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Com dois de Cícero, Santos honra a camisa e vira sobre o Atlético-PR

Se o Santos, mesmo sem ter mais nada a fazer no Brasileiro de 2013, não amoleceu contra o Fluminense, empurrando o rival carioca para o Z-4, o Atlético-PR também não teve vida fácil no estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto. Mesmo saindo na frente, o Furacão tomou o 2 a 1 e teve frustrado o sonho de se garantir na Libertadores na penúltima rodada.

O Peixe voltou ao palco do título de 2004, conquistado em um jogo contra o Vasco, justamente em uma disputa particular com o adversário de hoje, vice-campeão à época. Os dois times entraram tentando exercer pressão no campo adversário do outro, com o Alvinegro um pouco melhor, mas esbarrando na forte defesa paranaense. O Atlético-PR, no entanto, equilibrou a partida e Marcelo, revelação do campeonato, atuando contra uma marcação quase solitária de Cicinho, acabou fazendo a diferença e o gol do Furacão, aos 27.

Santos mantém tabu contra Furacão (Site do Atlético-PR)

Santos mantém tabu contra Furacão (Site do Atlético-PR)

Mesmo com a vantagem, os jogadores da equipe paranaense, e seu técnico Vágner Mancini, demonstravam certo nervosismo, talvez abalados pela perda do título da Copa do Brasil no meio de semana. E não demorou para o Santos empatar. Aos 33, Geuvânio deu belo passe para Cicinho (que quase não entendeu a jogada). O lateral foi à linha de fundo e cruzou para Cícero marcar de cabeça. O 1 a 1 fazia justiça a uma etapa inicial igual, com leve vantagem peixeira.

No segundo tempo, Claudinei acertou a marcação sobre Marcelo e os erros de passe de lado a lado se multiplicaram. Sem Paulo Bayer, o Atlético padecia de falta de criatividade, com lances pouco incisivos. O Santos também não conseguia criar, e desperdiçava oportunidades de chegar no gol adversário nos contra-ataques. O segundo gol nasceu de um lance que poucos esperariam.

Edu Dracena havia dado lugar a Durval, de volta após longo tempo e depois de travar uma discussão pública com o técnico. Dos seus pés saiu um lançamento primoroso que encontrou Cícero. O meia teve habilidade para dominar e tocar por cobertura na saída do goleiro paranaense na enésima tentativa do adversário de fazer a linha de impedimento, que funcionou durante boa parte do tempo, mas foi fatal nesse lance.

A partir daí, só deu Santos, que poderia ter aproveitado o desespero do Atlético para marcar o terceiro, mas pecou pela falta de precisão. Vitória importante que mantém uma escrita: o Peixe nunca perdeu para o rival em casa em Brasileiros. E um resultado que demonstra o profissionalismo do Santos quando neste campeonato, como em quase toda edição de Brasileiro, existem polêmicas sobre “entregas” e quetais.

De quebra, a vitória peixeira força o Atlético-PR a ter que ganhar do Vasco para se garantir na Libertadores. Nessa peleja, em Joinville, não vai ter marmelada…

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Santos deixa vitória escapar. Mas Vasco mereceu

“Sem a torcida poderia ter sido até goleada para o adversário, sem fazer média.” Era assim que Juninho Pernambucano, após a partida, resumia o jogo entre Vasco e Santos, no Maracanã. Nessa entrevista à Sportv ele também deu uma notícia temerária aos vascaínos: não deve jogar até o final do ano, após sair no primeiro tempo contundido do gramado.

Diante do maior público do ano em um jogo entre times do Brasil, 50.421 pagantes e 57.576 presentes, o Vasco foi em alguns momentos o desespero em forma de time. Mas também foi coração na ponta da chuteira, pra usar o clichê que os cruzmaltinos encarnaram na noite do domingo. Porque só isso, e a força de uma torcida que apoiou de forma incrível seus atletas, justifica a reação de sair de um 2 a 0 para um 2 a 2 que por pouco não se tornou vitória ao fim da peleja. eram 12 contra 11.

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Bruno Peres marcou o primeiro

Bom, na verdade, não foi só isso. O Santos, na segunda etapa, quando o placar marcava 2 a 1, ajudou o Vasco. Desperdiçou contra-ataques porque, incrivelmente, não tinha jogadas organizadas para essa situação de jogo e alguns atletas, que tiveram chances de ouro, não foram solidários na hora H. Gustavo Henrique, zagueiro que fez o segundo gol, foi infeliz no primeiro gol, mais pelo azar do que pela técnica, mas foi imprevidente ao avançar na marcação de um adversário já marcado no segundo tento vascaíno, deixando André (meu Deus, André!) livre para marcar o gol de empate.

