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Santos joga pro gasto, supera Figueirense e enfrenta São Paulo nas semis da Copa do Brasil 2015

O Santos bateu o Figueirense no Pacaembu, em partida válida pelas quartas de final da Copa do Brasil. A equipe não fez uma grande apresentação, algo compreensível dada a maratona enfrentada pelos comandados de Dorival Júnior. Um 3 a 2 justo, com um adversário que valorizou a vitória.

Se o Figueirense veio para o Pacaembu com o chamado “time alternativo”, o Santos teve desfalques importantes na partida. Lucas Lima E Victor Ferraz não foram a campo, lesionados, e Geuvânio segue em recuperação. Mas o Alvinegro contou com um 12º jogador fundamental. A torcida desde cedo fez a festa no estádio paulistano, ainda que a desorganização tenha ocasionada filas imensas do lado de fora, atrasando a entrada dos torcedores.

Gabigol celebra

Gabriel, o cara do jogo. E só precisou atuar um tempo…

Como esperado, o Figueira veio retrancado, mas buscando também apertar a saída de bola santista com três atacantes. O problema é que esse tipo de esquema, sem compactação, dá espaço entre os atacantes e a intermediária, e alguns jogadores santistas pegavam a bola com liberdade, como Renato, que buscou enfiadas de bola à frente, em especial para Gabriel.

O menino, inspirado, era quem mais dava trabalho à defesa catarinense, assim como Marquinhos Gabriel. O meia, com Rafael Longuine entre os titulares, fez a função de Lucas Lima, se movimentando por todo o campo. Nada mais natural que os gols saíssem da dupla. Primeiro com um lançamento de Marquinhos para Gabigol, que colocou por baixo das pernas de Felipe para marcar aos 20. Depois, um incrível passe de trivela do garoto, que devolveu o presente para Marquinhos fazer de cabeça aos 28 Com o tento, Gabigol se tornou o maior artilheiro do Santos na Copa do Brasil junto com Neymar, com 13 gols, e fez o seu sexto na edição de 2015, chegando também ao topo dos artilheiros.

O Peixe ainda sofreu um gol aos 37 do primeiro tempo, em cobrança de escanteio pelo lado direito. Bruno Alves anotou em uma falha de marcação e um pouco também do goleiro Vanderlei, já que foi uma bola no canto em que estava. Com a vantagem, a missão dos visitantes ficava bem mais difícil…

E ficou ainda pior com o gol aos 2 minutos de Neto Berola, que entrou após o intervalo no lugar de um apagado Longuine. Com 3 a 1 logo no início da etapa final, os jogadores naturalmente relaxaram e o Figueirense chegou a criar oportunidades, todas desperdiçadas por uma cominação de nervosismo e falta de técnica mesmo. Dorival ainda colocou Serginho no lugar de Gabriel e Marquinhos substituindo Marquinhos Gabriel.

O Figueira ainda chegou ao segundo gol com Carlos Alberto (aquele), aos 41, e até deu até algum medo ao torcedor mais cauteloso do Peixe. Mas a classificação era nossa e agora é enfrentar o São Paulo nas semis da Copa do Brasil.

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Massacre na Vila Belmiro. Santos não cozinha o Galo. Tritura

Pra quem tinha alguma dúvida do potencial dessa equipe do Santos, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, deixou de ter. O Alvinegro atropelou o vice-líder do Brasileirão, o Atlético-MG, com uma goleada de 4 a 0 que poderia até ter sido maior. Um baile.

Com Victor Ferraz e Thiago Maia, ausente na partida contra a Ponte Preta, retornando, não só a qualidade técnica cresceu em relação ao jogo do fim de semana, mas também o ajuste tático que faltou no Moisés Lucarelli. O Peixe conseguiu exercer sua marcação no campo do adversário, embora o Atlético-MG também tenha tentado fazer isso, mantendo até mais posse de bola na primeira metade do jogo e chegando com perigo em uma jogada pela lateral direita. Mas mesmo nesse período, foram os donos da casa que chegaram com mais perigo, em um lance de Gabriel e outro de Marquinhos Gabriel.

Quando, aliás, o substituto de Geuvânio fechou mais a descida do Galo pelo lado esquerdo junto com Zeca, tendo mais atenção dom Patrick, o Alvinegro Praiano passou a ter vantagem e aos 37 Gabriel fez o primeiro do time, em um belo lance individual que também contou com a movimentação de Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel, desfazendo a marcação do Galo. Os visitantes não esboçaram reação e não finalizaram com perigo à meta de Vanderlei mesmo estando atrás no placar.

