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Santos joga pro gasto, supera Figueirense e enfrenta São Paulo nas semis da Copa do Brasil 2015

O Santos bateu o Figueirense no Pacaembu, em partida válida pelas quartas de final da Copa do Brasil. A equipe não fez uma grande apresentação, algo compreensível dada a maratona enfrentada pelos comandados de Dorival Júnior. Um 3 a 2 justo, com um adversário que valorizou a vitória.

Se o Figueirense veio para o Pacaembu com o chamado “time alternativo”, o Santos teve desfalques importantes na partida. Lucas Lima E Victor Ferraz não foram a campo, lesionados, e Geuvânio segue em recuperação. Mas o Alvinegro contou com um 12º jogador fundamental. A torcida desde cedo fez a festa no estádio paulistano, ainda que a desorganização tenha ocasionada filas imensas do lado de fora, atrasando a entrada dos torcedores.

Gabigol celebra

Gabriel, o cara do jogo. E só precisou atuar um tempo…

Como esperado, o Figueira veio retrancado, mas buscando também apertar a saída de bola santista com três atacantes. O problema é que esse tipo de esquema, sem compactação, dá espaço entre os atacantes e a intermediária, e alguns jogadores santistas pegavam a bola com liberdade, como Renato, que buscou enfiadas de bola à frente, em especial para Gabriel.

O menino, inspirado, era quem mais dava trabalho à defesa catarinense, assim como Marquinhos Gabriel. O meia, com Rafael Longuine entre os titulares, fez a função de Lucas Lima, se movimentando por todo o campo. Nada mais natural que os gols saíssem da dupla. Primeiro com um lançamento de Marquinhos para Gabigol, que colocou por baixo das pernas de Felipe para marcar aos 20. Depois, um incrível passe de trivela do garoto, que devolveu o presente para Marquinhos fazer de cabeça aos 28 Com o tento, Gabigol se tornou o maior artilheiro do Santos na Copa do Brasil junto com Neymar, com 13 gols, e fez o seu sexto na edição de 2015, chegando também ao topo dos artilheiros.

O Peixe ainda sofreu um gol aos 37 do primeiro tempo, em cobrança de escanteio pelo lado direito. Bruno Alves anotou em uma falha de marcação e um pouco também do goleiro Vanderlei, já que foi uma bola no canto em que estava. Com a vantagem, a missão dos visitantes ficava bem mais difícil…

E ficou ainda pior com o gol aos 2 minutos de Neto Berola, que entrou após o intervalo no lugar de um apagado Longuine. Com 3 a 1 logo no início da etapa final, os jogadores naturalmente relaxaram e o Figueirense chegou a criar oportunidades, todas desperdiçadas por uma cominação de nervosismo e falta de técnica mesmo. Dorival ainda colocou Serginho no lugar de Gabriel e Marquinhos substituindo Marquinhos Gabriel.

O Figueira ainda chegou ao segundo gol com Carlos Alberto (aquele), aos 41, e até deu até algum medo ao torcedor mais cauteloso do Peixe. Mas a classificação era nossa e agora é enfrentar o São Paulo nas semis da Copa do Brasil.

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Santos supera Internacional e segue vivo na busca pelo G4 do campeonato brasileiro

O Santos manteve seu ótimo aproveitamento na Vila Belmiro ao bater o Internacional nesta manhã/tarde de domingo. O Peixe chega aos 44 pontos e alcança a 5ª colocação no campeonato brasileiro de 2015, pelo menos até as outras partidas do dia.

Provavelmente o técnico e ex-zagueiro do Santos Argel Fucks viu a partida do Corinthians contra o Santos, no último domingo, e buscou repetir a tática de Tite de pressionar a saída de bola santista. Algo, aliás, que o Peixe faz muito e com alta eficiência na maior parte do tempo. Com o desfalque de David Braz, o cenário era ainda mais propício para esse tipo de marcação.

No entanto, o Inter mais dificultou as ações peixeiras do que propriamente criou oportunidades de gol. O tento que abriu o placar na Vila Belmiro só surgiu por uma falha individual de Paulo Ricardo, que fez um pênalti infantil no zagueiro Juan. Valdívia cobrou sem dar chances a Vanderlei, que foi na bola mas não alcançou. Eram 26 do primeiro tempo.

