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Santos X Cruzeiro – chance de subir ainda mais na tabela do Brasileiro

Sem Lucas Lima, Alvinegro joga na Vila para colar de vez na briga pela liderança do Campeonato Brasileiro

dorival victor ferraz santos

Dorival Júnior não tem Lucas Lima, mas conta com o retorno de Victor Ferraz neste domingo (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Santos e Cruzeiro fazem neste domingo (31), na Vila Belmiro, às 16h, em um duelo que pode dar ao Peixe até mesmo a liderança do Brasileirão, de acordo com uma combinação (difícil) de resultados ou marcar o início da recuperação dos mineiros, que terão a estreia de Mano Menezes no lugar de Paulo Bento. O Peixe está com 29 pontos, a três do líder Palmeiras e dois de Corinthians e Grêmio e os visitantes estão em penúltimo na tabela, com 15 pontos.

Os donos das casa não contarão mais uma vez com Lucas Lima. Desfalque no meio de semana na peleja contra o Gama, por conta de um edema na coxa esquerda, o meia segue em tratamento no departamento médico da Vila Belmiro. Assim, Dorival Júnior escala novamente  o argentino Vecchio na equipe nesta 17ª rodada do campeonato brasileiro. Já o lateral direito Victor Ferraz, ausente contra o Gama em função de dores musculares, retorna ao time. O treinador, obviamente, continua sem poder contar com o trio que vai disputar os Jogos Olímpicos.

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No século XXI, Santos tem histórico de goleadas contra o Cruzeiro

No Cruzeiro, o desfalque é o volante Henrique, que também atuou no Santos. Entre os relacionados do Alvinegro para a partida, em relação ao duelo contra o Gama a novidade é a volta de Jean Mota, que não pode disputar pela equipe a Copa do Brasil. Com o retorno do meia, o jovem Matheus Oliveira perde o lugar.

Em relação ao histórico de confrontos, as duas equipes fizeram 72 jogos, com 27 vitórias do Santos, 20 empates e 25 derrotas. Em Brasileiros, são 58 pelejas, com 21 triunfos alvinegros, 21 derrotas e 15 empates. Já na Vila, os donos da casa venceram onze vezes, perderam sete e empataram cinco.

Jogadores relacionados para o jogo contra o Cruzeiro

Goleiros: Vanderlei e Vladimir
Laterais: Victor Ferraz, Caju e Daniel Guedes
Zagueiros: Luiz Felipe, Gustavo Henrique, David Braz e Lucas Veríssimo
Volantes: Renato, Léo Cittadini, Yuri, Valencia e Fernando Medeiros
Meias: Vitor Bueno, Vecchio, Elano, Jean Mota e Longuine
Atacantes: Copete, Ricardo Oliveira, Rodrigão e Joel

Escalações de Santos e Cruzeiro

Santos – Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju; Renato, Léo Cittadini e Vecchio; Vitor Bueno, Copete e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.

Cruzeiro – Fábio; Lucas, Bruno Rodrigo, Manoel e Edimar; Bruno Ramires, Ariel Cabral, Robinho e De Arrascaeta; Rafael Sobis e Willian. Técnico: Mano Menezes.

Local: Vila Belmiro, Santos (SP)
Horário: às 16h, no domingo (31)
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Eduardo Goncalves da Cruz (MS) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT)

Onde assistir Santos X Cruzeiro

Premiere FC

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Santos bate Cruzeiro e consegue primeira vitória fora de casa No Brasileirão 2015

Finalmente o Santos conseguiu sua primeira vitória longe da Vila Belmiro no Brasileiro de 2015. Não foi um jogo brilhante, mas a equipe conseguiu manter o Cruzeiro sob controle a maior parte do tempo e se aproveitou do desespero e da falta de padrão tático do time de Vanderlei Luxemburgo. Agora, o Alvinegro está em 9º na competição, a quatro pontos do G4.

Sem poder contar com Gabriel, que sofreu um edema na coxa direita no jogo contra o Corinthians no meio da semana, e também Geuvânio, suspenso por ter levado o terceiro cartão amarelo na partida contra o Avaí, Dorival Júnior promoveu as entradas de Neto Berola e Marquinhos Gabriel, e o time tentou não mudar a característica de apertar a marcação desde o ataque. No entanto, o Cruzeiro usou do mesmo expediente, o que, aliás, era de se esperar, dada a necessidade dos donos da casa.