E foi uma igualdade merecida. Porque os donos da casa, mesmo evidentemente inferiores tecnicamente, “igualaram na pegada”, como diria Dunga, e tiveram mais ímpeto para atacar, até por sua condição de desespero. Claudinei, mais uma vez, não soube aproveitar todo o campo aberto que os vascaínos deixaram quando estavam em desvantagem, tirando William José e colocando um volante, Alan Santos. O time perdeu em velocidade e não ganhou grandes coisas em marcação. Victor Andrade e Gabriel estavam no banco. O treinador terminou a partida tendo feito só uma alteração, com um atacante de ofício apenas em campo. E ele tinha que marcar o lateral na sala, na copa, na cozinha e no toalete. Significa.

Após o fim da contenda, a torcida vascaína ainda foi presenteada com o gol de pênalti de Pato em Araraquara, que jogou o Fluminense na zona do rebaixamento. Os tricolores estão em 18º lugar, com a mesma pontuação do Criciúma, mas com uma vitória a menos. E estão apenas dois pontos acima da Ponte Preta, penúltima. Ave, Luxemburgo!

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No século XXI, Santos tem histórico de goleadas contra o Cruzeiro

O Santos entra na Vila Belmiro neste domingo, contra o Cruzeiro, defendendo um pequeno tabu. A última derrota peixeira contra a equipe de Minas aconteceu em 2009, no segundo turno do Brasileiro, um 2 a 1 na Baixada. Desde então, foram sete jogos, quatro vitórias alvinegras e três empates.

Santos e Cruzeiro já se encontraram 65 vezes. Trata-se de um confronto equilibrado, com leve vantagem peixeira: 25 vitórias, 21 derrotas e 19 empates, com 107 gols pró e 94 contra. A primeira peleja entre os dois aconteceu em 1923, quando o rival ainda se chamava Palestra Itália (só mudou de nome em 1942, por conta da II Guerra Mundial). Vitória do Santos por 7 a 3, gols marcados por Camarão (3), Feitiço (2) e Evangelista (2), da mítica linha dos cem gols.

O maior artilheiro santista do histórico do confronto é Pelé, com 6 gols, seguido por Toninho Guerreiro e Neymar, com 5 cada um. Aliás, o hoje atacante do Barcelona protagonizou um grande momento em 2012, contra o time celeste. O moleque marcou três gols em pleno Independência, na goleada de 4 a 0 do Peixe, sendo aplaudido pela torcida adversária, o que também foi, claro, uma forma de protesto contra o péssimo desempenho da equipe mineira na competição. Felipe Anderson marcou o outro. Confira abaixo.

Neymar protagonizaria outra goleada emblemática contra o Cruzeiro em 25 de setembro de 2010. Ali, quatro dias antes, o Peixe tinha sido derrotado pelo Corinthians, primeira partida da equipe sob o comando de Marcelo Martelotte, substituto do demitido Dorival Júnior. O ex-técnico queria manter o garoto afastado por conta da indisciplina cometida duas pelejas antes, contra o Atlético-GO, mas a diretoria não concordava com a decisão e acabou demitindo o comandante.

Porém, o clima de crise foi apagado com uma bela atuação do menino prodígio nos 45 minutos finais daquele confronto, quando o Alvinegro assegurou a vitória por 4 a 1 na Arena Barueri, mesmo jogando 30 minutos com um atleta a menos (Zé Eduardo foi expulso). Relembre:

No século 21, foram 23 partidas entre os dois, com dez vitórias santistas, sete empates e seis derrotas. O curioso é que, dos dez triunfos alvinegros, em seis ocasiões o Peixe fez quatro gols contra a Raposa. Além dos dois jogos acima, em 2012, o Santos venceu na Vila Belmiro o adversário por 4 a 2, com gols de Durval, Bill, Felipe Anderson e Victor Andrade, com os ex-santistas Borges e Ceará descontando. Já em 2007, ano em que foi vice-campeão brasileiro, 4 a 1 na Vila, com dois gols de Pedrinho, um de Rodrigo Tabata e outro de Marcos Aurélio. O lateral esquerdo Fernandinho descontou para o Cruzeiro.


Já em 2002, o time comandado por Emerson Leão, que viria a ser o campeão brasileiro, superou o Cruzeiro de Vanderlei Luxemburgo por 4 a 1, no Mineirão, com dois gols de Elano, um do zagueiro Andre Luís e outro de Robinho. Joãozinho fez o tento de honra da Raposa.

E pra completar o rol de goleadas peixeira neste século, faltava a de 2001, na Vila Belmiro. O Peixe de Cabralzinho superou o rival por 4 a 2, com dois tentos marcados por Viola, um por Elano e outro por Marcelinho Carioca. Alex e Oséas fizeram pelo Cruzeiro.

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Contra a Ponte, Santos aplicou sua maior goleada

Pelo menos duas partidas entre Santos e Ponte Preta ficaram marcadas na história do Peixe. Uma, disputada em 19 de novembro de 1959, é  a maior goleada do Alvinegro: um 12 a 1 contra a Macaca na Vila Belmiro. Naquele dia, Pelé não atuou, mas Coutinho marcou cinco vezes e Pepe, quatro. Aguinaldo fez dois, Mingão marcou contra e Célio descontou para a Ponte.

