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Gabriel Barbosa, o Gabigol, é o 5º maior artilheiro do Santos no século 21

Maior goleador do Brasileirão com 10 gols, atacante já balançou as redes 19 vezes em 2018

terceiro gol de Gabigol contra o Vasco

Gabriel marca seu terceiro gol contra o Vasco, no Maracanã (Ivan Storti/SantosFC)

 

Após fazer um hat trick contra o Vasco no sábado (1º) o atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol, chegou ao topo da artilharia do Campeonato Brasileiro de 2018, com 10 gols. Mas não só. Ele também consolidou sua posição entre os maiores goleadores do clube no século 21.

Agora, Gabriel tem 196 jogos com a camisa alvinegra, somando 76 gols e 27 assistências. Em 2018, foi às redes 19 vezes em 39 partidas.

Na lista dos maiores artilheiros do Santos no século 21, Gabigol está em 5º lugar, dez tentos atrás de Kléber Pereira, que tem 86 gols em 143 jogos. Já entre os maiores artilheiros peixeiros pós-Era Pelé, o menino da Vila está na 8ª posição. Confira abaixo:

Maiores artilheiros do Santos no século 21

1 – Neymar – 138 gols em 230 jogos

2 – Robinho – 111 gols em 253 jogos

3 – Kléber Pereira – 86 gols em 143 jogos

4 – Ricardo Oliveira – 92 gols em 173 jogos

5 – Gabriel Barbosa 76 gols em 196 jogos

6 – Elano – 66 gols em 285 jogos

7 – Deivid – 60 gols em 140 jogos (não computados os feitos pelo atacante em 1999 e 2000)

8 – Basílio – 42 em 116 jogos

9 – André – 41 gols em 94 jogos

10 – Diego – 38 gols em 133 jogos

Maiores artilheiros do Santos pós-Era Pelé

1º Neymar – 138 gols

2º Robinho – 111 gols

3º Serginho Chulapa – 104 gols

4º João Paulo – 104 gols

5º Juary – 101 gols

6º Ricardo Oliveira – 92 gols

7º Kléber Pereira – 86 gols

8º Gabigol – 76 gols

9º Guga – 74 gols

10º Giovanni – 73 gols

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Santos X Corinthians – a chance de Jair Ventura virar o jogo

Diz um dos jargões utilizados por jogadores de futebol que eles costumam ficar ansiosos pela próxima partida após uma derrota para se livrar da sensação ruim que fica após um revés. Se isso se aplicar aos atletas do Santos, não é possível reclamar da sorte. Após a pior partida da equipe comandada por Jair Ventura no ano, justamente na estreia da equipe na Libertadores contra o adversário teoricamente mais fraco do grupo, a chance da recuperação vem logo em seguida, e contra um de seus maiores rivais.

Não que seja uma tarefa fácil. Além do desfalque de Gabriel Barbosa, jogadores e comissão técnica chegaram apenas na sexta da viagem de volta de Cuzco e o Corinthians tem um dia a mais de descanso para o clássico que será disputado no Pacaembu, às 17h do domingo. Mas também por isso, e diante de uma casa cheia de santistas (até sexta, 34 mil ingressos tinham sido vendidos), que um triunfo peixeiro pode dar mais confiança aos jogadores, selar a paz já abalada com a torcida e dar mais tranquilidade ao treinador para seguir com eventuais experiências nesta fase do Paulista e centrar a recuperação na Libertadores.

É sabido que Jair Ventura gosta de atuar esperando o erro do adversário e fechando espaços para fazer a transição rápida ao ataque. No Santos, em algumas partidas buscou variar adiantando a linha de marcação, mas em nenhuma ocasião conseguiu uma formação compacta que ou sufocasse o rival ou bloqueasse os espaços na defesa para criar chances de contra-ataque.

No Peru, isso ficou mais evidente, inclusive pela própria escalação, com Renato e Vecchio no meio de campo. Ambos tinham que fazer a função de municiar o ataque e voltar para fechar os espaços na intermediária, mas o condicionamento físico não permitiu que fossem bem sucedidos nem na frente, nem atrás. E outro problema fica evidente: a falta de opções.

Um jogador que poderia atuar na meia, por exemplo, seria Jean Mota, aliás, sua posição de origem. Mas vejam o primeiro gol do Real Garcilaso contra o Santos. Quem vacila na marcação é justamente o lateral improvisado. Não é a primeira vez. No ano passado, também na Libertadores, contra o Atlético-PR, ele falhou em jogada semelhante, que resultou no gol rubro-negro.

