Arquivo da tag: Ricardo Oliveira

Santos X Ponte Preta – Peixe joga para chegar perto dos líderes

Alvinegro conta com o retorno de Ricardo Oliveira para se manter no G4. Partida é a última com trio da seleção olímpica

O Santos entra em campo neste sábado (16), às 18h30 na Vila Belmiro, para se manter no G4 e tentar chegar mais perto do topo da classificação. A partida é a última do trio que vai disputar os Jogos Olímpicos do Rio, Gabriel, Zeca e Thiago Maia, mas o ingrediente principal é o retorno de Ricardo Oliveira, que ainda não disputou nenhuma partida pelo Santos no Brasileiro.

Pela competição, o time deve ficar sem os três da seleção olímpica, caso a equipe chegue na final, por cinco duelos, contra o Vitória (fora), Cruzeiro (casa), Flamengo (provavelmente em Cuiabá), América-MG (fora) e Atlético-MG (casa), além das partidas da Copa do Brasil. Nos próximos jogos, Dorival Júnior deve escalar Jonathan Copete, Yuri e Caju, embora Daniel Guedes jogue nas duas laterais e Victor Ferraz também se dê bem pelo lado canhoto, onde jogou em diversas partidas no ano passado.

Embora seja favorito, o Santos não deve ter vida fácil contra a Ponte Preta. O clube interiorano tem o mesmo número de pontos e vitórias que o Alvinegro Praiano, ficando atrás na classificação por conta do saldo de gols (-3 contra 11). Para hoje, a Ponte tem seis desfalques: Elton, Kadu, Felipe Azevedo, Renê Junior, Galhardo e João Vitor, e é no meio de campo que a equipe vai sofrer mais modificações. No setor, somente Matheus Jesus tem lugar assegurado por Eduardo Baptista, que pode promover as estreias de Wendel e Maycon, com Ravanelli completando o onze titular.

Ricardo Oliveira voltando

Ricardo Oliveira está com saudades. A torcida também (Ivan Storti/ Santos FC)

Histórico de confrontos Santos X Ponte Preta

Quando se leva em conta os confrontos entre Santos e Ponte, dois times já se enfrentaram em 125 oportunidades, sendo que o Peixe tem 69 vitórias, 24 empates e 32 vitórias. Levando-se em conta somente o campeonato brasileiro, o confronto tem equilíbrio, sendo 10 triunfos peixeiros, 9 da Ponte e 5 empates.

Contudo, quando joga na Vila Belmiro contra o rival de hoje, o Alvinegro venceu praticamente dois terços dos duelos. Em 61 pelejas, são 40 vitórias santistas, 10 empates e 10 derrotas.

Contra a Ponte, o Santos conseguiu fazer a maior goleada de sua história, 12 a 1 em 1959. Foram cinco gols de Coutinho e quatro de Pepe, em um jogo que não contou com Pelé. Aguinaldo fez dois, Mingão marcou um contra e os campineiros descontaram com Célio.

Possíveis escalações de Santos e Ponte Preta

Santos – Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima; Gabigol e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.

Ponte Preta – João Carlos; Jeferson, Douglas Grolli, Fábio Ferreira e Reinaldo; Matheus Jesus, Wendel, Ravanelli, Giva e Clayson; William Pottker. Técnico: Eduardo Baptista.

Deixe um comentário

Arquivado em Década de 50, futebol, História, Santos, Século 21

Fluminense X Santos – Rodrigão, Yuri… o que esperar do Peixe no jogo de hoje?

Alvinegro tem chance de mostrar que primeira vitória fora de casa, contra o Santa Cruz, não foi por acaso

O Santos enfrenta na noite desta quarta-feira (22) o Fluminense, em partida válida pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com os estádios do Rio de Janeiro interditados por conta das Olimpíadas, o itinerante time de Levir Culpi mandará a partida em Cariacica, no Espírito Santo.

Após uma peleja em que teve até bons momentos, mas acabou mais uma vez sofrendo um gol no final, novamente pelo alto, o Alvinegro encara sua segunda partida consecutiva fora de casa. É a chance de superar o tal trauma de só vencer em seus domínios, levando-se em conta ainda que os rivais também não estão acostumados com o estádio Kléber Andrade.