Outra peleja histórica entre os dois aconteceu em 2 de outubro de 1974, e desta vez o Rei era o foco. Afinal, foi sua última partida pelo Santos, vitória peixeira por 2 a 0. A cena em que Pelé se ajoelha no meio de campo e agradece à torcida ainda emociona e você pode conferir no vídeo abaixo.

Em campeonatos brasileiros, o confronto entre os dois é equilibrado: são nove vitórias santistas, oito derrotas e quatro empates. Mas, no geral, a vantagem peixeira é ampla. São 66 vitórias, 23 empates, e 30 derrotas. No entanto, em 2013, nas duas vezes em que se enfrentaram, em Campinas, a Macaca levou a melhor. Foi um 3 a 1 válido pelo Paulista e outra derrota, por 1 a 0, no primeiro turno do Brasileirão.

A partida de hoje também tem dois personagens formados na base de seus clubes mas que hoje estarão do lado adversário. O goleiro Aranha é formado na Ponte e lá se destacou, em especial por conta da campanha da equipe vice-campeã paulista em 2008. Já o centroavante William, conhecido também como “William Batoré”, cresceu na Vila Belmiro e fez parte do elenco que tirou o Peixe da fila em 2002, jogando, inclusive, a partida final contra o Corinthians no Brasileiro daquele ano, substituindo o suspenso Alberto. Confira dois momentos de ambos nos clubes que os formaram.

Aranha defende pênalti pela Ponte Preta, contra o Guaratinguetá, na semifinal do Paulista de 2008

William marca o gol da vitória santista contra o Corinthians, pelo Rio-São Paulo de 2002

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outubro 12, 2013 · 5:19 pm

Mesmo com um a menos, Santos vence São Paulo na Vila Belmiro por 3 a 0

Citando o Conselheiro Acácio, toda partida tem momentos que podem ser cruciais, mudando seu rumo e fazendo o torcedor pensar “se não fosse aquele lance”… No clássico entre Santos e São Paulo, na Vila Belmiro, depois do tento marcado por Edu Dracena* na primeira etapa aos 22, Alison foi expulso aos 42. Até então, o Peixe finalizava mais que o rival e chegava a exercer um relativo domínio, mas os visitantes se animaram e foram atrás do empate na etapa inicial. Em chute de Rodrigo Caio, Aranha rebateu e Douglas quase marcou o que seria o empate aos 47, mas perdeu.

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Thiago Ribeiro fez contra seu ex-time (Foto SantosFC)

Esse poderia ser um lance crucial, já que a igualdade daria mais confiança ao São Paulo. Mas não foi ali, ao menos para o Alvinegro, que se deu o lance decisivo. Com um a menos, a aposta de qualquer torcedor era que Claudinei Oliveira reforçaria sua fama defensivista, colocando outro volante no lugar de um dos dois atacantes, repondo a ausência de Alison. Afinal, o time tinha entrado com três volantes e um lateral no meio contra o Atlético-MG, só alterando a forma de jogar quando já perdia a partida. Mas, dessa vez, o treinador não recuou mais do que deveria.

Formou sim duas linhas de quatro para se resguardar, mas não abriu mão do contra-ataque como em outras ocasiões no Brasileiro. Manteve Thiago Ribeiro, atacante que penou de forma solitária contra o Galo, mas que soube ser ágil e preciso quando recebeu bola de Cicinho, aos 15, para marcar o segundo do Santos no clássico.

Mesmo com um a menos, a partir desse momento o jogo de nervos favoreceu o time santista. O Tricolor, sem confiança e nem técnica, não conseguiu furar o bloqueio peixeiro e ainda tomou o terceiro gol em nova jogada de Cicinho pela direita, com finalização de Léo, aos 45. Outro ponto que chama a atenção é o fato do veterano ex-lateral e hoje meia ter entrado bem mais uma vez, assim como na peleja contra o Internacional. Deveria ser mais aproveitado na equipe.

Claudinei reagiu, e bem, à pressão, em uma semana na qual, de forma pouca sutil, foi chamado de técnico sem “t” maiúsculo. Após a vitória, pode conseguir mais tranquilidade para dar um padrão à equipe que não oscile entre ter três volantes e um atacante em um jogo, terminando com três atacantes e um volante. Ou conseguir piorar o ritmo de uma partida ao colocar quatro atacantes em campo quando está atrás no placar, como aconteceu contra o Botafogo. Variações durante uma partida são normais, mas quando são bipolares mostram que se errou em algum momento, ou no início, ou no meio. O sonho da Libertadores ainda está de pé, mas o Santos vai precisar do seu treinador confiando mais em si mesmo, já que a confiança dos jogadores parece que já tem.

*Com 17 gols, Edu Dracena está a três de igualar Alex como maior zagueiro-artilheiro do Santos.

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Santos desperdiça chance de se aproximar do G-4 e só empata com Náutico

Um time compacto na defesa e que pressionou o rival no campo adversário, forçando erros de passe e contando também com alguns não forçados. Na partida entre Santos e Náutico, esta noite, o time descrito acima no primeiro tempo era o lanterna do Brasileirão. O que se viu foi um Alvinegro desligado, errando demais e não conseguindo achar espaço na defesa pernambucana.
 