Jair Ventura no Santos Futebol Clube

Jair tem no clássico alvinegro a oportunidade de se recuperar da má estreia na Libertadores 2018 (Ivan Storti/Santos FC)

Isso mostra duas coisas: primeiro que, de fato, Jair tem hoje poucas opções no elenco, o que pode melhorar com o aproveitamento de alguns jovens, a estreia de Dodô e o retorno de Bruno Henrique. Isso não o exime de erros na escalação e nas substituições no jogo contra o Garcilaso, como a entrada tardia de Rodrygo e a saída de Eduardo Sasha, um dos melhores em campo.

O segundo ponto é algo que vem desde os tempos de Dorival Júnior, em seus últimos meses como treinador na Vila Belmiro, manteve-se na passagem de Levir Culpi e aparece em jogadas como a do gol da equipe peruana. Jogadores do Santos simplesmente “desligam” durante períodos da partida, se perdendo no posicionamento tático e cometendo o que no tênis seria chamado de “erros não forçados”. Não é à toa que a equipe tomou gols no Campeonato Paulista durante o início de vários jogos, evidenciando esse comportamento.

É algo que precisa ser trabalhado, caso contrário, torna-se impossível emplacar qualquer tipo de novo esquema tático. Fábio Carille soube dar sequência no trabalho iniciado por Tite no Corinthians, fazendo com que jogadores, alguns bem limitados, cumprissem o plano de jogo determinado e trouxessem resultados positivos para a equipe, como o surpreendente troféu de campeão brasileiro em 2017.

Jair Ventura tem capacidade técnica para fazer algo semelhante no Santos e para isso foi contratado. Mas é preciso mostrar mais variações de jogo, principalmente quando a equipe tem o domínio da bola, e principalmente um pouco mais de ousadia, elemento que faltou no Peru. Que o treinador aproveite a chance que tem no domingo.

Santos X Corinthians no Pacaembu

Domingo (5) – 17h

Histórico do Santos como mandante no Pacaembu – em 17 partidas como mandante no clássico alvinegro, atuando no estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, foram nove empates, cinco vitórias do Santos e três vitórias corintianas. A última partida entre ambos com o Peixe como dono da casa aconteceu em 1994, com derrota santista por 2 a 1. Na ocasião, o gol peixeiro foi marcado por Neto, ídolo do rival.

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Santos na Libertadores 2017 – a estreia contra o Sporting Cristal, o “Audax peruano”

Peixe entra em campo nesta quinta (9), às 21h45, em seu retorno à competição depois de cinco anos

Se o Santos enfrentou grandes dificuldades para obter o título paulista contra o Audax, na final da competição estadual em 2016, o torcedor que prepare seu coração — e a sua paciência) —  para a partida de estreia do time contra o Sporting Cristal, em Lima, às 21h45 desta quinta-feira (9).

A equipe já foi apelidada de “Audax peruano” por conta das observações do auxiliar-técnico de Dorival Júnior, Lucas Silvestre. “Eles saem jogando desde o tiro de meta, goleiro e zagueiros arriscam. Até um certo ponto de loucura. Analisamos bem seis, sete, oito jogos deles. Vimos pontos fortes e fracos e vamos explorar as dificuldades dele”, disse Silvestre à Rádio Santos.

As características são semelhantes às da equipe paulista vice-campeã do ano passado. O goleiro muitas vezes joga como líbero, a troca de passes curtos é a tônica e os sistemas de jogo variam entre o 4-2-3-1 e o 4-3-2-1. Em determinados períodos do jogo, o time atua com marcação alta, o que pode abrir espaços no setor defensivo. Pelo menos é o que espera o comando técnico alvinegro.

