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Santos pós-Enderson muda pouco e bate o Botafogo

Já era esperado que, após a demissão de Enderson Moreira na semana passada e com pouco tempo para treinar a equipe, o auxiliar técnico Marcelo Fernandes, interino no comando do Santos, não mudaria a forma da equipe jogar. Seguiu no 4-3-3 que varia para um 4-2-3-1 do comandante anterior, promovendo Gabriel, no lugar do suspenso Robinho, e Gustavo Henrique, em lugar do também suspenso David Braz.

A Providência, nesse caso, já ajudou o interino, que não teve problema para colocar os dois garotos em campo. A relação deles (mas não só deles) com o técnico anterior teria sido um dos estopins que provocou sua saída. Aliás, treinadores que têm problema com a base do clube ou com suas joias, em geral, se dão mão na Vila, seja com qual diretoria for. Dorival Júnior saiu após insistir em uma punição excessiva ao então menino Neymar, enquanto um dos motivos para a demissão de Muricy foi o fato de aproveitar poucos os garotos das divisões de baixo.

Em campo, se Gustavo Henrique não comprometeu, Gabriel teve uma atuação mais que apagada. O que, aliás, tem sido uma constante desde o segundo semestre do ano passado. Embora continue nas graças da torcida, o garoto fez um Sul-Americano sub-20 bastante discreto, passando boa parte do tempo no banco, e também amargou a reserva na Vila.

Outro jovem que não atuou bem, também mais uma vez, foi Geuvânio. Este é um que não pode reclamar do técnico demitido do Peixe. Encostado por Oswaldo de Oliveira, chegou em algumas partidas a sequer sentar no banco, sendo “recuperado” por Enderson. No entanto, seu nível voltou a cair após um início promissor no Paulista.

Mas a estrela do dia foi Ricardo Oliveira. A condição física do atacante vinha melhorando e, junto, a condição técnica também, partida a partida. Se faltavam gols para coroar suas boas atuações, no jogo contra o Botafogo eles vieram em dose dupla, além de uma assistência de cabeça que redundou no primeiro gol dos 3 a 0 feitos pelo Peixe. Na ausência de Robinho, foi ele quem comandou o ataque e chamou a responsabilidade da partida. E não decepcionou.

Se houve uma mudança de Enderson para Marcelo Fernandes foi na entrada de Elano. O ex-técnico vinha colocando o meia como um segundo volante na etapa final, posicionando-o ao lado de Renato. Desta vez, ele entrou mais adiantado, fazendo a ligação com o ataque mais próximo do gol adversário. A tendência é que renda mais também.

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Robinho brilha de novo, mas Santos expõe defeitos contra o Linense

Com outra apresentação brilhante de Robinho, o Santos superou o Linense por 4 a 2 no Pacaembu, na noite deste domingo. E, mais uma vez, a atuação do atacante, que marcou dois gols e realizou uma assistência, acabaram ofuscando algumas falhas reincidentes do time de Enderson Moreira. O problema crônico da falta de compactação da equipe segue, mas algumas situações de jogo podem, na prática, ajudar a identificar onde estão as lacunas de um elenco que ainda precisa se reforçar para a sequência do ano.

Antes de qualquer coisa, não concordo com boa parte dos torcedores que crucifica o atual técnico do Santos, que não é perfeito, mas também não é pior do que a média de “professores” dos clubes grandes do Brasil. Ele conseguiu montar uma equipe com três atacantes, havendo uma mobilidade interessantes entre eles, embora um, Geuvânio, tenha a função de marcar até certo ponto um lado do campo, enquanto Lucas Lima faz a mesma coisa do lado contrário.

O esquema conta ainda com laterais que, em boa parte do tempo, são menos alas e mais zagueiros, o que garante solidez à defesa santista e libera quem sabe atacar para fazer o que sabe. Um volante mais de um lado e um segundo do outro, ainda que Renato tenha prioridade para avançar um pouco mais que seu companheiro, seja ele Alison, Valencia ou Lucas Otávio.

É nas variações do esquema, em função do elenco desigual que tem, que Enderson se perde. Algo recorrente, por exemplo, é a troca do primeiro volante por Elano a certa altura do segundo tempo. Em tese, a troca melhoraria o passe no meio de campo em momentos no qual o time pode contra-atacar, mas o fato é que o sistema não tem funcionado. Contra o Linense, por exemplo, mesmo que o colombiano Valencia não seja uma Brastemp, sendo lento e muitas vezes pouco produtivo no desarme, Elano marca ainda menos, e se o Linense já tinha certa vantagem no enfrentamento com o meio de campo peixeiro antes de sua entrada, a situação piorou. E o time do interior conseguiu diminuir a vantagem de 3 a 0 dos donos da casa para 3 a 2.

