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Com gols de Copete e Ricardo Oliveira, Santos bate Fluminense e cola no G3

Time consegue quinta vitória nas últimas seis rodadas e está a dois pontos do Atlético-MG, terceiro no Brasileiro

O Santos jogou bem a maior parte dos 90 minutos da partida contra o Fluminense, nesta quarta-feira à noite, na Vila Belmiro, e derrotou os visitantes por 2 a 1. Com a vitória, o Alvinegro fica cinco pontos à frente do Tricolor carioca, quinto colocado, e a dois do Atlético-MG, terceiro na tabela. Os três primeiros do Brasileirão vão direto para a fase de grupos da Libertadores.

Diferentemente das últimas partidas, o Peixe jogou taticamente bem no primeiro tempo, exercendo uma marcação eficiente na saída de bola do adversário e evitando durante quase todo o tempo inicial as investidas rivais. Só no final da etapa inicial, quando o time deixou de fazer a dita marcação alta que os cariocas ameaçaram.

Mas se o Santos tinha a posse de bola e o domínio do jogo, errava demais no último passe. Sem Lucas Lima, na seleção brasileira, e Vitor Bueno, contundido, a equipe não conseguia, com Vecchio e Jean Mota, penetrar na bem postada defesa do Fluminense. Criou duas oportunidades roubando a bola na intermediária tricolor, mas não conseguiu marcar.

O gol peixeiro aconteceu no começo da etapa final. Aos três minutos, Renato, que estava na lateral direita, cruzou sem marcação, na medida para Copete cabecear firme. Essa foi uma solução encontrada por Dorival Júnior para furar o esquema defensivo de Levir Culpi: enquanto o 8 caiu pela direita, Thiago Maia caiu pela esquerda, com ambos combinando jogadas com os laterais, que por vezes fechavam na diagonal.

Com a vantagem no placar, o Peixe postou para contra-atacar, mas não conseguiu achar os lances mais agudos, ainda que, com a presença de Rafael Longuine, que entrou no intervalo no lugar de Vecchio, bastante apagado e travado na partida, a equipe tenha ganho mais velocidade na transição para o ataque. Contudo, em uma jogada aérea, com Marcos Júnior desviando na área para uma grande defesa de Vanderlei, Wellington Silva empatou no rebote.

ricardo oliveira marcou para o santos

Na estreia do uniforme número 3, Santos contou com o oportunismo de Ricardo Oliveira (SantosFC)

Foi o pior momento do jogo para o Santos, que chegou a ser ameaçado nesse meio tempo, quase tomando a virada. O alívio para o torcedor peixeiro veio aos 35. Após uma bonita cobrança de falta na trave, Jean Mota cobrou escanteio na primeira trave, com Ricardo Oliveira aproveitando a assistência. Depois disso, os donos da casa mantiveram a posse de bola e não sofreram pressão do Fluminense.

Com o resultado, o Santos chega ao quinto triunfo nas últimas seis partidas pelo Brasileirão. O fator positivo é que o time voltou a jogar bem, mesmo com desfalques sensíveis e um elenco nem tão qualificado como os dos rivais que estão acima dele na tabela. Mantendo o aproveitamento, é possível pensar sim no G3.

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Santos 2 x 0 Palmeiras – reestreia com vitória na Vila Belmiro

Bruno Uvini comemora seu 1º tento (Ivan Storti/SantosFC)

Com dois gols de jogadores que nunca haviam marcado antes com a camisa do Santos, o Alvinegro Praiano superou o Palmeiras na Vila Belmiro. O zagueiro Bruno Uvini, aliás, autor do primeiro tento da peleja, nunca havia marcado como profissional. Alison, volante, foi quem anotou o segundo. O Peixe está quinto lugar no Brasileirão, empato em número de pontos com o Sport, que fecha o G-4. Depois do intervalo forçado dos clubes do Brasileiro, em função da Copa, a expectativa era grande em relação à forma como as duas equipes iam jogar. Após o apito inicial, viu-se que a proposta alviverde do treinador Ricardo Gareca, argentino, era até parecida com a adotada pela seleção do seu país no Mundial, com duas linhas de quatro na defesa mas com o adendo de marcar em boa parte do tempo com os dez atrás da linha da bola. Bom, mas a diferença é que Gareca não tem grandes opções de ataque como a equipe de seu compatriota Alejandro Sabella. Assim, o Palmeiras foi um time que marcou bastante no primeiro tempo, abrindo mão da posse de bola (que na metade da etapa inicial era de 68% para os donos da casa), e esperando um contra-ataque. Mas o “arco” da equipe, Bruno César, foi mal, e as “flechas” Leandro e Diogo também. Com a proposta de atacar, o Santos seguiu pressionando mas só achou uma finalização aos 21 minutos, com Geuvânio. Mesmo assim, notava-se uma mobilidade bastante grande dos homens de frente, que trocavam de posição de forma coordenada e contavam ainda com a chegada de Arouca e dos laterais. O gol chegaria logo depois do chute inaugural, em uma cobrança de falta pelo lado direito de Lucas Lima, que achou o zagueiro Bruno Uvini, livre. O garoto testou para o chão, como manda a cartilha, e fez. O Palmeiras ainda tentou atacar, mas o único momento de tensão surgiu em uma saída errada de Aranha pelo alto, que não foi aproveitada pelos visitantes. Já na segunda etapa, os visitantes conseguiram chegar com algum perigo, mas os espaços para os contragolpes santistas apareceram. Os palmeirenses chegaram a comemorar um gol, anotado após impedimento corretamente marcado pela arbitragem, mas foi quase tudo que a equipe fez. Aos 23, o fim das esperanças alviverdes. Arouca tocou para Gabriel que, de primeira, serviu o volante Alison, que também chutou de bate-pronto. Mesmo com mais posse de bola em função da postura do Peixe após a vantagem e com Mendieta entrando e fazendo um pouco mais que Bruno César, o poder ofensivo do Verdão era reduzido e foi o Alvinegro que ainda levou perigo em estocadas de Rildo e Gabriel. Pelo lado santista, a defesa, a melhor da competição junto às do Cruzeiro e do Corinthians, com cinco gols sofridos, segue bem, mas a coordenação das jogadas de ataque precisa melhorar, principalmente quando o time tem espaço para contragolpear e pode utilizar sua melhor arma, a velocidade. No Palestra, Gareca ajustou a defesa, mas vai ter que se virar para fazer um ataque eficiente com as peças de que dispõe.

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