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Corinthians 1 X 0 Santos – O que fica da derrota

Segunda derrota em clássicos em um mês, com atuação apagada, pode levar torcedores a pensar que time será um fiasco na Libertadores. Mas avaliações precipitadas não costumam ser boas conselheiras…

O Santos saiu derrotado pelo Corinthians por 1 a 0 na noite deste sábado (5), no estádio rival, e mais uma vez deixou os torcedores irritados. Não à toa. Afinal, é a segunda derrota em dois clássicos em um mês, sendo que um deles foi disputado na Vila Belmiro e o resultado poderia até ter sido pior do que foi.

A reação nas redes sociais foi variada. Sempre é citada a falta de vontade dos jogadores quando uma equipe vai mal, e agora não foi diferente. Pessoas pedindo a cabeça do técnico nesse tipo de cenário também é um fato recorrente. Como diria Augusto dos Anjos, a mão que afaga é a mesma que apedreja. Não adianta lembrar que Dorival Júnior pegou o time na zona de rebaixamento do Brasileiro em 2015, muitos vão lembrar é que ele perdeu a oportunidade de levar o time à Libertadores no mesmo ano. O vice brasileiro, com uma campanha boa que não se via há muito tempo no ano passado, também não adianta como argumento. Torcedor quer resultado. E a cultura de troca de treinadores no Brasil faz com que os amantes dos clubes ajam desta forma.

Especificamente no jogo de ontem, o técnico tem culpa na derrota, assim como os jogadores. Dorival entrou em um 4-4-2, deixando de lado seu esquema com um zagueiro só e colocando dois defensores de ofício. Isso não livrou o time de sofrer com bolas aéreas, até porque um de seus principais problemas, a marcação das jogadas adversárias pelas laterais, continuou.

Santos perde para o Corinthians no Paulista 2017

Poucos momentos de perigo para o Santos (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Culpa não só dos alas santistas, mas também dos posicionamento dos volantes. Contudo, no gol do Corinthians, há que se destacar não somente a falha de Cleber Reis, que viu Jô mas preferiu marcar a bola, mas também a ausência absoluta de Zeca na diagonal, fechando na área para fazer a marcação. Aliás, em 2017, o lateral-esquerdo santista, uma das principais peças do ano passado e dos mais talentosos jogadores brasileiros na sua posição, vem tendo um desempenho pífio atrás do outro. Contra o São Paulo, por exemplo, o pênalti cometido foi infantil, além de cometer erros na saída de bola tão graves quanto repetidos nos últimos jogos.

Na primeira etapa, o Santos chegou apenas uma vez com perigo ao gol rival, em uma bola enfiada por Thiago Maia para Kayke. Difícil atuar com um meio de campo que não cria ou não arma contra-ataques, o que torna óbvia a ausência de outro alvo de xingamentos da torcida, Lucas Lima. Vitor Bueno é, com muita boa vontade, discreto na mesma função, sendo incapaz de dar os passes longos que Lima costuma acertar no decorrer do jogo, fazendo a transição rápida em determinados momentos cruciais da partida.

O Peixe só atuou pelo lado esquerdo praticamente em todo o primeiro tempo, só na segunda metade do jogo que Bruno Henrique foi acionado. Mesmo sem contar com o auxílio de um mais que apagado Victor Ferraz, o meia-atacante deu trabalho para Arana, impedindo o lateral corintiano de apoiar o ataque. Se fosse mais acionado antes, talvez a história fosse outra.

É preciso lembrar também que o Alvinegro atuou com os desfalques de Vanderlei, Renato (no banco), Ricardo Oliveira e o já citado Lucas Lima. São jogadores fundamentais, pilares do Peixe e sem eles, há uma evidente ausência de lideranças no campo. O fato de Victor Ferraz ostentar a faixa de capitão mostra a carência da equipe nesse aspecto.

Os reforços ainda estão em fase de adaptação e, mesmo com resultados adversos, ainda é possível acreditar no Santos. O que não cabe é crer que a volta de um técnico com carreira em declínio, que já teve três passagens no clube, seja a solução para os problemas da Vila Belmiro. Paciência e bom senso são bem vindos.

