Portugal. Passou ainda por Botafogo, onde mostrou um cartão amarelo para um árbitro em partida da Sul-Americana, São Paulo, Fluminense de novo, Portuguesa e mais alguns clubes. Aos 35, volta ao futebol paulista.

Leonardo (Ituano) – zagueiro que, com 18 anos foi titular do time campeão brasileiro de 2004. Tido como outra grande promessa das divisões de base do Peixe, foi negociado para o Shakhtar Donetsk no ano seguinte, voltando por empréstimo em 2007, sendo pouco aproveitado pelo mesmo treinador de três anos antes, Vanderlei Luxemburgo. Atuou na Ponte Preta em 2014.

Fabiano Eller (Red Bull) – o zagueiro campeão mundial pelo Internacional em 2006 não estava sendo aproveitado pelo Atlético de Madrid em 2008, quando foi contratado pelo Santos, dirigido então por Cuca. Ele vinha substituir Betão, que havia sido transferido para o Dynamo de Kiev, e viveu aquele turbulento Brasileiro em que o clube lutou contra o rebaixamento, com um time medíocre dirigido ao final por Márcio Fernandes.

Com a equipe e o clube em crise no final da gestão de Marcelo Teixeira, o defensor ganhou as manchetes ao brigar com goleiro Fábio Costa após partida contra o Marília no Paulista de 2009 e em agosto do mesmo ano saiu do Peixe para retornar ao Internacional. Saiu atirando contra a diretoria, acusando o clube de oferecê-lo a São Paulo e Grêmio e de ter sido injustiçado.

Eli Sabiá (Botafogo-SP) – vindo do Criciúma para Ribeirão Preto neste ano, Eli Sabiá foi outro que chegou ao Santos em um time pouco talentoso, em 2009. Contratado por empréstimo junto ao Paulista a Jundiaí em maio daquele ano, o jogador não permaneceu em 2010, sendo devolvido ao clube do interior e indo para o Atlético-PR, no segundo semestre.

O zagueiro marcou seu primeiro tento como profissional com a camisa do Santos, na partida contra o Corinthians válida pelo Brasileiro. Mas o Alvinegro Praiano foi derrotado por 2 a 1. Naquele dia o time entrou em campo com Felipe; George Lucas, Fabão, Eli Sabiá e Léo; Emerson (Pará), Rodrigo Mancha, Róbson (Germano) e Paulo Henrique Lima; Madson (Neymar) e Kléber Pereira.

Paulo Henrique (Portuguesa) – o lateral-esquerdo, que foi da base do Alvinegro, é daqueles jogadores que o santista tem que fazer esforço pra lembrar. Fez somente seis partidas pela equipe como profissional, tendo ido para o rio Ave, de Portugal, em 2013, com somente 20 anos. Depois, foi negociado para o Palmeiras em 2014 e hoje está na Lusa. Precisa mostrar a que veio.

Jorge Eduardo (Osasco-Audax) – vindo do Audax por empréstimo para ser campeão da Copinha pelo Santos em 2014, o meia-atacante foi utilizado algumas vezes na equipe principal no ano passado, mas a negociação para a sua permanência emperrou. O clube de Osasco exigia R$ 300 mil por 60% dos seus direitos econômicos, sem dinheiro em caixa, o Peixe devolveu a promessa, que vai disputar o Paulistão pelo seu time de origem.

Rychely, que recebeu apelido de "Kléber Pereira" por parecer com ex-jogador do Peixe

Rychely, que recebeu apelido de “Kléber Pereira” por parecer com ex-jogador do Peixe

Rychely (Red Bull) – você pode até não se lembrar, mas Rychely foi campeão da Libertadores de 2011 pelo Santos. Atacante veloz vindo do Santo André, chegou em maio e ganhou vaga no elenco da competição sul-americana por conta da lesão de Diogo. Foi emprestado para o Vitória no segundo semestre e depois passou por Paulista, Goiás, Ceará e Chapecoense.

