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Santos 3 X 1 Ponte Preta – Peixe faz a lição de casa e seca rivais no domingo

Em partida que marcou a volta de Ricardo Oliveira, Alvinegro garante permanência no G4 e torce contra os três times que estão acima na tabela do Brasileiro. Mesmo com vitória, Dorival Júnior desabafou e cobrou a diretoria: “Está na hora de pensarmos grande”

O Santos conseguiu uma vitória importante na noite de sábado (16), na Vila Belmiro, contra a Ponte Preta. Os 3 a 1 com gols de Victor Ferraz, Vitor Bueno e Gabriel garantiram a permanência do clube no G4 até o fim da rodada (salvo uma improvável vitória do Atlético-PR contra o Vitória por onze gols de diferença). Os santistas torcem neste domingo contra os três times que estão acima dele na tabela, Palmeiras, Corinthians e Grêmio, para chegarem mais perto do topo.

De acordo com o Footstats, o Santos trocou no total um passe a mais do que na partida contra o Palmeiras, 395, mas com quase metade dos erros do jogo anterior: foram 32 contra 60. Finalizou mais vezes na noite de sábado (12 X 9) e fez muito mais desarmes (23 certos contra 6).

Isso se explica pela diferença de contexto entre os dois duelos. No jogo contra o Alviverde, o Palmeiras exerceu durante a maior parte do tempo uma marcação atrás da linha da bola, se postando no próprio campo de defesa. Estando atrás do placar desde os 21 do primeiro tempo, o técnico Eduardo Baptista, da Ponte Preta, resolveu ousar e, no intervalo, substituiu o volante Matheus Jesus por Felipe Menezes, subindo a marcação do seu time. Os visitantes chegaram a levar algum perigo ao gol de Vanderlei, exigindo ao menos duas defesas difíceis na etapa final – uma delas enquanto estava 1 a 0 -, após tê-lo exigido somente em uma ocasião no primeiro tempo. Finalizaram ainda com perigo outras duas vezes, quando o Peixe já havia aberto uma vantagem maior.

Gabriel beija escudo após gol

Gabriel beija o escudo do Santos depois de seu gol, o terceiro da equipe. Despedida? (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Mas a ousadia de Baptista acabou custando para seu time, mostrando o perigo que é buscar pressionar o Santos em seu próprio campo. O contra-ataque funcionou e Ricardo Oliveira mostrou que faz a diferença em sua volta. Primeiro deu assistência a Vitor Bueno, depois de receber bela enfiada de bola de Gabriel. No lance do terceiro gol, dividiu com a zaga fazendo com que a bola sobrasse para Gabriel fazer. Com ele, definitivamente o Peixe é outro, muito mais perigoso.

A Ponte conseguiu seu tento de honra no final, com Rodrigão perdendo uma oportunidade antes do apito do árbitro. Uma vitória importante contra um adversário direto pela vaga no G4. A escalada peixeira continua.

O desabafo de Dorival Júnior: “vamos buscar títulos ou buscarmos uma equipe nova a todo o momento?”

Depois da partida, o técnico Dorival Júnior contrariou seu habitual estilo comedido e cobrou uma postura da diretoria do Santos em relação a possíveis saídas de atletas na janela de transferências. Como a comemoração de Gabriel no terceiro gol do time teve toda pinta de despedida e ao menos dois observadores de times de fora, Barcelona e Borussia Dortmund, estiveram na Vila Belmiro para observar Lucas Lima, o comandante peixeiro se mostrou preocupado com sua equipe, que ainda vai sofrer com os desfalques certos do trio olímpico nas próximas pelejas.

“Se quisermos buscar algo melhor na competição, será com atuações como essas que tivemos nos últimos jogos. A produção que o Santos tem com todos os jogadores à disposição é muito forte. Agora sairão três jogadores (para as Olimpíadas). Não há como suprirmos isso sem tempo para prepararmos essas saídas. Os jogadores que temos podem até suprir essas ausências, mas a tendência é de encontrarmos dificuldades nas próximas partidas para mantermos o nível de atuação que estamos tendo”, disse Dorival.

Sobre Gabriel, ele ainda cobrou uma postura da diretoria. “É difícil falar que esse é o momento dele sair. Mas torço para que isso não aconteça nesse momento e espero que a diretoria pense nisso. Está na hora de pararmos de ter que montar a equipe durante a competição. Temos que pontuar o nosso torcedor para mostrar o que queremos: vamos buscar títulos ou buscarmos uma equipe nova a todo o momento? Está na hora de pensarmos grande. É preciso que o clube se posicione.” Ele está mais do que certo, o que o Santos quer nesse Brasileiro, afinal?

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Santos X Ponte Preta – Peixe joga para chegar perto dos líderes

Alvinegro conta com o retorno de Ricardo Oliveira para se manter no G4. Partida é a última com trio da seleção olímpica

O Santos entra em campo neste sábado (16), às 18h30 na Vila Belmiro, para se manter no G4 e tentar chegar mais perto do topo da classificação. A partida é a última do trio que vai disputar os Jogos Olímpicos do Rio, Gabriel, Zeca e Thiago Maia, mas o ingrediente principal é o retorno de Ricardo Oliveira, que ainda não disputou nenhuma partida pelo Santos no Brasileiro.