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Lembra dele no Santos? Daniel Paulista

Hoje técnico do Sport, ex-volante apareceu para o futebol em 2003, no Santos que tinha Diego e Robinho

Quem viu ontem o jogo entre Grêmio e Sport pelo Brasileirão – vitória rubro-negra por 3 a 0 – pode ter tido aquela impressão, ao olhar para o banco de reservas da equipe pernambucana: de onde conheço esse técnico?

Daniel Paulista, que atuou tanto na função de volante como de segundo volante, foi elevado ao cargo de treinador com a saída de Oswaldo de Oliveira para o Corinthians. Antes, já havia assumido interinamente o comando do clube em julho de 2014, quando também era auxiliar de Eduardo Baptista, que saiu para o Fluminense. Encerrou a carreira de atleta precocemente, aos 32 anos, depois de ser dispensado do ABC-RN.

Oriundo do Comercial, Daniel Pollo Barion, então chamado só de Daniel, foi uma indicação de Émerson Leão, que havia tirado o Santos de um jejum de 18 anos sem títulos expressivos em 2002. Chegou após o campeonato paulista de 2003, aos 20 anos de idade, para compor o elenco alvinegro, sendo um dos reservas para os volantes, à época, Paulo Almeida e Renato.

daniel paulista santos

Daniel Paulista comemora gol contra o Vasco, no Brasileiro de 2003 (Reprodução)

Fez sua estreia em um triunfo do Alvinegro sobre o Flamengo, por 2 a 0, em peleja do Brasileirão, quando entrou no lugar do meia Alexandre. Jogou como titular na equipe que goleou o Bahia por 4 a 0, quando Leão poupou a equipe principal para o segundo duelo contra o Boca Juniors, válido pela final da Libertadores daquele ano.

No Peixe, fez um único – belo, aliás – gol. Foi o que decretou a virada do Santos contra o Vasco, na Vila Belmiro, por 2 a 1. No segundo turno, foi titular em várias partidas, vencendo uma disputa particular com Alexandre, em função de lesão do titular Paulo Almeida. Também entrou jogando na Sul-Americana.

Em 2004, contudo, perdeu lugar com a chegada de Vanderlei Luxemburgo no time e acabou dispensado. Em 2005, foi para o Juventude. Passou ainda por clubes como São Caetano, Corinthians, Náutico, Sport (2 vezes) e Audax em 2013.

Confira abaixo o golaço de Daniel Paulista contra o Vasco.

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Ricardo Oliveira e Paulinho marcam em seus retornos e Santos vence Atlético-PR

Peixe cresce no segundo tempo e se mantém no G4 do campeonato brasileiro com vitória na Vila

Em uma partida fundamental contra um adversário direto por vaga no G4, o Santos bateu o Atlético-PR por 2 a 0 na tarde deste sábado (1º), na Vila Belmiro. Agora, o Alvinegro tem 48 pontos, dois à frente do Fluminense e seis atrás dos líderes Palmeiras (que joga amanhã) e Flamengo.

Diante de um público pequeno na Vila Belmiro (infelizmente, não é pra variar…), o Santos começou como sempre faz em casa, tentando pressionar o rival no campo de ataque. O problema é que, com Vecchio substituindo Vitor Bueno na equipe, o time perde um pouco dessa mobilidade na marcação à frente. O campo pesado, em função da chuva, também favoreceu o Atlético-PR, que conseguiu se resguardar e não sofrer pressão dos alvinegros.

A partir da metade do primeiro tempo, os visitantes passaram a ficar o maior tempo com a posse de bola, mas, tirando uma finalização de fora da área, também não ameaçavam o sistema defensivo do Peixe. Até ali, a falta de criatividade imperava no jogo e as chances de gol praticamente não existiam. Partida truncada, sofrível para quem assistia.

Lucas Lima, como em outros jogos, se esforçava, mas não conseguia. Talvez parte da irritação que tem demonstrado tenha a ver justamente com o excesso de erros cometidos, típicos da má fase pela qual todo jogador passa em algum momento. Mas foi dos pés dele que nasceu o lance do gol alvinegro. Um belo passe de longa distância para Vecchio, que dominou e foi derrubado (ou se chocou) pelo goleiro Weverton. Pênalti bem cobrado por Ricardo Oliveira, que voltava de contusão. Placar aberto aos 30.