Dorival Júnior continua sem poder contar com Ricardo Oliveira e também não deve escalar entre os titulares o meia Lucas Lima, em fase de recondicionamento físico. Outra novidade será a manutenção do volante Yuri na zaga, mas ao lado de Gustavo Henrique, que volta de suspensão. Assim, Luiz Felipe volta para o banco. Joel também perderá o lugar, sendo substituído por Rodrigão, reforço vindo do Campinense. Outro que pode ter oportunidade no decorrer do jogo é Emiliano Vecchio, argentino vindo do Qatar Sports.

Volante Yuri vai atuar pela segunda vez como zagueiro (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Volante Yuri vai atuar pela segunda vez como zagueiro (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Assim, a equipe provável do Santos é Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Yuri e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Léo Cittadini; Gabigol e Rodrigão.

Pra ficar de olho – bolas aéreas

O Alvinegro tem sofrido com lances pelo alto, e essa falha não pode ser atribuída somente à zaga, como costumeiramente o torcedor faz. No último jogo contra o Atlético-PR, por exemplo, quem vacila na marcação é Paulinho. Em bolas paradas, a responsabilidade é de todos e com a redonda correndo, volantes e o lateral contrário também têm que participar do posicionamento defensivo. E, claro, o melhor sempre é ao menos dificultar o cruzamento.

O Fluminense, de acordo com o Footstats, é o terceiro time que mais cruzamentos certos faz no Brasileiro de 2016, ficando atrás de Atlético-MG e Palmeiras. Mais da metade dos 58 feitos até agora, aliás, tem como fonte um jogador: Gustavo Scarpa. Sozinho, ele fez 30, o que o coloca na liderança no quesito entre os atletas da competição, longe do segundo colocado, Alan Patrick, do Flamengo. No caso de Scarpa, os acertos vêm da quantidade de bolas que ele cruza, já que o jogador também é líder em cruzamentos errados, 68 até agora.
Ou seja, o cruzamento é arma do Fluminense. A tendência é chover bola na área santista.

1 comentário

Arquivado em futebol, História, Santos, Século 21

Santos perde invencibilidade contra o Internacional. O que esperar do time no Brasileiro 2016?

Alvinegro perde a primeira na Vila Belmiro após 29 partidas e sinal amarelo já acende. Desfalques mostram a limitação do elenco peixeiro

O Santos perdeu na noite deste domingo (29) a primeira partida dentro da Vila Belmiro após uma série invicta de 29 jogos sem derrota, aproximadamente onze meses. A queda diante do Internacional foi a segunda no Brasileiro e hoje ficaram evidentes as limitações do elenco alvinegro.

A primeira etapa foi desastrosa. O Internacional fez a tão propalada “marcação alta”, pressionando e dificultando a saída de bola dos donos da casa. Com uma marcação eficiente nas laterais, faltou uma aproximação maior dos homens de meio, e o time abusou dos passes de longa distância.

Nesse aspecto, já fica patente a dificuldade que o Peixe tem em repor suas peças, no caso, Ricardo Oliveira, Gabriel e Lucas Lima. O Pastor, por exemplo, já fez gols recebendo passes longos de Lucas Lima, Thiago Maia, Victor Ferraz… Por um motivo muito simples: os jogadores sabem como e pra onde ele corre. Isso é entrosamento, mas também qualidade técnica do Nove peixeiro. Quando entra Joel, não há entrosamento e a distância técnica é grande.

Vitor-Bueno-Inter

Vitor Bueno tentou e se movimentou, mas não foi suficiente para superar a retaguarda colorada (Foto: Santos FC)

 

Se houvesse ainda algum meia que pudesse fazer algo surpreendente, talvez fosse possível o time sentir menos a ausência do centroavante. O problema, mais uma vez, é elenco. Temos Longuine, que está longe de fazer sombra a Lucas Lima. Pode até ser que, com o correr dos jogos, melhore o nível de suas atuações, que têm sido abaixo do potencial que ele já apresentou, principalmente no Audax. Ainda assim, é um abismo em relação ao meia que está na seleção brasileira.

