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Há 30 anos, o Santos vencia o Corinthians na final da Copa São Paulo

Foi há exatos 30 anos a última e até agora única vez em que Corinthians e Santos enfrentaram em uma final de Copa São Paulo de Juniores. Naquele 25 de janeiro de 1984, o Peixe superou o Timão por 2 a 1 e conquistou seu primeiro título no tradicional torneio.

A Copinha daquele ano era disputada por 24 equipes, divididas em oito grupos nos quais apenas o primeiro colocado disputava a fase seguinte. O Santos ficou junto de Cruzeiro e Matsubara (PR), clube que também tinha tradição de formar atletas na divisão de base. Foram dois triunfos alvinegros, 3 a 0 contra os paranaenses e 2 a 1 contra os mineiros.

Nas quartas, o difícil duelo contra a Ponte Preta. Mas, depois de um 0 a 0 no tempo normal, os peixinhos bateram a Macaca nos pênaltis por 5 a 4. Na semifinal, outra parada dura, o Nacional-SP, time que tinha feito a primeira final da competição, em 1969, e já tinha um título, conquistado em 1972. Vitória alvinegra por 2 a 1 e a vaga na final assegurada.

Na partida decisiva, disputada no Canindé, o Santos entrou com Nilton; Amauri, Pedro Paulo, Flávio e Mário; Mazinho, Enéias e Édson; Mauro, Gérson e Guinho (Rogério). O técnico era Ernesto Marques. Os meninos da Vila saíram na frente com Gérson, aos 18 da etapa inicial, e o Corinthians empatou aos 32, gol do atacante Rogério. A vitória santista viria depois de uma cobrança de escanteio, com um gol do zagueiro Flávio, aos 42 do segundo tempo, sagrando a equipe campeã. Confira os gols no vídeo abaixo.

A equipe santista contava ainda com Paulo Leme, autor de um dos gols da semifinal, e que atuou na equipe de cima, o mesmo acontecendo com os zagueiros Pedro Paulo e Flávio. O arqueiro Nílton também permaneceria muitos anos na Vila, na maior parte o tempo no banco de reservas, mas teve sua trajetória atrapalhada por contusões.

Daqueles garotos, quem “vingou” de fato, mas não no Santos, foi o atacante Gérson, artilheiro daquela edição da Copa São Paulo. No profissional, fez 17 jogos e anotou dez gols, e depois teve passagens pelo Guarani, Paulista e parou no Atlético-MG, onde se tornou ídolo entre 1988 e 1991. Jogou pelo Internacional em 1992, onde foi crucial para a obtenção do bicampeonato gaúcho e da Copa do Brasil daquele ano, na qual fez nove dos 18 gols da equipe campeã.

Gérson da Silva faleceu em 1994, em decorrência de toxoplasmose.

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Brasileiro de 1972: quatro golaços santistas contra o Corinthians

Foi em um dia 26 de novembro, mas de 1972, que o Santos enfrentou o Corinthians no Pacaembu, em partida válida pelo campeonato brasileiro daquele ano. Disputado por 26 times, pra variar, a fórmula da competição daquele ano era bizarra. Na primeira fase, eram dois grupos de seis e dois de sete, classificando-se os quatro melhores de cada na etapa seguinte. Na segunda fase, eram quatro chaves com quatro clubes, saindo o melhor de cada. A partir daí, semifinais e final, em partidas únicas. Genial, não?

Mas a partida em questão acontecia ainda na primeira fase. Diante de pouco mais de 59 mil pagantes no Pacaembu, o Alvinegro Praiano precisou de pouco mais de meia hora na etapa final para golear o Corinthians. O Peixe entrou em campo com Cláudio, Orlando Lelé, Carlos Alberto, Vicente e Zé Carlos (Turcão); Clodoaldo e Brecha, Jair da Costa, Nenê, Pelé e Edu, o técnico era Pepe. Os rivais foram a campo com Ado, Zé Maria, Vágner, Luís Carlos (Baldochi) e Pedrinho; Tião e Rivelino; Paulo Borges, Sucupira, Mirandinha e Marco Antônio (Aladim), com Duque no banco.