Mas os dois substitutos do ataque não só não têm o mesmo potencial técnico dos titulares como também não tem a mesma facilidade de marcar a saída de bola. Assim, no duelo das marcações no campo rival, a equipe mineira levou vantagem no início, pressionando a defesa peixeira principalmente pelo lado direito da intermediária alvinegra, com Alisson. Por ali, o time celeste chegou a um gol anulado de forma correta, aos 16. Mas, fora esse lance e uma finalização de Marinho pelo lado esquerdo da defesa peixeira, o Cruzeiro não conseguiu traduzir a maior posse de bola em oportunidades.

O Santos, ao contrário, brilhou pela precisão. Foi na primeira bola recebida em boas condições por Ricardo Oliveira que o centroavante limpou e finalizou. Um belo petardo que chegou a 90 km/h e foi parar no ângulo esquerdo do goleiro Fábio. Eram 42, e depois disso o Alvinegro ainda chegou em outra oportunidade com Marquinhos Gabriel, tentando nocautear os abalados donos da casa já na etapa inicial.

Ricardo Oliveira, mais um na lista do artilheiro (Reprodução)

Ricardo Oliveira, mais um na lista do artilheiro (Reprodução)

Luxemburgo fez duas alterações no intervalo, substituindo Vinícius Araújo e Marcus Vinícius por Allano e Gabriel Xavier. E Dorival Júnior também não teve muita paciência com Neto Berola, sacado aos 9 minutos e dando lugar a Leandro. Já no início era possível ver os espaços dados pelos donos da casa, que passaram a tentar o ataque, mas sem compactação. Assim, o Alvinegro começou a tocar mais a bola e criar mais oportunidades do que no tempo inicial. A melhor delas em lance de Ricardo Oliveira em uma virada de bola dentro da área, aos 11.

Logo em seguida, foi o Cruzeiro quem chegou com perigo, em finalização de Allison, que exigiu uma grande defesa de Vanderlei. No rebote, Allano chutou para fora. Mesmo sem muita intensidade, o time mineiro tentou, da forma como podia, ir ao ataque e o Alvinegro se acomodou demais durante parte do jogo. Lucas Lima não teve o mesmo desempenho de outras partidas, prendendo às vezes excessivamente a bola, mas também por não ter tantas opções de passe.

Luxemburgo substituiu Henrique por De Arrascaeta aos 25 e Dorival, aos 30, colocou Lucas Otávio e sacou Thiago Maia. A essa altura do jogo, a torcida mineira tentou empurrar a equipe celeste e Vanderlei entrou em ação em bolas aéreas e também nas parcas finalizações dos donos da casa. Mais uma vez, o arqueiro mostrou segurança, o que nem sempre se sentia em Vladimir.

Até os 40 minutos os cruzeirenses ensaiaram uma pressão com o apoio dos torcedores que estavam no Mineirão, mas o lateral Fabrício acabou sendo expulso ao tomar dois cartões amarelos em menos de um minuto. O Cruzeiro, valente, ainda tentou se aproveitar de um certo comodismo dos visitantes, mas ao final, o Santos conseguiu sua primeira vitória no Brasileiro.

A se destacar o golaço de Ricardo Oliveira, artilheiro do Brasileiro com 12 tentos. Com a camisa santista, ele tem 46 em 76 partidas. No ano, são 25. Que continue desta forma porque, sem Lucas Lima nas próximas três pelejas por conta da seleção, o Alvinegro vai precisar do seu mais preciso atacante.

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Santos pega Cruzeiro em busca da primeira vitória fora de casa no Brasileirão

Após eliminar o Corinthians na Copa do Brasil 2015, o Santos enfrenta o Cruzeiro neste domingo, às 18h30, no Mineirão, em busca de sua primeira vitória fora de casa no Brasileirão. Pela primeira vez na era dos pontos corridos, o Alvinegro terminou um turno sem conquistar os três pontos longe de seus domínios. Dorival Júnior sabe que essa história precisa ser mudada.