Não que o Santos não tenha criado nada. Foram duas oportunidades reais de gol, ambas desperdiçadas por Giva, garoto que, depois de um bom início como profissional, sumiu e passou a jogar mal quase sempre quando entra. Entrou como titular substituindo o suspenso Thiago Ribeiro porque Gabriel, seu rival na posição, também tem oscilado.
O companheiro de frente de Giva, Willian José, se esforçou para ser vaiado pelos torcedores na Vila. Em duas oportunidades recuou a bola para a defesa, dando a redonda de graça para o Náutico. Uma junção de falta de técnica com ausência de aproximação dos companheiros de time. O Santos, na etapa inicial, não trocou passes com a competência que tem feito, e os jogadores estiveram distantes uns dos outros.
 
Nos primeiros 45 minutos, só Cícero se salvou na articulação de lances, até a saída do meia argentino Montillo, contundido, substituído por Leandrinho aos 33. Não que o Dez alvinegro estivesse fazendo uma grande partida, mas se movimentava muito e conseguia atrair a marcação adversária. Sua ausência fez com que Cícero passasse a ser presa fácil, e o Santos não criou nada até o intervalo.
 
ImagemRenê Junior, que ocupava o lugar de Arouca, suspenso, ficou no vestiário. Léo Cittadini entrou e Cícero recuou para trabalhar a transição da sufocada retaguarda peixeira. Parecia até que ia dar certo. Em dois minutos o Santos chegou perigosamente duas vezes, mas logo o Náutico respondeu, com um dos gols mais perdidos da competição, mostra da atual fase da equipe, aos 5. Maikon Leite cruzou e Rogério chutou pra fora de dentro da área, com o gol livre. Dois minutos mais tarde, Giva finalizou mais uma vez dentro da área. De canela. Pro espaço.
 
E o jogo continuou com seu nível rasteiro, por vezes indo ao subsolo. Mas sempre com a vantagem para um Náutico mais aceso, interessado em tentar atacar com qualidade e velocidade, jogando nos (inúmeros) erros santistas. Aos 26, Claudinei finalmente faz a substituição que deveria ter feito bem antes, sacando Giva e promovendo Gabriel.
 
Mesmo assim, foi o Naútico que abriu o marcador. Aos 37, com um ex-santista e palestrino emprestado Maikon Leite, que os pernambucanos tentaram devolver ao Palmeiras, recebendo uma elegante recusa como resposta. Mas o treinador Marcelo Martelotte, recém-chegado ao Timbu, resolveu resgatar o atleta, com quem trabalhou no Santos. E o lance, mais uma ironia, foi iniciado por outro ex-atleta do Alvinegro, Maranhão.
 
Não demorou muito, no entanto, para que outro protagonista da partida desse as caras. O árbitro Francisco Carlos do Nascimento, que já havia prejudicado as duas equipes com faltas e cartões assinalados sem um critério que se pudesse descobrir, inventou uma infração próxima à área pernambucana. Cícero, até então sumido em seu novo posicionamento – já que sua função, a de fazer a transição, não existia com o afobamento e os passes longos dados pela defesa santista – realizou uma bela cobrança e empatou o jogo.
 
 
 
Jogando muito mal e oscilando entre o desinteresse e a ansiedade, o Santos desperdiçou a chance de se aproximar do G-4, ficando na sexta posição, agora com o mesmo número de jogos de seus rivais. Dado o nivelamento do Brasileirão, pode disputar uma vaga na Libertadores mas, infelizmente, o jogo sugere ao torcedor que a tônica do time será a irregularidade.

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Com sufoco desnecessário, Santos bate Criciúma e passa a ser o melhor paulista do Brasileirão

Nos dias que antecederam a partida contra o Criciúma, aventou-se a possibilidade de Claudinei Oliveira, sem poder contar com Alison e Cícero, suspensos, armaria o time com três atacantes. Não foi o que aconteceu, com Renê Júnior e Leandrinho entrando na equipe, e Willian José pondo Gabriel no banco. Em entrevista à rádio Bandeirantes, antes da peleja começar, o treinador justificou dizendo que um dos motivos da entrada de Willian, que marcou o gol de empate contra o Grêmio no meio de semana, também era “manter a altura da equipe”, principalmente nas bolas paradas. Vê-se que o discurso defensivista está presente até quando entra um atacante…
 
Mas muito mais interessado em não tomar gol era o treinador catarinense Sílvio Criciúma. Tanto que adotou uma formação com três zagueiros e, entre contusões, suspensões e opções táticas, a equipe entrou com cinco alterações em relação à última partida. O Peixe pressionou desde o início, com Montillo mais inspirado e também muito em função de subidas constantes de Cicinho pela direita, tirando a sobra da zaga rival.
 