E os gols… Todos foram bonitos. O primeiro saiu de uma bela assistência de Pelé para Clodoaldo, que inaugurou o placar. O segundo tento é um sem pulo de Nenê Belarmino, hoje treinador de futebol. Ele fez o terceiro também, uma bela trama do ataque peixeiro. Jair da Costa iniciou o lance na ponta direita, driblou dois de seus marcadores e passou a bola. Pelé fez um lindo corta-luz e a redonda chegou a Edu, que tocou para Nenê, que vinha de trás, fazer.

Mas talvez o gol mais famoso seja o quarto, marcado por Edu. Ele domina, puxa a bola com um quase “elástico” para trás e encobre o goleiro Ado. Uma pintura.

Confira abaixo os gols de Santos 4 X 0 Corinthians, do Brasileiro de 1972.

Abaixo, o vídeo com o jogo completo:

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Depois de apanhar, Santos mostra que continua de pé

Em um dos grandes momentos da história do cinema (só que não), Sylvester Stallone, investido no papel de Rocky Balboa pela sexta vez nas telas do cinema, vira para seu filho, que não quer que o ‘Garanhão Italiano” suba ao ringue com 60 anos de idade, e despeja sua sabedoria em uma frase. “Não importa o quanto você bate, mas sim o quanto consegue apanhar e continuar seguindo em frente.”

E o time do Santos que entrou em campo ontem apanhou na semana passada. Até mais do que as incríveis surras que o personagem de Stallone tomou de diferentes lutadores durante a série cinematográfica. O que estava em questão hoje não era apenas o clássico contra o Corinthians, mas se os moleques e os veteranos, espezinhados com razão por Deus e pelo mundo, iriam suportar a pressão e jogar de forma digna contra um dos times mais consistentes do Brasil.

O início da peleja, com um gol de Paulo André aos 3 minutos, dizia que não. Hoje, não. Ou… hoje, sim? Lembrei daquele time de meninos de 2002, cuja fórmula cantada por comentaristas para que ele caísse na segunda partida das quartas de final do Brasileiro contra o São Paulo era tomar um gol no começo do jogo. E o Santos tomou. Mas não caiu. Também não tombou na noite de ontem.

Chegou a ter 68% de posse de bola no primeiro tempo. Mas pouco ameaçou o gol de Cássio. Essa vem sendo a tática do Corinthians de Tite, pressionar e marcar logo no começo, e depois esperar pelo contra-ataque. Nas duas partidas contra o Corinthians na Libertadores de 2012, na maior parte do tempo o Timão, com a vantagem, marcou atrás da linha da bola contra o Peixe. E se deu melhor.

Mas aquele Corinthians tinha mais qualidade técnica com Paulinho no meio. O Santos também era melhor tecnicamente que o time de Claudinei Oliveira, mas menos coeso taticamente. E menos aguerrido. Porque os donos da casa hoje entraram querendo curar a ressaca, provando que podiam aguentar qualquer trago e qualquer tranco, mesmo com o revés do início.

Na segunda etapa, a superioridade se traduziu em gol. Em um, de William José, mas poderia ter sido dois, poderia ter sido uma vitória de virada. O Santos tomou conta do meio de campo corintiano, Tite tentou corrigir a desvantagem colocando Ibson no lugar de Romarinho. Não bastou. Arouca, Leandrinho, Cícero e, principalmente, um onipresente Montillo, em sua melhor atuação pelo Santos, fizeram do meio de campo seu castelo. Sem contar Léo atrás, que roubou a bola do contra-ataque que resultou no tento peixeiro e Edu Dracena, que calou a boca do crítico futepoquense que o cobrou em relação às declarações infelizes de alguns dias atrás. E Neílton, menos vistoso que eficiente, também mostrou que o passeio de Barcelona foi isso. Um passeio que ficou pra trás, como aqueles que fazemos nas férias.