Ao contrário do que fez na segunda partida da decisão do Paulista, quando “entregou” a posse de bola para o clube de Osasco, Dorival esboçou o Santos pressionando o adversário em seu campo defensivo, buscando aproveitar, por exemplo, alguma falha na troca de passes entre goleiro e defensores. Assim como o Santos, o atual campeão peruano não vive boa fase, vindo de derrota de 4 a 1 para o Academia Cantolao, em casa, fazendo uma sequência de duas derrotas e um empate fora de casa. Nas últimas cinco partidas pelo Paulista, o Peixe conseguiu somente uma vitória.

estreia do Santos na Libertadores 2017

Santos vai ter que mostrar disposição para passar pelo Sporting Cristal (Ivan Storti/ Santos FC)

Quem é o Sporting Cristal

Fundado em 1955, em Lima, capital do país, o Sporting Cristal tem uma origem curiosa. A equipe nasceu da iniciativa dos principais acionistas da cervejaria Backus y Johnston,  Ricardo Bentín e Esther Grande, em 1955. Desde 2005, a companhia passou a fazer parte do grupo multinacional cervejeiro SABMiller, sendo responsável pela marca mais vendida no país, a Cristal, principal patrocinadora da seleção do Peru.

Com a força financeira da cervejaria o Sporting Cristal galgou espaço entre os grandes na década de 1990, quando conseguiu um tricampeonato nacional, tornando-se o segundo clube a realizar tal proeza no Peru, e o primeiro na era profissional. Hoje, tem a terceira maior torcida do país e seu maior feito internacional foi o vice-campeonato da Libertadores, conquistado em 1997, quando foi derrotado pelo Cruzeiro na final. Até hoje, nenhum clube peruano conseguiu levantar a taça da competição.

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Lembra dele no Santos? Técnico Cuca já vestiu a Dez alvinegra

Muitos lembram da passagem pouco memorável do (ainda) treinador palmeirense pela Vila Belmiro como técnico, em 2008, mas em 1993 ele fez parte do meio de campo do Peixe

O técnico campeão brasileiro Cuca teve uma carreira de 13 anos como jogador de futebol, atuando entre 1984, quando estreou pelo Santa Cruz-RS, até sua aposentadoria em 1996 pelo Coritiba, equipe da sua cidade natal. Entre o primeiro e o último, vestiu a camisa do Juventude, por um ano e meio (1985-1986), e do Grêmio (1986-1989), clube no qual permaneceu por mais tempo (1986-1989) na carreira. Foi para o Valladolid em 1990 mas, no mesmo ano, retornou ao clube do Olímpico.

A partir de 1991, iniciou sua vida de peregrino do futebol permanecendo no máximo um ano nos times por onde passou. Em 1991, esteve no Internacional; em 1992, no Palmeiras. De lá foi para o Santos, onde atuou em 1993. Em 1994, jogou pela Portuguesa e pelo Remo, indo para o Juventude mais uma vez em 1995. No ano seguinte, foi para a Chapecoense e em seguida para o Coxa. Foi convocado e chegou a jogar pela seleção em 1991, com o técnico Falcão.

Quando Cuca veio para o Peixe, foi o reforço mais festejado do início da temporada de 1993. À época, ainda existia a Lei do Passe, mas o futuro técnico era dono de seus direitos, tendo os vendido ao Alvinegro por US$ 180 mil. Junto com ele, vieram o goleiro Maurício, do Novorizontino; o meia Darci, emprestado pelo Rio Branco, e o lateral-esquerdo Silva, vindo da Portuguesa. Haviam saído o meia Edu Marangon, para o futebol japonês, e o zagueiro Nei, para a Ponte Preta.

 

cuca jogando no santos.PNG

Cuca em sua chegada ao Santos, em 1993 (Nélson Coelho/Placar)

 

O técnico Evaristo de Macedo contava com bons nomes no meio de campo. Além de Cuca e Darci, já despontava Marcelo Passos, lançado em 1992 por Geninho, e Ranielli. No segundo semestre ainda contaria com o retorno de Sérgio Manoel, que havia sido emprestado para o Fluminense no ano anterior.

No Paulista de 1993, o Santos ficou na primeira fase em quarto lugar, com o mesmo número de pontos de Corinthians e São Paulo, mas com saldo de gols pior. Na segunda fase, caiu no grupo com os dois rivais e o Novorizontino, acabando em terceiro lugar, sendo que somente o primeiro se classificava. Foi o campeonato que o Palmeiras, em seu segundo ano de parceria com a Parmalat, saiu da fila de 16 anos sem títulos.

Veja abaixo gols de Cuca em sua estreia, vitória de 4 a 2 sobre a Portuguesa, e contra o São Paulo, triunfo de 3 a 2.