No segundo tempo, o time melhorou. Ronaldo Mendes entrou após o intervalo no lugar de Longuine, mas, sinceramente, não é possível esperar que ele vá decidir sempre. Até porque não tem essa bola toda. Paulinho e Joel, os dois suplentes que se tornaram titulares, foram pro banco e cederam lugar a Lucas Crispim e Matheus Nolasco, que deram mais vida ao Peixe quando o Inter já recuava sua marcação. Curiosamente, quando estava melhor, o Santos sofreu o gol.

É preocupante que o clube tenha contratado reforços que só estrearão em julho por conta da janela de transferência. O time até lá vai penar com desfalques. A não ser que haja uma reviravolta inclusive na confiança dos atletas que entram, nós, torcedores, vamos sofrer. O clássico contra o Corinthians, de torcida única na quarta, é uma oportunidade do Santos se mostrar time de fato, sem se fiar nas individualidades, até porque, hoje não existem.

Fora isso, é preciso ter paciência. Culpar Dorival, que erra como erram jogadores e até torcedores, que não vão à Vila apoiar a equipe, é a solução mais simples. Mas não a melhor.

Deixe um comentário

Arquivado em futebol, História, Santos, Século 21

Cinco números e dados sobre o 22º título paulista do Santos

Passado o calor do triunfo do Peixe no estadual mais importante do país em 2016, vamos a algumas considerações e estatísticas sobre a conquista alvinegra

1 – Sufoco, mas nem tanto

Sim, o Santos não jogou da sua forma habitual. Que tem sido, aliás, muito similar à forma do Audax atuar. No entanto, foi uma escolha, em sua maior parte, consciente. Dorival Júnior viu o modo com que São Paulo e Corinthians foram eliminados no Paulista pela equipe de Osasco e sabia que os comandados de Fernando Diniz, o conjunto mais entrosado do torneio e talvez do Brasil hoje, gosta de ser acuado em seu próprio campo para encontrar espaços na transição para o ataque.

A opção de Dorival foi alternar a marcação, ora subindo, ora marcando atrás da linha da bola. O Santos ocupou bem os espaços defensivos, mas entregou a posse de bola para o Audax. Apostou na força de seu contra-ataque, que não funcionou durante boa parte do primeiro tempo, situação que se tornou pior com a contusão de Lucas Lima. Mas, quando foi encaixado, resultou no gol santista.

No segundo tempo, os visitantes continuaram com a posse de bola, mas o Peixe passou a levar mais perigo ao gol rival. Se eles acertaram a trave duas vezes, foi o Peixe que teve um gol injustamente anulado, além da maior chance da partida com Ronaldo Mendes. Nos 90 minutos, Vanderlei fez uma defesa mais complicada, de resto, quase não foi solicitado. Não estamos acostumados a ver o Santos atuar assim, e é lógico que isso traz nervosismo. Mas não foi o amplo domínio que a mídia quis vender.

2 – Decide quem está acostumado a decidir

O Audax tem conjunto, o Santos tem menos, hoje, mas tem jogadores decisivos. Quando se olham os número do Footstats, por exemplo, vê-se o tamanho do prejuízo para o ataque do Santos com a saída de Lucas Lima. Ele foi o que mais deu assistências para finalizações no Paulista, 46, simplesmente 13 à frente do segundo colocado, Tche Tche.

Mas os donos da casa tinham Ricardo Oliveira. Na chance que teve, o artilheiro, acostumado a marcar em clássicos e jogos importantes, guardou.

Ricardo Oliveira comemora gol na final do Paulista 2016

Ah, é Oliveira! (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

3 – Caiu na Vila…

O Santos mostrou mais uma vez a força da sua casa. São 28 partidas de invencibilidade na Vila Belmiro, onde não perde, no campeonato paulista, desde 2011. No total, 24 vitórias e 4 empates. A Vila será, mais uma vez, essencial para a equipe no campeonato brasileiro. É preciso aprimorar a forma de jogar fora de casa.

4 – O time que fez mais gols

Se desta vez o Alvinegro não teve o artilheiro da competição, terminou como melhor ataque da competição. Foram 34 gols, contra 32 de Corinthians e Audax.

5 – Campeão do século 21

No início do século, o Peixe tinha 15 campeonatos paulistas e era o quarto entre os grandes no ranking de conquistas do estadual. Agora, tem 22, tendo superado o São Paulo e empatado com o Palmeiras. Em 2016, alcançou a oitava final consecutiva, igualando marca da Era Pelé.