Assim como no jogo contra o Coritiba, o time não conseguiu traduzir a superioridade nos três pontos. Numa competição de pontos corridos, isso é grave. A equipe precisa do algo a mais, de um ou dois jogadores com poder de decisão, que possam mudar uma partida ou fazer o inesperado quando o contexto exigir. O novo gerente de futebol, Zinho, chegou com a ingrata missão de buscar esse (ou esses) “a mais”. Os santistas aguardam com ansiedade.

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Edu Dracena e os maiores zagueiros artilheiros da história do Santos

Dracena comemora seu 15º tento pelo Santos, na semifinal do Paulistão 2013

Com o gol que levou a partida contra o Mogi Mirim para a disputa de pênaltis, Edu Dracena não só assegurou a ida do Santos à final do Paulista de 2013 como também garantiu a vice-liderança entre os maiores zagueiros-artilheiros do clube.

Desde 2009, quando chegou ao Alvinegro, Dracena marcou 15 gols, mesmo número de três outros ex-peixeiros. Além do lance do empate contra o Mogi, o capitão santista também fez outros tentos importantes, como os anotados contra o Atlético-MG, nas quartas, e contra o Vitória, na final da Copa do Brasil de 2010. Também fez o seu contra o Cerro Porteño, nas semifinais da Libertadores de 2011. Confira abaixo quem são os outros quatro zagueiros que fazem parte da lista dos maiores artilheiros santistas na posição.

Alex (2002 a 2004) – 20 gols

O maior zagueiro artilheiro da história peixeira treinava entre os juniores do Jabaquara, de acordo com essa matéria, quando o técnico Emerson Leão precisou de gente para completar dois times em um coletivo. Alex entrou e conquistou a confiança do treinador, que resolveu apostar no talento do então garoto de 20 anos para formar dupla com André Luiz, as “torres gêmeas” da Baixada.

Apelidado de “novo canhão da Vila” por conta do seu chute forte, fez gols em cobranças de falta e também de cabeça em sua passagem pelo Santos. Campeão brasileiro em 2002, foi vice-artilheiro da equipe no Brasileiro de 2003, ao lado de Diego, Robinho, Renato e Willian, com nove gols, ficando atrás somente de Fabiano, com dez. Em 2004, foi para o PSV e, mais tarde, chegou ao Chelsea. Hoje, está no Paris Saint-Germain e faz dupla ao lado de Thiago Silva.

Joãozinho (1977 a 1983) – 15 gols

O quarto-zagueiro Joãozinho, apelido de João Rosa de Souza Filho, veio do Vitória para o Santos em junho de 1977, aos 21 anos, e já tinha fama de artilheiro, pois havia marcado nove gols no campeonato baiano de 1976. Logo que chegou, reza a lenda que um dirigente santista chegou no vestiário e tratou de estabelecer a “nova ordem”. “Joãozinho aqui no Santos só tem um e é esse que chegou do Vitória. De agora em diante, o ponta-esquerda que veio do São Cristovão deixa de ser Joãozinho e passa a ser João Paulo, que é o nome dele.” O ponteiro era “só” aquele que viria a ser o segundo maior artilheiro da Era Pós-Pelé, o Papinha.

Joãozinho, entre o goleiro Vítor e o parceiro de zaga Neto

Joãozinho, entre o goleiro Vítor e o parceiro de zaga Neto

O zagueiro fez parte da primeira edição dos Meninos da Vila, campeão paulista em 1978, e foi vice-campeão brasileiro em 1983. Mais tarde, ele era o auxiliar de Serginho Chulapa e assumiu o comando do Santos após a saída do ex-artilheiro, em 1994. Treinou o Santos até meados de 1995, quando foi substituído pro Cabralzinho, que comandaria a bela equipe vice-campeão brasileira daquele ano. Hoje, Joãozinho é supervisor das divisões de base do Alvinegro.