Dimba (Penapolense) – primo do artilheiro do Goiás de mesmo nome, foi destaque nas divisões de base e jogou as Copinhas de 2010 e 2011. Foi inscrito na Libertadores de 2012, jogou algumas partidas do Paulista daquele ano, mas não teve muitas chances com Muricy Ramalho, tendo sido rejeitado por jogadores do quilate de Rentería. Passou por Náutico, Botafogo-SP, Boa Esporte, Penapolense e Vila Nova-GO.

Renan Mota (São Bento) – vice-campeão da Copa São Paulo de Juniores em 2010, foi ele quem marcou o gol do empate em 1 a 1 na final contra o São Paulo, que venceu o Alvinegro nos pênaltis. Foi promovido para a equipe profissional no mesmo ano, sendo campeão da Copa do Brasil. Sem se firmar, foi emprestado, reemprestado e agora tem nova chance de mostrar seu futebol na equipe de Sorocaba.

Rildo (Ponte Preta) – esse dispensa apresentação. Em que pese ter feito uma ou outra boa partida pelo Santos em 2014, caiu em desgraça pelos gols perdidos e por correr demais e pensar de menos nos lances, em especial os decisivos. Voltou de empréstimo ao time que o revelou.

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Um triplete (hat trick) de Neymar e o histórico de Santos X Goiás

Até a partida que acontece hoje (28) no Pacaembu, Santos e Goiás já se enfrentaram em 48 ocasiões e o histórico do duelo é equilibrado. O Santos tem 16 vitórias, 17 empates e 15 derrotas para o clube esmeraldino.

As duas maiores goleadas goianas contra o Peixe aconteceram no mesmo ano. Foi no nada memorável 2008, penúltimo ano da Era Marcelo Teixeira, quando o Alvinegro lutou contra o rebaixamento até a última rodada, terminando a competição em uma nada honrosa 15ª posição, sem garantir vaga sequer na Copa Sul-Americana.

Na Vila Belmiro, a equipe de Cuca tomou um surpreendente 4 a 0 dos visitantes, gols de Romerito, Iarley (2) e Alex Terra. Era a sétima rodada do Brasileiro e aquele era o primeiro triunfo goiano no campeonato, resultado que manteve o Santos na zona do rebaixamento, então em 18º, junto com o próprio time do Centro-Oeste, 17º.

Vendo a escalação peixeira na ocasião dá pra entender a derrota. Fábio Costa no gol, o volante Hudson na lateral-direita, Fabão, Marcelo e Kléber. No meio, Marcinho Guerreiro (e depois ele, Michael Jackson Quiñonez), Rodrigo Souto, Molina (Lima) e Rodrigo Tabata (Patrick). No ataque, Wesley (originalmente atacante, hoje meia no Palmeiras) e Kléber Pereira. No jogo de volta, no Serra Dourada, nova goleada: 4 a 1 para os donos da casa.

O maior triunfo alvinegro no duelo foi também um 4 a 0, em pleno Serra Dourada. Aconteceu no Torneio Adjair Lima de 1980, dois tentos de Aluísio, um de Nílton Batata e outro de Pita. O Peixe comandado por Pepe jogou aquela peleja com Vítor, Nélson, Joãozinho, Neto (Amaral) e Paulinho; Gilberto Costa, Rubens Feijão (Carlos Silva) e Pita; Nilton Batata, Aluísio e Márcio (Claudinho).

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Neymar celebra seu hat trick contra o Goiás em 2010 (Foto: Leoiran/Fotoshow)

Depois disso, a interessante equipe montada por Emerson Leão em sua primeira passagem pelo Santos, em 1998, bateu os goianos outra vez no Serra Dourada por 5 a 2,em partida válida pela Copa do Brasil, competição da qual o Alvinegro saiu invicto nas semifinais após dois empates com o Palmeiras. Os gols santistas foram marcados por Caio (hoje também Ribeiro), Muller (2) e Anderson Lima (2).