Depois da inauguração do placar, o jogo continuou na mesma toada, com o Santos não criando e também não sofrendo com o rival. A etapa final começou mais agitada, com Hernani carimbando o travessão de Vanderlei, em cobrança de falta, aos 3, provocando um contra-ataque rápido do Alvinegro, e quase letal. Após rebote de Weverton na finalização de Thiago Maia, Lucas Lima chutou para fora, e Copete não alcançou a bola.

Ricardo Oliveira contusao santos

Ricardo Oliveira, em seu retorno, guardou (Reprodução)

Aos 15, Vecchio saiu para a entrada de Jean Mota, uma substituição que fazia sentido não pela qualidade, já que o meia argentino vinha fazendo uma boa partida taticamente, mas pelo contexto do jogo, que exigia mais opções de velocidade à frente, com uma transição mais rápida da defesa para o ataque.

Aos 18, quase saiu uma pintura de Lucas Lima, que passou por três defensores dos paranaenses, mas finalizou para fora. Com o jogo em uma zona em que pouca coisa acontecia, Dorival Júnior colocou Paulinho, voltando de contusão, no lugar de Copete, que simplesmente não produziu coisa alguma ofensivamente. E a alteração, vaiada pela torcida e cornetada nas redes sociais, deu resultado.

Foi o atacante que marcou o segundo, aos 40, depois de belo cruzamento de Renato. Ainda quase marcou o terceiro depois de passe de Ricardo Oliveira, que Weverton evitou com uma defesa sensacional. No fim, um triunfo fundamental que mantém o time no G4 e com um bom futebol, jogado no segundo tempo, contra um rival forte.

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Vitor Bueno e Renato comandam virada do Santos sobre o Corinthians

Mesmo sem jogar bem, Alvinegro Praiano consegue vitória crucial para continuar lutando na parte de cima da tabela do Brasileirão 2016

Quem viu o primeiro tempo da peleja entre Santos e Corinthians neste domingo (11), na Vila mais famosa, teve a impressão de que o Peixe continuaria em má fase. Afinal, desde malfadada mudança de mando de jogo contra o Flamengo, a equipe venceu o Atlético-MG, mas perdeu para o América-MG, Figueirense e Internacional. E na etapa inicial do clássico, nada indicava uma mudança. Sem Victor Ferraz, Lucas Lima e Ricardo Oliveira, o time sucumbia à marcação corintiana, dando um espaço incrível no meio de campo. A distância entre a linha ofensiva e os meias deixava um buraco onde os visitantes conseguiam desarmar e articular à vontade, castigando a defesa santista.

Renato fez o gol da virada santista. Para tristeza de Cássio e do Corinthians

Renato fez o gol da virada santista. Para tristeza de Cássio e do Corinthians

Foi assim que surgiu o gol da equipe paulistana. Pelo lado esquerdo, onde Zeca estava mal, mas em um lance que contou também com falhas de Renato e Gustavo Henrique. Com pouca movimentação no ataque, com Jean Mota mal e somente Vitor Bueno buscando o jogo, muitas vezes de forma improdutiva, o Peixe conseguia ter mais posse de bola, sem criar chances agudas. Enquanto isso, o Corinthians chegou a criar ao menos mais três chances de gol, exigindo grandes defesas de Vanderlei.

No segundo tempo, o panorama começou a mudar aos poucos. Dorival Júnior não mexeu de cara, mas alterou o posicionamento da equipe em campo. O Alvinegro voltou a marcar mais no campo adversário e os visitantes recuaram, dando espaço para o Peixe pressionar. Thiago Maia passou a atuar mais à frente e mesmo sem atuar bem, a mudança surtiu efeito, com os donos da casa mais atuantes na parte ofensiva. Acabou saindo para dar lugar ao argentino Vecchio, enquanto Cristovão Borges tirou o atacante Gustavo para promover a entrada do meia Marquinhos Gabriel. As duas propostas estavam clara: um iria tentar segurar o resultado e o outro buscar a virada.