O panorama piorou tanto que o treinador santista teve que corrigir sua equivocada modificação, colocando um volante de ofício, Lucas Otávio, no lugar de Geuvânio. Recompôs a marcação, controlando melhor a partida, e afastou qualquer possibilidade de empate do Linense quando colocou Gabriel em campo, que deu a assistência para Robinho fechar o placar. O meio é o carma de Enderson e é nesse setor que novas alternativas deveriam ser pensadas.

Fora isso, é preciso falar sobre Robinho. Podem dizer que o atacante tem jogado bem porque tem atuado contra times menos qualificados. É um fato, mas poucos questionam isso quando o autor da proeza é, por exemplo, Alexandre Pato ou outro similar. O que poucos podem negar é que o Sete do Peixe é um dos poucos atacantes atuando no país que pode matar uma bola longa com qualidade, articular o jogo quando recua para a meia, partir em velocidade sem deixar de pensar como alguns velocistas de outrora ou de hoje, e ainda dar toques de primeira para companheiros. Faz a diferença. E, em um time mais entrosado e com um meio de campo de mais qualidade, pode liderar o Santos rumo a títulos.

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Portuguesa X Santos – relembre cinco vitórias do Peixe sobre a Lusa

O Santos joga contra a Portuguesa no Pacaembu neste domingo, às 16h, em um jogo no qual é mandante mas terá a maior parte da torcida. No histórico do confronto, o Peixe leva larga vantagem sobre o rival: são 239 jogos, com 113 vitórias peixeiras e 67 lusas, com 59 empates. Em campeonatos paulistas, são 157 pelejas, com 72 triunfos alvinegros, 47 lusos e 38 empates.

Contudo, no Pacaembu, ambos já se enfrentaram 44 vezes e é a Lusa que tem pequena vantagem: 17 vitórias contra 16 do Santos e 11 empates. Isso, aliás, se relaciona a um fator que precisa ser lembrado quando se analisam os confrontos entre o Peixe e equipes do Trio de Ferro: a maciça maioria das pelejas foi disputada em São Paulo, o que, na prática, significava uma inversão do mando de campo, prejudicando o Alvinegro nas estatísticas gerais.

Mesmo assim, o Peixe tem no Pacaembu um palco no qual mais triunfou do que saiu derrotado. Foi lá, aliás, que conquistou a Libertadores de 2011, por exemplo. No estádio, o Peixe disputou 493 partidas, vencendo 210, perdendo 151 e saindo com o empate 132 vezes.

Veja abaixo cinco grandes vitórias do Santos sobre a Lusa. Claro que não entra nessa lista o jogo mais polêmico entre os dois, o empate em 0 a 0 da decisão do estadual de 1973, com a disputa de pênaltis encerrada antes da hora pelo árbitro Armando Marques, o que resultou na divisão do título pelos dois times.

 

1 – Santos 10 X 0 Portuguesa (campeonato paulista de 1928)

Com cinco gols do atacante Wolf, dois de Feitiço, dois de Camarão e um de Evangelista, o Peixe goleou os rubro-verdes na Vila Belmiro em partida válida pelo campeonato paulista de 1928. O Alvinegro terminou a competição como vice-campeão, mesma colocação dos estaduais de 1927 e 1929. Esta é a maior goleada no confronto entre os dois, no entanto, a maior derrota sofrida pelo Alvinegro na era profissional foi para os lusos, 8 a 0 no paulista de 1955.

 

2 – Portuguesa 0 X 6 Santos (campeonato paulista de 1957)

No Pacaembu, mando de campo da equipe paulistana, o Peixe goleou por 6 a 0, em jogo do campeonato paulista de 1957. Após ser campeão em 1955 e 1956, o Alvinegro terminou a competição como vice, um ponto atrás do São Paulo, e superou os rubro-verdes em jogo da chamada Série Azul, que reunia os dez melhores times do primeiro turno do estadual e definia o campeão.

Naquele dia, Pelé marcou duas vezes, Dorval também fez dois, Jair Rosa Pinto anotou um e Afonsinho deixou o seu.

 

3 – Santos 4 X 0 Portuguesa (campeonato paulista de 1978)

Entre 1973 e 1982, a Portuguesa não soube o que era vencer o Santos. Foram 14 partidas de invencibilidade do Alvinegro e uma destas foi no Morumbi, no dia 9 de setembro de 1978, ocasião em que a primeira geração dos meninos da Vila não tomou conhecimento da equipe dirigida por Urubutão e que tinha Marinho Perez.

Um público de 40 mil pessoas viu João Paulo marcar dois tentos, um de Juary e outro de Pita, com Ailton Lira passeando pelo meio de campo. Detalhe para o belo terceiro gol, marcado pelo ponta João Paulo, e pela bela cominação no quarto tento, feito pelo dez Pita.