Mas uma goleada marcante aconteceu no Campeonato Brasileiro de 2010. O duelo disputado no Serra Dourada começou com gol de Ernando para os donos da casa, aos 11 da etapa inicial, mas a equipe do treinador Marcelo Martelotte virou e goleou por 4 a 1, colocando o Goiás matematicamente na Série B. O Santos entrou em campo com Rafael; Danilo (Maranhão), Edu Dracena, Durval e Pará; Adriano, Arouca (Roberto Brum), Rodriguinho e Marquinhos (Felipe Anderson); Neymar e Zé Love. Danilo marcou uma vez e Neymar fez um triplete ou hat-trick. Confira abaixo os gols.

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Brasileiro de 1972: quatro golaços santistas contra o Corinthians

Foi em um dia 26 de novembro, mas de 1972, que o Santos enfrentou o Corinthians no Pacaembu, em partida válida pelo campeonato brasileiro daquele ano. Disputado por 26 times, pra variar, a fórmula da competição daquele ano era bizarra. Na primeira fase, eram dois grupos de seis e dois de sete, classificando-se os quatro melhores de cada na etapa seguinte. Na segunda fase, eram quatro chaves com quatro clubes, saindo o melhor de cada. A partir daí, semifinais e final, em partidas únicas. Genial, não?

Mas a partida em questão acontecia ainda na primeira fase. Diante de pouco mais de 59 mil pagantes no Pacaembu, o Alvinegro Praiano precisou de pouco mais de meia hora na etapa final para golear o Corinthians. O Peixe entrou em campo com Cláudio, Orlando Lelé, Carlos Alberto, Vicente e Zé Carlos (Turcão); Clodoaldo e Brecha, Jair da Costa, Nenê, Pelé e Edu, o técnico era Pepe. Os rivais foram a campo com Ado, Zé Maria, Vágner, Luís Carlos (Baldochi) e Pedrinho; Tião e Rivelino; Paulo Borges, Sucupira, Mirandinha e Marco Antônio (Aladim), com Duque no banco.

E os gols… Todos foram bonitos. O primeiro saiu de uma bela assistência de Pelé para Clodoaldo, que inaugurou o placar. O segundo tento é um sem pulo de Nenê Belarmino, hoje treinador de futebol. Ele fez o terceiro também, uma bela trama do ataque peixeiro. Jair da Costa iniciou o lance na ponta direita, driblou dois de seus marcadores e passou a bola. Pelé fez um lindo corta-luz e a redonda chegou a Edu, que tocou para Nenê, que vinha de trás, fazer.

Mas talvez o gol mais famoso seja o quarto, marcado por Edu. Ele domina, puxa a bola com um quase “elástico” para trás e encobre o goleiro Ado. Uma pintura.

Confira abaixo os gols de Santos 4 X 0 Corinthians, do Brasileiro de 1972.

Abaixo, o vídeo com o jogo completo:

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Pelé fazia o milésimo gol há 44 anos

Há 44 anos, Dona Celeste, mineira de Três Corações, fazia 46 anos. Naquele 19 de novembro, porém, não comemorou a data pessoalmente com o filho, que estava longe, no Rio de Janeiro. Dico já não era mais garoto, tinha completado 29. Aliás, nem Dico era mais. O filho de Dondinho pela primeira vez na carreira se sentia realmente nervoso. Estava prestes a fazer história de novo. Ele, autor de façanhas inúmeras, partia em direção à bola para ser novamente único. O primeiro a marcar mil gols.

Mas, antes de chegar até ali, a expectativa foi grande. Em outubro, Pelé tinha 989 gols. Até a partida contra a Portuguesa, válida pelo Campeonato Brasileiro, então Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Na peleja disputada no Pacaembu, o Peixe venceu por 6 a 2, com quatro gols dele. A partir daquele dia 15, a contagem regressiva começou.