Gabriel, o menino da Vila, santista, foi muito cruel contra o Galo (Ricardo Saibun/Santos FC)

Gabriel, o menino da Vila, santista, foi muito cruel contra o Galo (Ricardo Saibun/Santos FC)

Na segunda etapa, a toada começou igual, com Ricardo Oliveira perdendo grande chance após bela jogada de Gabriel com Thiago Maia. O Santos mostrava toda velocidade e o jogo envolvente que vem enchendo os olhos da torcida em diversas pelejas apareceu no contra-ataque rápido que Lucas Lima armou para Gabriel.

A partir daí, se o Atlético-MG já estava mal, ficou derrubado psicologicamente e entregue na partida. O Santos continuou apertando a marcação, roubando bolas no meio de campo e na intermediária do rival e foi numa bola em que Lucas Lima pressionou a saída de jogo do adversário que saiu a troca de passes entre ele e Ricardo Oliveira, que marcou seu 17º gol no Brasileiro.

O Peixe ainda viu a estreia de Vitor Bueno, meia que veio do Botafogo-SP e recentemente foi promovido do sub-23, e contou com as entradas de Marquinhos e Leandro, nos lugares de Ricardo Oliveira, Gabriel e Lucas Lima. E o estreante deu uma assistência para um bonito gol de Marquinhos Gabriel. Vanderlei ainda brilhou duas vezes quando o jogo já estava decidido, evitando um tento de Thiago Ribeiro e furando a “lei do ex”.

Uma partida irrepreensível do Santos, com destaque para o importante papel de Lucas Lima e Marquinhos Gabriel na meia e no apoio ao ataque, a movimentação intensa de Gabriel e do incansável Ricardo Oliveira e de mais uma ótima participação de Victor Ferraz atrás e também ofensivamente. Uma noite definitivamente feliz para o santista.

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Santos passeia sobre o São Paulo com banho tático de Dorival

O Santos superou (ou goleou, conforme o conceito de “goleada”) o São Paulo na noite desta quarta-feira (9), na Vila Belmiro, por 3 a 0, ficando a um ponto de entrar no G-4 do Brasileirão 2015. Mais uma vez, foi uma vitória convincente do time, que acumula uma série invicta de treze partidas entre as duas competições que disputa. Mais que isso, um triunfo com a marca de Dorival Júnior.

O São Paulo de Juan Carlos Osorio entrou em campo buscando refrear o ânimo santista, elevado em seus domínios. Para isso, buscou exercer uma marcação-pressão no campo dos donos da casa que chegou a ter efeito nos primeiros minutos, forçando erros da defesa alvinegra. Mesmo assim, os visitantes não conseguiram chegar com perigo à meta de Vanderlei, e acabaram dando a senha para a construção da vitória peixeira.

O Tricolor marcava quase de forma individual os atacantes santistas e, com a pressão feita sobre a defesa alvinegra, acabava dando espaços no meio de campo. Foi aí que apareceram Thiago Maia e, principalmente, Renato atuando cada um junto a um lateral, sobrando em cima da marcação rival que era precária pelos lados. Com triangulações e trocas rápidas de passes nas beiradas do campo (no time de Dorival quem corre é a bola), os donos da casa se impuseram e, por meio de uma falta cometida no lado esquerdo do ataque santista, saiu o primeiro gol em cobrança de falta de Zeca, bem finalizada no cabeceio de David Braz.

A movimentação santista era intensa não somente entre os homens de frente, mas também no meio. Aliás, sem um esforço extra dos jogadores, que mantêm a intensidade do jogo em alta durante a maior parte do tempo, nenhum esquema tático daria certo. Marquinhos Gabriel fazia as vezes de Lucas Lima, mas também caía pela ponta, exercendo o papel de Geuvânio no esquema ideal de Dorival. A entrega do meia impressionou.

Ricardo Oliveira marcou o 3º do Peixe, seu 50º com a camisa santista (Foto: Foto: Ricardo Saibun/Santos FC)

Ricardo Oliveira marcou o 3º do Peixe, seu 50º com a camisa santista (Foto: Foto: Ricardo Saibun/Santos FC)

Longuine, que foi o substituto do atacante lesionado, mostrou que foi a opção correta do técnico (ainda mais que os reservas em tese seriam Neto Berola e Leandro, que não conseguem desempenhar a função tática de Geuvânio). O meia vindo do Audax mostrou versatilidade ao apoiar o ataque mas também cobrir o avanço dos volantes, compondo o meio de campo e não deixando a defesa exposta. Foi dele o segundo gol peixeiro, uma combinação com Gabriel em um momento em que o Santos apertou a zaga são-paulina e o volante-meia Renato roubou a bola.