4 – Santos 2 X 0 Portuguesa (campeonato paulista de 2006)

Disputado por meio da fórmula de pontos corridos em turno único, o campeonato paulista de 2006 foi decidido na última rodada. Ao Santos, que disputava o título contra o São Paulo, bastava uma vitória simples contra a Portuguesa, na Vila Belmiro. A Lusa precisava vencer para escapar do primeiro rebaixamento no estadual da sua história.

A vitória por 2 a 0 deu ao Alvinegro o título depois de um jejum de 22 anos. O Peixe tinha saído da fila com o Brasileiro de 2002, sendo campeão de novo em 2004, mas ainda não tinha conquistado um estadual depois de 1984. O grito de campeão saiu da garganta do torcedor depois de um gol de Cléber Santana e outro de Leonardo, contra.


5 – Santos 3 X 0 Portuguesa (campeonato paulista de 2011)

No campeonato paulista de 2011, o Santos contava naquela partida com os retornos de Neymar, Elano e Léo e foi ali, depois de uma parada do carnaval, que o garoto anotou seus primeiros gols pelo Peixe no ano, já que havia servido a seleção sub-20 no sul-americano da categoria em janeiro.

A equipe, então comandada pelo interino Marcelo Martelotte, que havia entrado no lugar de Adílson Batista, venceu a Portuguesa na Vila Belmiro por 3 a 0, dois de Neymar e um de Léo, que contou com a assistência do menino. Vale a pena relembrar.

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Sem confete e serpentina, Santos supera São Bernardo e segue líder do Grupo D

O Santos superou ontem (14) o São Bernardo fora de casa, no estádio 1º de Maio, por 1 a 0. Integrante do grupo A, o Bernô, que havia até então enfrentado o Alvinegro em duas ocasiões (um empate e uma derrota), disputa uma vaga para as quartas de final e talvez seja um dos times mais equilibrados fora dos quatro grandes. Bem armado, sabe marcar e sair para o contra-ataque, mas tem um evidente problema de qualidade técnica.

Já o Peixe mostrou, na partida, defeitos que já tinham aparecido em jogos anteriores. No início, buscou muito o passe longo para o pessoal da frente, errando passes em demasia. No segundo tempo, já com a vantagem conquistada com um gol de David Braz em cruzamento de Chiquinho, aos 9 minutos, os visitantes passaram a tocar muito a bola, invariavelmente sem objetividade, mantendo os donos da casa longe da área.

Foi sem brilho, aquele triunfo “pro gasto”, e que permitiu, mesmo assim, algumas observações. Como disse Robinho após a partida, o Santos continua pecando nas finalizações. Das 15 realizadas ontem, somente quatro foram para o gol e houve oportunidades incríveis, como uma de Ricardo Oliveira. O nove santista, aliás, continua nitidamente sem ritmo de jogo, e deve perder a vaga de titular para Gabriel assim que o avante concluir seu trabalho de recuperação física pós-seleção sub-20. Em forma, Oliveira pode ser útil.

David Braz comemora gol solitário do jogo com Robinho (Foto: Ivan Storti)

David Braz comemora gol solitário do jogo com Robinho (Foto: Ivan Storti)

Quando saca o centroavante, fato que aconteceu em todas as partidas no Paulistão, Enderson costuma colocar Robinho como o tal “falso 9”. Ontem, mesmo antes de ser deslocado para essa função, o atacante jogou próximo à área, pelo meio, o que acaba prejudicando seu desempenho. Sendo um jogador móvel e que desarma melhor que a grande maioria dos homens de frente, faria mais sentido Robinho atuar mais pelo meio quando o time precisa – ou quer – tocar mais a bola do que isolado na frente brigando com os zagueiros no corpo a corpo.

Outra experiência do técnico alvinegro foi colocar Elano no lugar de Leandrinho para fazer a marcação pelo meio e cobertura do lado direito, atuando mais como volante ao lado de Renato. Sem poder contar com Alison, essa opção foi testada em parte do segundo tempo, quando o meia entrou em campo. Contudo, nem a marcação melhorou e, o que talvez fosse o principal objetivo, melhorar a transição para o campo ofensivo aproveitando contra-ataques, também não foi alcancaçado. Nesse caso, influencia também a posição de Robinho e a má atuação de Marquinhos Gabriel, que entrou no lugar de Ricardo Oliveira.

No mais, com uma assistência e um gol em cinco jogos, Chiquinho já se firma como titular, acenando para Caju que o jovem vai ter dificuldades para voltar à equipe. Victor Ferraz, no lugar de Cicinho, não é brilhante mas é mais efetivo defensivamente do que o ex-pontepretano. Aliás, no atual esquema de Enderson, os laterais são mais “laterais” mesmo, e não alas como em boa parte das equipes. O posicionamento defensivo de ambos é em parte responsável pelo time ter sofrido somente um gol em cinco partidas.