Márcio Rossini (1981 a 1985 e 1990) – 15 gols

Vindo do Marília, Márcio Rossini era o tipo de zagueiro central que não “aliviava”. Com 1,82 e 78 quilos nos bons tempos, foi um líder em campo na sua passagem pelo Peixe e chegou à seleção brasileira em 1983, disputando 13 partidas pela seleção treinada por Carlos Alberto Parreira.

Com Toninho Carlos, defensor que era mais técnico, formou uma dupla daquelas que muitos consideram a ideal para uma zaga, com um “zagueiro zagueiro” e outro clássico. Juntos, jogaram pelo Santos, pela seleção brasileira e, mais tarde, pelo Bangu. Além dos tentos marcados pelo Alvinegro, Márcio Rossini também fez um belo gol pela seleção brasileira, em 1983, um empate em 3 a 3 contra a Suécia. Veja abaixo o gol.

André Luis (2000 a 2004) – 15 gols

Cria da base santista, o gaúcho André Luis estreou no time no ano 2000, em uma vitória por 7 a 2 contra o Araçatuba. Disputou os Jogos Olímpicos de Sidney pela seleção, mas não chegou a se firmar no clube no período, sendo emprestado para o Fluminense entre o segundo semestre de 2001 e o primeiro de 2002. Um dos principais motivos da sua saída momentânea foi o escorregão diante do atacante Gil, do Corinthians, que resultou no gol de Ricardinho e na desclassificação alvinegra nas semifinais do campeonato paulista.

No seu retorno, fez bela dupla de zaga com Alex e foi peça importante na campanha que levou o Peixe ao título do Brasileirão de 2002, obtido contra o Corinthians. Ficou na equipe até 2004, transferindo-se na temporada de 2005 para o Benfica, após desentendimento com Vanderlei Luxemburgo.

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Afinal, quantos gols Guga fez contra o Corinthians?

Uma matéria que saiu esta semana no Uol traz um pouco da história do ex-artilheiro santista Guga. Após quase ser baleado em uma lotérica da qual era dono, o ex-camisa 9 tem hoje uma escuna que faz a travessia de Ilha Grande e vive como guia turístico ali.

Mas um detalhe chama a atenção no texto, quando se diz que Guga “fez mais de dez tentos em clássicos contra o Corinthians”. De fato, o jogador teve sua passagem pelo Alvinegro Praiano marcada por suas atuações contra o rival paulistano. Em duas ocasiões ele marcou três gols, fato que lhe rendeu a alcunha de “matador de gambás”. Mas quantos gols, afinal, Guga teria marcado contra o Corinthians?

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Guga marcou duas vezes três gols contra o Corinthians

Consultando o Acervo Histórico de Guillherme Nascimento, autor do excelente Almanaque do Santos, temos uma lista com todos os gols de Guga feitos pelo Santos no período em que jogou pelo clube, entre 1992 e 1994. Foram 74 gols no total, o que rende ao atacante a 29ª posição entre os maiores artilheiros do time, o 7º da era pós-Pelé. Mas, contra o Corinthians, foram oito tentos marcados, e não mais de dez.

O primeiro “triplete” ou “hat trick” de Guga aconteceu em 1992, uma vitória de 3 a 1 do Peixe. Entre os tentos, um gol de voleio ou meia-bicicleta, de acordo com o gosto do freguês. Em janeiro do ano seguinte, marcou novamente na vitória por 1 a 0, em partida válida pelo campeonato paulista. Já em novembro, fez outro na derrota por 3 a 2 pelo campeonato brasileiro.

Em 1994, em uma partida emocionante, Guga marcou de novo três gols contra o Corinthians. Foi um jogo válido pelo campeonato paulista no qual Edinho, o filho do Rei, teve uma grande atuação e o Peixe virou de um 2 a 0 para vencer por 4 a 3 no Morumbi. Aquela peleja coroou a recuperação do clube no campeonato com Serginho Chulapa à frente, mas a fórmula de pontos corridos não permitiu que a equipe sonhasse com o título após a péssima campanha no primeiro turno.