Willian José, efetivo quando finaliza (Foto Santos FC)
Não demorou para o Alvinegro abrir o placar, aos 19 minutos, em uma jogada de escanteio muito semelhante à do primeiro tento alvinegro contra o Internacional, só que do lado oposto. Montillo cobrou pelo lado canhoto, Gustavo Henrique deu uma casquinha e Thiago Ribeiro fez, posicionado no segundo pau. Antes, Montillo já havia acertado o travessão catarinense em cobrança de falta.
 
O segundo tento veio em lance do volante Renê Júnior, que, quando entra, tem tido boas atuações. Ele cruzou do lado esquerdo e Montillo conseguiu dominar, rolando para William José, aos 41, acertar de primeira uma bela finalização.
 
Para a segunda etapa, o Criciúma desfez o sistema com três zagueiros, com a saída de Matheus Ferraz e a entrada do volante Henik. Os vistantes adiantaram a marcação e passaram a marcar melhor no meio de campo, equilibrando a partida. Chegou a ameaçar duas vezes o gol peixeiro, exigindo uma grande defesa de Aranha em bola que tocou no chão e subiu e em uma saída de bola providencial do goleiro nos pés de Wellington Paulista.
 
Mas Claudinei “prendeu” Arouca, que ainda não está em condições físicas ideais, mais à frente dos zagueiros e compactou a equipe. Voltando a trocar passes e aproximar mais, os santistas retomaram o domínio e criaram chances, evitando o assédio do adversário. Mas, em lance isolado, uma cobrança de falta aos 34 minutos, o Criciúma marcou. Ironicamente, com uma casquinha do zagueiro Leonardo, marcado por … Willian José, aquele que entrou também com o objetivo de melhorar a marcação nas bolas áreas. 
 
Àquela altura, o Santos já não tinha Leandrinho, que fez boa partida, mas saiu para dar lugar a Renato Abreu, diminuindo a mobilidade do meio de campo. Observar o meia nas pelejas é um desafio à lógica do mero torcedor. Além da cobrança de faltas e/ou escanteios, ganha um doce ou uma cerveja quem descobrir a função que o meia exerce quando entra. Aos 37, o técnico alvinegro ainda sacou Montillo e Willian José, colocando Pedro Castro e Giva. Este último poderia ter facilitado a vida do já agoniado santista se tivesse aproveitado um lançamento de Thiago Ribeiro em que o jovem fez quase tudo errado: matou mal, contou com a sorte e pegou a bola de novo, quase perdeu, e finalizou pra fora, na cara do goleiro Helton Leite.
 
Ao fim, a marca do pragmatismo da vitória em um lance no qual o Santos ganhou dois minutos com cobranças curtas de escanteio e lateral no campo rival. Como definiu Montillo, o time tomou um “sufoco que a gente não pode tomar”, dado que o rival esteve dominado em parte dos 90 minutos e, mesmo atordoado, o Peixe não levou o Criciúma à lona. Parte pela ansiedade, parte por, talvez, uma preocupação excessiva em defender mesmo quando tem a possibilidade de matar a peleja. Mutia retórica defensivista às vezes causa esse mal, o hábito faz o monge, mas também o treinador e o jeito de jogar do time.
 
Agora, como melhor paulista do Brasileirão – o que não chega a ser aqueeela vantagem, dada a campanha dos coirmãos bandeirantes, o time tem pela frente o Náutico, em partida atrasada da 11ª rodada, na Vila. Tem a oportunidade de encostar no G-4, caso vença, chegando à 5ª colocação. Se não for vitorioso, já se sabe que o destino será o pelotão intermediário. O torcedor espera que o Santos lute até o fim, das partidas e também da competição.

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Santos perde para o Botafogo e termina série invicta na Vila Belmiro