Já no Brasileiro daquele ano, contando com os reforços do lateral-esquerdo Eduardo, ex-Grêmio; do goleiro Veloso, emprestado pelo Palmeiras, e do zagueiro Ricardo Rocha, emprestado pelo Real Madrid. O comandante Antônio Lopes levou a equipe ao 5º lugar na primeira fase, mas, na fase final, onde só o vencedor de cada grupo de quatro times ia à final, o Alvinegro não foi bem sucedido. Na chave que tinha Corinthians, Flamengo e o vice-campeão da competição, Vitória, o Santos terminou em 3º, com um triunfo, três empates e duas derrotas, três pontos atrás do líder Vitória (à época, a vitória valia dois pontos). Guga foi o artilheiro do Brasileiro de 1993 com 14 gols.

Confira gol de Cuca no empate contra o Vitória, na fase final do Brasileiro.

No total, Cuca fez 44 jogos pelo Santos, marcando 15 gols. Sobre a experiência, ele disse em uma reportagem em 2012. “Quando você entrava no vestiário da Vila Belmiro, tinha um armário lacrado, que ninguém abria, que era o armário do Pelé, e vestir a camisa 10 é um baque. Toda sua infância e juventude passa dentro de você naquele momento. Eu falo que muitas coisas tem seu preço e algumas o seu valor. Essa tem um valor inestimável.”

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Santos 3 X 2 Vitória – Copete dá o tom da vitória do Peixe

Alvinegro segue na perseguição ao Palmeiras e finca o pé no G3, posição que assegura passagem direta para a fase de grupos da Libertadores

O Santos fez a lição de casa e venceu o Vitória por 3 a 2 na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro. Com 57 pontos, segue no encalço do Palmeiras e consolida seu lugar no G3.

Na etapa inicial utilizou uma estratégia que muitos rivais do Santos usam para complicar o time na Vila Belmiro, a marcação-pressão. Em mais de uma ocasião a bola voltou para Vanderlei que, sem opção, foi obrigado a chutar a bola pra frente. Com alguma catimba e aproveitando os lados do campo, o Vitória chegou a exigir duas defesas de Vanderlei em finalizações de fora da área, mas o Alvinegro conseguiu se postar com paciência e trocas de bola. Foi preciso paciência para ameaçar o Vitória.

Copete brilhou no triunfo do Santos

Copete fez dois gols e foi o melhor em campo contra o Vitória (Ivan Storti/Santos FC)

Perto da metade do tempo o jogo começou a ficar mais afeito à equipe de Dorival. O Vitória começou a errar, pressionado pela marcação peixeira no campo ofensivo e Copete roubou uma bola na meia, avançou, e tocou para Lucas Lima explodir a bola no travessão aos 20 minutos. O atacante colombiano, mostrando a disposição de sempre, foi o destaque da primeira metade da partida, anotando o gol alvinegro aos 35, após bela assistência de Lucas Lima. O meia, aliás, mostrou uma boa movimentação nos 45 minutos iniciais, participando dos dois lados do campo das jogadas ofensivas santistas.

Após o intervalo, os donos da casa seguiram tocando a bola, buscando cadenciar mais o jogo, e o Vitória não se achava em campo. Mesmo assim, chegou ao gol aos 15 minutos. Noguera falhou e Yuri tentou matar a bola no peito, mas acabou tocando com o braço nela. Pênalti bem marcado e convertido por Marinho.

Mas não deu tempo de o santista ficar aflito. Aos 19, mais uma vez Lucas Lima apareceu bem, dando um belo passe para Copete no lado direito da área do Vitória. Diogo Matheus se precipitou e entrou de carrinho no colombiano, fazendo pênalti. Ricardo Oliveira cobrou com tranquilidade, esperando Caíque se mexer e tocando no meio do gol.

O jogo voltou pro estágio banho-maria, mas dessa vez o Peixe ameaçava mais com contra-ataques, errando no último ou penúltimo passe. O time baiano pouco ameaçava e mesmo Marinho, que conseguiu fazer com que dois jogadores do Santos tomassem cartão amarelo, ficou apagado. A tranquilidade só veio aos 39, quando Copete desarmou Vitor Ramos na área e marcou seu segundo na partida, o terceiro do Peixe. Mesmo com a “Lei do Ex” funcionando e o meia Serginho descontado para o Rubro-Negro aos 48, novamente com falha de Noguera na marcação, não houve tempo para mais emoções. Ainda bem.