Líder do grupo D com 11 pontos, oito a mais que o segundo colocado, o Bragantino,  o Santos tem uma semana para trabalhar até a próxima partida, contra a Portuguesa, domingo, às 17h, no Pacaembu. Oportunidade para alguns jogadores aprimorarem o condicionamento físico até lá. Quem sabe a pontaria também não melhora.

Ingressos para Portuguesa X Santos no Pacaembu

A torcida do Santos terá a maior parte da carga de ingressos na partida contra a Portuguesa, domingo (22), no Pacaembu. Mesmo tendo o mando da partida, o clube rubro-verde vai ficar com a parte do Tobogã, para buscar mais renda com o jogo.

Os ingressos podem ser comprados no site do Ingresso Fácil e também nos seguintes pontos de venda:

• Pacaembu (das 11 às 18 horas)
• Canindé (das 11 às 18 horas)
• Vila Belmiro (das 11 às 18 horas)
• Anacleto Campanela, em São Caetano do Sul, (das 11 às 18 horas)

Campeonato Paulista 2015

Ficha técnica – São Bernardo 0 X 1 Santos

São Bernardo

Daniel; Rafael Cruz, Luciano Castán, Diego Jussani e Vicente; Daniel Pereira (Vanger), Carlinhos (Jean Carlos), Marino, Magal e Cañete (Maikon); Lucio Flavio

Técnico: Edson Boaro

Santos

Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Werley e Chiquinho; Renato, Leandrinho (Elano), Lucas Lima e Geuvânio (Lucas Otávio); Robinho e Ricardo Oliveira (Marquinhos Gabriel)

Técnico: Enderson Moreira

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Santos cria, mas fica no 0 a 0 com São Paulo em noite de Rogério Ceni

Os comentários das redes sociais durante e depois do clássico entre Santos e São Paulo resumem desta vez o que foi o jogo. Rogério Ceni, de fato, fez a diferença a favor da equipe do Morumbi e evitou que seu time saísse da Vila Belmiro derrotado na noite desta quarta-feira.

Foi uma partida em que o Alvinegro foi conquistando espaço aos poucos. Até pouco mais da metade do primeiro tempo, o Tricolor tinha mais a posse de bola, que chegou em dado momento a uma vantagem de 62% a 38%. Os donos da casa abusavam dos passes errados, muito pelo fato de buscaram os toque mais longos, a ligação direta entre o meio e o ataque. As distâncias entre os setores da equipe ficaram visíveis nessa etapa da partida, como, aliás, em outros jogos do Santos neste campeonato paulista.

O panorama começou a mudar quando o São Paulo afrouxou a marcação pressão que fazia sobre o Peixe, passando a sofrer com as investidas de Geuvânio no lado esquerdo de sua defesa. Se o arqueiro Vanderlei demonstrou segurança ao defender finalizações perigosas de fora da área, foi o Santos que entrou pela defesa adversária, com uma jogada fantástica de Geuvânio e outro passe seu para Robinho, ambos os lances defendidos por Rogério Ceni quando os atacantes santistas já estavam dentro da área.

marquinhos gabriel santos

Marquinhos Gabriel, que estreou no Santos entrando no lugar de Ricardo Oliveira (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Se a objetividade peixeira já havia sido maior mesmo como time jogando pior que o rival, quando passou a ter mais presença no campo do São Paulo as oportunidades de gols e multiplicaram. E Ceni cresceu ainda mais. Os visitantes seguiam tocando a bola, mas não conseguiam articular jogadas incisivas de ataque. Ganso teve atuação apagada, confirmando a escrita de não jogar bem contra seu ex-clube na Vila. Michel Bastos se movimentou, mas pouco criou, e à frente, Luis Fabiano e Evandro (depois Alexandre Pato) foram em boa parte do tempo presas fáceis para a defesa, mesmo quando os donos da casa passaram a dar mais espaço perto do final do jogo.

Em uma peleja de alta intensidade, os veteranos, ou “tiozinhos da Vila”, sentiram. Ricardo Oliveira perdeu ótima chance por não conseguir avançar em um contra-ataque; Renato desperdiçou um rebote de Ceni finalizando em cima do goleiro, ajudando o arqueiro a se consagrar ainda mais, e Robinho também não aguentou o retorno até o meio de campo, algo que o jogo passou a exigir que fizesse. E também chutou pra fora em finalização feito de dentro da área, dando a nítida impressão de cansaço. Destes, só Renato permaneceu até o final, na questionável opção de Enderson Moreira, que preferiu sacar Lucas Lima e colocar Elano em campo. Mas é fato que o jovem meia também estava exaurido, muito por conta da marcação que passou a fazer no lado direito da intermediária no segundo tempo.

