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Santos bate Atlético-PR e vence a primeira fora de casa

Elano deixa o time para Levir Culpi com duas vitórias em duas partidas. Alvinegro precisou jogar apenas o primeiro tempo para assegurar triunfo

O Santos conseguiu uma vitória importante contra o Atlético-PR na noite deste domingo (11), na Arena da Baixada. Soube aproveitar o desespero do rival e, em contra-ataques bem realizados na etapa inicial, garantiu 2 a 0 e somente segurou o resultado no segundo tempo. Agora, tem 9 pontos na competição.

No primeiro tempo, o Santos soube explorar bem as jogadas pelas pontas, com Copete e Bruno Henrique se movimentando bem, assim como Kayke, que atuou a maior parte do tempo mais centralizado. Precisando do resultado, o Atlético-PR buscou pressionar o Alvinegro em seu campo, deixando espaços preciosos para os contragolpes.

Kayke faz dois gols pelo Santos

Kayke fez o “doblete” contra o Atlético-PR

E foi assim que o time visitante chegou ao primeiro gol. Bruno Henrique roubou a bola no meio de campo e esperou a passagem de Thiago Maia pela direita. O meia recebeu e serviu Kayke, de cara pro gol, não desperdiçar. Eram 26 minutos.

O lance que abriu o placar, uma jogada bem construída coletivamente, tem o dedo do interino Elano. Em relação ao esquema de Dorival, ele plantou mais Renato à frente da zaga, soltando mais Thiago Maia, que no jogo contra o Botafogo já havia chegado mais à frente. Tendo espaço para trabalhar a bola como o Atlético-PR ofereceu, ficou mais fácil para um atleta que tem qualidade de passe como o meia peixeiro.

O segundo gol também veio em um contra-ataque veloz, com Bruno Henrique passando rasteiro, para Kayke marcar novamente aos 35. Mais uma vez, Maia estava na área, puxando  a marcação para deixar o companheiro de time livre.

 

Houve ainda outros três contra-ataques que poderiam ter resultado em gols, mas as equipes foram para o intervalo com 2 a 0 como resultado parcial. Eduardo Baptista, na volta para a etapa final, pôs Éderson e Grafite no lugar de Douglas Coutinho e Matheus Rossetto, radicalizando na proposta de acuar o Peixe com uma maior presença no campo adversário., plantando sempre dois atacantes mais plantados disputando com a zaga alvinegra.

Os donos da casa passaram a usar a bola aérea como arma principal, e quase única, levando perigo ao gol de Vanderlei. Chegaram às redes duas vezes por meio desse expediente, mas em lances de impedimento bem marcados. Elano colocou Alison no lugar de Thiago Maia, aos 17, não só para reforçar a marcação mas também por conta do desgaste físico do titular.

O Santos passou a se defender mais sem conseguir aproveitar as chances de contra-ataque. As inúmeras bolas lançadas na área fizeram com que Elano colocasse o zagueiro Cleber Reis no lugar de Vitor Bueno, mais uma vez apagado. Jogando na função e Lucas Lima, quando teve oportunidades, o meia não aproveitou.

Entre as alterações proposta por Elano, cabe ressaltar que os dois laterais, Daniel Guedes e Jean Mota, jogaram mais focados na defesa do que no apoio ao ataque. Guedes fez 5 das 11 faltas cometidas pelo Peixe até sua saída de campo, aos 41, expulso por ter feito cera já com um cartão amarelo recebido, . Infelizmente ainda não mostrou estabilidade para disputar o lugar de Victor Ferraz que, mesmo com atuações irregulares, se mostra mais efetivo que o suplente.

Com as mudanças feitas pelo interino nos dois jogos em que dirigiu o time, Levir Culpi tem mais elementos para fazer com que o Santos volte a jogar o bom futebol de 2016. O clássico contra o Palmeiras pode ser a oportunidade de iniciar uma virada na competição.

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A vitória do Santos sobre o Botafogo e as mudanças de Elano. Levir vai ter trabalho

Sem boa atuação mesmo com as mudanças promovidas pelo interino, Peixe chegou à vitória aos 50 do segundo tempo, graças a Victor Ferraz

Victor Ferraz assegura vitória do Santos contra o Botafogo

Victor Ferraz salvou o Santos quando Levir já tinha deixado o Pacaembu (Ivan Storti/ Santos FC)

O Santos conseguiu uma vitória suada contra o Botafogo na noite desta quarta-feira, no Pacaembu. Os três pontos em casa eram essenciais, mas o triunfo só veio em uma jogada toda feita por Victor Ferraz, já nos acréscimos da partida.