O empate veio com uma boa participação do centroavante Nílson, que substituiu Ricardo Oliveira. Ele saiu do meio dos zagueiros e foi para o meio de campo, puxando a marcação e abrindo espaço para a descida de Marquinhos Gabriel. O atacante tocou bem para o meia que não desperdiçou, na frente de Alisson.

marquinhos gabriel e gabigol

Marquinhos Gabriel celebra com Gabriel o primeiro gol alvinegro

Lucas Lima teve uma atuação um pouco apagada na etapa inicial, muito por causa do sistema de marcação individual sobre ele. Primeiro, com William; depois com Wellington. Após o intervalo, o volante Silva entrou pra fazer o mesmo trabalho. Com isso, praticamente atuando com um a menos já que um atleta ficava responsável somente com o meia da seleção, o Internacional perdeu algo da sua articulação e também do poderio ofensivo.

E foi Silva quem acabou cometendo o pênalti que propiciou a virada para os donos da casa. Com os visitantes tendo voltado depois do intervalo com mais preocupações defensivas e dando mais campo para o Peixe, Thiago Maia tocou para Lucas Lima, dentro da área. O volante colorado agarrou o meia e Gabriel fez o segundo alvinegro na cobrança, aos 14. Maia saiu logo poucos minutos após o gol, dando lugar a Léo Cittadini.

Com um ritmo mais lento em função do calor, o Internacional não conseguiu pressionar o Peixe, chegando com perigo real em uma oportunidade, quando Paulo Ricardo falhou e Valdívia finalizou para grande defesa de Vanderlei aos 29. Após tempo técnico, o Santos compatou ainda mais o time, passando a ter muitos espaços de contra-ataque, com uma permanência maior no campo ofensivo. Assim, o time chegou ao terceiro gol aos 44, com Leandro, que havia entrado no lugar de Nílson.

Antes dos jogos da tarde, o Santos fica a um ponto do G-4 e aindavence um importante concorrente direto pela vaga no grupo dos que vão à Libertadores. Mais moral para seguir na ótima recuperação do Peixe de Dorival Júnior no Brasileirão.

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Massacre na Vila Belmiro. Santos não cozinha o Galo. Tritura

Pra quem tinha alguma dúvida do potencial dessa equipe do Santos, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, deixou de ter. O Alvinegro atropelou o vice-líder do Brasileirão, o Atlético-MG, com uma goleada de 4 a 0 que poderia até ter sido maior. Um baile.

Com Victor Ferraz e Thiago Maia, ausente na partida contra a Ponte Preta, retornando, não só a qualidade técnica cresceu em relação ao jogo do fim de semana, mas também o ajuste tático que faltou no Moisés Lucarelli. O Peixe conseguiu exercer sua marcação no campo do adversário, embora o Atlético-MG também tenha tentado fazer isso, mantendo até mais posse de bola na primeira metade do jogo e chegando com perigo em uma jogada pela lateral direita. Mas mesmo nesse período, foram os donos da casa que chegaram com mais perigo, em um lance de Gabriel e outro de Marquinhos Gabriel.

Quando, aliás, o substituto de Geuvânio fechou mais a descida do Galo pelo lado esquerdo junto com Zeca, tendo mais atenção dom Patrick, o Alvinegro Praiano passou a ter vantagem e aos 37 Gabriel fez o primeiro do time, em um belo lance individual que também contou com a movimentação de Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel, desfazendo a marcação do Galo. Os visitantes não esboçaram reação e não finalizaram com perigo à meta de Vanderlei mesmo estando atrás no placar.

Gabriel, o menino da Vila, santista, foi muito cruel contra o Galo (Ricardo Saibun/Santos FC)

Gabriel, o menino da Vila, santista, foi muito cruel contra o Galo (Ricardo Saibun/Santos FC)

Na segunda etapa, a toada começou igual, com Ricardo Oliveira perdendo grande chance após bela jogada de Gabriel com Thiago Maia. O Santos mostrava toda velocidade e o jogo envolvente que vem enchendo os olhos da torcida em diversas pelejas apareceu no contra-ataque rápido que Lucas Lima armou para Gabriel.

A partir daí, se o Atlético-MG já estava mal, ficou derrubado psicologicamente e entregue na partida. O Santos continuou apertando a marcação, roubando bolas no meio de campo e na intermediária do rival e foi numa bola em que Lucas Lima pressionou a saída de jogo do adversário que saiu a troca de passes entre ele e Ricardo Oliveira, que marcou seu 17º gol no Brasileiro.