Pela competição, o time deve ficar sem os três da seleção olímpica, caso a equipe chegue na final, por cinco duelos, contra o Vitória (fora), Cruzeiro (casa), Flamengo (provavelmente em Cuiabá), América-MG (fora) e Atlético-MG (casa), além das partidas da Copa do Brasil. Nos próximos jogos, Dorival Júnior deve escalar Jonathan Copete, Yuri e Caju, embora Daniel Guedes jogue nas duas laterais e Victor Ferraz também se dê bem pelo lado canhoto, onde jogou em diversas partidas no ano passado.

Embora seja favorito, o Santos não deve ter vida fácil contra a Ponte Preta. O clube interiorano tem o mesmo número de pontos e vitórias que o Alvinegro Praiano, ficando atrás na classificação por conta do saldo de gols (-3 contra 11). Para hoje, a Ponte tem seis desfalques: Elton, Kadu, Felipe Azevedo, Renê Junior, Galhardo e João Vitor, e é no meio de campo que a equipe vai sofrer mais modificações. No setor, somente Matheus Jesus tem lugar assegurado por Eduardo Baptista, que pode promover as estreias de Wendel e Maycon, com Ravanelli completando o onze titular.

Ricardo Oliveira voltando

Ricardo Oliveira está com saudades. A torcida também (Ivan Storti/ Santos FC)

Histórico de confrontos Santos X Ponte Preta

Quando se leva em conta os confrontos entre Santos e Ponte, dois times já se enfrentaram em 125 oportunidades, sendo que o Peixe tem 69 vitórias, 24 empates e 32 vitórias. Levando-se em conta somente o campeonato brasileiro, o confronto tem equilíbrio, sendo 10 triunfos peixeiros, 9 da Ponte e 5 empates.

Contudo, quando joga na Vila Belmiro contra o rival de hoje, o Alvinegro venceu praticamente dois terços dos duelos. Em 61 pelejas, são 40 vitórias santistas, 10 empates e 10 derrotas.

Contra a Ponte, o Santos conseguiu fazer a maior goleada de sua história, 12 a 1 em 1959. Foram cinco gols de Coutinho e quatro de Pepe, em um jogo que não contou com Pelé. Aguinaldo fez dois, Mingão marcou um contra e os campineiros descontaram com Célio.

Possíveis escalações de Santos e Ponte Preta

Santos – Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima; Gabigol e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.

Ponte Preta – João Carlos; Jeferson, Douglas Grolli, Fábio Ferreira e Reinaldo; Matheus Jesus, Wendel, Ravanelli, Giva e Clayson; William Pottker. Técnico: Eduardo Baptista.

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Palmeiras 1 X 1 Santos – empate no Allianz Parque traz Peixe de volta ao G4

Em partida válida pela 14ª rodada do Brasileirão de 2016, o Santos foi ao Allianz Parque e quebrou o aproveitamento de 100% do Palmeiras em casa, empatando em 1 a 1. Resultado leva o Alvinegro de volta à zona da Libertadores

O Santos conseguiu na noite desta terça-feira (12) um empate contra o Palmeiras no Allianz Parque, após ir para o segundo tempo perdendo por 1 a 0. O resultado trouxe a equipe de volta para o G4, a seis pontos do adversário.

Alguns comentaristas atribuíram o gol tomado pelo Santos, logo aos 6 minutos, ao fato de Cuca armar “blitzes” contra os rivais que atuam no Allianz Parque. Isso facilita, mas o tento não foi fruto de uma avalanche de ataque, e sim de um erro comum para o time na temporada. A bola aérea é um veneno para o Alvinegro, infelizmente, também um ponto alto do Alviverde. Assim, de um escanteio do lado esquerdo da defesa surgiu o gol de Mina, que subiu sem ser incomodado.

Com a forte marcação palmeirense nos lados do campo, não bastava apenas a troca do ala com o atacante que caísse por ali, exigindo uma aproximação maior dos meias. Contudo, Renato esteve muito recuado, Thiago Maia, perdido, e Lucas Lima com muito pouca movimentação, os visitantes demoraram a se encontrar na partida. Mesmo assim, no decorrer do primeiro tempo o Peixe foi equilibrando o jogo. Mas sempre errando no último passe, muito em função da postura do Palmeiras, que se fechou com as famosas duas linhas de quatro próximos à entrada da área. Isso fez com que, mesmo tendo quase 60% de posse de bola, o Peixe finalizasse somente uma vez, ou quase duas, se contarmos um cruzamento na área no qual faltou o toque de Lucas Lima no final da primeira etapa. Os donos da casa, apesar de terem finalizado, fora o lance do gol, quatro vezes, não exigiram uma defesa do goleiro Vanderlei.

Na volta para a segunda etapa, o Alvinegro voltou com mais movimentação, utilizando aquela troca constante de posições já apresentadas em outras pelejas. Lucas Lima fez uma dupla mais efetiva com Victor Ferraz e Gabriel transitou bastante pela meia. Foi o atacante que empatou a partida ao finalizar de fora da área e contar com um providencial desvio de Vítor Hugo, que tirou a bola do alcance de Fernando Prass.

Se já havia mantido uma maior posse de bola na primeira etapa, o Alvinegro ampliou ainda mais sua eficiência nesse quesito. De acordo com o Footstats, os visitantes terminaram o jogo com 62,3%, com 9 finalizações contra 11 dos donos da casa. E foi do Santos a maior chance do jogo, um contra-ataque rápido que Thiago Maia desperdiçou ao finalizar grotescamente, de dentro da área, para fora.