O técnico fez a opção por uma partida mais cautelosa, algo compreensível, já que o adversário manteve a forte base de 2014 e o Santos ainda precisa de mais condicionamento físico e entrosamento. De qualquer forma, sabendo que a equipe vai contar com Gabriel, Caju e Thiago Maia, que retornam da seleção sub-20, o elenco fica um pouco mais encorpado e o torcedor começa a ter mais esperanças do que o final de 2014 sugeria. No entanto, o meio de campo precisa marcar melhor atrás e acertar com mais precisão a transição para o ataque.

No primeiro teste real da temporada, o Alvinegro foi quem teve mais finalizações certas, mostrando que pode lamentar o 0 a 0. No total, foram doze contra cinco. Contando que ainda houve um pênalti evidente em Ricardo Oliveira não marcado pelo árbitro Leandro Bizzio Marinho, que estava a poucos metros do lance, o torcedor pode reclamar com mais vontade. Mas, para uma equipe em formação, as notícias parecem boas.

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Os maiores artilheiros do Santos no século 21

A revista Placar publicou uma matéria nesta semana com os cinco maiores artilheiros do século 21 dos doze maiores clubes brasileiros. Na lista do Santos, Neymar lidera, com 138 gols em 230 jogos, seguido por Robinho, 103 gols em 235 partidas; Kléber Pereira, 86 em 143 jogos; Elano, 66 tentos em 285 pelejas, e Deivid, 54 gols. No caso deste último, não estão computados todos seus tentos marcados pelo Santos, já que ele atuou e marcou pela equipe em 1999 e 2000. Marcou 60 vezes em 140 partidas, no total de participações pelo Alvinegro.

Dada a lista, algumas curiosidades. Os dois primeiros, Neymar e Robinho, são crias da base e só atuaram pelo Peixe no Brasil, sendo que o Rei das Pedaladas está em sua terceira passagem pelo clube, tendo atuado profissionalmente com a camisa peixeira entre 2002 e 2005 e no primeiro semestre de 2010.

Robinho, que tem contrato de empréstimo com o Santos até junho deste ano, é hoje o terceiro colocado na lista dos maiores artilheiros do clube na era pós-Pelé, com 103 gols, um atrás de João Paulo e Serginho Chulapa, empatados na segunda colocação. Na tabela dos maiores artilheiros do Alvinegro na História, o eterno menino da Vila é o 20º, empatado com Ary Patusca, que atuou pelo Santos entre 1915 e 1922.

Mas há que se destacar Kléber Pereira. Entre os cinco, é ele, por pouco, que tem a mais elevada média de gols, 0,601 por jogo, superando Neymar, que tem 0,6 redondos. Robinho, com 0,43 gol por partida, está acima de Deivid, com 0,42. Elano tem média de 0,23, mesmo assim algo invejável para um meio-campista.

Com seu estilo de centroavante puramente marcador de gols, Kléber Pereira chegou ao Santos no segundo semestre de 2007 e em muitas ocasiões irritava a torcida com alguns gols fáceis perdidos. Costumava argumentar à época que se ele marcasse a maioria que perdia, não seria Kléber Pereira, mas sim algo próximo de Pelé, visto sua ótima média de gols mesmo com o desperdício… Além de ter inegável bom posicionamento dentro e próximo à área, há outro dado que valoriza sua passagem pelo Santos, o fato de o clube ter montado times fracos em 2008, quando a equipe lutou contra o rebaixamento em boa parte do Brasileiro, e em 2009, quando foi um figurante sem brilho no Nacional, após chegar à final do Paulista.

O Acervo Histórico Santos Futebol Clube fez um levantamento no qual lista 21 dos maiores artilheiros do clube no século 21. Completando os dez maiores, aparece o surpreendente Basílio, que segurou o rojão de substituir Robinho na reta final do Brasileiro de 2004, com 42 gols; André, com 41; Diego, com 38; Paulo Henrique Ganso, com 36, e Cícero, 35. No elenco atual do Santos, estão ainda na lista dos 21, além de Robinho e Elano, Renato, com 25; Gabriel Barbosa, o Gabigol, com 23, e Ricardo Oliveira, com 21.

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Santos supera campeão paulista e estreia com vitória na Vila

A expectativa para a estreia do Santos, de acordo com a mídia tradicional em geral, não era das melhores. Menos por conta do adversário, o Ituano, que mesmo sendo o atual campeão paulista, não tem um elenco que causa medo em um time grande, mas por conta da real crise financeira do clube e do alentado desmanche sofrido pela equipe.