Obviamente o destaque da peleja foi Copete. Mostrou a raça e garra habituais, que incendeiam time e torcida, mas também deu belos passes, desarmou, fez a marcação pela lateral, matou contra-ataques do Vitória e fez dois gols. Ufa! Cansa só de ler, né? Mas esse atacante colombiano é o verdadeiro atleta incansável, merecendo muitos aplausos da torcida. São doze gols e cinco assistências em 28 partidas com a camisa do Santos. Não é pouca coisa.

A luta segue. Mais três finais para o Alvinegro Praiano. E garantia de emoção para o santista.

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Lembra dele no Santos? Daniel Paulista

Hoje técnico do Sport, ex-volante apareceu para o futebol em 2003, no Santos que tinha Diego e Robinho

Quem viu ontem o jogo entre Grêmio e Sport pelo Brasileirão – vitória rubro-negra por 3 a 0 – pode ter tido aquela impressão, ao olhar para o banco de reservas da equipe pernambucana: de onde conheço esse técnico?

Daniel Paulista, que atuou tanto na função de volante como de segundo volante, foi elevado ao cargo de treinador com a saída de Oswaldo de Oliveira para o Corinthians. Antes, já havia assumido interinamente o comando do clube em julho de 2014, quando também era auxiliar de Eduardo Baptista, que saiu para o Fluminense. Encerrou a carreira de atleta precocemente, aos 32 anos, depois de ser dispensado do ABC-RN.

Oriundo do Comercial, Daniel Pollo Barion, então chamado só de Daniel, foi uma indicação de Émerson Leão, que havia tirado o Santos de um jejum de 18 anos sem títulos expressivos em 2002. Chegou após o campeonato paulista de 2003, aos 20 anos de idade, para compor o elenco alvinegro, sendo um dos reservas para os volantes, à época, Paulo Almeida e Renato.

daniel paulista santos

Daniel Paulista comemora gol contra o Vasco, no Brasileiro de 2003 (Reprodução)

Fez sua estreia em um triunfo do Alvinegro sobre o Flamengo, por 2 a 0, em peleja do Brasileirão, quando entrou no lugar do meia Alexandre. Jogou como titular na equipe que goleou o Bahia por 4 a 0, quando Leão poupou a equipe principal para o segundo duelo contra o Boca Juniors, válido pela final da Libertadores daquele ano.

No Peixe, fez um único – belo, aliás – gol. Foi o que decretou a virada do Santos contra o Vasco, na Vila Belmiro, por 2 a 1. No segundo turno, foi titular em várias partidas, vencendo uma disputa particular com Alexandre, em função de lesão do titular Paulo Almeida. Também entrou jogando na Sul-Americana.

Em 2004, contudo, perdeu lugar com a chegada de Vanderlei Luxemburgo no time e acabou dispensado. Em 2005, foi para o Juventude. Passou ainda por clubes como São Caetano, Corinthians, Náutico, Sport (2 vezes) e Audax em 2013.

Confira abaixo o golaço de Daniel Paulista contra o Vasco.

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Ponte Preta 1 X 2 Santos – E Dorival mudou o jogo…

Alvinegro mostra raça e técnica e consegue virada em Campinas, assumindo a vice-liderança do Brasileiro. Copete e Cittadini fazem a diferença
Já diria um ditado que todo brasileiro é (ou acha ser) técnico de futebol. Quando se envolve a paixão por um clube, tal sintoma da alma nacional fica ainda mais visível. Em geral, faltam elogios e sobram críticas. Dorival Júnior sabe bem disso.
Ultimamente muitos torcedores têm pego no pé do técnico do Santos. A maioria de boa fé, discordando de escalações, alterações ou pelo jeito que a equipe joga, responsabilizando o treinador por praticamente tudo de ruim que acontece com o time. Outros estão engajados em uma campanha pela volta de Vanderlei Luxemburgo à Vila, algo que beira o incompreensível, ainda mais tendo em vista as últimas entrevistas do comandante.
O ideal para analisar o trabalho de alguém é colocar isso em perspectiva, ou seja, fazer uma avaliação de um prazo mais longo que um ou dois jogos. Ver que tipo de dificuldades foram enfrentadas no decorrer desse período e ponderar também sobre o óbvio: às vezes um jogador erra, um árbitro idem, e aí é difícil culpar o homem que está no banco.
Dorival enfrentou desfalques por escalações da seleção brasileira e da seleção olímpica. Jogadores perderam o ritmo em função disso. Perdeu atletas por contusão, como Ricardo Oliveira, atacante com que pode contar em 34 pelejas no ano; Vitor Bueno, em um momento decisivo do campeonato brasileiro; além da zaga titular. Com um elenco limitado, penou para escalar o time.
Mesmo assim levou o Santos, hoje, à vice-liderança. No duelo contra a Ponte Preta, a equipe entrou pressionando a saída de bola, se movimentando bem ofensivamente e não deixando a Ponte atacar. Mas, em um lance rápido e uma falha individual de David Braz, o time tomou o gol quando jogava melhor, tento de pênalti aos 21. Custou a se encontrar novamente, voltando a atuar bem somente no segundo tempo, quando Dorival voltou do intervalo com Yuri no lugar de David Braz.
santos ponte preta