Muitos torcedores santistas nas redes sociais lamentaram o empate, já que o Peixe atuou melhor na etapa final e o Palmeiras parecia perdido em campo. Mas é bom lembrar que era um quadro parecido com o do duelo contra o Grêmio, e o resultado foi uma derrota em um embate direto. Justifica-se a cautela diante de uma equipe que é líder da competição e que obteve o recorde de público em seu estádio, no qual era 100% na competição, na noite desta terça. Na Vila, o Alvinegro pode vencer se mantiver o nível das últimas pelejas contra o Palmeiras.

gabigol do santos

Gabriel marcou, mas precisa se controlar (Santos FC)

O adversário valoriza o placar final

É bom ressaltar que, além dos desfalques que o Palmeiras teve logo de cara, sem Thiago Santos, Gabriel Jesus e Róger Guedes, o time sofreu ainda com duas substituições forçadas no primeiro tempo.

Mas, como diz a mídia esportiva, este seria o melhor elenco do Brasileiro, não? Entretanto, mostrou que não tem atacantes com características similares aos suspensos, o que já é uma deficiência, no mínimo, na montagem do elenco. Já o Santos não tem Ricardo Oliveira desde a final do campeonato paulista, teve a ausência de Gabriel e Lucas Lima durante diversos jogos. E, mesmo tendo em tese um elenco menos qualificado, conseguiu manter uma boa sequência. Ponto para Dorival Júnior.

Importante ressaltar que a equipe do Palmeiras, ao menos contra o Alvinegro, privilegiou bastante a marcação e conseguiu barrar boa parte das jogadas santistas pelo lado. Não à toa, Victor Ferraz errou o seu maior número de passes em toda a competição, 15, um a mais que no jogo contra o Atlético-PR, e Zeca, mesmo tendo igualado sua partida com menor quantidade de passes, 40 no total, errou seis.

Por conta também das circunstâncias do jogo, ficaram evidentes duas formas de atuar. O Santos manteve seu jogo de trocas de bola, alternando com contra-ataques rápidos que só deram as caras no segundo tempo. Foram 394 passes contra 206 do rival, que preferiu as bolas longas: 33 lançamentos contra 18 do Peixe.

Gabigol, não “Gabimarra”

Após um primeiro tempo apagado, em que se destacou mais pelo destempero, Gabriel, assim como todo o time, retornou melhor na etapa final. Fez o gol de empate, procurou compor o meio de campo e puxar contra-ataques, mas fez uma gracinha desnecessária ao tirar a bola do lugar em uma cobrança de falta do Palmeiras. Tomou uma bronca providencial do meia Renato. Precisa voltar ao planeta Terra.

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Fluminense 2 X 4 Santos – Peixe vence a segunda fora de casa e cola no G4

Com grande atuação ofensiva, Alvinegro supera rival com belas atuações do estreante Rodrigão, Gabriel, Cittadini e Vanderlei

O Peixe conseguiu na noite desta quarta-feira (22) sua segunda vitória fora de casa, mostrando que o triunfo sobre o Santa Cruz não foi por acaso. Desta vez, de virada, saindo de uma situação adversa na qual os donos da casa eram superiores. Um grande jogo entre Santos e Fluminense, melhor ainda por terminar com uma vitória alvinegra.

Na primeira etapa, o jogo estava equilibrado até a dupla de zaga cometer uma falha… dupla. Gustavo Henrique cabeceou a bola pra cima e Luiz Felipe perdeu a disputa – ou sequer disputou – por cima com Magno Alves. A bola sobrou para Marcos Júnior, impedido, anotar.

Já havia dito neste post que a jogada aérea era uma das principais armas do Fluminense. E foi por cima também que os donos da casa chegaram de novo, exigindo de Vanderlei duas grandes defesas na sequência, aos 28, lembrando Rodolfo Rodríguez.

O Peixe não conseguia fazer seu tradicional jogo de troca de passes e errava bastante na criação no meio de campo. Até que Leo Cittadini deu um belo passe para Rodrigão, o estreante da noite, e que, àquela altura, era bastante participativo.

Dez minutos depois, aos 48 e no mesmo lado esquerdo da defesa do Fluminense, Vitor Bueno serviu Gabriel que, quase no mesmo lugar de Rodrigão, também chutou com a canhota, “matando” Diego Cavalieri. Duas jogadas de infiltração, dessas que o Alvinegro treina e tem conseguido executar muito bem.

Logo no início da etapa final, aos 5, Gabriel fez o terceiro em um contra-ataque rápido do Alvinegro armado por Léo Cittadini. O meia passou para Rodrigão, que disputou e perdeu a redonda para Wellington Silva. A bola sobrou para o dez peixeiro que não perdoou.

O Fluminense esboçou uma reação com a entrada de Maranhão, que substituiu o volante Pierre. Aberto pela direita, ele criou algumas chances para os donos da casa, que fizeram o segundo gol aos 20, mais uma vez com Marcos Júnior e participação de Magno Alves. Tudo fruto de um bola bobamente perdida por Victor Ferraz na intermediária.

A entrada de Lucas Lima no lugar de Cittadini mudou a dinâmica de jogo do Alvinegro, que passou a valorizar mais a posse de bola, mas sem abrir mão das jogadas agudas de contra-ataque. Assim, aos 27, o quarto gol veio em cobrança de falta de Lima. Rodrigão cabeceou e Luiz Felipe complementou também de cabeça.