Saíram do time o goleiro Aranha, o zagueiro Edu Dracena, o lateral esquerdo Mena, o volante Arouca e o atacante Leandro Damião. Destes, somente Arouca era uma unanimidade na torcida, sendo que os outros três tiveram desempenhos irregulares no ano de 2014. Em especial o ex-centroavante do Internacional, que dispensa comentários adicionais. Mesmo benquisto (não mais) pelos torcedores, o volante que hoje está no Palmeiras tem problemas constantes de contusão. Em 2014, por exemplo, dos 68 jogos da equipe, Arouca atuou em 32. E foi seu ano mais efetivo na Baixada.

Por outro lado, o Alvinegro manteve seu ídolo maior, Robinho, e trouxe alguns reforços como Elano, Ricardo Oliveira, Chiquinho, Valencia e o goleiro Vanderlei. Nenhum deles inconteste, mas o primeiro que estreou na noite de hoje já mostrou a que veio. Chiquinho, meia, lateral e o que mais vier, vestiu a camisa que era de Mena e fez algo que o chileno nunca conseguiu em 61 partidas oficiais pelo Peixe. Gol.

Foi aos 29 minutos do primeiro tempo, e foi um golaço. Lucas Lima cobrou falta, a bola bateu na barreira e voltou para Chiquinho acertar um belo sem pulo no lado esquerdo do gol de Diego Neto. Era o segundo tento peixeiro na peleja. O primeiro foi de Geuvânio – que sofreu a falta que resultou no segundo gol alvinegro – logo aos 6, uma linda finalização de fora da área que deixou o arqueiro de Itu sem reação.

Chiquinho já havia sido destaque, aliás, ao desviar duas finalizações do Ituano no mesmo lance, após o Santos ter aberto o placar. Ali foi praticamente a única chance real da equipe do interior na primeira etapa, embora os donos da casa tenham diminuído o ritmo após um começo intenso. Alguns buracos na transição do meio de campo deram relativo espaço para os rubro-negros, que paravam na marcação de Alisson, Renato e da linha defensiva. Gustavo Henrique, sem ritmo, destoou, mas foi socorrido quando preciso.

Lucas Lima foi o condutor, para variar, mas exagerou no individualismo. Robinho, jogando como um camisa 9 e ficando muito de costas para a marcação, se sacrificou pelo time e, tirando um ou outro lance plástico, mais abriu espaços do que fez seus habituais lances na etapa inicial. No segundo tempo, quando talvez o Ituano tenha pensado em reagir, o Santos tratou de matar qualquer pretensão do rival. Geuvânio, mais uma vez, passou para Lucas Lima na direita, que devolveu para o garoto fazer seu segundo gol na partida, terceiro do Peixe.

A partir daí, o segundo tempo se desenrolou como um lento apagar das luzes; os visitantes, sem força ofensiva, e os donos da casa chegando com algum perigo, mas não convertendo. Enderson Moreira aproveitou para trocar todo o ataque, sacando primeiro Geuvânio para colocar Ricardo Oliveira; depois Thiago Ribeiro para a entrada de Elano e por fim Robinho, que foi substituído por Lucas Crispim.

Como foi a tônica para os grandes nessa rodada de estreia, o Santos fez três e não teve dificuldades. Não é o melhor dos parâmetros, mas a equipe mostrou que não sente uma falta tão terrível dos jogadores que foram embora. E ainda vai contar com o retorno de Gabriel e Caju, que estão na seleção sub-20, e Cicinho (tá, esse não conta tanto), contundido. Além da estreia do arqueiro Vanderlei, vindo do Coritiba, no lugar do sempre pouco confiável Vladimir, que atuou hoje. Pra quem disse que o Peixe estava na pior, até que a estreia foi boa.

Craque do jogo: Geuvânio – fez dois gols e ainda sofre a falta que resultou no 2º gol do Peixe.

Menção honrosa: Chiquinho – fez um golaço, salvou dois lances na defesa e mostrou garra. jogo bom pra ganhar o torcedor.

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Corinthians 2 X 3 Santos – o retorno de um gigante em 2002

Hoje completam onze anos da conquista que trouxe o Santos de volta ao panteão do qual nunca deveria ter saído, embora a ausência de títulos durante longos períodos seja comum a quase todos os grandes.

Robinho e suas pedaladas entortam Rogério

Robinho e suas pedaladas entortam Rogério

Era 15 de dezembro de 2002 quando Robinho deu oito pedaladas sobre Rogério. Sobre ele recaía toda a atenção da torcida, do adversário e da mídia,  já que Diego havia saído a um minuto de jogo, contundido. Mesmo assim, aos 18 anos, pegou a bola como um veterano para cobrar o pênalti feito pelo corintiano. Quando a coisa parecia apertar, tomou a bola, arrancou e cruzou para Elano marcar o verdadeiro gol do título. Coroou sua atuação fazendo Vampeta e Kléber dançarem perdidos, só assistindo o atacante servir Léo, que fez um golaço com a perna direita.