Selo comemorativo do milésimo gol de Pelé

Selo comemorativo do milésimo gol de Pelé

No jogo seguinte, contra o Coritiba, na capital do Paraná, o Santos superou o time da casa por 3 a 1, dois do Rei. Faltavam cinco. Nenhum tento viria no empate em zero a zero contra o Fluminense, no Maracanã, que contou com a presença pouco afável do ditador Médici. Ele não marcaria também contra o América-RJ, no Parque Antárctica, igualdade em 1 a 1, gol de Edu.

Pelé voltaria a fazer o seu em um 4 a 1 contra o Flamengo, no Maracanã, mas passaria em branco na derrota pelo mesmo placar contra o Corinthians, no Pacaembu. No empate em 1 a 1 contra o São Paulo, no Morumbi, foi Rildo quem fez o tento peixeiro. E viria uma sequência de três partidas no Nordeste, contra Santa Cruz, Botafogo-PB e Bahia. As chances de o milésimo vir ali eram grandes e cada cidade e clube pensou, e ao fim preparou, sua festa à sua maneira.

O Santinha não foi páreo para o Peixe na Ilha do Retiro e perdeu por 4 a 0, dois gols de Pelé. Em João Pessoa, o Santos foi recebido com festa no aeroporto e o Rei recebeu o título de cidadão da capital paraibana. Quem conta o que aconteceu é o próprio Atleta do Século, no obrigatório Pelé: minha vida em imagens (Cosac Naify):

“Mal o jogo começou, o Santos fez dois a zero, com bastante facilidade. A partida estava realmente fácil, e quando eu já me perguntava se aquilo não era de propósito, o juiz marcou um pênalti a nosso favor. A multidão explodiu em euforia e começou a gritar ‘Pelé! Pelé!’. Mas eu não era o batedor de pênaltis do time. (…) A pressão era enorme para que eu batesse. Meus companheiros de equipe disseram que, se eu não o fizesse, o público não nos deixaria sair daquele estádio!” Ele bateu e fez o 999º gol.

Tudo indicava que seria ali o local do milésimo. Mas o improvável aconteceu. O goleiro Jair Estevão caiu no gramado, contorcendo-se de dor, e foi retirado de campo. Como não havia jogador no banco para substituição, o “arqueiro reserva” do time – e também da seleção – era Pelé, que foi para debaixo das traves. Como muitos disseram à época, aquela contusão parecia bastante apropriada para que o histórico tento não saísse na pequena Paraíba. “Só que assim que o Pelé fez o gol de número 999, eu fui obrigado a me ‘contundir’ e o Pelé foi para o gol no meu lugar porque, premeditamente, eu entrei em campo sem goleiro reserva. O esquema foi bolado pelo Júlio Mazzei, porque ninguém do Santos queria que o milésimo gol de Pelé saísse na Paraíba e sim no Maracanã”, conta Jair, no Blog do Milton Neves.

Mas ainda haveria mais um jogo antes do Santos ir ao Rio de Janeiro, contra o Bahia, em Salvador. E ninguém havia “combinado” nada com Pelé, que queria se livrar da pressão o quanto antes. O Rei teve duas chances. Em uma oportunidade, a bola bateu na trave. “Na segunda, recebi a bola perto da marca do pênalti, dei uma volta, passei por um jogador e avancei para o lado direito do gol. Chutei e o goleiro não conseguiu pegar, mas, vindo não sei de onde, apareceu um zagueiro e tirou a bola na linha do gol. Em vez dos torcedores de seu time comemorarem, o estádio inteiro vaiou. Era algo surreal”, conta o Dez em Pelé: minha vida em imagens. O jogador Nildo “Birro Doido”, falecido em 2008, ficou conhecido como o homem que evitou o milésimo gol do Rei.