O Santos ainda teve o valoroso Yuri no lugar de Vitor Bueno, que desta vez desperdiçou diversos lances que poderiam ter redundado em oportunidades de gol. O time teve cabeça para ficar com a bola, quando necessário, chegando a passar mais de dois minutos seguidos trocando passes, e buscar o gol em ataques velozes. Três pontos preciosos fora de casa, algo que faltou no ano passado.

Rodrigão é destaque

Com um gol, no momento mais agudo da partida, uma participação importante no terceiro e uma assistência no segundo, o estreante Rodrigão, substituído com câimbras no segundo tempo, foi destaque, mas não só ele. Enquanto esteve com fôlego, Cittadini também foi crucial para a equipe e Vanderlei, além de duas defesas seguidas sensacionais, soube acalmar o jogo e passou a segurança que o miolo de zaga não consegue passar.

E, claro, menção honrosa a Gabriel, autor de dois gols e que poderia até ter feito o triplete ou hat trick. Mas está de bom tamanho.

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Atlético-PR X Santos – relembre 5 vitórias alvinegras contra o rival deste sábado

No histórico de confrontos, Peixe leva vantagem sobre o rubro-negro, mas na Arena da Baixada a parada é dura

Atlético-PR e Santos fazem neste sábado (18) um duelo válido pela 9ª rodada do Brasileiro 2016 que pode significar a consolidação alvinegra no G4 ou a aproximação dos donos da casa para essa disputa.

Leia também:

Atlético-PR x Santos – histórico de confrontos, jogaços e o que esperar

No histórico de confrontos entre os dois, o Peixe leva vantagem. No total, são 50 pelejas, com 22 vitórias santistas, 14 empates e 14 triunfos, com 81 gols alvinegros e 59 rubro-negros. Em campeonatos brasileiros, 39 partidas, com 19 vitórias do Peixe, 11 empates e 9 derrotas.

Contudo, quando o palco é a Arena da Baixada, a coisa fica mais difícil. Em 15 jogos disputados ali, são 2 triunfos santistas, 5 empates e 8 derrotas. Neste Brasileiro, as três vitórias dos atleticanos foram em casa, além de um empate contra o Atlético-MG. A parada não será fácil, mas se o Peixe quiser lutar pelo G4 e, por que não, pelo título, tem que voltar com pontos do Paraná.

Para manter os bons fluidos, relembre cinco vitórias santistas contra o rival de hoje.

1 – Santos 3 X 0 Atlético-PR – Brasileiro de 1991

O time de Cabralzinho entrou aquela dia na Vila Belmiro, pra variar, diante de um público reduzido, 2.044 pessoas viram o triunfo peixeiro que contou com dois gols do artilheiro da competição daquele ano, Paulinho McLaren. O ponta Almir completou o placar. Naquele dia, o Peixe entrou em campo com Sérgio, Índio, Pedro Paulo, Luiz Carlos (Camilo) e Marcelo Veiga, César Sampaio, Zé Renato (Axel), Edu Marangon e Sérgio Manoel, Almir e Paulinho McLaren.

2 – Atlético-PR 0 X 2 Santos – Brasileiro de 2003

Diego e Robinho ainda faziam parte da equipe que lutava pelo bicampeonato brasileiro e que tinha como grande concorrente o Cruzeiro, time que terminou como campeão. O triunfo foi um dos dois que o Peixe conseguiu contra o rival em seus domínios. Nenê, hoje no Vasco, e Renato marcaram para o Alvinegro.

3 – Santos 4 X 0 Atlético-PR – Brasileiro de 2008

O ano de 2008 esteve longe de ser grande para o Peixe, que penou com um elenco fraco e a instabilidade no comando da equipe. No campeonato brasileiro, o Santos terminou em 15º, sem vaga sequer na Sul-americana e a um ponto da zona do rebaixamento. Mas naquele dia 4 de outubro o Alvinegro honrou o manto, com gols de Cuevas, Molina, Kleber Pereira e Fabiano Eller. Para se ter uma ideia da qualidade da esquadra alvinegra, entraram em campo Douglas, Wendel, Domingos, Fabiano Eller e Kleber; Roberto Brum, Rodrigo Souto, Bida (Adriano) e Molina (Pará); Cuevas (Reginaldo) e Kleber Pereira. O técnico era Márcio Fernandes.

4 – Santos 4 X 1 Atlético – PR – Brasileiro de 2011

Uma espetacular apresentação de Neymar no Pacaembu, que tive o prazer de ver in loco. O garoto fez todos os gols do time naquele dia e só não fez o quinto porque o árbitro Francisco Carlos Nascimento anulou um legítimo do craque. O Onze alvinegro entrou para uma galeria não tão pequena de jogadores que marcaram, em um só jogo, ao menos quatro gols com o manto. Confira abaixo:

5 – Santos 5 X 1 Atlético-PR – Brasileiro de 2015

Na última rodada do Brasileiro de 2015, último duelo entre os dois, o Santos, mesmo com uma equipe tida como mista, não perdoou. Ainda sentindo o fato de não ter mais chances no G4 e a perda do título da Copa do Brasil, o Alvinegro contou com Gabriel fazendo dois, Geuvânio anotando outros dois e Vitor Bueno marcando seu primeiro gol com a camisa santista. A equipe terminou o campeonato do ano passado na sétima posição.