Elano, o técnico interino até domingo, na partida contra o Atlético-PR, promoveu algumas mudanças em relação à equipe montada por Dorival Júnior. Não contou com Ricardo Oliveira, contundido, substituído por Kayke. Com a lógica de “não improvisar”, resolveu substituir outros que não puderam atuar por atletas da mesma posição. Assim, Matheus Ribeiro ganhou uma chance na lateral esquerda, Vecchio, que sequer era relacionado pelo treinador anterior, fez as vezes de Lucas Lima, enquanto Arthur Gomes, outra figura pouco aproveitada por Dorival, ganhou a oportunidade no lugar de Bruno Henrique, expulso contra o Corinthians.

Na primeira etapa, com mais posse de bola, o que é uma das principais características do time, o Santos chegou a ameaçar o gol de Helton Leite, principalmente nos 15 minutos iniciais. Mas a melhor chance foi do Botafogo, que aproveitou um erro de Matheus Ribeiro para efetivar um contra-ataque que colocou Rodrigo Pimpão sozinho na cara de Vanderlei. Ele resolveu passar pra Roger, que acabou desarmado por Thiago Maia. A partir daí, os donos da casa produziram pouco, muito em função do bom sistema defensivo dos visitantes. Com pouca criação no meio de campo, o Peixe insistiu nos cruzamentos, que em geral não davam em nada. Enquanto isso, os botafoguenses ameaçavam com estocadas rápidas no campo santista, provocando faltas e três cartões amarelos somente na etapa inicial. Na segunda metade do jogo, Elano voltou com Jean Mota no lugar de Matheus Ribeiro, improvisando o meia na ala esquerda assim como fazia Dorival. A toada mudou pouco, e o Botafogo continuou ganhando o jogo no meio de campo, evitando as investidas santistas e adiantando um pouco mais a marcação. Mais uma vez Elano tentou alterar o modo de jogar, colocando Rodrigão no lugar de Vecchio, deslocando Vitor Bueno para a meia e Kayke para a ponta. Seguindo em sua fase ruim, o camisa 7 alvinegro quase nada produziu, sendo sacado, sob vaias, por Vladimir Hernández. Ao fim, o interino entrou com uma equipe modificada para terminar a partida com uma formação semelhante àquela de Dorival, com o colombiano improvisado na criação. Às vezes, improviso não é capricho, é necessidade… O gol do triunfo peixeiro só veio aos 50, após jogada em que Victor Ferraz cavou uma falta próximo à entrada da área pelo lado esquerdo do ataque. Sim, o lateral muitas vezes no esquema de Dorival fechava pelo meio, mas sua presença ali era mais efeito do desespero e da desorganização do time do que uma arma tática. A cobrança forte, com efeito, e contando com inúmeros jogadores à frente de Helton Leite, fez com que o Santos completasse uma série de 20 vitórias seguidas no Pacaembu.

 

As novidades de Elano

A partir das mudanças feitas pelo treinador interino foi possível para Levir Culpi e para o próprio torcedor fazer uma avaliação, ainda que superficial, de algumas opções do elenco.

O garoto Arthur Gomes entrou com personalidade, mas com uma defesa bem postada e atuando com dois jogadores que não foram bem na parte ofensiva do seu lado — Matheus Ribeiro e Jean Mota — não conseguiu produzir tão bem, exceção feita a uma ou outra jogada. O mesmo vale para Kayke, que se esforçou, mas não contou com um meio de campo que o municiasse, ficando sem a bola durante boa parte do tempo. Mesmo com Thiago Maia chegando mais ao ataque, a pouca mobilidade de Vecchio não contribuía para que os espaços eventualmente abertos pelo avante peixeiro resultassem em chances de gol.

A opção por Vecchio, aliás, parece mais uma birra em relação a Dorival do que uma decisão consciente. Ainda que muitos gostem do estilo “meia armador clássico” do argentino, o fato é que ele pouco produziu. Muitas vezes voltando para buscar a bola, não conseguia fazer a transição rápida para o ataque com passes longos, já que a defesa do Botafogo estava bem postada, e tampouco conduzia a bola com agilidade para tentar abrir a defesa rival. No esquema em que o Santos joga, um atleta lento, com pouco cacoete para roubar a bola no meio de campo, não serve. Teria que ser muito mais talentoso para que a equipe se sacrificasse por ele.