Nestes 15 anos do século 21, o Alvinegro conseguiu uma Libertadores, dois Brasileiros, uma Copa do Brasil, sete Paulistas e uma Recopa. Não é pouca coisa.

1 comentário

Arquivado em futebol, História, Santos, Século 21

Em tarde de gols perdidos por Gabriel, Palmeiras e Santos ficam no 0 a 0

Palmeiras e Santos ficaram no 0 a 0 no clássico disputado no Allianz Park, em jogo do campeonato paulista. Mesmo estando longe do ideal, o Alvinegro esteve mais perto de vencer, principalmente no segundo tempo, e Gabriel hoje teve um dia infeliz, desperdiçando quatro grandes chances de gol.

Os dois times entraram com esquemas diferentes dos adotados nos últimos meses. Marcelo Oliveira abriu mão do seu 4-2-3-1, assim como fez na peleja contra o River Plate-URU no final de semana. Já Dorival Júnior, que não tem um substituto confiável para fazer as vezes de Marquinhos Gabriel ou Geuvânio, colocou o meia Serginho alterando o esquema alvinegro para um 4-4-2.

Com o jogo bastante concentrado pelo meio, o Peixe criou pouco na etapa inicial, principalmente na primeira meia hora de partida. Os ataques se davam principalmente pelo lado direito, onde atuou Gabriel, e tanto Lucas Lima quanto Serginho fizeram muito pouco. O garoto ao menos conseguiu sofrer algumas faltas, ainda que não tenham sido aproveitadas pelo Santos. O ponto é que os donos da casa também pouco ameaçaram o gol de Vanderlei e só nas falhas de posicionamento de ambas as zagas que o torcedor pode ter algum traço de emoção.

Ricarod Oliveira

Ricardo Oliveira mais brigou do que jogou contra o Palmeiras (Reprodução)

No segundo tempo, o Santos voltou mais agressivo, buscando as jogadas de velocidade que são a marca registrada da equipe. O Palmeiras também passou a dar mais espaço, indo mais à frente e não recompondo da mesma forma que fazia na etapa inicial. Antes dos 15, entraram em campo Gabriel Jesus, substituindo Matheus Salles, e Patito Rodríguez, em lugar de Serginho. Assim, o Santos voltava ao seu esquema tradicional.

Aos 24, Léo Cittadini entrou no lugar de Thiago Maia, com Renato passando a fazer a cabeça de área e, na sequência, Arouca foi a campo substituindo Thiago Santos. Dorival mexeu pela última vez aos 30. Ricardo Oliveira, instável emocionalmente durante quase todo o jogo, saiu para a entrada do camaronês Joel. O centroavante mostrou que, a despeito de toda experiência, sentiu a partida contra o Palmeiras, mostrando um excesso de vontade normal para garotos, mas estranho a atletas veteranos.

Logo após a entrada de Joel, o treinador palmeirense também fez sua última substituição, com Régis substituindo Robinho. E o camaronês conseguiu um belo lance pelo lado direito, servindo Gabriel, que perdeu sua terceira oportunidade de gol no jogo. Dos três que entraram em campo, aliás, ele foi o único que mostrou alguma efetividade. Merecia mais chances do que vem tendo. Ele também participou da trama ofensiva que resultou no quarto gol perdido por Gabigol, a dois minutos do apito final.

O Santos ainda está muito longe do que fez em 2015, tanto por conta da condição física quanto pelas perdas que não foram repostas de Geuvânio e Marquinhos Gabriel, além de David Braz lesionado. Mesmo assim, esteve muito mais perto de vencer do que os donos da casa. Um empate com gosto de derrota.

Confira os melhores momentos de Palmeiras e Santos:

Deixe um comentário

Arquivado em futebol, Santos, Século 21

Santos bate Ponte fora de casa e vence a 1ª no campeonato paulista de 2016

Santos vence Ponte Preta

Ricardo Oliveira comemora o primeiro gol do jogo (Reprodução)

O Santos conseguiu na noite desta quarta-feira algo que pouco aconteceu em 2015: uma vitória fora de casa em peleja válida pela segunda rodada do Paulista de 2016. Há sete anos o Peixe não vencia a Ponte no Moisés Lucarelli e, além do tabu, a vitória convincente por 2 a 0 mostrou que o fantasma de jogar fora de casa pode ser uma página virada na campanha santista em 2016.