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Santos perde invencibilidade contra o Internacional. O que esperar do time no Brasileiro 2016?

Alvinegro perde a primeira na Vila Belmiro após 29 partidas e sinal amarelo já acende. Desfalques mostram a limitação do elenco peixeiro

O Santos perdeu na noite deste domingo (29) a primeira partida dentro da Vila Belmiro após uma série invicta de 29 jogos sem derrota, aproximadamente onze meses. A queda diante do Internacional foi a segunda no Brasileiro e hoje ficaram evidentes as limitações do elenco alvinegro.

A primeira etapa foi desastrosa. O Internacional fez a tão propalada “marcação alta”, pressionando e dificultando a saída de bola dos donos da casa. Com uma marcação eficiente nas laterais, faltou uma aproximação maior dos homens de meio, e o time abusou dos passes de longa distância.

Nesse aspecto, já fica patente a dificuldade que o Peixe tem em repor suas peças, no caso, Ricardo Oliveira, Gabriel e Lucas Lima. O Pastor, por exemplo, já fez gols recebendo passes longos de Lucas Lima, Thiago Maia, Victor Ferraz… Por um motivo muito simples: os jogadores sabem como e pra onde ele corre. Isso é entrosamento, mas também qualidade técnica do Nove peixeiro. Quando entra Joel, não há entrosamento e a distância técnica é grande.

Vitor-Bueno-Inter

Vitor Bueno tentou e se movimentou, mas não foi suficiente para superar a retaguarda colorada (Foto: Santos FC)

 

Se houvesse ainda algum meia que pudesse fazer algo surpreendente, talvez fosse possível o time sentir menos a ausência do centroavante. O problema, mais uma vez, é elenco. Temos Longuine, que está longe de fazer sombra a Lucas Lima. Pode até ser que, com o correr dos jogos, melhore o nível de suas atuações, que têm sido abaixo do potencial que ele já apresentou, principalmente no Audax. Ainda assim, é um abismo em relação ao meia que está na seleção brasileira.

No segundo tempo, o time melhorou. Ronaldo Mendes entrou após o intervalo no lugar de Longuine, mas, sinceramente, não é possível esperar que ele vá decidir sempre. Até porque não tem essa bola toda. Paulinho e Joel, os dois suplentes que se tornaram titulares, foram pro banco e cederam lugar a Lucas Crispim e Matheus Nolasco, que deram mais vida ao Peixe quando o Inter já recuava sua marcação. Curiosamente, quando estava melhor, o Santos sofreu o gol.

É preocupante que o clube tenha contratado reforços que só estrearão em julho por conta da janela de transferência. O time até lá vai penar com desfalques. A não ser que haja uma reviravolta inclusive na confiança dos atletas que entram, nós, torcedores, vamos sofrer. O clássico contra o Corinthians, de torcida única na quarta, é uma oportunidade do Santos se mostrar time de fato, sem se fiar nas individualidades, até porque, hoje não existem.

Fora isso, é preciso ter paciência. Culpar Dorival, que erra como erram jogadores e até torcedores, que não vão à Vila apoiar a equipe, é a solução mais simples. Mas não a melhor.

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Oito comentários sobre a oitava final seguida do Santos no campeonato paulista

Vanderlei e Prass

1 – O futebol não contempla a justiça. Mas dessa vez, ela apareceu

Na cena em que o xerife pede por sua vida contra o pistoleiro William Munny em Os Imperdoáveis, ele diz não merecer morrer, no que o matador responde, de forma fria: “merecer não tem nada a ver com isso”.

Assim é a vida. Assim é o futebol.

O Santos não “merecia” ser eliminado pelo que jogou. Teve 59,6% da posse de bola. Dominou a maior parte do tempo. Apanhou muito mais do que bateu. Mas tomou o empate em dois lances de desatenção. Causados um pouco pelo salto alto, outro tanto pelo cansaço. Mas a justiça, pelo menos uma vez, se fez valer nos pênaltis.

2 – Você pode não gostar do Dorival. Só que não foi por causa dele o empate

Os dois tentos do Palmeiras em um minuto foram um misto daquilo que o futebol apresenta. O imprevisível, o Sobrenatural de Almeida, a desatenção, o salto alto, as falhas individuais, a pressão de adversário que está perdendo, a sorte rival, o azar. Futebol tem disso, você que assiste já devia saber. E procurar o culpado sempre naquele que a gente não gosta é normal, faz até com que nos sintamos bem. Só não é verdade.

3 – O Santos tem que jogar o tempo todo como jogou na maior parte do primeiro tempo

Seria lindo que o time fizesse isso. Mas fisicamente é impossível. Não dá, por conta da questão do condicionamento, pra marcar o tempo todo no campo adversário e, ao mesmo tempo manter a concentração — aquela que desaparece quando estamos cansados. Esse sistema é alternado durante a partida por qualquer um que o aplique, e é preciso que o time tenha inteligência pra saber quando modificar o ritmo.

Daí, valem também as jogadas ensaiadas e o elenco para repor as peças. Isso o Santos não tem, mas Dorival tem trabalhado para adaptar jogadores a determinadas funções. A integração com as equipes de base pode ser fundamental no futuro próximo.

4 – A base não é solução pra tudo. Mas é fundamental. E a nossa marca

Poucos repararam, mas o Santos chega à sua oitava final consecutiva no campeonato paulista com seu quarto presidente diferente.  Em 2009, era Marcelo Teixeira. De 2010 a 2013, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro; 2014, Odílio Rodrigues; 2015 e 2016, Modesto Roma Júnior.