Léo Cittadini é celebrado por seus companheiros de equipe (Santos FC)

A alteração foi cornetada nas redes sociais, já que o 14 do Alvinegro, além de ter feito a penalidade, perdeu um gol na grande área. Mas fazia sentido. Com a Ponte jogando somente no contra-ataque, seria um risco deixar Noguera, que é lento, no mano a mano. Yuri melhorou a saída de bola e por vezes foi ao ataque, como no segundo gol do Peixe, revezando na zaga com Renato. Braz subiu de produção com o volante/meia do seu lado.
Mas a grande sacada de Dorival foi o “resgate” de Leo Cittadini. Ele entrou no lugar de Vitor Bueno e participou dos dois lances da virada santistas, finalizando para Ricardo Oliveira marcar no rebote e “servindo” Copete no segundo tento (a bola entraria mesmo que o colombiano não tocasse na redonda). O meia teve boas atuações no decorrer do ano, tanto como volante como substituto de Lucas Lima, mas teve problemas físicos e não conseguiu uma boa sequência. Foi decisivo e merece novas chances.
Outro destaque da equipe foi Copete. O colombiano, que errou bastante na primeira etapa, voltou bem no tempo final e foi o responsável por boa parte dos lances ofensivos da equipe. Também merece atenção a entrada do garoto Arthur Gomes, em sua primeira partida como profissional, substituindo Jean Mota. Mostrou personalidade.
O Santos mostrou que está vivo e muito desse sucesso, de 29 pontos obtidos dos últimos 33, se deve a Dorival Júnior. O time tem mais quatro “finais” até a última rodada. Dá pra ficar feliz.

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Santos 0 X 0 Flamengo – com empate, Peixe chega à liderança provisória do Brasileirão

Agora, Alvinegro seca Palmeiras e Grêmio no fim da rodada. Desfalques e mando “fora de casa” atrapalharam planos de Dorival

Um rival em ascensão no Brasileiro, cinco desfalques e uma partida que estava planejada para ser jogada na Vila Belmiro, com a torcida a favor, e que foi disputada em um estádio com grande maioria de torcida rival. Apesar dessas adversidades, o Santos saiu com um empate sem gols contra o Flamengo na noite desta quarta-feira (3) da Arena Pantanal, em Cuiabá (MT).

Um acordo feito em 2015 negociando-se o mando de jogo teve que ser cumprido agora, justamente quando o Alvinegro tinha a possibilidade de, em seus domínios, derrotar um adversário direto e garantir a liderança da competição. Agora, tem que torcer para Palmeiras e Grêmio não vencerem para terminar a 18ª rodada no topo da tabela.

O acordo revela duas coisas: primeiro, uma visão míope do clube e, segundo, uma descrença na própria equipe. Se o clube estava em condições difíceis do ponto de vista financeiro no ano passado, que se negociassem somente mandos relativos àquele campeonato, e não ao de agora. Ou não era possível conceber uma equipe brigando por títulos nesse ano?

Outro dado denuncia a miopia. A renda total da partida, que teve um público de 21.799 pessoas e R$ 1.748.455. O clube tem direito a 60% dessa renda (R$ 1.049.073) e mais um valor pago em 2015 e não divulgado. Se a partida tivesse sido disputada na Vila Belmiro, talvez a renda se aproximasse dos R$ 500 mil, tomando-se como referência o jogo contra o Cruzeiro, o que dá uma diferença de R$ 600 mil. Mas se pegarmos um dado como a premiação do Brasileiro de 2015, isso vale a pena?