Pelé comemora o milésimo gol no Maracanã

Pelé: 1281 gols na carreira (Ed. Sextante)

Após o empate em 1 a 1 com os soteropolitanos (gol alvinegro de Jair Bala), chegava a noite da quarta-feira, no Maracanã, contra o Vasco. O zagueiro vascaíno Renê cometeu um pênalti em Pelé e, aos 33 do segundo tempo, ele cobrou. Com paradinha, como aprendera vendo Didi cobrar em treinos da seleção brasileira. Mesmo saltando no canto certo, o argentino Andrada não segurou e veio o milésimo.

O jogo parou por 20 minutos, e alguns torcedores entregaram a Pelé uma camisa do Vasco com o número 1000. O tento foi dedicado às “criancinhas”, por conta de um fato ocorrido dias antes. “Eu tinha saído do treino um pouco mais cedo e vi alguns garotos tentando roubar um carro que estava perto do meu. Eram muito pequenos, do tipo para quem se costuma dar um dinheirinho para tomar conta do carro. Chamei a atenção deles para o que faziam, e eles replicaram que eu não precisava me preocupar pois só roubariam carros com placa de São Paulo. Mandei-os sair dali, dizendo que eles não roubariam carro de nenhum lugar. Lembro-me de ter comentado sobre isso, mais tarde, com um companheiro de time, sobre a dificuldade de se crescer e educar no Brasil. Já então me preocupava com a questão da educação das crianças e essa foi a primeira coisa que surgiu em minha cabeça quando marquei o gol”, diz, em Minha vida em imagens.

Pelé continuaria marcando gols, chegando a 1.281 em sua carreira. No entanto, matéria do jornal Folha de S.Paulo publicada em 1995 aponta que o milésimo teria sido marcado, de fato, na partida contra o Botafogo-PB. Isso porque a lista de seus tentos omitiria um feito pela seleção do exército, em 1959, contra o Paraguai, partida válida pelo Sul-americano.

Sobre a contagem de seus gols feitos pelo time das Forças Armadas, vale destacar que, diferentemente de atletas que contam tentos marcados quando amadores, os anotados na lista de Pelé foram feitos quando ele já era profissional, e era praxe que as seleções das Forças Armadas à época contassem com jogadores profissionais com idade para servir. O time pelo qual jogou o Rei, por exemplo, contava com outros que já atuavam no futebol profissional como Nélson Coruja, Lorico e Parada. E são contabilizados 15 gols dele na seleção do exército, o que o deixa com uma margem mais que folgada para a contagem de mais de mil gols, ao contrário das contas de outros que não chegariam a essa marca sem artifícios como incluir jogos-treino como amistosos ou contabilizar gol de partida anulada…

A despeito da questão numérica, fica a lembrança dos versos de Drummond em “Pelé: 1.000”: “O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É difícil fazer um gol como Pelé.”

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Um pouco do histórico do confronto Santos e Joinville

Joinville e Santos se enfrentam hoje pela segunda fase da Copa do Brasil, e fazem o sétimo confronto entre os dois na história. Até agora, são duas vitórias santistas, dois empates e dois triunfos catarinenses. Nenhum dos dois venceu o rival fora de casa.

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Juary, autor de dois gols na 1ª partida entre Santos e Joinville (Foto do site Futebol de Todos os Tempos)

A primeira partida entre os dois clubes foi no Campeonato Brasileiro de 1978, na segunda fase da competição. Na Vila Belmiro, o Peixe venceu por 3 a 0, dois gols de Juary e um de Célio. O Santos do treinador Chico Formiga entrou em campo com William; Nelsinho Baptista, Joãozinho, Fausto e Gilberto Sorriso; Zé Carlos, Nelson Borges (Nílton Batata) e Pita; Juary, Célio e João Paulo. O Joinville de Marinho Rodrigues atuou com Raul Bosse; João Carlos, Vagner, Pompeu (Lico) e Carlos Alberto; Jorge Luis, Joel e Fontã; Britinho, Paulinho e Néia (Sávio).