Isso acontece porque o campeonato paulista se decide, na prática, em poucas partidas, as da reta final. É quando você precisa de uma casa que te dê a vantagem, e nisso a Vila Belmiro tem sido decisiva, e jogadores que decidam. Os jovens têm feito esse papel em diferentes contextos. Porque, independentemente da gestão, as divisões de base do clube são fortes, e tem uma marca que transcende. Qualquer pai que goste de fato do filho, quer vê-lo brilhar na Vila. Porque sabe que ali ele não vai ter apenas a melhor estrutura como também contará com o apoio da torcida, que adora as pratas da casa.

5 – Gabriel, menino de ouro

O atacante Gabriel, Gabigol, tem 19 anos. É pouco mais de sete meses mais velho que o seu homônimo do Palmeiras, o Jesus, que já foi comparado com Neymar. Leviandade à parte, não é possível comparar um com o outro.

O garoto santista brilhou hoje. E já foi decisivo em partidas como os duelos da Copa do Brasil contra o Corinthians e o São Paulo. Na primeira final contra o Palmeiras pela mesma competição, perdeu um pênalti, não desanimou e fez o tento da nossa vitória. Oscila, como qualquer jogador, jovem ou veternado, e toda vez que atua mal chovem explicações sobre o porquê.

Mas ele é Gabriel, não é Pelé. Ninguém nunca será. Mas ele é muito bom sendo quem é. E ainda vamos nos alegrar demais com o que ele nos dará.

6- Cuca e a arbitragem

Dizem que o peixe morre pela boca. Mas também falam que o porco morre berrando. Cuca, como usual, pouco analisou a derrota da sua equipe, mas preferiu falar — sem ser perguntado — a respeito da sua expulsão após comemorar o segundo gol do Palmeiras entrando no campo. O quarto árbitro avisou o principal, que determinou a exclusão do comandante do jogo.

Daí vem o “craque” Neto dizer que a exclusão do treinador influenciou para a derrota de seu time na decisão por pênaltis. Claro, se fosse ele, os jogadores estariam mais confiantes… Devo lembrar ao comentarista que, em 2002, quando o Santos enfrentava o Corinthians na final do Brasileiro de 2002, o seu técnico Emerson Leão foi expulso de campo. E a quipe, mesmo assim, virou contra os adversários e garantiu um título após 18 anos de jejum. Com um time que tinha vários moleques.

Mas, quanto à arbitragem, se alguém pode reclamar são os donos da casa. Uma bola na mão, na melhor das hipóteses, que poderia ser pênalti, e um chute no rosto de Gustavo Henrique, infração evidente dentro da área. Além de uma jogada de expulsão de Gabriel Jesus que nem falta foi assinalada. Menos, Cuca, por conta desse tipo de atitude que suas trajetórias foram encurtadas em diversos lugares, inclusive no Santos.

7 – Campeonato Paulista não vale nada. Ah, é?

Sempre vai ter um rival que vai dizer que Paulista não vale nada. Pode valer menos que Libertadores, Brasileiro ou Copa do Brasil, mas… nós ganhamos esses torneios nos últimos anos, não? E nossos rivais?

Tem um que não ganha desde 2005; outro, que venceu somente uma vez no século 21, ou uma nos últimos vinte anos. Se você quiser falar pra um dos torcedores adversários específicos, pode falar que, nessas oito finais consecutivas em que o Peixe chegou, metade delas foi contra times pequenos; outra metade foi contra equipes ditas grandes. O São Paulo não está em nenhum desses dois grupos…

8 – Sobre Vanderlei e o outro goleiro

Antes do duelo por pênaltis, já se dizia em uma emissora de rádio que o Palmeiras gostaria de levar a decisão para as penalidades porque Fernadno Prass era um “especialista”. Ele acreditou.

Mas poucos falam ou falavam de Vanderlei. O goleiro é discreto. Não faz malabarismos porque, em geral, está bem colocado. Se falha, não se enerva. É bom em todos os fundamentos, inclusive na reposição de bola, algo pouco notado. Mostrou ainda hoje que é bom também para decidir.

Se queriam uma narrativa na qual Prass fosse o herói, o modesto Vanderlei derrubou o soberbo Prass. Que julgou ser o herói quando pegou o pênalti de Lucas Lima, alvo preferencial dos palmeirense de dentro e de fora do gramado. Mas sucumbiu diante do arqueiro alvinegro, que já havia pego duas penalidades. A jornada de herói foi nossa.

 

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Arquivado em futebol, História, Santos, Século 21, Sem Categoria

Em tarde de gols perdidos por Gabriel, Palmeiras e Santos ficam no 0 a 0

Palmeiras e Santos ficaram no 0 a 0 no clássico disputado no Allianz Park, em jogo do campeonato paulista. Mesmo estando longe do ideal, o Alvinegro esteve mais perto de vencer, principalmente no segundo tempo, e Gabriel hoje teve um dia infeliz, desperdiçando quatro grandes chances de gol.

Os dois times entraram com esquemas diferentes dos adotados nos últimos meses. Marcelo Oliveira abriu mão do seu 4-2-3-1, assim como fez na peleja contra o River Plate-URU no final de semana. Já Dorival Júnior, que não tem um substituto confiável para fazer as vezes de Marquinhos Gabriel ou Geuvânio, colocou o meia Serginho alterando o esquema alvinegro para um 4-4-2.