As premiações da CBF no ano passado foram de R$ 10 milhões para o campeão, R$ 6,3 milhões para o vice, R$ 4,3 milhões para o 3º, R$ 3,2 milhões para o 4º e R$ 2,2 milhões para o quinto. Ou seja, para quem briga na parte de cima da classificação, um, dois pontos ou mesmo gols de saldo podem representar uma diferença de R$ 1 milhão a mais de R$ 3 milhões Isso sem se levar em consideração o retorno em imagem e marketing de estar disputando o título ou o G4. E de se sagrar campeão.

Falta ver um pouquinho mais longe.

O jogo Santos X Flamengo

Mesmo com os desfalques dos três olímpicos, de Lucas Lima e de Ricardo Oliveira, o Santos fez um jogo quase equilibrado com o Flamengo. Criou oportunidades, é verdade, mas também sofreu apuros, em especial na parte final do jogo quando os rubro-negros pressionaram em busca do gol.

Na primeira etapa, o Alvinegro sofreu com as descidas de Pará pelo lado direito, em especial quando encostavam ali Willian Arão e Marcelo Cirino. No segundo tempo, Dorival Júnior corrigiu essa falha, buscando marcar melhor os lados do campo e dobrando a marcação com os meias e atacantes. Deu certo em boa parte do tempo, mas o time perdeu também parte do poderio ofensivo, apostando mais nos contra-ataques.

Vitor Bueno e Copete chamaram a responsabilidade diante das ausência da equipe. O primeiro se saiu melhor que o segundo, e Rodrigão, embora esforçado e até criando uma ou outra oportunidade, é de uma diferença técnica grande para Ricardo Oliveiras. Em relação às opções de banco, Dorival não tinha nomes que efetivamente pudessem mudar o jogo à sua disposição. Tanto que o “clamor” das redes sociais era pela entrada de Yuri, um volante. O comandante alvinegro colocou o volante no final da partida, além de Joel e Elano, que pouco produziram.

vanderlei goleiro santos fc

Vanderlei, destaque no empate contra o Flamengo (Santos FC)

Jean Mota, assim como Vecchio nas duas partidas anteriores, mostra desentrosamento, mas não só. Também tem dificuldades para acelerar o jogo, tal o meia argentino, nas horas em que isso é preciso. Com a proposta de jogar com velocidade, várias vezes isso trava o contra-ataque da equipe e permite a recomposição da defesa rival. Isso aconteceu na partida de ontem.

Os destaque positivos foram o goleiro Vanderlei, discreto mas muito eficiente quando foi chamado, e Gustavo Henrique. O zagueiro marcou a maior parte do tempo o atacante Guerrero, que quase não viu a cor da redonda nos 90 minutos. O nível de concentração do jogador foi muito bom e sua presença nas bolas aéreas, ferramenta bastante usada pelos cariocas na etapa inicial, foi crucial para o Santos sair com um empate da Arena Pantanal.

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Marta, Cristiane, Érika… As jogadoras da seleção feminina que já foram Sereias da Vila

Peixe montou equipes que ficaram na história do futebol feminino brasileiro, com dois títulos da Libertadores em 2009 e 2010. Relembre

 

O dia chegou! A seleção feminina de futebol inicia nesta terça-feira (3) sua dura jornada em busca do inédito ouro olímpico. Brasil e China duelam às 16h no Engenhão, Rio de Janeiro, e o torcedor santista vai ver diversas jogadoras que já foram Sereias da Vila, fazendo parte de uma das melhores equipes da história da modalidade.

O Alvinegro iniciou seu trabalho com futebol feminino em 1997, com uma campanha na qual se sagrou vice-campeão paulista naquele ano. Mas foi entre 2009 e 2012 que o clube viveu um período fantástico, chegando a ter, entre suas jogadoras, a melhor do mundo, a Rainha Marta.

marta e cristiane futebol feminino

Marta e Cristiane, grande dupla na seleção e no Santos

Eleita cinco vezes a melhor jogadora do planeta, Marta atuou no Peixe por três meses, o suficiente para participar da campanha de dois títulos: a Libertadores de 2009 e a Copa do Brasil do mesmo ano. A meia-atacante estava bem acompanhada na parte ofensiva, com Cristiane fazendo com a Dez uma dupla infernal para as rivais.

Na final da primeira Libertadores da modalidade, o Peixe superou o Universidad Autónoma, do Paraguai, por incríveis 9 a 0 na Vila Belmiro, diante de 14.186 pessoas. Na ocasião, Marta marcou uma vez, sendo vice-artilheira do torneio com 7 gols. Cristiane foi a goleadora máxima, com 15 tentos. Já na final da Copa do Brasil, o Alvinegro derrotou o Botucatu, no Pacaembu, por 3 a 0, com dois gols de Marta e um de Cristiane.