No turno inicial, foram seis derrotas e quatro empates jogando como visitante. Mas a postura apresentada no triunfo contra o Corinthians, na quarta-feira, dá esperanças que a história pode mudar nesta segunda metade do campeonato. Foi uma das raras vezes em 2015 que o Peixe atuou da mesma forma como faz na Vila Belmiro, sem se intimidar com a pressão da torcida rival. Antes do triunfo do meio da semana, a última vitória fora de casa santista havia sido contra o Londrina, no dia 15 de abril, em uma peleja foi disputada em São José dos Campos, já que a equipe paranaense vendeu o mando de jogo.

Dorival Júnior conversa com Neto Berola, que pode ocupar a vaga de Gabigol contra o Cruzeiro (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Dorival Júnior conversa com Neto Berola, que pode ocupar a vaga de Gabigol contra o Cruzeiro (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Para o duelo contra o Cruzeiro, Dorival Júnior não vai poder contar com Gabriel, lesionado na partida contra o Corinthians, e Geuvânio, que cumpre suspensão pelo terceiro cartão amarelo. O substituto do segundo deve ser Marquinhos Gabriel, mas a dúvida paira sobre quem vai entrar no lugar de Gabigol. Leandro, reforço vindo do Palmeiras, e Neto Berola disputam a vaga em um jogo onde o contra-ataque deve ser fundamental já que o Cruzeiro, vindo de eliminação da Copa do Brasil e a um ponto da zona do rebaixamento, deve tentar partir pra cima do Peixe.

Histórico de Cruzeiro e Santos

Santos e Cruzeiro já se enfrentaram 71 vezes, e é um confronto historicamente equilibrado. São 26 triunfos santistas, 25 derrotas e 20 empates. Em campeonatos brasileiros, são 57 encontros, com 20 triunfos alvinegros, 21 derrotas e 15 empates. No total, são 118 gols alvinegros e 106 cruzeirenses, média de 3,15 por peleja.

Com tantos gols, sobram goleada. Confira cinco grandes triunfos do Alvinegro Praiano sobre a Raposa e relembre como foi a vitória do Santos sobre o Cruzeiro no primeiro turno.

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Santos 1 X 0 Cruzeiro – três boas notícias para o Santos

Além da vitória sobre uma equipe que deve brigar na parte de cima da tabela – embora enfraquecida em relação ao ano passado –, Alvinegro tem três boas notícias a partir do que foi o jogo contra os mineiros.

1 – A defesa funcionou

O Cruzeiro teve ligeiramente maior posse de bola no primeiro tempo (50,3%), mas a verdade é que conseguiu fazer uma finalização apenas, errada, pouco antes do intervalo. Na etapa final, até pela necessidade, tentou mais o gol, mas chance real foi somente aos 41, uma jogada pelo lado esquerdo da defesa peixeira que culminou em uma cabeçada pra fora. Meio de campo e defesa souberam segurar o ímpeto cruzeirense, ao contrário da partida contra o Avaí, em que o time só não foi derrotado por conta da mira dos atacantes rivais.

2 – O time não se acomodou

Quanto tem a vantagem na primeira etapa, o Santos tem mostrado um comportamento mais acomodado, com uma postura defensiva e abrindo mão mesmo do contra-ataque. Dessa vez, o Alvinegro sofreu um pouco no início da etapa final e achou espaços para o contragolpe. Isso porque houve mais movimentação e os laterais não ficaram tão presos, dando opção de jogo ofensivo.

3 – O contra-ataque funcionou

Grande parte desse êxito se deve a Lucas Lima, que fez uma partida estupenda no segundo tempo. Recuou para ajudar na saída de bola e chegou no ataque com facilidade para servir seus companheiros. O Peixe poderia ter feito mais gols graças fundamentalmente ao meia.

Lucas Lima Santos

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O histórico de Santos e Cruzeiro – relembre cinco goleadas do Peixe sobre o rival

O histórico de confrontos entre Santos e Cruzeiro em campeonatos brasileiros é bastante equilibrado. São 70 jogos, com 25 vitórias de cada lado e 20 empates. Em Brasileiros, são 56 encontros, com 19 triunfos alvinegros, 21 derrotas e 15 empates. Na Vila, os donos da casa venceram dez vezes, perderam sete e empataram cinco.