Na primeira etapa, o Santos mostrou uma postura bem diferente daquela apresentada em boa parte do Campeonato Brasileiro de 2015 quando atuou fora de casa. Foi uma equipe que marcou o adversário em seu próprio campo, dificultando a saída de bola e saindo com velocidade no contra-ataque. Até aí, algo que o time fazia bastante na Vila Belmiro, mas raramente emplacava longe da praia. Além disso, houve também diferenças pontuais em relação ao que Dorival Júnior treinava no Brasileirão.

Uma diferença notável é que o Peixe jogou ainda mais pelos lados do campo do que fazia meses atrás. Isso porque na saída de trás algumas vezes os zagueiros abriam para os lados para acelerar a transição e também foram mais constantes as trocas de posição entre laterais, volantes e os atacantes pelos lados. Isso ocorreu em períodos curtos da partida, mas a impressão é que o time tem treinado essas variações, que podem ser importantes para o decorrer da temporada.

Mais uma vez, principalmente no tempo inicial, mas também no segundo, o destaque foi Lucas Lima. Ele achou Gabriel no lado esquerdo no lance que originou o primeiro gol do jogo, de Ricardo Oliveira, e sofreu o pênalti que originou o gol de Gabriel, o segundo do Alvinegro na partida e dele no campeonato.  Na etapa final, só foi parado na base da falta, o que acabou carregando a Ponte Preta de cartões amarelos e facilitando a partida para os visitantes, que tinham a vantagem numérica.

Em relação aos desempenhos individuais, Paulinho ainda busca se enquadrar taticamente no esquema de Dorival. É cedo para julgar, mas esforço não falta ao ex-flamenguista. Patito Rodriguez entrou em seu lugar na etapa final e mostrou que pode ser útil como alternativa. Vitor Bueno e Alison também entraram em campo, e mostraram a personalidade usual, ainda que nada de especial, até pelo pouco tempo de jogo.

É importante notar que, mesmo atuando contra um time bastante modificado em relação a 2015 eainda sendo moldadonas mãos de Vinicius Eutropio, o Santos bateu uma equipe da Série A do Campeonato Brasileiro. Com sobras. Mesmo sofrendo algum assédio no segundo tempo, o que é natural pela vantagem e também por ser início de temporada, em nenhum momento deixou de levar perigo ao gol rival. Com a sequência de jogos e o entrosamento nas jogadas pelos lados do campo, repetindo-se as triangulações que já se ensaiaram no embate, o Alvinegro pode fazer uma campanha mais que interessante no Paulista.

 

Deixe um comentário

Arquivado em futebol, Santos, Século 21

Gabriel fecha o ano como 7º maior artilheiro do Santos no século 21

No ano em que o Santos conquistou a tríplice artilharia, menino da Vila tira Ganso da lista dos dez maiores goleadores alvinegros do século 21. Ricardo Oliveira segue com média de gols superior à de Neymar com a camisa santista

Gabriel Barbosa, Gabigol

Gabriel iguala em 2015 desempenho da temporada de 2014 (Ivan Sorti/ Santos FC)

Após marcar 21 gols em seu ano de afirmação no Santos, em 2014, Gabriel Barbosa, o Gabigol, repetiu a dose em 2015 e voltou a fazer os mesmos 21 tentos da temporada passada. Somado a outros dois feitos em seu ano de estreia na Vila Belmiro, 2013, o atacante soma agora 44 gols com a camisa alvinegra em 126 partidas.

Isso o coloca como sétimo maior artilheiro do Peixe no século 21. Ele está à frente de Basílio (42 gols), André (41) e Diego (38). A marca de Gabigol acabou tirando da lista dos dez mais o meia Paulo Henrique Ganso, que anotou 36 gols em 148 partidas pelo Santos.

Já Ricardo Oliveira, artilheiro do Brasileiro e do campeonato paulista de 2015, fechou o ano com a expressiva marca de 37 gols em 62 pelejas. No total, ele tem 58 gols em 94 jogos com o manto santista, uma média de 0,617 gols por partida, superior à dos dois maiores artilheiros alvinegros do século 21, Neymar (0,6) e Kléber Pereira (0,601).