O empate veio aos 24, com Wilson derrubando Luiz Felipe na área. Pênalti bem cobrado por Vitor Bueno, jovem que, mesmo quando joga mal, não tem como costume fugir da raia. Dorival, insatisfeito, jogou com as cartas que tinha, colocando Caju no lugar de Daniel Guedes e deslocando Zeca para a lateral esquerda. Embora contestado em geral pela torcida, o canhoto deu mais profundidade ao time, sendo que o substituto de Victor Ferraz também não conseguia grande eficiência no ataque.

A virada veio em cobrança de escanteio de Jean Mota, que subiu de produção na etapa final, e uma bela cabeçada de Renato, outro que não foi tão bem na partida. Ao final, o Santos conseguiu bater um rival direto pelo G4, elevando o moral da equipe, que precisava do triunfo. Vencer em jogar bem é algo necessário em um campeonato de pontos corridos. Ainda mais para quem almeja lutar na parte de cima.

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Vitória X Santos – Peixe luta contra os desfalques para se manter no G4

Alvinegro tenta apagar má imagem deixada na partida do meio de semana, contra o Gama pela Copa do Brasil, para seguir no topo da tabela do Brasileiro. Confira possíveis escalações

Vitória e Santos têm objetivos distintos para o jogo de hoje, às 18h30, no Barradão. Os donos das casa têm 19 pontos na competição e estão no 12º lugar na tabela, a 2 da zona do rebaixamento. Contudo, estão a seis jogos sem saber o que é derrota, numa busca pela recuperação.

Já o Alvinegro Praiano quer apagar a péssima imagem deixada na peleja contra o Gama, disputada no meio de semana pela Copa do Brasil. O empate em 0 a 0 deixou evidente o quanto a equipe sentiu falta do trio olímpico Zeca, Thiago Maia e Gabriel, mas dois desfalques naquela ocasião retornam à equipe: Renato e Ricardo Oliveira.

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Copete e Vitor Bueno fazem a diferença e Santos derrota o Vitória

Vitória X Santos – relembre quatro triunfos do Alvinegro contra o rival do jogo deste domingo

Para o duelo, os rubro-negros não vão contar com o atacante Marinho, um dos destaques da equipe. Mas terá o reforço de dois atletas no meio de campo. Um dele é Serginho, meia prata da casa do Santos que foi emprestado até o final do ano. Outro que deve pintar, pelo menos no banco de reservas, é Sherman Cárdenas, contratado também por empréstimo junto ao finalista da Libertadores Atlético Nacional, da Colômbia.

ricardo oliveira joga contra o vitoria

Ricardo Oliveira, desfalque no meio de semana contra o Gama, retorna ao comando do ataque no jogo contra o Vitória (Ivan Storti/ Santos FC)

No time da Vila Belmiro, além dos retornos de Renato e Ricardo Oliveira, a novidade entre os relacionados que viajaram a Salvador foi a ausência de Paulinho e Elano. Confira abaixo os relacionados para o confronto e as prováveis escalações:

Relacionados do Santos para o jogo contra o Vitória:

Goleiros: Vanderlei e Vladimir

Laterais: Caju, Daniel Guedes e Victor Ferraz

Zagueiro: Gustavo Henrique, David Braz e Luiz Felipe

Meias: Fernando Medeiros, Jean Mota, Léo Cittadini, Lucas Lima, Rafael Longuine, Renato, Vitor Bueno, Valencia, Emiliano Vecchio e Yuri

Atacantes: Jonathan Copete, Joel, Ricardo Oliveira e Rodrigão

 

Prováveis escalações de Vitória e Santos

Vitória – Caique; Diego Renan, Kanu, Victor Ramos e Euller; William Farias, Marcelo, Vander e Serginho; Dagoberto e Kieza. Técnico: Vagner Mancini.

Santos – Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju; Yuri, Renato e Lucas Lima; Vitor Bueno, Copete e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.