Assim, Guga marcou oito vezes em onze partidas contra o Corinthians, mas com dois tripletes que marcaram o torcedor. O atleta que mais marcou gols contra o Alvinegro paulistano na história foi Pelé, 50 gols em 49 partidas. Pelo Santos, foram 49 tentos já que um dos gols anotados pelo Rei foi em um amistoso pela seleção brasileira. Mas isso já é outra história.

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Serginho Chulapa e o pacto para vencer o Paulistão de 1984

Serginho Chulapa foi um dos meus primeiros ídolos no Peixe. Após ficar marcado como maior atilheiro da história do São Paulo, o atacante chegou ao Santos em 1983, sendo o artilheiro do Brasileiro daquele ano, com 22 gols. Junto como ponta-esquerda João Paulo, é quem mais marcou gols com a camisa peixeira depois da Era Pelé, com 104 tentos.

Chulapa ficou até o fim de 1984 no Alvinegro, mas teve outras três passagens pela Vila: em 1986, 1988 e 1990. Ídolo, fez o gol do título do campeonato paulista de 1984, e os bastidores dessa partida e desse campeonato estão no livro Artilheiro Indomável – As Incríveis Histórias de Serginho Chulapa (Editora Publisher Brasil), do jornalista Wladimir Miranda.

A gente sabia que não ia perder. O Castilho (ex-goleiro Carlos Castilho, já falecido, que era técnico do Santos em 84) deu a preleção dele na chácara Nicolau Moran Vilar. Eu pedi para falar com o grupo. Disse: ‘Não vamos perder este título, gente. Se eles estiverem ganhando, vamos arrumar uma confusão. Eles, durante a semana, fizeram foto de campeões. Nós vamos ser campeões. Se tiver perdendo o jogo, arrumo a confusão e todo mundo vai ter de entrar na briga’. Nosso time tinha o Márcio Rossini, Rodolfo Rodriguez, o Dema. Nosso time era problema. No braço, era problema. Saímos com essa determinação. Qualquer eventualidade, a gente ia arrumar um rolo. Foi uma voz de incentivo. O importante é que tiramos o tricampeonato do Corinthians. O título teve um sabor especial para mim. Assim que cheguei ao vestiário, tomei mais da metade de uma garrafa de uísque. Passei até mal de tanto que bebi”.

Outro ex-atleta daquele elenco, Dema, confirma na obra de Miranda o pacto proposto por Chulapa. “Ele disse que se o Corinthians estivesse ganhando, a gente ia bagunçar o jogo. Disse que ia bater em todo mundo. O Serginho era encrenqueiro. Era meio louco. Era engraçado. Ele apavorava os zagueiros. Eu via o que ele fazia e dava muita risada lá atrás. Disse para ele assim: ‘Você é o Serginho, eu estou começando a minha carreira. O que você mandar, eu faço’”.

O ex-volante lembra que não foi necessário tumultuar o jogo para o Peixe derrotar o Corinthians po 1 a 0. “Dei uma chegada no Arthurzinho e no João Paulo, e eles foram armar no meio de campo. O João Paulo, a gente já conhecia. Ele tinha jogado no Santos e nós sabíamos que colocava a bola onde queria. Então, dei uma chegada nele e pronto”.

No livro, Dema conta também que, ao contrário do que seria o normal do futebol, com os zagueiros colocando medo nos atacantes, era Chulapa quem amedrontava os defensores. E não só os defensores, como mostra uma passagem contada pelo volante santista. “Ele estava treinando cobranças de faltas. Sempre que errava o chute e a bola ia muito longe do gol, alguns torcedores que estavam vendo o treino perto do alambrado davam risada, mexiam com o Serginho. O Serginho ficou nervoso e pulou o alambrado atrás dos torcedores. Os caras, uns dez torcedores, saíram correndo. Os caras na frente e o Serginho atrás. E os outros jogadores ficavam lá, morrendo de rir.”

O lançamento do livro  Artilheiro Indomável – As Incríveis Histórias de Serginho Chulapa, será no Artilheiros Bar, rua Mourato Coelho, 1194, na segunda-feira, 12, 19h.

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