Oliveira ocupa a sexta posição na tabela dos goleadores deste século, ficando dois tentos atrás de Deivid e a oito de Elano.

Confira abaixo a lista atualizada dos principais artilheiros do Peixe no século 21:

1 – Neymar – 138 gols em 230 jogos

2 – Robinho – 111 gols em 253 jogos

3 – Kléber Pereira – 86 gols em 143 jogos

4 – Elano – 66 gols em 285 jogos

5 – Deivid – 60 gols em 140 jogos (não computados os feitos pelo atacante em 1999 e 2000)

6 – Ricardo Oliveira – 58 gols em 94 jogos

7 – Gabriel Barbosa 44 gols em 126 jogos

8 – Basílio – 42 em 116 jogos

9 – André – 41 gols em 94 jogos

10 – Diego – 38 gols em 133 jogos

Deixe um comentário

Arquivado em Ídolos, futebol, História, Santos, Século 21

Santos ultrapassa Corinthians como time que mais fez gols em Rogério Ceni

Antes da segunda partida válida pela segunda fase de grupos da Libertadores deste ano contra o São Paulo, corintianos aproveitavam que seu time passava por um grande momento para dizer que poderiam chegar ao centésimo gol feito contra Rogério Ceni. Neste post aqui, já mostrava que, apesar de ter feito menos gols àquela altura que o rival, o Peixe tinha uma média contra o ídolo tricolor similar à da equipe paulistana. O Corinthians havia marcado 94 vezes contra Ceni, em 65 partidas disputadas, média de 1,446. Uma vantagem milimétrica contra os peixeiros, que tinham feito 88 tentos em 61 pelejas, média de 1,44.

Mas naquela partida o São Paulo superou o Corinthians por 2 a 0. No primeiro turno do Brasileiro, ambos voltaram a se enfrentar, empate em 1 a 1. Ou seja, agora o Corinthians baixou sua média, tendo feito 95 gols em 67 partidas, 1,41 tentos por peleja.

Já o Santos enfrentou o Tricolor quatro vezes desde aquela ocasião. Uma no primeiro turno do Brasileiro, única derrota da série, 3 a 2 no Morumbi, e três triunfos seguidos: 3 a 0 no segundo turno do Brasileiro e um duplo 3 a 1 na Copa do Brasil. Como Renan foi o arqueiro tricolor na partida do segundo turno do Brasileirão, foram mais oito gols peixeiros na conta de Ceni, totalizando 96 em 64 duelos, elevando a média para 1,5 por partida e se distanciando do Corinthians.

ricardo oliveira artilharia

Ricardo Oliveira é um dos jogadores que mais marcou contra Ceni (Ivan Storti (SantosFC)

Outro número: Ricardo Oliveira, só com os gols feitos com a camisa do Santos, já é um dos jogadores que mais marcou contra Rogério Ceni. Contabilizando uma partida válida pelo Paulista de 2003, na qual fez um gol, e outros seis marcados na semifinal do estadual de 2015, na partida disputada no primeiro turno do Brasileiro e nas duas válidas pelas semis da Copa do Brasil, são sete tentos contra o arqueiro em seis jogos, o que o torna o terceiro que mais marcou contra Ceni, ficando atrás apenas de Dodô (10) e Romário (11). Mas é bom lembrar que Oliveira precisou de bem menos jogos para chegar a essa marca e não estão na conta os gols feitos pela Portuguesa. O artilheiro peixeiro ainda marcou na vitória por 3 a 0 pelo Brasileiro na Vila Belmiro, contra Renan.

Como o Corinthians ainda vai jogar contra o São Paulo pelo Brasileiro, pode igualar ou passar o Santos como clube que mais fez gols contra Ceni, mas dificilmente vai chegar na média peixeira.

3 Comentários

Arquivado em futebol, História, Santos, Século 21

Freguesia continua: Santos nunca perdeu para o São Paulo em mata-matas no século 21

O Santos, com a vitória de hoje sobre o São Paulo e a eliminação do rival nas semifinais da Copa do Brasil, segue invicto em partidas eliminatórias contra o adversário no século 21. São nove triunfos e dois empates em sete confrontos.