Desde então, é um dos clubes brasileiros que mais acumulou pontos em rankings de torneios, um dos times que mais acumulou títulos importantes no século 21. Foram um título e um vice na Libertadores, dois títulos brasileiros e dois vices, uma Copa do Brasil, cinco títulos paulistas (três em sequência) e três vices nesses onze anos.

PS: Santista, se você assistir o vídeo e tiver vontade, pode chorar que não é vergonha. É orgulho.

Melhores momentos do 1º tempo


Melhores momentos do 2º tempo


O final da partida


Post modificado a partir de original publicado no Futepoca

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Pré-jogo – Santos pode empatar histórico de confrontos contra o Fluminense

Quando entrar em campo neste domingo, no Prudentão, o Santos terá a oportunidade de empatar um histórico acirrado de confrontos contra o Fluminense. Nas 86 partidas disputadas entre os dois até agora, são 34 triunfos tricolores e 33 santistas, além de 19 empates. Na era dos pontos corridos, o Peixe tem uma vitória a mais que o rival. No total, 45 pelejas aconteceram no estado do Rio de Janeiro e 41 em São Paulo.

O primeiro duelo entre os dois aconteceu em 1918, vitória de 6 a 1 do Fluminense na Vila Belmiro, resultado que é até hoje a maior goleada dos cariocas contra o Alvinegro. Arnaldo Silveira marcou para o Santos e Welfare (3), French (2) e Zezé fizeram para os visitantes. Outro resultado importante da era pré-profissional aconteceu no primeiro encontro oficial entre os dois, no Rio-São Paulo de 1933, vitória peixeira em casa, 4 a 3, dois gols de Victor Gonçalves e dois de Raul. Álvaro, Vicentinho e Said marcaram para os cariocas.

Placa em homenagem ao gol de Pelé contra o Fluminense, em 1961

Placa em homenagem ao gol de Pelé contra o Fluminense, em 1961

Já pelo Rio-São Paulo de 1961, em 5 de março daquele ano, o Santos bateu o Fluminense no Maracanã por 3 a 1, ocasião em que Pelé fez o famoso “gol de placa”, surgindo assim a expressão usada para classificar um gol bonito. O feito do camisa Dez ocorreu aos 40 minutos do primeiro tempo, quando Dalmo passou a bola para Pelé, no campo de defesa do Santos. Ele arrancou em velocidade e, já na área do adversário, driblou Pinheiro, livrou-se de Jair Marinho e finalizou sem dar chance ao goleiro Castilho. O jornalista Joelmir Beting foi quem teve a ideia de eternizar o tento com uma placa de bronze, feita pelo jornal O Esporte.

Mais recentemente, uma das partidas mais fantásticas da história do Santos e a maior atuação individual de um jogador que eu já vi. Giovanni conduziu o Peixe a um triunfo espetacular, o 5 a 2 que classificou a equipe para a final do campeonato brasileiro de 1995. Veja o post sobre a partida aqui e o vídeo com os gols abaixo.

Em 2003, o então campeão brasileiro pegou o Fluminense em Édson Passos e sapecou um 4 a 1 no adversário, gols de Elano, Nenê, Ricardo Oliveira e Jerri (Romário descontou para o Fluminense) Antes do apito inicial, um fato, digamos, curioso. O zagueiro santista Pereira, hoje no Coritiba, passou mal e vomitou no gramado, adiando o início do jogo por seis minutos. Mesmo assim, jogou normalmente.

O Peixe comandado por Emerson Leão entrou em campo na ocasião com Júlio Sérgio no gol, Wellington (Preto), Pereira, André Luís e Léo; Daniel Paulista, Renato, Alexandre (Jerri) e Elano; Nenê (Rubens Cardoso) e Ricardo Oliveira. A equipe jogava desfalcada de Alex, Paulo Almeida, Diego e Robinho que serviam à seleção brasileira pré-olímpica na disputa da Copa Ouro, no México.

Destaque para o belo gol de Jerri, meia surgido nas categorias de base do Peixe e tido como muitos como sucessor de Diego à época, apesar de ser dois anos mais velho. Mas não vingou. “O jogador precisa ter um objetivo também no profissional. Ele precisa da vontade de querer ser alguém no profissional, e não na base. O Jerri teve muita expressão na base e se acomodou, perdendo o foco ao subir”, disse Adílson Durante Filho nessa matéria, sobre o atleta. O meia foi emprestado ao Goiás em 2004, retornou à Vila em 2005 e foi negociado com o Al Nassr, onde permaneceu até ser negociado com o Al Shaab, em 2011. Hoje atua no Chiangrai United, da Tailândia. Confira os melhores momentos daquela peleja.