Quem também marcou pelo Santos na final da Libertadores daquele ano foi Érika, autora de dois gols, com seis em todo o torneio. À época, ela atuava como atacante, mas hoje é zagueira

erika selecao futebol feminino

Érika é apresentada no Santos. à época, ainda atacante

do Paris Saint-Germain, jogando na mesma posição pela seleção brasileira.

 

O Peixe chegou a encerrar suas atividades no futebol feminino em 2012, vítima da falta de patrocinadores e da organização caótica do esporte no país, o que motivou, aliás, a formação de uma seleção permanente para a disputa dos Jogos Rio 2016. Mas o clube retornou em 2015, não tendo, desta vez, nenhuma jogadora convocada para a seleção. Das 18 convocadas, cinco são da seleção permanente e todas as outras 13 atuam fora do país, o que evidencia a precariedade da modalidade no Brasil.

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Santos X Cruzeiro – chance de subir ainda mais na tabela do Brasileiro

Sem Lucas Lima, Alvinegro joga na Vila para colar de vez na briga pela liderança do Campeonato Brasileiro

dorival victor ferraz santos

Dorival Júnior não tem Lucas Lima, mas conta com o retorno de Victor Ferraz neste domingo (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Santos e Cruzeiro fazem neste domingo (31), na Vila Belmiro, às 16h, em um duelo que pode dar ao Peixe até mesmo a liderança do Brasileirão, de acordo com uma combinação (difícil) de resultados ou marcar o início da recuperação dos mineiros, que terão a estreia de Mano Menezes no lugar de Paulo Bento. O Peixe está com 29 pontos, a três do líder Palmeiras e dois de Corinthians e Grêmio e os visitantes estão em penúltimo na tabela, com 15 pontos.

Os donos das casa não contarão mais uma vez com Lucas Lima. Desfalque no meio de semana na peleja contra o Gama, por conta de um edema na coxa esquerda, o meia segue em tratamento no departamento médico da Vila Belmiro. Assim, Dorival Júnior escala novamente  o argentino Vecchio na equipe nesta 17ª rodada do campeonato brasileiro. Já o lateral direito Victor Ferraz, ausente contra o Gama em função de dores musculares, retorna ao time. O treinador, obviamente, continua sem poder contar com o trio que vai disputar os Jogos Olímpicos.

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No Cruzeiro, o desfalque é o volante Henrique, que também atuou no Santos. Entre os relacionados do Alvinegro para a partida, em relação ao duelo contra o Gama a novidade é a volta de Jean Mota, que não pode disputar pela equipe a Copa do Brasil. Com o retorno do meia, o jovem Matheus Oliveira perde o lugar.

Em relação ao histórico de confrontos, as duas equipes fizeram 72 jogos, com 27 vitórias do Santos, 20 empates e 25 derrotas. Em Brasileiros, são 58 pelejas, com 21 triunfos alvinegros, 21 derrotas e 15 empates. Já na Vila, os donos da casa venceram onze vezes, perderam sete e empataram cinco.

Jogadores relacionados para o jogo contra o Cruzeiro

Goleiros: Vanderlei e Vladimir
Laterais: Victor Ferraz, Caju e Daniel Guedes
Zagueiros: Luiz Felipe, Gustavo Henrique, David Braz e Lucas Veríssimo
Volantes: Renato, Léo Cittadini, Yuri, Valencia e Fernando Medeiros
Meias: Vitor Bueno, Vecchio, Elano, Jean Mota e Longuine
Atacantes: Copete, Ricardo Oliveira, Rodrigão e Joel

Escalações de Santos e Cruzeiro

Santos – Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju; Renato, Léo Cittadini e Vecchio; Vitor Bueno, Copete e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.

Cruzeiro – Fábio; Lucas, Bruno Rodrigo, Manoel e Edimar; Bruno Ramires, Ariel Cabral, Robinho e De Arrascaeta; Rafael Sobis e Willian. Técnico: Mano Menezes.

Local: Vila Belmiro, Santos (SP)
Horário: às 16h, no domingo (31)
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Eduardo Goncalves da Cruz (MS) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT)

Onde assistir Santos X Cruzeiro

Premiere FC

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Arquivado em futebol, História, Santos, Século 21