Já Matheus Ribeiro mais uma vez decepcionou. Em todas as vezes que entrou, tem-se a nítida impressão que não entendeu como deve jogar. Sim, é preciso dizer que os laterais, dentro da proposta de jogo da equipe, são muito exigidos: tem função de marcação, mas são fundamentais na parte ofensiva, caindo pelo meio ou fazendo jogadas de ultrapassagem, ora como arco, ora como flecha. Parece que ele não conseguiu assimilar quando fazer uma e outra coisa, passando boa parte do tempo no gramado perdido. Difícil acreditar que ainda pode dar certo se o Santos seguir nessa forma de jogar.

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Corinthians 1 X 0 Santos – O que fica da derrota

Segunda derrota em clássicos em um mês, com atuação apagada, pode levar torcedores a pensar que time será um fiasco na Libertadores. Mas avaliações precipitadas não costumam ser boas conselheiras…

O Santos saiu derrotado pelo Corinthians por 1 a 0 na noite deste sábado (5), no estádio rival, e mais uma vez deixou os torcedores irritados. Não à toa. Afinal, é a segunda derrota em dois clássicos em um mês, sendo que um deles foi disputado na Vila Belmiro e o resultado poderia até ter sido pior do que foi.

A reação nas redes sociais foi variada. Sempre é citada a falta de vontade dos jogadores quando uma equipe vai mal, e agora não foi diferente. Pessoas pedindo a cabeça do técnico nesse tipo de cenário também é um fato recorrente. Como diria Augusto dos Anjos, a mão que afaga é a mesma que apedreja. Não adianta lembrar que Dorival Júnior pegou o time na zona de rebaixamento do Brasileiro em 2015, muitos vão lembrar é que ele perdeu a oportunidade de levar o time à Libertadores no mesmo ano. O vice brasileiro, com uma campanha boa que não se via há muito tempo no ano passado, também não adianta como argumento. Torcedor quer resultado. E a cultura de troca de treinadores no Brasil faz com que os amantes dos clubes ajam desta forma.

Especificamente no jogo de ontem, o técnico tem culpa na derrota, assim como os jogadores. Dorival entrou em um 4-4-2, deixando de lado seu esquema com um zagueiro só e colocando dois defensores de ofício. Isso não livrou o time de sofrer com bolas aéreas, até porque um de seus principais problemas, a marcação das jogadas adversárias pelas laterais, continuou.

Santos perde para o Corinthians no Paulista 2017

Poucos momentos de perigo para o Santos (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Culpa não só dos alas santistas, mas também dos posicionamento dos volantes. Contudo, no gol do Corinthians, há que se destacar não somente a falha de Cleber Reis, que viu Jô mas preferiu marcar a bola, mas também a ausência absoluta de Zeca na diagonal, fechando na área para fazer a marcação. Aliás, em 2017, o lateral-esquerdo santista, uma das principais peças do ano passado e dos mais talentosos jogadores brasileiros na sua posição, vem tendo um desempenho pífio atrás do outro. Contra o São Paulo, por exemplo, o pênalti cometido foi infantil, além de cometer erros na saída de bola tão graves quanto repetidos nos últimos jogos.

Na primeira etapa, o Santos chegou apenas uma vez com perigo ao gol rival, em uma bola enfiada por Thiago Maia para Kayke. Difícil atuar com um meio de campo que não cria ou não arma contra-ataques, o que torna óbvia a ausência de outro alvo de xingamentos da torcida, Lucas Lima. Vitor Bueno é, com muita boa vontade, discreto na mesma função, sendo incapaz de dar os passes longos que Lima costuma acertar no decorrer do jogo, fazendo a transição rápida em determinados momentos cruciais da partida.

O Peixe só atuou pelo lado esquerdo praticamente em todo o primeiro tempo, só na segunda metade do jogo que Bruno Henrique foi acionado. Mesmo sem contar com o auxílio de um mais que apagado Victor Ferraz, o meia-atacante deu trabalho para Arana, impedindo o lateral corintiano de apoiar o ataque. Se fosse mais acionado antes, talvez a história fosse outra.