Há algum tempo se falava muito entre comentaristas políticos sobre um tal “liturgia do cargo”. Significava, grosso modo, que um presidente da República deveria respeitar certos protocolos e rituais, assim como ministros, deputados, senadores, juízes do Supremo etc e tal, para fazer jus e honrar a função.
No Santos, a camisa que abrigou o maior jogador da História deveria merecer algum respeito. Claro que provavelmente nunca vai haver alguém que chegue perto do Rei, mas pelo menos o dez poderia ser um meia ofensivo. Outro dia, um volante-volante, Alan Santos, entrou no gramado com a camisa sagrada. Hoje, Renato Abreu entrou com ela. Não podia dar certo.
Não sei se foi a heresia que castigou a equipe ou se a esquizofrenia do pragmático Claudinei Oliveira. Sim, pois este deixou o retranquismo de lado quando estava atrás do placar na etapa final. De um meio de campo com dois volantes, Alison e Renato Abreu, e outro par de meias quase volantes, Cícero e Leandrinho, passou a certa altura para uma equipe com quatro atacantes. Não, não podia dar certo…
O Santos criou mais e jogou melhor no primeiro tempo. Thiago Ribeiro, mesmo mostrando um indisfarçável cansaço, perdeu duas chances, uma delas preciosa como a desperdiçada diante do Flamengo já no fim da última partida. Gabriel, titular, afobado, até levou perigo, mas fez opções erradas demais, cenário que se tornaria uma constante na sua atuação no tempo final. E foi por não ter acompanhado a descida do lateral rival Júlio César, função incumbida a ela por Claudinei, que saiu o gol carioca na etapa inicial.
Depois do tento de Elias, aos 38, o Peixe nada fez. No intervalo, esperava-se ao menos uma substituição do treinador santista na meia, onde dois jogadores estavam perdidos: Renato Abreu e Leandrinho, este, com deficiência crônica de passe, o que é crucial no sistema de jogo peixeiro. Mas o treinador não mexeu… E foi castigado.
Aos 10 da etapa final, mais uma vez Elias marcou. Quem puder ver a “movimentação” de Renato Abreu no lance nem precisa acompanhar o resto da peleja pra saber o quanto o técnico se equivocou ao não tirá-lo antes. Saiu três minutos depois, para a entrada de Neílton. Cícero, sempre ele, artilheiro da equipe, fez um belo gol aos 21 e até deu a impressão de que o Santos poderia empatar ou até virar. Mas o time foi alterado novamente. Saiu Alison, aos 24, um dos melhores do time, para a entrada de Arouca, que voltava de contusão. Dois minutos depois, finalmente Leandrinho deixou o gramado para dar lugar a Everton Costa.
Time ofensivo, com quatro atacantes. Onde? O problema da equipe era o meio de campo, setor castigado pela falta de inventividade desde a saída de Montillo, contundido,contra o Grêmio pela Copa do Brasil. Testou-se, sem muito afinco, Léo Cittadini e Pedro Castro na função em jogos anteriores. Léo, que deixou a lateral pra se tornar meia, até entrou bem no segundo tempo contra o Internacional, mas não parece opção válida para Claudinei. Assim, resta a ciclotimia: ou entra um meia quase volante ou um atacante. Deu no que deu.
As substituições mataram o Santos, que não conseguiu articular uma jogada ofensiva que prestasse. Um exemplo acabado do que não fazer para tentar ganhar uma partida. Tranquilo, o Botafogo até foi dispersivo nos contra-ataques, mas estava confortável com o ataque esquálido do time da Vila. Se não forçou, foi porque não precisou.
Claro que se deve levar em conta a quantidade de jogos em pouco tempo, mas a interferência do treinador hoje foi decisiva para que a equipe não fizesse quase nada na segunda metade do segundo tempo e fosse tão frágil no meio de campo na etapa inicial. Além disso, uma quebra de mais de um ano de invencibilidade na Vila Belmiro também dói mais no torcedor. É pragmatismo demais pra quem se acostumou a sonhar.
Gols de Cícero
O meia Cícero chegou ao centésimo gol como jogador profissional no jogo do Santos contra o Botafogo. Pelo Alvinegro, são 16, a mesma marca alcançada pelo atleta no São Paulo, mas com menos tempo de casa: foi um ano e meio no Tricolor e quase oito meses na Vila Belmiro. Confira a relação de tentos:
Bahia – 13
Figueirense – 24
Futebol alemão – 11
Fluminense – 20
São Paulo – 16
Santos – 16

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Santos deixa “DNA” de lado e supera Internacional

Eu sei que o DNA do Santos é jogar bonito, mas a torcida não gosta de ver o time namorando com a zona de rebaixamento, gosta de ver namorando com o g4. A gente tem que buscar coisa grande. Às vezes os jogadores que tem essa qualidade técnica, mas não tem rodagem, sentem um pouco.”
 
Era com essa declaração que o técnico Claudinei Oliveira assumia, após a partida contra o Goiás, início da maratona de quatro partidas em oito dias do Santos, sua opção por um esquema de jogo mais, digamos, cauteloso. Ontem, contra o Internacional, em Novo Hamburgo, tal opção estava evidente desde o início. Sem poder contar com Montillo e com Pedro Castro e Léo Cittadini não tendo ainda convencido, o meio de campo tinha os volantes Alan Santos e Alisson, e os “meio-volantes” Cícero e Leandrinho.
 
É preciso entender o contexto de transição do time, e Claudinei, ex-técnico da base, conhece o potencial dos jogadores que tem em mãos e sabe que alguns ainda vão precisar entrar em campo mais vezes para ganharem confiança. Contudo, às vezes o treinador exagera no defensivismo quando atua fora de casa, como ocorreu na partida contra o Bahia. Ontem, no entanto, teve a seu favor com a inteligência de Thiago Ribeiro à frente, decisivo nos lances capitais do jogo.
 
Além disso, Claudinei contou com o que talvez possa se chamar de sorte, pelo menos na peleja de ontem. Alan Santos se contundiu e deu lugar a Renê Júnior, volante que apareceu bem no início do ano mas logo foi preterido por Muricy, nunca mais voltando a atuar da mesma forma. Mais rápido que o jovem, Renê jogou uma partida interessante, a despeito de errar um ou outro passe, e deu opção de saída de bola para o Alvinegro.
 