O Peixe ainda viu a estreia de Vitor Bueno, meia que veio do Botafogo-SP e recentemente foi promovido do sub-23, e contou com as entradas de Marquinhos e Leandro, nos lugares de Ricardo Oliveira, Gabriel e Lucas Lima. E o estreante deu uma assistência para um bonito gol de Marquinhos Gabriel. Vanderlei ainda brilhou duas vezes quando o jogo já estava decidido, evitando um tento de Thiago Ribeiro e furando a “lei do ex”.

Uma partida irrepreensível do Santos, com destaque para o importante papel de Lucas Lima e Marquinhos Gabriel na meia e no apoio ao ataque, a movimentação intensa de Gabriel e do incansável Ricardo Oliveira e de mais uma ótima participação de Victor Ferraz atrás e também ofensivamente. Uma noite definitivamente feliz para o santista.

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Santos pega Cruzeiro em busca da primeira vitória fora de casa no Brasileirão

Após eliminar o Corinthians na Copa do Brasil 2015, o Santos enfrenta o Cruzeiro neste domingo, às 18h30, no Mineirão, em busca de sua primeira vitória fora de casa no Brasileirão. Pela primeira vez na era dos pontos corridos, o Alvinegro terminou um turno sem conquistar os três pontos longe de seus domínios. Dorival Júnior sabe que essa história precisa ser mudada.

No turno inicial, foram seis derrotas e quatro empates jogando como visitante. Mas a postura apresentada no triunfo contra o Corinthians, na quarta-feira, dá esperanças que a história pode mudar nesta segunda metade do campeonato. Foi uma das raras vezes em 2015 que o Peixe atuou da mesma forma como faz na Vila Belmiro, sem se intimidar com a pressão da torcida rival. Antes do triunfo do meio da semana, a última vitória fora de casa santista havia sido contra o Londrina, no dia 15 de abril, em uma peleja foi disputada em São José dos Campos, já que a equipe paranaense vendeu o mando de jogo.

Dorival Júnior conversa com Neto Berola, que pode ocupar a vaga de Gabigol contra o Cruzeiro (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Dorival Júnior conversa com Neto Berola, que pode ocupar a vaga de Gabigol contra o Cruzeiro (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Para o duelo contra o Cruzeiro, Dorival Júnior não vai poder contar com Gabriel, lesionado na partida contra o Corinthians, e Geuvânio, que cumpre suspensão pelo terceiro cartão amarelo. O substituto do segundo deve ser Marquinhos Gabriel, mas a dúvida paira sobre quem vai entrar no lugar de Gabigol. Leandro, reforço vindo do Palmeiras, e Neto Berola disputam a vaga em um jogo onde o contra-ataque deve ser fundamental já que o Cruzeiro, vindo de eliminação da Copa do Brasil e a um ponto da zona do rebaixamento, deve tentar partir pra cima do Peixe.

Histórico de Cruzeiro e Santos

Santos e Cruzeiro já se enfrentaram 71 vezes, e é um confronto historicamente equilibrado. São 26 triunfos santistas, 25 derrotas e 20 empates. Em campeonatos brasileiros, são 57 encontros, com 20 triunfos alvinegros, 21 derrotas e 15 empates. No total, são 118 gols alvinegros e 106 cruzeirenses, média de 3,15 por peleja.

Com tantos gols, sobram goleada. Confira cinco grandes triunfos do Alvinegro Praiano sobre a Raposa e relembre como foi a vitória do Santos sobre o Cruzeiro no primeiro turno.

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Santos não dá chances ao Corinthians e vai às quartas de final da Copa do Brasil

Ampliando sua série invicta para nove partidas (seis no Brasileirão e três na Copa do Brasil) e obtendo a terceira vitória sobre o Corinthians em três jogos disputados em 2015, o Santos não deu sopa para o azar e definiu rápido o segundo duelo válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Tendo uma vantagem de 2 a 0 na primeira peleja, o Alvinegro Praiano não se intimidou com o campo e a torcida adversárias, indo para o jogo exercendo sua marcação pressão, com muita mobilidade dos homens da frente e dificultando ao máximo a saída de bola dos donos da casa. Foi só com tiros a longa distância que o Corinthians tentou ameaçar o Peixe, que, além do gol de Gabriel, aos 14 minutos, obrigou Cássio a fazer outras três defesas na etapa inicial, enquanto Vanderlei não foi exigido.