Com todo esse equilíbrio, algo que não falta no confronto entre os dois é gol. No geral, são 117 gols alvinegros e 106 cruzeirenses, média de 3,23 por peleja. Dirceu Lopes é o artilheiro do duelo com oito gols, vindo em seguida Tostão e Pelé, com seis, e os santistas Toninho Guerreiro e Neymar, com cinco cada.

Em goleadas, a maior aplicada pelo Peixe foi em 1929, na primeira peleja entre ambos, 7 a 3, e o maior triunfo mineiro foi em um dos jogos da final da Taça Brasil de 1966, 6 a 2. Mas como este é um espaço santista, confira abaixo cinco goleadas alvinegras contra o rival:

Campeonato Brasileiro de 1983 – Santos 5 X 0 Cruzeiro

As duas equipes se enfrentaram pela segunda fase do Brasileirão daquele ano. Para entender a fórmula: eram 40 times na fase inicial, divididos em oito grupos, sendo que os três primeiros de cada um, mais quatro vindos da repescagem e outros quatro da Taça de Prata iam para a segunda fase. Formavam-se oito grupos de quatro clubes, classificando-se os dois primeiros de cada um. Fácil não?

Mas fácil mesmo foi a vitória peixeira sobre os rivais, um 5 a o no Morumbi, com direito a triplete (ou hat trick) de Serginho Chulapa, com Serginho Dourado (também chamado de Serginho Segundo) e Paulo Isidoro completando a goleada. No segundo tempo, mesmo com os mineiros atuando com apenas oito jogadores – Joãozinho, Palhinha e Osires foram expulsos – o Peixe tirou o pé evitando uma humilhação maior.

Naquela competição, o Alvinegro, comandado por Chico Formiga, chegou à final, sendo vice-campeão, e Serginho Chulapa foi o goleador máximo com 22 gols.

Campeonato Brasileiro de 1991 – Santos 4 X 0 Cruzeiro

O Santos não fez um grande campeonato no Brasileiro de 1991, terminando em 8º lugar, com sete vitórias, cinco empates e sete derrotas. Apenas os quatro primeiros se classificavam para a fase final. O Cruzeiro, porém, foi ainda pior, e ficou em 16º, a quatro pontos da zona de rebaixamento em uma época em que a vitória valia dois pontos e que só dois clubes caíam. O Brasil veria depois do fim do campeonato mais uma virada de mesa para salvar o Grêmio, penúltimo colocado à ocasião com meros doze pontos em 19 partidas.

Na competição de turno único, o Peixe enfrentou o Cruzeiro na Vila Belmiro e os mineiros se deram mal. Um 4 a 0 com gols de quatro jogadores que deixaram boas lembranças para o torcedor, embora nenhum deles tenha ganho título pelo clube. Sergio Manoel, Almir, Paulinho McLaren e Edu Marangon, comandados por Cabralzinho, técnico vice-campeão de 1995, anotaram naquele 8 de abril.

Paulinho McLaren foi o artilheiro daquele campeonato, com 15 gols.

Campeonato Brasileiro de 1994

Mais um regulamento diferente naquela competição. Eram 24 clubes divididos em quatro grupos de seis e os quatro primeiros de cada um se classificavam para formar, na segunda fase, dois grupos de oito clubes cada. Os campeões de cada um desses grupos no turno e no returno iam para as semifinais, além dos dois melhores na classificação geral dessa fase e outra dupla vinda da repescagem.

Na primeira fase, o Peixe ficou em segundo no grupo C e foi na penúltima rodada que pegou o Cruzeiro na Vila. Os donos da casa venceram por 4 a 1, com dois tentos de Macedo, artilheiro da equipe na competição com oito gols, um de Ranielli e outro de Guga. Cleison marcou para o time mineiro, eliminado na primeira fase e quase rebaixado na repescagem, quando terminou com o mesmo número de pontos que o Remo, mas com dois gols a mais de saldo.

O Alvinegro, que tinha naquela partida contra o Cruzeiro tinha Serginho Chulapa como treinador, foi para a segunda fase e por pouco não alcançou as quartas de final. No returno, ficou a um ponto do campeão de seu grupo, o Botafogo, e também a um ponto do Bahia, que passou de fase em função da classificação geral.