Na etapa final, mesmo com as mudanças feitas por Osorio, o Santos tratou de definir a partida aos 7. Um cruzamento perfeito de Victor Ferraz, que mais uma vez teve bela atuação tanto na defesa quanto no apoio, encontrando Ricardo Oliveira, o artilheiro do Brasileirão 2015, na cara de Renan Ribeiro. Foi seu 16º gol na competição, o 50º com a camisa alvinegra em 79 pelejas.

Dorival e os jogadores mostraram mais uma vez que sabem sair de determinadas situações que a partida impõe e as variações táticas da equipe funcionam. Com 37 pontos, a equipe vai a Campinas no próximo domingo encarar a Ponte Preta em busca do lugar no G-4. E o treinador santista tem razão: é prazeroso ver o Santos jogar…

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Santos supera Chapecoense na Vila e se aproxima do G4 do Brasileirão 2015

O Santos conseguiu na noite desta quinta-feira uma vitória convincente sobre a Chapecoense, na Vila Belmiro, por 3 a 1, chegando a onze partidas sem perder entre Brasileiro e Copa do Brasil. Agora, a equipe está a três pontos do G4.

Com o Peixe ainda sem Gabriel, contundido, e Lucas Lima, na seleção brasileira, a proposta de sufocar o rival ficou evidente logo no início do jogo. Os visitantes, sem o lateral Apodi, um dos principais jogadores da equipe, também mostrou a que veio de cara: a proposta era segurar a marcação atrás da linha da bola.

Como em outros jogos, o Alvinegro usou bastante os lados, atacando tanto pela direita quanto pela esquerda. A Chape praticamente abriu mão de tentar qualquer lance mais ofensivo, permanecendo durante a maior parte do tempo na sua intermediária. Em parte culpa também do Santos, que ocupou os espaços na intermediária dos visitantes.

O gol não demorou muito a sair, logo aos 15 minutos. Marquinhos Gabriel deu uma bela assistência pelo lado direito para Ricardo Oliveira, no lado canhoto da área, bater de sem pulo e fazer um golaço.

Pouco depois, um lance polêmico. Ricardo Oliveira disputou bola na área com o zagueiro Neto e caiu. Não foi pênalti, mas o árbitro Bruno Arleu de Araújo anotou. O atacante alvinegro bateu no lado direito, mais uma vez, desta vez à meia altura. E, pela quarta vez na temporada, perdeu.

A superioridade santista no primeiro tempo foi evidente, e os números comprovam. Enquanto a Chapecoense fez uma finalização somente ao gol, facilmnete defendida por Vanderlei, o Peixe, além do gol, chegou com perigo em finalização de Marquinhos Gabriel, em belo lance, pra fora, mantendo 61,2% da posse de bola.

Para o segundo tempo, o treinador Vinicius Eutrópio tirou Ananias e João Afonso para a entrada de Camilo e Cléber Santana. A equipe visitante passou a ter mais posse de bola e chegou com perigo à meta alvinegra aos 11 minutos, em finalização de fora da área. Mas, dois minutos depois, Geuvânio fez um lance que já está se tornando típico. Limpou pelo lado direito da área da Chapecoense e finalizou no ângulo direito de Danilo. Um tiraço indefensável e que não foi comemorado pelo atacante, bastante xingado pela torcida santista (parte dela na Vila tem esse péssimo hábito de não apoiar os próprios jogadores) por ter errado uma jogada segundos antes.

Àquela altura, Léo Cittadini já havia substituído Neto Berola, outra vez com desempenho decepcionante. Depois de tomar o segundo gol, a equipe gaúcha veio pra cima novamente, mas Vanderlei conseguiu segurar tanto os cruzamentos na área como finalizações mais perigosas do rival. A fatura, porém, estava para ser liquidada. Em jogada ensaiada no lado direito após batida de escanteio (é ótimo ver que a equipe hoje treina…), a bola foi parar na cabeça de Ricardo Oliveira, que fez seu 14º gol no Brasileiro. Na temporada, já são 27 gols em 45 partidas e, com a camisa alvinegra, são 48 tentos em 77 jogos. é o 6º maior artilheiro peixeiro no século 21.