No segundo tempo, com a vantagem ampliada, o Santos seguiu com sua compactação e marcação forte no campo adversário. Tite colocou Cristian no lugar de Bruno Henrique, que tinha cartão amarelo, mas a mudança não alterou o jogo no setor em que o Alvinegro dominou: o meio de campo. Mesmo que Renato não tenha feito uma partida brilhante – foi em um erro seu que saiu o único tento corintiano na partida –, errando passes acima da sua média, seu papel tático ao encurtar a marcação do principal atleta adversário na armação, Renato Augusto, foi fundamental. E Thiago Maia, mais uma vez, mostrou que é uma das mais importantes peças no time.

Só quando Dorival Júnior promoveu a entrada de Chiquinho, totalmente sem ritmo de jogo, e de Leandrinho, nos lugares de Geuvânio e Thiago Maia, o time começou a perder terreno para o rival. Mas àquela altura a fatura estava liquidada, com o segundo tento do time feito por Ricardo Oliveira, aos 19.

Lucas Lima mais uma vez foi quem deu o ritmo para a equipe, prendendo a bola quando necessário e dando o belo passe para Geuvânio servir Gabriel no primeiro gol. Mas é necessário destacar o papel de Dorival Júnior, não só no confronto de hoje como desde sua chegada à vila Belmiro. No intervalo, o camisa 11 do Peixe, quando questionado por um repórter sobre o espaço oferecido pelo Corinthians que ele aproveitou, respondeu que a equipe sabia que espaços seriam dados e a situação de jogo foi treinada no decorrer da semana. E uma equipe bem montada, com o talento que alguns jogadores do Santos têm, é a receita da alegria do torcedor santista.

Na Copa do Brasil, o Santos agora aguarda o seu adversário que virá no sorteio realizado na próxima segunda-feira (31).

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Copa do Brasil 2015 – Santos bate Corinthians por 2 a 0 em grande apresentação tática

O Santos conseguiu uma grande vitória sobre o Corinthians pelas oitavas de final da Copa do Brasil de 2015, na Vila Belmiro. O time pode perder por até 1 a 0 na partida de volta que se classifica para a próxima fase, mas, além do resultado em si, o triunfo dá moral para a equipe no restante da temporada.

Com um início intenso, o Alvinegro mostrou disposição e organização tática para pressionar os visitantes. Foram três finalizações logo nos primeiros quatro minutos e, como em outras ocasiões recentes, o ataque e os meias exerceram uma marcação pressão quase perfeita, não permitindo que os corintianos saíssem para o ataque.

Na etapa inicial, o jogo santista se aproximou da perfeição. Os visitantes fizeram uma finalização – errada – ao gol e o Peixe chegou a ter 70% da posse da redonda nos primeiros dez minutos. Com a marcação e os deslocamentos constantes no ataque, e o apoio dos laterais, em especial de Victor Ferraz pela direita, o Peixe conseguiu a vantagem aos 31, em lançamento de Lucas Lima para Gabriel fazer de cabeça.

A vantagem fez jus ao time que procurava mais o jogo e conseguia pressionar o adversário, uma equipe que tinha vindo para a Vila Belmiro em busca do contra-ataque, jogando de forma bastante recuada. Obviamente que a postura corintiana mudaria na etapa final, mas a expectativa era se o Santos recuaria e se contentaria em buscar o contragolpe como arma.

Gabriel fez o primeiro do Santos e mostrou mais uma vez importante papel tático (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Gabriel fez o primeiro do Santos e mostrou mais uma vez importante papel tático (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

O Corinthians veio para o segundo tempo adiantando a marcação, com Renato Augusto atuando mais à frente e seus meias e atacantes tentando bloquear a saída de bola peixeira. No entanto, como no tempo anterior, não conseguiu barrar as jogadas santistas principalmente pelos lados, o forte do time de Dorival.

Ainda que não tenha atuado de forma tão intensa na marcação no campo rival – o que é quase impossível em vista não só do preparo físico como da qualidade da equipe adversária – o Santos não recuou para sua intermediária, fazendo uma marcação forte no meio de campo. Mesmo abrindo mão da posse de bola, foi mais perigoso nas chegadas ao gol, com Ricardo Oliveira desperdiçando diante de Cássio logo no início do segundo tempo.

E mais uma vez foi dos pés de Lucas Lima que saiu o tento santista. Aos 33, ele recebeu de Marquinhos Gabriel pelo lado direito e devolveu de primeira. O meia-atacante, que havia entrado no lugar de Geuvânio, teve frieza para deslocar Cássio e fazer o segundo. Ali, o jogo praticamente acabava e o Corinthians só buscou ameaçar com cruzamento na área, uma arma típica de equipes brasileiras quando estão no desespero.