Campeonato Brasileiro de 2002 – Cruzeiro 1 X 4 Santos

Os dois times se enfrentaram na primeira fase do campeonato que tirou o Santos do jejum de quase 18 anos sem títulos importantes. A partida foi no Mineirão, e os visitantes viraram o primeiro tempo batendo os mineiros por 2 a 0, tentos anotados por Elano e Andre Luis. Elano marcou de novo na última etapa e Robinho fechou a goleada. Joãozinho descontou aos 41, fazendo o gol de honra dos donos da casa.

Aquele inesquecível Brasileirão foi o último disputado antes da era dos pontos corridos. O Peixe terminou a primeira fase, disputada entre os 24 participantes em turno único, na oitava colocação, tendo o direito de enfrentar o primeiro colocado, o São Paulo. Curiosamente, o Cruzeiro ficou empatado com o Peixe em número de pontos, mas com oito gols a menos de saldo. Aí fica importância que teve essa partida, no fim das contas, decisiva para o caminho do triunfo peixeiro.

Alberto foi o artilheiro do Peixe, dirigido por Emerson Leão, no Brasileiro daquele ano, com 12 gols, vindo em seguida Diego e Robinho, dez cada, e Elano, nove.

Campeonato Brasileiro de 2012 – Cruzeiro 0 X 4 Santos

Com o Mineirão sendo reformado para a Copa do Mundo de 2014, o Cruzeiro mandou sua partida contra o Santos no Independência, estádio do América que virou casa do Atlético na Libertadores de 2013. Com uma atuação que refletiu a campanha celeste naquele ano, que por pouco não terminou com o rebaixamento do clube, os donos da casa apanharam feio.

A peleja foi para o segundo tempo com o Alvinegro vencendo por 2 a 0, gols de Neymar. Felipe Anderson, fazendo aos 7 da segunda etapa, matou qualquer possibilidade de reação dos mineiros e Neymar, aos 36, completou seu hat trick, tendo ainda dado a assistência no terceiro tento. Vitória da equipe de Muricy Ramalho.

Nessa partida, um fato curioso. Após o quarto gol, feito com uma bela jogada do argentino Miralles, a torcida do Cruzeiro passou a gritar o nome de Neymar, em um misto de reconhecimento e protesto contra a própria equipe. Confira no vídeo abaixo.

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Santos X Cruzeiro – hora de arrancar no Brasileiro

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Santos X Cruzeiro – hora de arrancar no Brasileiro

Após a final do campeonato paulista, quando bateu o Palmeiras por 2 a 1, o Santos disputou três partidas, duas contra o Maringá e uma contra o Avaí. Em nenhuma delas a equipe empolgou mas agora, passadas duas semanas da conquista do estadual, é hora de acordar para o Brasileiro.

Para a partida deste domingo, às 16h, na Vila Belmiro, o Peixe não contará com Valencia, que viajou à Colômbia para conhecer sua filha. Lucas Otávio deve ser seu substituto e Renato e Chiquinho retornam à equipe.

A surpresa entre os relacionados de Marcelo Fernandes para a peleja foi a ausência de Gustavo Henrique, que perdeu a vaga no banco para Paulo Ricardo. O meia Rafael Longuine aparece mais uma vez entre os reservas e existe a expectativa de que possa estrear hoje.

Marcelo Fernandes tem um teste difícil contra o Cruzeiro (Ricardo Saibun/Santos FC)

Marcelo Fernandes tem um teste difícil contra o Cruzeiro (Ricardo Saibun/Santos FC)

O Cruzeiro, obviamente, está focado na Libertadores e agora sabe que seu adversário de quarta-feira será o River Plate, após a eliminação do Boca pela Conmebol. Mesmo assim, não fará o que fez na estreia na Arena Pantanal, quando escalou os reservas e foi derrotado pelo Corinthians. O time deve entrar quase com a força máxima para encarar o Alvinegro.

Leandro Damião, em função de um acordo de cavalheiros, não enfrentará o Santos. O lateral direito Mayke, com dores musculares, deve ser poupado, e Marcelo Oliveira pode tanto deslocar o volante Henrique, ex-Santos, para a posição, ou escalar Eurico ou Ceará, também ex-Peixe. Outro atleta que atuou na Vila Belmiro, Eugenio Mena, pode ser poupado.