O centroavante saiu para a entrada de Nilson e Narquinhos Gabriel, logo depois, cedeu lugar a Rafael Longuine. Ainda que tivesse o controle da partida, o Santos fez valer a lei de tomar gol de ex-jogador quando o zaguerio Neto, depois de escanteio cobrado do lado direito da defesa peixeira, marcou. Aliás, depois disso a equipe ainda tomou algum sufoco em bolas aéreas, tipo de situação que não acontecia há tempos na defesa alvinegra.

A se destacar ainda a grande partida feita por Victor Ferraz, que exerceu grande papel na marcação, com desarmes providenciais, e também no apoio ao ataque. O preocupante foi a provável contusão de Geuvânio no final da partida, uma peça fundamental técnica e taticamente no esquema de Dorival Júnior. Agora o Santos chega a 33 pontos na tábua de classificação. O que parecia pouco provável há dois meses, começa a ser uma realidade. O Peixe chega na disputa de uma vaga da Libertadores no Brasileirão.

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Copa do Brasil 2015 – Santos bate Corinthians por 2 a 0 em grande apresentação tática

O Santos conseguiu uma grande vitória sobre o Corinthians pelas oitavas de final da Copa do Brasil de 2015, na Vila Belmiro. O time pode perder por até 1 a 0 na partida de volta que se classifica para a próxima fase, mas, além do resultado em si, o triunfo dá moral para a equipe no restante da temporada.

Com um início intenso, o Alvinegro mostrou disposição e organização tática para pressionar os visitantes. Foram três finalizações logo nos primeiros quatro minutos e, como em outras ocasiões recentes, o ataque e os meias exerceram uma marcação pressão quase perfeita, não permitindo que os corintianos saíssem para o ataque.

Na etapa inicial, o jogo santista se aproximou da perfeição. Os visitantes fizeram uma finalização – errada – ao gol e o Peixe chegou a ter 70% da posse da redonda nos primeiros dez minutos. Com a marcação e os deslocamentos constantes no ataque, e o apoio dos laterais, em especial de Victor Ferraz pela direita, o Peixe conseguiu a vantagem aos 31, em lançamento de Lucas Lima para Gabriel fazer de cabeça.

A vantagem fez jus ao time que procurava mais o jogo e conseguia pressionar o adversário, uma equipe que tinha vindo para a Vila Belmiro em busca do contra-ataque, jogando de forma bastante recuada. Obviamente que a postura corintiana mudaria na etapa final, mas a expectativa era se o Santos recuaria e se contentaria em buscar o contragolpe como arma.

Gabriel fez o primeiro do Santos e mostrou mais uma vez importante papel tático (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Gabriel fez o primeiro do Santos e mostrou mais uma vez importante papel tático (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

O Corinthians veio para o segundo tempo adiantando a marcação, com Renato Augusto atuando mais à frente e seus meias e atacantes tentando bloquear a saída de bola peixeira. No entanto, como no tempo anterior, não conseguiu barrar as jogadas santistas principalmente pelos lados, o forte do time de Dorival.

Ainda que não tenha atuado de forma tão intensa na marcação no campo rival – o que é quase impossível em vista não só do preparo físico como da qualidade da equipe adversária – o Santos não recuou para sua intermediária, fazendo uma marcação forte no meio de campo. Mesmo abrindo mão da posse de bola, foi mais perigoso nas chegadas ao gol, com Ricardo Oliveira desperdiçando diante de Cássio logo no início do segundo tempo.

E mais uma vez foi dos pés de Lucas Lima que saiu o tento santista. Aos 33, ele recebeu de Marquinhos Gabriel pelo lado direito e devolveu de primeira. O meia-atacante, que havia entrado no lugar de Geuvânio, teve frieza para deslocar Cássio e fazer o segundo. Ali, o jogo praticamente acabava e o Corinthians só buscou ameaçar com cruzamento na área, uma arma típica de equipes brasileiras quando estão no desespero.

Além do excelente jogo coletivo, é preciso destacar no Santos o papel de Lucas Lima. Quase onipresente no campo, ele, além de articular e dar as duas assistências para gol, marcou durante boa parte do tempo Bruno Henrique, dificultando a transição do adversário para o ataque. Foi eficiente no ataque e fundamental no equilíbrio do time.