Com o jogo bastante concentrado pelo meio, o Peixe criou pouco na etapa inicial, principalmente na primeira meia hora de partida. Os ataques se davam principalmente pelo lado direito, onde atuou Gabriel, e tanto Lucas Lima quanto Serginho fizeram muito pouco. O garoto ao menos conseguiu sofrer algumas faltas, ainda que não tenham sido aproveitadas pelo Santos. O ponto é que os donos da casa também pouco ameaçaram o gol de Vanderlei e só nas falhas de posicionamento de ambas as zagas que o torcedor pode ter algum traço de emoção.

Ricarod Oliveira

Ricardo Oliveira mais brigou do que jogou contra o Palmeiras (Reprodução)

No segundo tempo, o Santos voltou mais agressivo, buscando as jogadas de velocidade que são a marca registrada da equipe. O Palmeiras também passou a dar mais espaço, indo mais à frente e não recompondo da mesma forma que fazia na etapa inicial. Antes dos 15, entraram em campo Gabriel Jesus, substituindo Matheus Salles, e Patito Rodríguez, em lugar de Serginho. Assim, o Santos voltava ao seu esquema tradicional.

Aos 24, Léo Cittadini entrou no lugar de Thiago Maia, com Renato passando a fazer a cabeça de área e, na sequência, Arouca foi a campo substituindo Thiago Santos. Dorival mexeu pela última vez aos 30. Ricardo Oliveira, instável emocionalmente durante quase todo o jogo, saiu para a entrada do camaronês Joel. O centroavante mostrou que, a despeito de toda experiência, sentiu a partida contra o Palmeiras, mostrando um excesso de vontade normal para garotos, mas estranho a atletas veteranos.

Logo após a entrada de Joel, o treinador palmeirense também fez sua última substituição, com Régis substituindo Robinho. E o camaronês conseguiu um belo lance pelo lado direito, servindo Gabriel, que perdeu sua terceira oportunidade de gol no jogo. Dos três que entraram em campo, aliás, ele foi o único que mostrou alguma efetividade. Merecia mais chances do que vem tendo. Ele também participou da trama ofensiva que resultou no quarto gol perdido por Gabigol, a dois minutos do apito final.

O Santos ainda está muito longe do que fez em 2015, tanto por conta da condição física quanto pelas perdas que não foram repostas de Geuvânio e Marquinhos Gabriel, além de David Braz lesionado. Mesmo assim, esteve muito mais perto de vencer do que os donos da casa. Um empate com gosto de derrota.

Confira os melhores momentos de Palmeiras e Santos:

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Novorizontino 3 X 3 Santos – sem motivo pra desespero

O empate conquistado pelo Peixe fora de casa na noite deste sábado virou motivo de preocupação para muito torcedor. A defesa teve um desempenho horrível e o ataque desperdiçou chances preciosas, principalmente no primeiro tempo, que poderiam ter dado uma vantagem mais confortável ao Peixe. Mas começo de temporada sempre é assim e a diferença de condicionamento físico entre equipes que fizeram uma extensa pré-temporada e os grandes que jogaram até meados de dezembro pesa bastante nesse período. Não há por que desesperar.

O que chamou a atenção ontem foi a variação tática feita por Dorival Júnior. Na primeira etapa, um 4-3-3 no qual os atacantes que jogavam pelos lados do campo – Patito Rodríguez, no lugar de Paulinho, resfriado, e Gabriel – várias vezes conseguiam ficar no mano a mano com os laterais adversários. Isso porque o Novorizontino, do técnico Guilherme (aquele que viu Fábio Costa defender sua cabeçada no segundo jogo da final entre Corinthians e Santos, em 2002) tentava encurtar o campo marcando o Santos mais à frente, o que dava espaço para a armação de contra-ataques do Peixe. Além disso, com Lucas Lima marcado, o Alvinegro jogava pelo meio com as subidas de Thiago Maia e Renato, que várias vezes concentraram as atenções dos marcadores do time do interior. Os laterais do Peixe pouco avançaram e a defesa ficou resguardada das investidas dos donos da casa.

Nesse contexto, na etapa inicial só deu Peixe e o 1 a 0 marcado no final do primeiro tempo por Gabriel ficou pequeno diante da superioridade dos visitantes. Já na etapa final o Novorizontino buscou com mais força o ataque, utilizando principalmente os lados do campo. Chegou ao empate logo, aos 7 minutos, com Pereira, em bola que sobrou na área santista mostrando uma incrível lentidão da defesa (que, lembrem-se, não é só a zaga). Nem o golaço de Lucas Lima cinco minutos depois, com direito a um passeio em meio a quatro marcadores rivais, tirou o ímpeto da equipe do interior, que ainda não venceu em sua volta à primeira divisão.

golaco de Lucas Lima

Lucas Lima marcou um golaço contra o Novorizontino (Ricardo Saibun – Santos FC)

Logo depois de estar novamente à frente do placar, Dorival colocou Vitor Bueno no lugar de Patito, colocando o Santos em um 4-4-2. A lógica era reforçar o meio de campo para buscar o contra-ataque contra um time que ia precisar sair mais ainda para o campo ofensivo. No entanto, Guilherme também mexeu, colocando Fagner no lugar do marcador Deda e Wesley no lugar de Lima. O time passou a jogar com três atacantes, forçando ainda mais as jogadas pelas pontas, com os visitantes preocupando menos com seus avanços do lado esquerdo, já que Vitor Bueno passou a fazer mais a meia do que fazia Patito. Isso liberou o lateral Paulinho, por exemplo, para ir à frente, preocupando a defesa santista.