A maior goleada santista contra o rival aconteceria um ano depois, no Brasileiro de 2004. O Peixe disputava cabeça a cabeça a liderança contra o Atlético-PR do artilheiro Washington, e jogou em São José do Rio Preto diante de 21.673 pessoas, já que a Vila Belmiro havia sido interditada por conta do arremesso de um copo plástico de água em Hélio dos Anjos, técnico do Vitória.

A grande estrela da partida foi de Robinho, autor de dois gols. Deivid fez os outros dois e Laerte anotou contra. Esta, aliás, foi a última partida do Rei das Pedaladas antes do sequestro de sua mãe, que o fez ficar de fora do time mais de um mês. Na partida seguinte, o abalado Santos só empatou com o Criciúma e passou a vice-liderança, superado ali pelo furacão. Robinho voltou na última partida, contra o Vasco, que selou o Peixe como campeão brasileiro de 2004.

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No século XXI, Santos tem histórico de goleadas contra o Cruzeiro

O Santos entra na Vila Belmiro neste domingo, contra o Cruzeiro, defendendo um pequeno tabu. A última derrota peixeira contra a equipe de Minas aconteceu em 2009, no segundo turno do Brasileiro, um 2 a 1 na Baixada. Desde então, foram sete jogos, quatro vitórias alvinegras e três empates.

Santos e Cruzeiro já se encontraram 65 vezes. Trata-se de um confronto equilibrado, com leve vantagem peixeira: 25 vitórias, 21 derrotas e 19 empates, com 107 gols pró e 94 contra. A primeira peleja entre os dois aconteceu em 1923, quando o rival ainda se chamava Palestra Itália (só mudou de nome em 1942, por conta da II Guerra Mundial). Vitória do Santos por 7 a 3, gols marcados por Camarão (3), Feitiço (2) e Evangelista (2), da mítica linha dos cem gols.

O maior artilheiro santista do histórico do confronto é Pelé, com 6 gols, seguido por Toninho Guerreiro e Neymar, com 5 cada um. Aliás, o hoje atacante do Barcelona protagonizou um grande momento em 2012, contra o time celeste. O moleque marcou três gols em pleno Independência, na goleada de 4 a 0 do Peixe, sendo aplaudido pela torcida adversária, o que também foi, claro, uma forma de protesto contra o péssimo desempenho da equipe mineira na competição. Felipe Anderson marcou o outro. Confira abaixo.

Neymar protagonizaria outra goleada emblemática contra o Cruzeiro em 25 de setembro de 2010. Ali, quatro dias antes, o Peixe tinha sido derrotado pelo Corinthians, primeira partida da equipe sob o comando de Marcelo Martelotte, substituto do demitido Dorival Júnior. O ex-técnico queria manter o garoto afastado por conta da indisciplina cometida duas pelejas antes, contra o Atlético-GO, mas a diretoria não concordava com a decisão e acabou demitindo o comandante.

Porém, o clima de crise foi apagado com uma bela atuação do menino prodígio nos 45 minutos finais daquele confronto, quando o Alvinegro assegurou a vitória por 4 a 1 na Arena Barueri, mesmo jogando 30 minutos com um atleta a menos (Zé Eduardo foi expulso). Relembre:

No século 21, foram 23 partidas entre os dois, com dez vitórias santistas, sete empates e seis derrotas. O curioso é que, dos dez triunfos alvinegros, em seis ocasiões o Peixe fez quatro gols contra a Raposa. Além dos dois jogos acima, em 2012, o Santos venceu na Vila Belmiro o adversário por 4 a 2, com gols de Durval, Bill, Felipe Anderson e Victor Andrade, com os ex-santistas Borges e Ceará descontando. Já em 2007, ano em que foi vice-campeão brasileiro, 4 a 1 na Vila, com dois gols de Pedrinho, um de Rodrigo Tabata e outro de Marcos Aurélio. O lateral esquerdo Fernandinho descontou para o Cruzeiro.


Já em 2002, o time comandado por Emerson Leão, que viria a ser o campeão brasileiro, superou o Cruzeiro de Vanderlei Luxemburgo por 4 a 1, no Mineirão, com dois gols de Elano, um do zagueiro Andre Luís e outro de Robinho. Joãozinho fez o tento de honra da Raposa.

E pra completar o rol de goleadas peixeira neste século, faltava a de 2001, na Vila Belmiro. O Peixe de Cabralzinho superou o rival por 4 a 2, com dois tentos marcados por Viola, um por Elano e outro por Marcelinho Carioca. Alex e Oséas fizeram pelo Cruzeiro.

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