Confira abaixo as prováveis escalações de Santos e Cruzeiro:

Santos X Cruzeiro – 16h do domingo (17) na Vila Belmiro

Santos – Vladimir, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Lucas Otávio, Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira. Técnico: Marcelo Fernandes.

Cruzeiro – Fábio, Henrique, Manoel, Bruno Rodrigo e Fabrício; Willians Farias, Willians e Arrascaeta; Marquinhos, Willian e Henrique. Técnico: Marcelo Oliveira.

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Chiquinho é vice-líder em assistências no Santos em 2015

Quando o lateral-meia Chiquinho chegou ao Santos no início do ano, poucos apostavam nele. Vindo do Fluminense, onde chegou a desbancar o ex-santista Carlinhos na lateral-esquerda, o atleta, cujos direitos pertencem ao Coimbra, de Minas Gerais, clube ligado ao BMG, foi o primeiro reforço da nova diretoria do Santos.

Com Caju na seleção sub-20 e Mena saindo para o Cruzeiro, o jogador de 25 anos, que tem no currículo passagem discreta pelo Corinthians e uma mais vistosa pela Ponte vice-campeã da Copa Sul-americana em 2013, teve oportunidade de estrear no primeiro jogo do Peixe no Paulista de 2015, contra o Ituano. Fez um golaço, barrou duas oportunidades do adversário na defesa e mostrou muita disposição.

Chiquinho comemora com a torcida vitória do Santos sobre são-paulinos (Foto: Ivan Storti/Santos FC )

Chiquinho comemora com a torcida vitória do Santos sobre são-paulinos (Foto: Ivan Storti/Santos FC )

No aquecimento da partida contra a Portuguesa, no fim de fevereiro, o jogador sentiu uma contusão no músculo adutor da coxa esquerda, que o deixou fora de combate por um mês. Voltou no clássico contra o Corinthians e, mesmo só tendo disputado nove partidas pelo time na temporada, é o segundo atleta peixeiro que mais deu assistências na temporada.

São três passes para gol em nove jogos, incluindo o milimétrico dado para Ricardo Oliveira fazer o segundo gol alvinegro contra o São Paulo, no último domingo. Ele está empatado com Gabriel, que tem também três assistências, só que em treze jogos. O líder do Santos em assistências na temporada é Lucas Lima, com seis em 18 partidas.

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Santos não “amolece” e vence o Fluminense no Prudentão

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Thiago Ribeiro marcou e Santos foi a 51 pontos no Brasileirão (Ivan Storti/Santos FC)

Se a polêmica do fim de semana foi proporcionada pela leitura labial de Júlio Baptista, levantando a hipótese de o Cruzeiro ter “amolecido” para o Vasco, ainda ameaçado pelo rebaixamento, o Santos não deu mole para o Fluminense, também a perigo, no Prudentão, e bateu o Tricolor por 1 a 0.

“Ficou de bom tamanho”, admitia o goleiro Diego Cavalieri, melhor jogador dos visitantes no jogo. E ele tem razão. A equipe de Dorival Junior foi com o objetivo único de não perder, e sofreu pressão do Peixe durante boa parte do primeiro tempo. Mas o ataque santista esbarrou na própria afobação e no arqueiro adversário. O time carioca foi para o intervalo sem ter realizado uma única finalização que fosse à meta de Aranha.

Na etapa final, os cariocas voltaram com outra disposição, mas ainda assim o Santos continuou mandando na partida. Claudinei desta vez optou por soltar mais os laterais para o apoio ao ataque, em especial Cicinho pela direita, mas foi com o avanço de um de seus volantes que surgiu a jogada do gol. Arouca carregou a bola e tocou para Geuvânio, que devolveu de primeira. O Cinco peixeiro fez o lance de linha de fundo e tocou para Thiago Ribeiro marcar.

No mesmo estádio em que se sagrou campeão brasileiro em 2012, rebaixando o Palmeiras, o Fluminense sentia a derrota que pode levá-lo mais à frente para a Série B. Até tentou atacar, mas, embora houvesse vontade, o time mostrou por que está nessa situação. Enquanto isso, o Santos ora perdia chances de ampliar, ora tocava a bola colocando o rival na roda. Mesmo sem pretensões na competição, fez valer a dignidade. Ao todo, foram 21 finalizações santistas contra somente 3 dos cariocas, segundo o Footstats, e 42 desarmes contra 25.