Jogando melhor, o Novorizontinho chegou ao empate aos 22 e à virada aos 26. Sem muitas opções, Dorival colocou Neto Berola no lugar de Gabriel e Serginho substituindo Thiago Maia. E foi aos 39, em cobrança de falta de Ferraz, que o time escapou da primeira derrota do ano. O tento coroou o esforço da equipe, ainda que o resultado e as oscilações tenham deixado o torcedor com a pulga atrás da orelha. Mas antes de entrar da onda do “Fora Dorival” ou o “manda todo mundo embora”, é preciso considerar alguns fatores.

Primeiro, e talvez o principal a essa altura, seja o já citado condicionamento físico. É normal nas seis primeiras rodadas, pelo menos, os grandes oscilarem por ainda estarem adquirindo a melhor forma, penando contra equipes piores tecnicamente. É o que acontece todos os anos e com quase todos. Foi assim, por exemplo, com aquele outro Santos de Dorival, de 2010, que só engatou após completado o terço inicial da primeira fase.

Ontem, o técnico acabou vacilando ao mudar o esquema de jogo e atrair o Novorizontino, perdendo os lados do campo e expondo a defesa, quando a intenção era justamente protegê-la. Mas, no que diz respeito às sempre criticadas alterações do treinador, é preciso lembrar que, além da falta de opções (alô, diretoria), alguns jogadores parecem estar ainda mais abaixo da sua condição física ideal. Gabriel, por exemplo, sumiu no segundo tempo, e, mesmo sendo obviamente muito melhor que Berola, é compreensível que tenha saído até para que não “estoure” em um jogo menos importante.

É preciso mais paciência. Se o time estivesse estagnado, seria uma coisa, mas tem apresentado variações de jogo interessantes mesmo tendo perdido jogadores que fazem falta no elenco, como Marquinhos Gabriel e Geuvânio, além do contundido David Braz. Dá pra confiar na evolução desse time.

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Santos bate Ponte fora de casa e vence a 1ª no campeonato paulista de 2016

Santos vence Ponte Preta

Ricardo Oliveira comemora o primeiro gol do jogo (Reprodução)

O Santos conseguiu na noite desta quarta-feira algo que pouco aconteceu em 2015: uma vitória fora de casa em peleja válida pela segunda rodada do Paulista de 2016. Há sete anos o Peixe não vencia a Ponte no Moisés Lucarelli e, além do tabu, a vitória convincente por 2 a 0 mostrou que o fantasma de jogar fora de casa pode ser uma página virada na campanha santista em 2016.

Na primeira etapa, o Santos mostrou uma postura bem diferente daquela apresentada em boa parte do Campeonato Brasileiro de 2015 quando atuou fora de casa. Foi uma equipe que marcou o adversário em seu próprio campo, dificultando a saída de bola e saindo com velocidade no contra-ataque. Até aí, algo que o time fazia bastante na Vila Belmiro, mas raramente emplacava longe da praia. Além disso, houve também diferenças pontuais em relação ao que Dorival Júnior treinava no Brasileirão.

Uma diferença notável é que o Peixe jogou ainda mais pelos lados do campo do que fazia meses atrás. Isso porque na saída de trás algumas vezes os zagueiros abriam para os lados para acelerar a transição e também foram mais constantes as trocas de posição entre laterais, volantes e os atacantes pelos lados. Isso ocorreu em períodos curtos da partida, mas a impressão é que o time tem treinado essas variações, que podem ser importantes para o decorrer da temporada.

Mais uma vez, principalmente no tempo inicial, mas também no segundo, o destaque foi Lucas Lima. Ele achou Gabriel no lado esquerdo no lance que originou o primeiro gol do jogo, de Ricardo Oliveira, e sofreu o pênalti que originou o gol de Gabriel, o segundo do Alvinegro na partida e dele no campeonato.  Na etapa final, só foi parado na base da falta, o que acabou carregando a Ponte Preta de cartões amarelos e facilitando a partida para os visitantes, que tinham a vantagem numérica.

Em relação aos desempenhos individuais, Paulinho ainda busca se enquadrar taticamente no esquema de Dorival. É cedo para julgar, mas esforço não falta ao ex-flamenguista. Patito Rodriguez entrou em seu lugar na etapa final e mostrou que pode ser útil como alternativa. Vitor Bueno e Alison também entraram em campo, e mostraram a personalidade usual, ainda que nada de especial, até pelo pouco tempo de jogo.

É importante notar que, mesmo atuando contra um time bastante modificado em relação a 2015 eainda sendo moldadonas mãos de Vinicius Eutropio, o Santos bateu uma equipe da Série A do Campeonato Brasileiro. Com sobras. Mesmo sofrendo algum assédio no segundo tempo, o que é natural pela vantagem e também por ser início de temporada, em nenhum momento deixou de levar perigo ao gol rival. Com a sequência de jogos e o entrosamento nas jogadas pelos lados do campo, repetindo-se as triangulações que já se ensaiaram no embate, o Alvinegro pode fazer uma campanha mais que interessante no Paulista.

 

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