Até o meio do primeiro tempo, o Internacional tentava, mas não conseguia criar oportunidades diante da sólida marcação santista. O Peixe também não criava, tocava a bola e mantinha o controle, tanto que terminou o primeiro tempo com 55% de posse da redonda. Mas, exceção feita a uma chance logo aos 2 minutos, com Giva, os visitantes eram pouco efetivos à frente, o ataque seguia isolado. Tanto que o primeiro gol saiu de um lance no qual Giva, que sairia minutos depois também contundido, cavou um escanteio por pura falta de opção do que fazer com a bola, lembrando o lendário atacante pela ponta irlandês Duff, craque nesse tipo de arte. E, da jogada, saiu o gol. Cícero deu uma casquinha e Thiago Ribeiro fez um gol de centroavante-centroavante.
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Thiago Ribeiro comemora gol com Alison

A equipe continuou trocando passes e os donos da casa sofriam com um meio de campo pouco criativo, dependente de D’Alessandro. Mesmo assim, criaram uma boa chance, uma finalização de dentro da área de Otávio, defendida magistralmente por Aranha. O arqueiro ainda salvaria o Peixe direcionando uma bateria antiaérea contra o bombardeio colorado na área no fim da etapa inicial, um temporal de chuveirinhos.

Estrela de Claudinei e pênalti questionável
 
Dunga voltou com o mesmo time para o tempo final, mas logo promoveu duas mudanças: colocou Caio na vaga de Scocco e o meia Alex no lugar do volante Jackson. O Colorado veio pra cima, principalmente à base de cruzamentos, e tornou o clima tenso para o torcedor peixeiro, comandando as ações da peleja. Mas, aos 20, Thiago Ribeiro sofre falta. Claudinei faz sua última substituição, a primeira “não forçada”, e coloca Renato Abreu no lugar de Leandrinho. No primeiro toque na bola, na cobrança da falta aos 21, Abreu contou com a barreira malfeita dos donos da casa para fazer o segundo, seu primeiro pelo Alvinegro.
 
O que se viu depois disso foi um Internacional desnorteado. A afobação, combinada com uma “pilha a mais” que às vezes caracterizava a seleção treinada por Dunga, em especial naquela partida contra a Holanda, piorou e o jogo dava mostras de favas contadas. Até o juizão Marcelo de Lima Henrique ver um pênalti, aos 30, na disputa de bola entre Alison e Caio, com a bola resvalando na cabeça do atacante gaúcho e tocando seu braço. O comentarista Batista, no PFC, justificava o pênalti dizendo que a bola “ia em direção ao gol” (ia mesmo, fraca). Mas o que diz a regra?
 
Será concedido um tiro livre direto a equipe adversária se um jogador comete uma das seguintes seis (06) faltas de uma maneira que o árbitro considere imprudente, temerária ou com o uso de uma força excessiva:
 
(…)
– tocar a bola com as mãos deliberadamente (exceto o goleiro dentro de sua própria área penal).
 
Sobre o tema, esse post do ex-árbitro Leonardo Gaciba, para ser mais didático:
 
Vamos aproveitar e “matar” algumas lendas que foram criadas para a interpretação de mão. NÃO EXISTE ABSOLUTAMENTE NADA ESCRITO a respeito de:
– Falta pois desviou a bola que iria em direção ao gol;
– Falta pois se a mão não estivesse ali a bola passaria ou ficaria para outro jogador;
– Os braços estavam abertos. Então foi mão;
– Ele foi imprudente no lance por isso deve-se marcar mão;
 
Nesse outro post, Gaciba ainda completa:
 
A FIFA colocou nas interpretações das regras do jogo e diretrizes para árbitros o seguinte texto auxiliar para facilitar a compreensão do que é mão deliberada.
Lá está escrito que o árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:
– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);
– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);
– Ainda, lembra que a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração (deve-se analisar se o movimento ou a posição dos braços são naturais, forçados pelo deslocamento no campo de jogo ou se ali estão em uma ação de defesa);
 
 
 
Ou seja, Alison já subiu com o braço levantado, movimento natural de quem vai para o cabeceio, entender que ele fez um movimento intencional em um átimo de segundo após a bola resvalar em sua cabeça é muita interpretação pra qualquer um… Mas tudo bem, lance difícil, tem que se tomar a decisão na hora e numseiquelá numseiquelá numseiquelá.
 
Voltemos ao jogo. D’Alessandro cobrou e fez. O Inter voltou pra partida de corpo e alma e passou a acuar os visitantes, que antes já estavam colocando o pé na mesa de centro da sala e agora ficavam confinados na cozinha. E é aí que aparece novamente Aranha. Em uma bola mal recuada por Cicinho, Leandro Damião chega cara a cara com o goleiro que faz uma saída mais que perfeita evitando o gol.
 
Com a entrada de Rafael Moura, aos 35, Dunga consolidou a opção preferencial por cruzamentos incessantes na área santista para buscar o tento de empate. Até porque, na hora do aperto, todo mundo apela para um pouco de Muricybol… Foram 40 cruzamentos colorados na partida, 33 errados, contra 6 do Santos, de acordo com o Footstats.
 