Barradão, em Salvador (BA)
Horário: 18h30 do domingo (24)
Árbitro: Rodolpho Toski Marques – PR (ASP-FIFA)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo – MG (FIFA) e Celso Luiz da Silva – MG (CBF-1)

 

Onde ver Vitória X Santos

Premiere e SporTV

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Palmeiras 1 X 0 Santos – uma derrota com pontos positivos para o Peixe

O Santos foi derrotado pelo Palmeiras no Allianz Parque neste domingo, mas não é daquelas derrotas que o torcedor alvinegro possa lamentar tanto. Primeiro, foi somente a segunda partida de Dorival Júnior à frente do time; segundo, porque mesmo diante de uma equipe mais entrosada e atuando em casa, o Peixe não foi inferior ao rival.

Os números da partida mostram um jogo no qual os visitantes procuraram mais o gol, uma circunstância criada pelo tento marcado logo aos 14 minutos da etapa inicial. De acordo com os dados do Footstats sobre o clássico, o Peixe teve 59,5% de posse de bola contra 40,5% dos donos da casa, tendo finalizado 13 vezes (só duas certas) contra oito do Alviverde (quatro certas).

Ao contrário do que aconteceu nos duelos contra São Paulo e Corinthians – respectivamente dentro e fora de casa – o Palmeiras não “passeou” em nenhum momento do duelo. Pelo contrário. Não conseguiu jogar no contra-ataque, levando muito pouco perigo ao Santos, e abusou da tentativa de ligações diretas buscando a jogada veloz. Foram 55 lançamentos, sendo 23 certos, contra 35 dos visitantes, 11 certos. As faltas também foram serventia da casa: o Palmeiras fez 23 contra somente 10 do Peixe.

Mas olhando quem fez os lançamentos, vê-se em quais pontos o time de Dorival pecou. O maior “lançador” da equipe de Marcelo Oliveira foi o goleiro Fernando Prass, autor de 23 chutões para frente, enquanto Vanderlei lançou 11 vezes. Na sequência, o maior lançador peixeiro foi David Braz, com dez tentativas (50% de acerto).

Que o zagueiro alvinegro é, digamos, voluntarioso no quesito passe longo, é fato. Mas é igualmente verdade que muitas vezes ele faz isso porque não há ninguém no meio de campo para fazer isso por ele ou mesmo para carregar a bola e distribuir. Às vezes, Lucas Lima vem buscar o jogo, e poderia ter feito isso abrindo espaço para a subida de um volante. Thiago Maia chegou a fazer esse papel até sair do jogo, ainda que fosse insuficiente, mas depois dele o hiato entre defesa e ataque aumentou.

Dorival disse que promoveu o retorno de Renato no jogo porque ele “está sempre com a cabeça erguida. Sempre buscando a melhor jogada possível, simplifica”. Contudo, não foi isso que se viu na peleja. Atuando mais pelo lado direito, auxiliando a marcação no lado em que o Palmeiras mais apostava com as investidas de Dudu, o volante foi muito pouco participativo na transição para o ataque.

Mas foi outro o problema que contribuiu diretamente para o resultado, visível no gol palmeirense. Antes do tento que abriu o placar, o Alviverde tinha chegado em cobrança de falta e com um chute à distância do volante Gabriel, que finalizou sem marcação. No lance do gol, Robinho domina sozinho e tem tempo para dar a assistência para Leandro Almeida.

Sim, houve um erro grave de Werley, que acumula falhas graves seguidas à frente da zaga, ao deixar o atacante dominar tão facilmente e ainda por cima virar para chutar. Mas tanto o lance de Gabriel quanto a jogada de Robinho mostram que houve falha na marcação da descida dos volantes rivais. Como boa parte das equipes hoje conta com o apoio de meias defensivos como arma principal, Dorival tem que estar atento.

Contudo, é importante focar nos pontos positivos. Foi o Peixe quem ameaçou mais o gol rival no segundo tempo, matando na maior parte do tempo o contra-ataque palmeirense e mostrando mais organização tática, especialmente no que diz respeito à marcação pelos lados do campo, algo terrível nos tempos de Marcelo Fernandes. O fato de saber que existe um trabalho tático sendo feito e que o tal do rachão está suspenso dá esperança de que a equipe consiga ajustar os detalhes para desenvolver um esquema de jogo mais consistente. A evolução é nítida, que possa continuar.

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