É preciso lembrar também que o Alvinegro atuou com os desfalques de Vanderlei, Renato (no banco), Ricardo Oliveira e o já citado Lucas Lima. São jogadores fundamentais, pilares do Peixe e sem eles, há uma evidente ausência de lideranças no campo. O fato de Victor Ferraz ostentar a faixa de capitão mostra a carência da equipe nesse aspecto.

Os reforços ainda estão em fase de adaptação e, mesmo com resultados adversos, ainda é possível acreditar no Santos. O que não cabe é crer que a volta de um técnico com carreira em declínio, que já teve três passagens no clube, seja a solução para os problemas da Vila Belmiro. Paciência e bom senso são bem vindos.

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Novas contratações, Hernández e Lucas Lima: a goleada do Santos sobre o Kenitra

Amistoso contra time marroquino serviu para Dorival testar variações de seu esquema tático e apresentar três reforços à torcida. O resultado foi animador

Quem conseguiu ir ao Pacaembu na noite deste sábado (28), viu um jogo agradável e obviamente positivo para a torcida do Peixe. O Santos goleou o Kenitra, do Marrocos, por 5 a 1 com direito a gol de bicicleta do estreante Vladimir Hernández.

Os jogadores considerados titulares jogaram no primeiro tempo e em parte do início do segundo. Em relação ao ano passado, alguns elementos do esquema de Dorival Júnior seguiram presentes como, por exemplo, os laterais entrando pelo meio e fazendo tabelas para jogadas de infiltração e abrindo espaço para os atacantes que caem pelas pontas. Porém, um dos problemas desse tipo de variação voltou a aparecer: a cobertura feita quando os laterais se deslocam. Foi, assim, aliás que saiu o único gol dos visitantes no jogo.

Outro destaque foi a movimentação de Lucas Lima. Ele atuou mais próximo à região central, recebendo diretamente da defesa e dando início às jogadas ofensivas do Santos. Não se limitou, contudo, a ficar por ali, posicionamento em que liberava o avanço dos volantes para o ataque. Avançou e encostou nos atacantes, puxando contra-ataques e impondo velocidade em diversas jogadas. Participativo como há muito não se via, errou muito por conta da falta de ritmo, mas foi o termômetro da equipe enquanto esteve em campo. Fez o desarme que resultou no primeiro gol peixeiro, foi o responsável pela jogada do segundo, além de um assistência no terceiro. Continuando nesse ritmo, o Alvinegro terá um Dez digno de suas tradições.

Dorival repetiu também o que já vinha fazendo no final do ano passado, a utilização de apenas um zagueiro de ofício. Na primeira etapa atuaram Lucas Veríssimo e o volante Yuri e, na maior parte do tempo final, Fabián Noguera contou com a presença de Leo Cittadini a seu lado.

As contratações do Santos

Foram 17 dias de pré-temporada antes da apresentação contra o Kenitra e três reforços não puderam estar presentes. O zagueiro Cleber passa por recuperação por um problema na panturrilha, Leandro Donizete faz trabalho de recondicionamento físico e o meia-atacante Bruno Henrique está na Alemanha resolvendo questões relativas à mudança para o Brasil.

Entre os três que jogaram, Kayke foi discreto em campo, e o lateral Matheus Ribeiro sentiu de forma evidente o peso da camisa e o posicionamento tático distinto daquele que ele tinha no Atlético-GO. Nervoso, errou bastante, mas é preciso ter paciência.

Quem pareceu estar totalmente aclimatado ao clube foi o atacante colombiano Vladimir Hernández. Mostrou personalidade e muita habilidade ao fazer um belo gol de bicicleta e ainda deu a assistência para o quinto tento, de Thiago Ribeiro. Em sua estreia, já caiu nas graças do torcedor.

hernandez faz de bicicleta contra o kenitra

A pintura de Hernández contra o Kenitra

Por que um time do Marrocos?

A ideia do adversário do Santos no amistoso surgiu de um de seus patrocinadores, a Royal Air Maroc. O Kenitra é um dos clubes mais antigos do país, e tem quatro títulos nacionais, sendo o último conquistado na temporada 1981/1982. É o quinto maior vencedor de campeonatos marroquinos. Atualmente, no entanto, o time amarga a lanterna da competição nacional, com três vitórias (todas em casa), três empates e nove derrotas.

O prefeito de Kenitra, Aziz Rabbah, esteve em Santos onde firmou uma parceria com o clube para a criação de escolinhas de futebol levando o nome do Peixe para a cidade, que tem 430 mil habitantes.

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