Um a zero foi o final da primeira peleja da “turnê de despedida” de Claudinei do comando do Santos. Que ao menos a equipe mantenha a postura altiva nas duas últimas rodadas, mas vendo esse e lembrando de outras pelejas, fica a sensação de que, com um pouco mais de ousadia (e alegria?) o Alvinegro Praiano poderia ter ido mais longe. Mas, agora, só em 2014…

Com a vitória, o Peixe empatou o histórico de confrontos com o Fluminense: 34 vitórias para cada um.

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No século XXI, Santos tem histórico de goleadas contra o Cruzeiro

O Santos entra na Vila Belmiro neste domingo, contra o Cruzeiro, defendendo um pequeno tabu. A última derrota peixeira contra a equipe de Minas aconteceu em 2009, no segundo turno do Brasileiro, um 2 a 1 na Baixada. Desde então, foram sete jogos, quatro vitórias alvinegras e três empates.

Santos e Cruzeiro já se encontraram 65 vezes. Trata-se de um confronto equilibrado, com leve vantagem peixeira: 25 vitórias, 21 derrotas e 19 empates, com 107 gols pró e 94 contra. A primeira peleja entre os dois aconteceu em 1923, quando o rival ainda se chamava Palestra Itália (só mudou de nome em 1942, por conta da II Guerra Mundial). Vitória do Santos por 7 a 3, gols marcados por Camarão (3), Feitiço (2) e Evangelista (2), da mítica linha dos cem gols.

O maior artilheiro santista do histórico do confronto é Pelé, com 6 gols, seguido por Toninho Guerreiro e Neymar, com 5 cada um. Aliás, o hoje atacante do Barcelona protagonizou um grande momento em 2012, contra o time celeste. O moleque marcou três gols em pleno Independência, na goleada de 4 a 0 do Peixe, sendo aplaudido pela torcida adversária, o que também foi, claro, uma forma de protesto contra o péssimo desempenho da equipe mineira na competição. Felipe Anderson marcou o outro. Confira abaixo.

Neymar protagonizaria outra goleada emblemática contra o Cruzeiro em 25 de setembro de 2010. Ali, quatro dias antes, o Peixe tinha sido derrotado pelo Corinthians, primeira partida da equipe sob o comando de Marcelo Martelotte, substituto do demitido Dorival Júnior. O ex-técnico queria manter o garoto afastado por conta da indisciplina cometida duas pelejas antes, contra o Atlético-GO, mas a diretoria não concordava com a decisão e acabou demitindo o comandante.

Porém, o clima de crise foi apagado com uma bela atuação do menino prodígio nos 45 minutos finais daquele confronto, quando o Alvinegro assegurou a vitória por 4 a 1 na Arena Barueri, mesmo jogando 30 minutos com um atleta a menos (Zé Eduardo foi expulso). Relembre:

No século 21, foram 23 partidas entre os dois, com dez vitórias santistas, sete empates e seis derrotas. O curioso é que, dos dez triunfos alvinegros, em seis ocasiões o Peixe fez quatro gols contra a Raposa. Além dos dois jogos acima, em 2012, o Santos venceu na Vila Belmiro o adversário por 4 a 2, com gols de Durval, Bill, Felipe Anderson e Victor Andrade, com os ex-santistas Borges e Ceará descontando. Já em 2007, ano em que foi vice-campeão brasileiro, 4 a 1 na Vila, com dois gols de Pedrinho, um de Rodrigo Tabata e outro de Marcos Aurélio. O lateral esquerdo Fernandinho descontou para o Cruzeiro.


Já em 2002, o time comandado por Emerson Leão, que viria a ser o campeão brasileiro, superou o Cruzeiro de Vanderlei Luxemburgo por 4 a 1, no Mineirão, com dois gols de Elano, um do zagueiro Andre Luís e outro de Robinho. Joãozinho fez o tento de honra da Raposa.

E pra completar o rol de goleadas peixeira neste século, faltava a de 2001, na Vila Belmiro. O Peixe de Cabralzinho superou o rival por 4 a 2, com dois tentos marcados por Viola, um por Elano e outro por Marcelinho Carioca. Alex e Oséas fizeram pelo Cruzeiro.