Além do excelente jogo coletivo, é preciso destacar no Santos o papel de Lucas Lima. Quase onipresente no campo, ele, além de articular e dar as duas assistências para gol, marcou durante boa parte do tempo Bruno Henrique, dificultando a transição do adversário para o ataque. Foi eficiente no ataque e fundamental no equilíbrio do time.

No esquema de Dorival Júnior, o sistema defensivo começa no ataque, e por conta disso invariavelmente os atacantes que jogam pelos lados e barram a subida dos laterais adversários compondo o meio de campo são substituídos. É admirável, a propósito, a evolução tática de Geuvânio e Gabriel sob o comando do técnico. São jogadores mais completos e conscientes de seu lugar no jogo.

A vaga não está ganha, mas o Alvinegro Praiano fez uma partida para qualquer torcedor se orgulhar. E o segundo turno do Brasileiro pode ser uma história muito diferente do que foi o primeiro.

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Santos empata com o Atlético-PR em Curitiba e amplia série invicta

Na noite deste sábado, o Santos enfrentou o Atlético-PR na Arena da Baixada, em Curitiba, tentando melhorar o péssimo desempenho do clube quando joga fora de seus domínios no Brasileirão de 2015. Até então, o Alvinegro não tinha conseguido nenhuma vitória na competição, tendo meros 11% de aproveitamento antes do jogo. Dentro desse contexto, mantendo a toada de recuperação e ampliando a série invicta para cinco jogos no campeonato, o empate não foi mau resultado.

O Santos entrou jogando de uma forma bem distinta do início do jogo contra o Flamengo, a última peleja do time disputada fora de casa. Foi talvez a primeira vez no ano – e em muito tempo – que o Peixe exerceu marcação pressão na saída de bola do adversário jogando fora da Vila Belmiro.

Ricardo Oliveira, Gabriel, Geuvânio e Lucas Lima dificultaram em vários momentos da primeira etapa o trabalho de transição dos rubro-negros e a defesa do Atlético-PR errou em mais de uma ocasião por conta do expediente alvinegro. A principal falha resultou no pênalti marcado em roubada de bola de Geuvânio em cima de Alan Ruschel. O lateral paranaense, aliás, foi bem marcado pelo jogador santista, tomando um cartão amarelo por falta desnecessária sobre o rival, que lhe custaria a expulsão no final do jogo. Fugindo pela esquerda, o atacante cruzou dentro da área mas a bola tocou no braço de Kadu, que estava no chão.

Pela nova orientação da arbitragem, pode-se admitir a interpretação, mas é sempre difícil ver um lance destes, absolutamente involuntário, ser punido com pênalti. Ricardo Oliveira bateu, aos 41, da mesma forma como fez contra o Vasco. E o resultado foi o mesmo: defesa do goleiro, agora, Wewerton.

Fora isso, a grande chance do tempo inicial foi do Atlético-PR, que, aos 25, construiu uma tabela envolvendo Crysan e Marcos Guilherme, que finalizou pra fora. O Furacão marcou bem as jogadas feitas pelos lados do ataque santista, o forte do time, mas também não conseguiu furar o sistema defensivo dos visitantes. Fez falta para o Peixe o volante Renato, que tem um toque de bola e uma capacidade de dar passes ofensivos bem maior que a de seus substituto, Paulo Ricardo, que abusou dos erros, em especial no primeiro tempo.

Já no segundo tempo, o bom técnico Milton Mendes substituiu o meia Barrientos pelo atacante Walter, que perdeu uma chance logo aos 3, cabeceando sozinho para fora, em falha de marcação de David Braz. A alteração já mostrava que os donos da casa mudariam a forma de jogar. O Atlético-PR passou a abrir mais o jogo pelas laterais, buscando cruzamentos na área alvinegra.

Logo depois do lance de Walter, foi o Santos quem pressionou e, mais uma vez, Ricardo Oliveira desperdiçou. Geuvânio fez bela jogada no lado direito, passando por três marcadores, e cruzou certo para o Nove santista. Ele finalizou, Wewerton fez grande defesa mas rebateu, e Oliveira conseguiu chutar, de dentro da área, no travessão. Três metros separavam o atacante do gol.