No total, desde 2002, o Peixe se saiu melhor em uma Copa Sul-Americana, cinco Paulistas e uma Copa do Brasil. Nenhuma criança que participa do MasterChef Júnior, por exemplo, sabe o que é ver o Alvinegro ser superado pelo Tricolor em uma disputa eliminatória. Confira embaixo como foi cada duelo, com base neste post, que continua muito atual (ainda bem):

Brasileirão de 2002

O São Paulo terminou a fase inicial do campeonato no primeiro lugar e enfrentou o Santos, oitavo colocado. A equipe que tinha Ricardinho, Kaká, Reinaldo e Luís Fabiano, sob o comando de Oswaldo de Oliveira, já havia sido apelidada de “Real Madrid” do Morumbi por conta desse quarteto. Do outro lado, o Peixe tinha Diego e Robinho, em ascensão, um até então desconhecido Alberto na frente e Elano, que fazia as vezes de falso ponta no esquadrão de Emerson Leão.

Na primeira partida, na Vila Belmiro, 3 a 1 para o Alvinegro. Durante a semana que antecedeu o segundo jogo, nem a imprensa esportiva, tampouco algumas das principais figuras do clube paulistano, como Rogério Ceni e Ricardinho, acreditavam que o Santos mantivesse a vantagem. A receita era clara para os “especialistas”: se o Tricolor fizesse um gol logo no início do jogo, os meninos se enervariam e a vitória por dois gols de diferença, que classificaria os sãopaulinos, viria naturalmente.

Luís Fabiano marcou logo nos primeiros minutos, mas o Peixe não esmoreceu. Léo empatou a peleja e no final Diego deixou Ceni de joelhos e marcou o gol da vitória. Estava aberto o caminho do Santos para sair da fila e conquistar o Brasileiro de 2002.

Copa Sul-americana de 2004

O técnico campeão brasileiro de 2002, Emerson Leão, estava à frente da equipe do Morumbi no segundo semestre de 2004. Vanderlei Luxemburgo treinava o Santos e priorizava o campeonato brasileiro, onde a disputa com o Atlético-PR era cabeça a cabeça. Por conta disso, na primeira partida, na Vila Belmiro, o time da casa entrou com os reservas. Mesmo enfrentando os titulares tricolores, o Santos venceu por 1 a 0 com gol de Elano, que entrou aos 25 minutos do segundo tempo. Na ocasião, o Peixe atuou com Mauro, Leonardo, André Luís e Ávalos (Ricardinho); Paulo César, Fabinho, Bóvio, Preto Casagrande e Márcio (Léo 29 do 2.º); Marcinho e William (Elano). O São Paulo veio com Rogério Ceni, Alex Bruno, Lugano e Rodrigo; Cicinho, Alê (Gabriel), Renan, Danilo e Júnior (Souza); Nildo (Diego Tardelli) e Grafite.

Na partida a volta, no Morumbi, o empate em 1 a 1 assegurou a vaga para o Peixe. Rodrigo marcou para o São Paulo e Preto Casagrande fez o tento santista.

Campeonato Paulista de 2010

O Santos era o time-sensação do primeiro semestre mas, mais uma vez, parte da mídia esportiva e dos torcedores adversários colocavam em dúvida o desempenho do clube alvinegro, que poderia amarelar em uma semifinal. Como em 2002, os garotos não tremeram. O Santos venceu o São Paulo, no jogo de ida, no Morumbi, por 3 a 2, gol contra de Júnior César, André e Durval.

Na volta, na Vila Belmiro, um passeio: o Alvinegro venceu por 3 a 0, Neymar, por duas vezes, e Madson marcaram para o time da Vila. Ao final da disputa, o zagueiro Alex Silva desabafou: “O Santos engoliu a gente. Não jogamos nada, não merecemos a vitória. Deixamos eles criarem, principalmente pelas laterais.” Em 2010, os dois times jogaram cinco vezes, e o Santos venceu quatro e perdeu uma.

Campeonato Paulista 2011

Mais um capítulo da “freguesia” sãopaulina diante do Santos em partidas eliminatórias foi escrita no sábado. Leia mais aqui e veja o vídeo abaixo.