A peleja ainda reservaria a expulsão do arredio Fabrício, uma chance desperdiçada por Caio e uma bola na trave de Thiago Ribeiro. Em resumo, contaram para o Santos ontem a estrela/sorte do técnico, o jogo taticamente perfeito de Ribeiro e a grande forma de Aranha. Agora, ainda com uma partida a menos a ser disputada contra o Náutico, o Santos está em sétimo lugar, a seis pontos do G-4 e distante nove da zona de baixo. Vitória parcial do estilo pragmático.

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Arquivado em futebol, Santos, Século 21

Santos covarde diante do Bahia. Essas recordações me matam…

Relembro bem a festa, o apito
E na multidão um grito
O sangue no linho branco
A paz de quem carregava
Em seus braços quem chorava
E no céu ainda olhava
E encontrava esperança
De um dia tão distante
Pelo menos por instantes
encontrar a paz sonhada.
 
 
O apito não é de nenhuma partida de futebol, o linho branco também não é da camisa do Santos e a esperança distante não é de um futebol bem jogado, ofensivo, de acordo com um tal “DNA” que alguém invocou algum dia. Mas poderia ser. A letra acima é da canção de Roberto Carlos. O Divã, que, aliás, inspirou os pais do ex-zagueiro de Vasco, Peixe e outros tantos times, a chamá-lo de Odvan, em uma adequação tipicamente brasileira. O problema é que, como diz o refrão dessa canção, a partida de hoje entre Santos e Bahia me fez lembrar de tal letra, principalmente do refrão “Essas recordações me matam”…
 
Depois do empate em 0 a 0 com o Bahia, fora de casa, o Santos chegou a 16 pontos, a dois pontos da zona da degola mas com um ou dois jogos a menos que aqueles de cima ou de baixo. Melhor em aproveitamento que Atlético-MG e Fluminense, por exemplo, que estão acima. Mas não consola. Porque o que dói é o tipo de atitude que a equipe tem. Se antes reclamávamos, os santistas, que com Muricy não tínhamos padrão de jogo, hoje temos. Jogamos fora de casa, por exemplo, lá atrás, seja contra o líder Cruzeiro, seja contra o intermediário Bahia.
 
Difícil, difícil… Quem conseguiu ver o jogo no primeiro tempo provavelmente pensou: “mas não tá passando Sílvio Santos no SBT?”. Cada time com uma superpopulação de volantes e jogadores de marcação e, por isso (mas não só), perdendo bolas no meio de campo, quase sem criar chances de gol e com nenhuma criatividade.
 
Claudinei Oliveira mudou para essa peleja. Colocou Marcos Assunção e Léo Cittadini, sacando Neílton (que não jogava bem há algum tempo) e colocando Montillo para atuar mais próximo a Willian José. Só com o meia gringo que saía algo que prestasse à frente e os meias pouco chegavam para o apoio. Tanto que a melhor “chance” (sim, entre aspas) do tempo inicial, foi uma bola cruzada rente ao gol que nenhum alvinegro chegou perto para empurrar.
 
Mas por que nenhum jogador chegou na frente? Acacianamente, respondo: porque nenhum jogador tinha como função chegar ali. E, no segundo tempo, isso piorou. Um time pode jogar recuado conforme o contexto, a fase, a sorte, a partida, a previsão do tempo, a recomendação do médico, ou o que quer que seja. Incrível é que não tenha uma reles jogada de contra-ataque. Sem um jogador de velocidade ou um volante que tenha qualidade para chegar perto da área. Se não há jogadores assim, que se libere os laterais para subir. Não. O Santos consegue a façanha de ter a segunda melhor defesa do Brasileiro. Mas não ganha, não faz gol e, em muitas ocasiões, se acovarda diante do adversário. Seja qual for.
 
As recordações que a música do início do texto me invocam é de um time apagado na memória santista, do treinador Nicanor de Carvalho, que esteve no Santos no campeonato paulista e em parte do Brasileiro de 1989. O time era meia boca, como muitos montados àquela época, e o comandante achou por bem armar uma equipe retrancada. A equipe ficava muitos jogos sem tomar gols, mas também não marcava. O goleiro se destacava, por sinal, um ex-pontepretano como Aranha, Sérgio Guedes. 
 
Mas aquele Santos não chegou em lugar nenhum. No Brasileiro, por exemplo, mesmo com a vitória valendo dois pontos, os empates quase não foram suficientes para o Alvinegro se livrar do “grupo da morte” (ali, eram dois grupos e os três piores de cada um iam disputar para fugir do rebaixamento, outra das regras esdrúxulas desses campeonatos brasileiros). Para a segunda fase, Nicanor caiu e foi substituído por Pepe. Claudinei, cujo nome defendi como o melhor no momento, por conhecer e saber lidar com garotos, não tem colocado muitos meninos para jogar e tem mostrado medo, principalmente após a goleada para o Barcelona. O cargo interino virou prioridade. Com Thiago Ribeiro melhorando a forma física, Arouca retornando e uma ou outra contratação chegando, o cenário pode melhorar. Mas a postura incomoda. E traz as piores lembranças para o torcedor.

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