Aos 20, Dorival Júnior colocou Marquinhos Gabriel no lugar de Gabriel, tirando Geuvânio aos 26, e promovendo a entrada de Neto Berola. No entanto, foi o Atlético-PR que chegou perto em um cruzamento na área pelo lado esquerdo da intermediária, aos 29. Vanderlei saiu mal e Douglas Coutinho tocou na bola, que chegou perto da linha do gol mas, com o efeito da jogada, voltou pra trás e não entrou na meta. O mesmo atacante chegou com perigo mais uma vez aos 35, de novo de cabeça, mas Vanderlei evitou o pior em uma fantástica defesa.

Com a saída de Lucas Lima, que não atuou bem, para a entrada de Leandro, aos 36, o time na prática continuou na mesma toada, deixando a ação para os rubro-negros, que mantiveram o domínio do jogo tentando atacar pelos lados, e aguardando a chance do contra-ataque.

Ao fim, o resultado valeu pelo campeonato e por manter a equipe na rota da recuperação. Além disso, o adversário era muito mais qualificado que os últimos rivais do Alvinegro. No returno, pode-se esperar mais do Peixe. E a torcida espera.

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Na estreia de Dorival, Santos muda postura e vence Figueirense

Sempre que um clube muda de técnico, muda também o ânimo dos jogadores. Com uma estreia em casa, contra um adversário da zona intermediária, Dorival Júnior tinha tudo para conseguir um bom resultado em sua estreia como comandante do Santos. E conseguiu.

Primeiro, é preciso atentar para as duas mudanças feitas pelo técnico. Em que pesem dois erros de saída de bola, Paulo Ricardo como volante, ao lado de Thiago Maia, foi uma solução que melhorou a marcação no setor do meio de campo e também uma falha quase crônica do Peixe neste ano: a cobertura do avanço dos laterais. Com uma defesa mais articulada dos lados, o Alvinegro dominou o meio de campo do visitante, anulando o potencial ofensivo do rival que só passou a levar algum perigo quando o jogo já estava 3 a 0 para o Alvinegro.

Zeca, pela esquerda, foi bem como defensor e Victor Ferraz, pela direita, esteve mais à vontade do que no lado canhoto, sendo decisivo para o terceiro tento, de Gabriel, que selou a vitória peixeira. Com um meio de campo combativo e os atacantes participando da retomada de bola, a equipe foi efetiva na pressão sobre o adversário e os números não mentem nesse aspecto: foram doze finalizações santistas, sendo cinco certas, contra cinco dos visitantes, somente duas a gol.

A vitória traz boas notícias por contra de vários outros fatores. Finalmente o Peixe vence uma partida por mais de um gol de diferença no Brasileiro, algo que ainda não havia acontecido, e sem sofrer sobressaltos. A defesa não ter sofrido gols ainda é um indício de que o problema pode ser mais o esquema e a forma de jogar do que propriamente a qualidade dos zagueiros e Gabriel ter marcado, após atuações pouco animadora, é ótima para ele e o grupo.

Se o Alvinegro tem uma parada dura no seu próximo jogo contra o Palmeiras, no Allianz Park, no domingo (19), Dorival também terá uma semana para trabalhar com o time. Está na hora do Santos mostrar a que veio neste Brasileirão.

Gabriel comemora seu gol com Ricardo Oliveira e a torcida (Ivan Storti/Santos FC)

Gabriel comemora seu gol com Ricardo Oliveira e a torcida (Ivan Storti/Santos FC)

A torcida do Santos e a Vila Belmiro

Assistir a uma partida na Vila é sempre um motivo de satisfação. Você fica próximo do campo como não acontece em quase nenhum estádio da Série A e tem a possibilidade de apoiar de perto sua equipe. No entanto, existe um tipo de torcedor – minoria, ainda bem – que comparece à casa do Santos que é bem prejudicial ao time.

Ontem, um dito santista não cansou de xingar Gabriel durante o jogo todo. O torcedor inventava apelidos pejorativos para o atleta, que provavelmente escutava os xingamentos quando estava daquele lado do campo. Quando o atacante marcou seu gol, vários alvinegros que estavam próximos foram à forra e questionaram o “xingador”.

Não se trata de ditar regras, mas quem vai à Vila poderia refletir um pouco mais. Temos uma vantagem sobre os outros adversários, que é pressionar os visitantes e dar apoio aos jogadores de uma forma muito mais efetiva. Isso faz a diferença e a História cansa de mostrar.