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Santos, o lugar em que Muller foi mais feliz

Nos 18 anos que o Santos ficou sem ganhar um título importante (já que títulos, nesse período, ele conseguiu), o clube contou com muitos atletas que fazem o torcedor até hoje enrubescer de vergonha, mas também teve craques que trataram muito bem a bola e, por pouco, não fizeram o Alvinegro levar mais um troféu para a Vila Belmiro. Um deles, sem dúvida, foi Muller.

Muller no Santos

Equipe do Santos de 1998: Argel, Ronaldão, Zetti, Athirson, Anderson Lima e Claudiomiro; agachados: Muller, Caíco, Narciso, Lúcio e Jorginho. Foto do Fanático Santista.

Revelado pelo São Paulo, chegou ao Santos e estreou justamente contra seu ex-time, em 24 de abril de 1997. O jogo – você pode conferir os gols abaixo – marcou também por conta da reedição da dupla com Careca, parceria de sucesso no Tricolor paulista e também na seleção brasileira pela Copa de 1990. Chegaria a fazer dupla também com outro ex-são-paulino, Caio, que chegou à Vila Belmiro em julho do mesmo ano.

O atacante, que quando mais novo se caracterizava principalmente pela velocidade (dizia-se que nos treinos do São Paulo fazia os 100 metros em aproximadamente 11 segundos), mudou seu estilo conforme a idade foi avançando. No Palmeiras dos cem gols, de 1996, onde atuou com Rivaldo, Djalminha e Luisão, ele marcava gols, mas era mais um “garçom” que dava assistências precisas, com toques de primeira que desconcertavam os adversários. O típico atleta que já tinha a jogada pensada antes da pelota chegar aos pés.

Depois de sair do Palmeiras, seguiu para o Peruggia (ITA), onde não fez muito sucesso. E, de lá, veio brilhar no Santos. Foi na equipe que Muller obteve sua única Bola de Prata na carreira, prêmio concedido pela revista Placar, pelo Brasileiro de 1997. Ele fez companhia no ataque ao atacante Edmundo, artilheiro daquele campeonato, com 29 gols, e Bola de Ouro. O Alvinegro ficou em 6º lugar na primeira fase e, depois, terminou em segundo no grupo B, perdendo a vaga na final para o Palmeiras. O atacante, além das assistências, marcou nove vezes pelo clube no Brasileiro, o que lhe garantiu o topo da artilharia do time.

A excelente fase de Muller fez com que boa parte da opinião pública pedisse sua convocação para a seleção que iria tentar o penta em 1998. Mas Zagallo, após ter convocado o santista para amistosos, o deixou de fora da lista final, levando Ronaldo, Bebeto, Edmundo e Denílson. O treinador havia alegado na ocasião que o jogador disputou três Copas do Mundo e não jogou bem, e fugiu da concentração da Granja Comary, juntamente com Válber, nas Eliminatórias da Copa do Mundo, em 1993. Muller respondeu mais tarde: “Ele pode dizer o que quiser. Mas também tenho o direito de dar a minha opinião. Para mim, o Vanderlei Luxemburgo deveria ser o técnico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.”

Os últimos títulos antes de se aposentar foram com o Cruzeiro: a Copa do Brasil em 2000 e a Copa Sul-Minas de 2001. Jogou ainda no Corinthians, em 2001, conseguindo atuar nos quatro grandes de São Paulo. Mas onde ele foi mais feliz? Com a palavra, dada em entrevista ao Uol Esporte, o próprio Muller:

Onde você foi mais feliz?

Muller – Joguei no Santos em 1997 e no primeiro semestre de 1998 e não ganhei um título sequer, mas foi uma das melhores fases da minha carreira. Em 1998 fui considerado o craque do campeonato e ganhei o troféu pela seleção do campeonato. Foi um ano e meio de felicidade, de alegria, de prazer e de bonitos gols que marquei. Marquei minha história lá sem titulo, mas com uma passagem muito bonita.

Às vezes, jogar bem e bonito vale tanto ou mais que conquistar títulos. E isso Muller fez no Peixe.

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Arquivado em Ídolos, Década de 90