Campeonato Paulista 2015 – golaço de Geuvânio abre caminho da final
Bom, essa partida ainda está fresca na memória do torcedor peixeiro, e o gol de Geuvânio com certeza será lembrado por muito tempo, exemplo de velocidade e técnica. Também vale destacar o oportunismo de Ricardo Oliveira, artilheiro da equipe com dez gols no Paulista. A boa notícia para o Santos, além da vitória e da sétima decisão seguida, é que, desde 2008, quem bateu o São Paulo em uma semifinal de Paulista foi campeão, exceção feita a 2014, quando o Tricolor foi eliminado nas quartas de final.

Copa do Brasil 2015

Com um triunfo fora de casa no primeiro jogo por 3 a 1, a tarefa na Vila Belmiro foi facilitada. Duas vitórias por 3 a 1 marcaram a classificação peixeira, com Ricardo Oliveira fazendo três, Marquinhos Gabriel anotando dois e Gabriel fazendo o primeiro e decisivo tento no Morumbi. Veja os melhores momentos dos dois duelos.

Deixe um comentário

Arquivado em futebol, História, Santos, Século 21

Santos não sai do empate com o Figueirense em SC e vê posição no G4 ameaçada

No Orlando Scarpelli, o Santos não saiu de um 0 a 0 com Figueirense, o primeiro empate entre ambos na história do Brasileiro. O resultado ameaça a posição do Alvinegro Praiano no G4, já que o Palmeiras pode ultrapassá-lo caso vença o Sport. São Paulo e Ponte Preta também podem alcançá-lo em pontos, mas perdem nos critérios de desempate.

Ricardo Oliveira Santos

Ricardo Oliveira entrou no segundo tempo, mas jogo permaneceu 0 a 0 (Reprodução)

O Peixe entrou em campo com um time modificado, já que alguns jogadores foram poupados para o duelo de quarta-feira contra o São Paulo, na Vila Belmiro, pelas semifinais da Copa do Brasil. David Braz, Thiago Maia, Gabriel (suspenso) e Ricardo Oliveira deram lugar a Werley, Ledesma, Geuvânio e Nilson. Mais descansado e precisando da vitória, o Figueirense atuou durante toda a etapa inicial com muito mais ímpeto que os visitantes, criando mais oportunidades. Victor Ferraz segue em recuperação.

O sistema de marcação peixeiro começa no ataque, e ali se sentiu mais a diferença em relação às ausências. Nilson é o típico centroavante pesado, que se esforça mas tem dificuldades para executar a marcação. Geuvânio ainda está sem ritmo de jogo, assim como Ledesma no meio, e Marquinhos Gabriel foi bastante apagado, deixando de aproveitar os espaços deixados pela forte marcação concentrada em Lucas Lima.

Mais uma vez o camisa 20 santista foi vigiado de perto, e com uma certa aspereza da parte dos adversários. Faltas em cima dele renderam três cartões amarelos a atletas do Figueira no primeiro tempo, e João Vitor poderia ter sido expulso ao fazer sua segunda falta sem bola no meia, já tendo um cartão amarelo na conta.

Na segunda metade do jogo, o Santos voltou mais aceso e logo a 20 segundo criou uma grande chance com bela jogada de Marquinhos Gabriel pela ponta e uma finalização de Geuvânio defendida por Alex Muralha. O lance mostrava o que seria a tônica do time no segundo tempo, com uma movimentação maior no ataque e Marquinhos Gabriel e Geuvânio buscando atuar mais abertos pelas pontas, dando chance para os passes enfiados em velocidade, muito usados pelo time em geral.

Aos 26, Dorival Júnior colocou Ricardo Oliveira no lugar de Nilson, que pouco produziu na peleja, até porque parece perdido em meio ao sistema móvel alvinegro no campo ofensivo. Cinco minutos depois, Geuvânio deu lugar a Neto Berola e, aos 39, Léo Cittadini entrou no lugar de Ledesma. Mesmo assim, era o Figueirense quem propunha mais o jogo, com o Peixe menos concentrado que o rival e com inúmeros erros de passes, ainda que as alterações tenham melhorado um pouco a intensidade da equipe.

Com seis partidas para o final do campeonato, o Santos vai ter três confrontos fora de casa contra três times que lutam para não cair: Joinville, Coritiba e Vasco. Precisa aproveitar e contrariar seu histórico fora de casa na competição para assegurar seu lugar no G4.

Deixe um comentário

Arquivado em futebol, Santos, Século 21