“Ah, mas o Gabriel ganha R$ 200 mil por mês.” Sim, e que possa ser cobrado antes e depois do jogo, mas é sempre bom lembrar que o que ele recebe tem a ver com o seu potencial. Se ganhasse R$ 1 milhão, continuaria tendo 18 anos e teria toda insegurança que a idade e a inexperiência caracterizam alguém nestas condições. Paciência também ajuda.

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As reflexões que ficam da vitória do Santos sobre o Corinthians

Time “engoliu” o meio de campo do adversário na maior parte do jogo. Isso não foi à toa

O Santos teve dez dias para se preparar antes do clássico contra o Corinthians, disputado em uma Vila Belmiro com pouco mais de sete mil torcedores no sábado à tarde. E, de fato, parecia uma equipe treinada e consciente taticamente, fazendo o torcedor quase esquecer a ausência dos dois principais jogadores do time, Robinho, que está com a seleção brasileira na Copa América, e Lucas Lima, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

Decisivo, Ricardo Oliveira, mais uma vez marcando em clássicos (Ivan Storti/SantosFC)

Decisivo, Ricardo Oliveira, mais uma vez marcando em clássicos (Ivan Storti/SantosFC)

Com Marquinhos Gabriel fazendo as vezes de armador e Gabriel substituindo Robinho e atacando pelas beiradas do campo, o time encontrou o equilíbrio e dominou o meio de campo, suplantando o rival durante pelo menos dois terços do jogo, muito em função de outra alteração. Rafael Longuine substituiu Renato, contundido, e reforçou a saída de bola peixeira e também a marcação pelo lado esquerdo da defesa, um problema quase crônico da equipe.

Longuine se movimentou mais que Renato usualmente faz, e chegou também à frente, tendo feito a assistência para Ricardo Oliveira marcar o gol peixeiro aos 10. Com uma primeira etapa na qual foi muito superior, o Alvinegro, mesmo recuando um pouco mais no início da etapa final, continuou mandando no jogo contra um Corinthians que teve uma proposta super-defensiva, apostando em bolas longas para Wagner Love na primeira etapa. Tendo que sair para o jogo, a equipe da capital deu espaço para o Peixe armar contra-ataques, até a expulsão de Longuine, aos 24 minutos.

A partir daí, o Peixe passou a ser acossado pelo rival, que até aquele momento não havia ameaçado o gol de Vladimir. Nem a expulsão de Fagner, aos 28, arrefeceu o ímpeto corintiano. Isso porque Tite mexeu bem na equipe. Já havia colocado Luciano no lugar de Petros, uma substituição que não havia surtido efeito, mas, após a saída de Longuine, colocou Danilo no lugar de Edu Dracena. Ali, ganhou o meio de campo que perdeu durante o resto da partida.

A essa altura, Serginho Chulapa já havia colocado Neto Berola no lugar de Gabriel, e após a expulsão colocou Thiago Maia no lugar de Marquinhos Gabriel, recompondo a dupla de volantes, Falando nessa posição, mais uma vez Lucas Otávio fez uma grande partida, assim como outro garoto da base, Daniel Guedes, que vem se firmando na lateral-direita.

Aos 34, Tite colocou Edilson no lugar do inoperante Mendoza, e passou a jogar no campo santista, chegando duas vezes à trave de Vladimir. Um minuto após a alteração do treinador corintiano, Leandrinho entrou no lugar de Geuvânio e, com três volantes, nenhum deles com capacidade de armação, o time passou a sofrer um sufoco que por pouco não resultou em gol e em um empate que seria injusto pelo que os donos da casa jogaram em pelo menos dois terços da peleja.

A vitória dá moral para a equipe e confiança para os jogadores, que mostraram um jogo coletivo mais consistente sem seus dois principais nomes. No entanto, o time mais uma vez teve chances de matar a partida quando dominava as ações, e não o fez. Por pouco, não sofre mais um empate como em outras ocasiões. Os contra-ataques têm que ser mais treinados e mais gente no setor ofensivo tem que ter a precisão que não tem faltado a Ricardo Oliveira. De qualquer forma, deixar o Z-4 pra trás é ótimo.

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Em horário de Desafio ao Galo, Santos tem empate com sabor de derrota contra o Sport

Na manhã/início de tarde deste domingo o Santos acabou sofrendo um empate no último minuto de jogo contra o Sport, na Vila Belmiro. Tomou dois gols em falhas individuais, mas há que se reconhecer o mérito do adversário, uma equipe bem armada por Eduardo Baptista. O Alvinegro, ao contrário, tem falhas crônicas que se repetem a cada partida.