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Rubens Feijão, autor de dois gols da vitória santista contra o Joinville no Brasileiro de 1980

No Campeonato Brasileiro de 1980, novo encontro na Vila Belmiro, com vitória alvinegra da equipe de Pepe por 2 a 0, dois tentos marcados por Rubens Feijão. No retorno, o Joinville superou o Santos pelo mesmo placar, gols de Zé Carlos Paulista e Jorge Luís. A peleja era válida pela segunda fase da competição e o Santos terminou em primeiro lugar no Grupo E, com os catarinenses ficando na lanterna. O Peixe terminou aquele Brasileiro na 7ª posição.

Em 1981, em um amistoso, o Joinville venceu o Santos por 1 a 0, com gol de Barbieri. Já no Campeonato Brasileiro de 1986, duas igualdades em jogos válidos pela segunda fase da competição. Os catarinenses, aliás, quase ficaram fora da segunda fase, pois o Vasco entrou com um processo na Justiça comum contestando a decisão do STJD que havia dado dois pontos para o Joinville na peleja contra o Sergipe, que teve um jogador pego no antidoping. No fim, o Vasco também avançou, pois a Portuguesa foi punida por entrar na Justiça comum por conta de venda de ingressos. Ah, os critérios da CBF…

Nos dois jogos entre Santos e Joinville, o mesmo resultado: 0 a 0. Em 13 de novembro, no Ernesto S. Sobrinho, o Peixe entrou em campo com Rodolfo Rodriguez; Ijuí, Nildo, Toninho Carlos e Paulo Róbson; César Sampaio, Ribamar e Juninho (Santín); Solano, Serginho Chulapa (Mazinho) e Antônio Carlos, comandados por Formiga. Já o Joinville veio com Barbiroto; Alfinete, Adílson e Edvaldo; Junior, Nardela e Cláudio José (João Renato), Toninho Cajuru, Mirandinha (Amarildo) e Paulo Egídio. O treinador do time catarinense era Edu Coimbra, o irmão de Zico.

O Alvinegro ficaria na segunda fase, com a quinta colocação do Grupo I (quatro se classificavam). Já o Joinville foi o terceiro do grupo, chegando às oitavas de final e caindo após dois empates com o Cruzeiro. Na equipe catarinense, o destaque era o lateral-direito Alfinete, ex-Corinthians, que, após ser trocado pela equipe paulistana, recuperou seu futebol e chegou a ganhar a Bola de Prata da revista Placar em sua posição naquele ano. Na sequência, foi para o Grêmio.

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Há dez anos, o futebol-arte santista ia ao Maracanã

Há dez anos, o Santos ia ao Maracanã enfrentar o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro de 2003. O Peixe, campeão de 2002, era uma atração pelo futebol bem jogado e naquele dia 45.937 pagantes puderam presenciar uma boa atuação do Alvinegro.

Uma reportagem do Globo Esporte (confira aqui) mostra como torcedores do Rio de Janeiro, flamenguistas ou não, iam ao estádio curiosos em ver de perto as acrobacias de Robinho e companhia. O atacante jogou bem, fez alguns lances plásticos, mas não marcou. O triunfo santista por 2 a 0 veio com gols de Léo e Elano. Confira abaixo:

Flamengo
Júlio César, Luciano Baiano, Fernando, André Bahia e Athirson; Fabinho, André Gomes (Andrezinho), Felipe e Fernando Diniz (Cássio); Fernando Baiano e Jean.
Técnico: Nelsinho Baptista

Santos
Fábio Costa, Alex, André Luís, Reginaldo Araújo e Léo (Rubens Cardoso); Paulo Almeida, Alexandre (Daniel), Diego e Elano (Fabiano); Robinho e Ricardo Oliveira.
Técnico: Emerson Leão

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