Os donos da casa começaram a partida pressionando no campo adversário, e até os 14 minutos levaram muito perigo ao rival dominando a partida. Mesmo assim, o Peixe tomou contra-ataque dos rubro-negros logo no início, em seu setor esquerdo da intermediária, uma falha que se repete constantemente e que tem origem na marcação do ataque, se consolida com a falta de cobertura no meio de campo, e estoura nos laterais/zaga.

Justiça seja feita, o ataque se movimentou bastante, e Ricardo Oliveira saiu muito da área, ao contrário do que vinha fazendo nas últimas pelejas. Porém, o time teve problemas na finalização e naquele chamado último passe. Só chegou ao gol quando Daniel Guedes, que teve boa atuação até ser substituído por Chiquinho no começo do segundo tempo, aparentemente contundido, subiu ao ataque.

O jovem acertou um cruzamento para Robinho, que cabeceou certo, para o chão, seguindo-se uma defesa espetacular de Danilo Fernandes. Ricardo Oliveira, em impedimento crasso, cabeceou no travessão e, na volta, o Rei das Pedaladas finalizou de voleio. Tento irregular, mas que coroava uma boa partida do Peixe até ali. Eram 42 do primeiro tempo e o Alvinegro podia ir para o intervalo e se armar para ampliar a vantagem na etapa final.

Robinho marcou, mas não foi suficiente para o Santos vencer o Sport (Ivan Storti/Santos FC)

Robinho marcou, mas não foi suficiente para o Santos vencer o Sport (Ivan Storti/Santos FC)

Não foi o que aconteceu. Se o Santos martelou mas teve dificuldade para chegar à abertura de placar, o Sport empatou com facilidade. Diego Souza, ainda se recuperando de uma virose, entrou em campo e deu mais dinâmica ao time pernambucano, e os visitantes conseguiram empatar em falha de Lucas Lima. Ele deu um passe errado na intermediária e Rithely roubou, passando para o bom Joelinton, sozinho em uma defesa pega de surpresa.

O meia peixeiro, sempre se entregando demais na partida, se redimiu ao cobrar um escanteio preciso na cabeça de Werley, que caprichou mais que seus colegas atacantes e deu a vantagem ao Santos aos 24. Àquela altura, o Alvinegro já contava com Gabriel, pela primeira vez no Brasileiro e depois de muito tempo entrando no gramado antes dos 35 da etapa final. Ele substituiu Geuvânio, aos 20.

Depois, outro fato incomum. Ricardo Oliveira, já visivelmente cansado como costuma acontecer nos últimos 45 minutos, deu lugar a Rafael Longuine. O meia entrou bem e a equipe, mais leve com as duas alterações, passou a frequentar mais o ataque, desperdiçando chances. Uma, em especial, poderia ter definido a partida quando Robinho serviu Lucas Lima, que cruzou para Gabriel, sozinho, bater para fora aos 42. Não se pode culpar o garoto, que tem sido pouco utilizado talvez de forma injusta, mas jogador que está na reserva e tem uma chance de ouro dessas, tem que fazer.

O castigo para o Santos veio aos 47. Renato perdeu a bola também na intermediária, o Sport trançou a bola no campo santista e, de novo, o meia inexplicavelmente abriu a marcação sobre Neto, que passou para Renê servir Samuel Xavier. Vladimir tocou na bola, mas não evitou o tento.

Ao fim, o Sport, mais bem arrumado e tendo sofrido um gol irregular, mereceu o empate. O Sport marca forte no meio de campo e sabe apertar o assédio ao adversário no campo rival, o que resultou em seus dois tentos. Quando colocou Diego Souza e o meio de campo ficou mais frágil, colocou Élber no lugar de Joelinton e, mesmo com uma armação diferente, não deixou de atacar. Soube variar para conseguir um ótimo resultado. Falta essa versatilidade ao Santos.

Grande público na Vila Belmiro

Fruto da promoção feita pela diretoria alvinegra e talvez também pelo novo horário, 11h do domingo, o que lembra as partidas do antigo Desafio ao Galo, o público foi grande na Vila Belmiro. Foram 13.481 pessoas, com uma renda, contudo, baixa: R$ 321.055.

Confira os gols e melhores momentos de Santos X Sport

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