No esquema de Dorival Júnior, o sistema defensivo começa no ataque, e por conta disso invariavelmente os atacantes que jogam pelos lados e barram a subida dos laterais adversários compondo o meio de campo são substituídos. É admirável, a propósito, a evolução tática de Geuvânio e Gabriel sob o comando do técnico. São jogadores mais completos e conscientes de seu lugar no jogo.

A vaga não está ganha, mas o Alvinegro Praiano fez uma partida para qualquer torcedor se orgulhar. E o segundo turno do Brasileiro pode ser uma história muito diferente do que foi o primeiro.

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Na estreia de Dorival, Santos muda postura e vence Figueirense

Sempre que um clube muda de técnico, muda também o ânimo dos jogadores. Com uma estreia em casa, contra um adversário da zona intermediária, Dorival Júnior tinha tudo para conseguir um bom resultado em sua estreia como comandante do Santos. E conseguiu.

Primeiro, é preciso atentar para as duas mudanças feitas pelo técnico. Em que pesem dois erros de saída de bola, Paulo Ricardo como volante, ao lado de Thiago Maia, foi uma solução que melhorou a marcação no setor do meio de campo e também uma falha quase crônica do Peixe neste ano: a cobertura do avanço dos laterais. Com uma defesa mais articulada dos lados, o Alvinegro dominou o meio de campo do visitante, anulando o potencial ofensivo do rival que só passou a levar algum perigo quando o jogo já estava 3 a 0 para o Alvinegro.

Zeca, pela esquerda, foi bem como defensor e Victor Ferraz, pela direita, esteve mais à vontade do que no lado canhoto, sendo decisivo para o terceiro tento, de Gabriel, que selou a vitória peixeira. Com um meio de campo combativo e os atacantes participando da retomada de bola, a equipe foi efetiva na pressão sobre o adversário e os números não mentem nesse aspecto: foram doze finalizações santistas, sendo cinco certas, contra cinco dos visitantes, somente duas a gol.

A vitória traz boas notícias por contra de vários outros fatores. Finalmente o Peixe vence uma partida por mais de um gol de diferença no Brasileiro, algo que ainda não havia acontecido, e sem sofrer sobressaltos. A defesa não ter sofrido gols ainda é um indício de que o problema pode ser mais o esquema e a forma de jogar do que propriamente a qualidade dos zagueiros e Gabriel ter marcado, após atuações pouco animadora, é ótima para ele e o grupo.

Se o Alvinegro tem uma parada dura no seu próximo jogo contra o Palmeiras, no Allianz Park, no domingo (19), Dorival também terá uma semana para trabalhar com o time. Está na hora do Santos mostrar a que veio neste Brasileirão.

Gabriel comemora seu gol com Ricardo Oliveira e a torcida (Ivan Storti/Santos FC)

Gabriel comemora seu gol com Ricardo Oliveira e a torcida (Ivan Storti/Santos FC)

A torcida do Santos e a Vila Belmiro

Assistir a uma partida na Vila é sempre um motivo de satisfação. Você fica próximo do campo como não acontece em quase nenhum estádio da Série A e tem a possibilidade de apoiar de perto sua equipe. No entanto, existe um tipo de torcedor – minoria, ainda bem – que comparece à casa do Santos que é bem prejudicial ao time.

Ontem, um dito santista não cansou de xingar Gabriel durante o jogo todo. O torcedor inventava apelidos pejorativos para o atleta, que provavelmente escutava os xingamentos quando estava daquele lado do campo. Quando o atacante marcou seu gol, vários alvinegros que estavam próximos foram à forra e questionaram o “xingador”.

Não se trata de ditar regras, mas quem vai à Vila poderia refletir um pouco mais. Temos uma vantagem sobre os outros adversários, que é pressionar os visitantes e dar apoio aos jogadores de uma forma muito mais efetiva. Isso faz a diferença e a História cansa de mostrar.

“Ah, mas o Gabriel ganha R$ 200 mil por mês.” Sim, e que possa ser cobrado antes e depois do jogo, mas é sempre bom lembrar que o que ele recebe tem a ver com o seu potencial. Se ganhasse R$ 1 milhão, continuaria tendo 18 anos e teria toda insegurança que a idade e a inexperiência caracterizam alguém nestas condições. Paciência também ajuda.

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Santos pega Figueirense na Vila com estreia de Dorival Júnior

O Alvinegro Praiano disputa neste sábado (11), às 18h30, uma partida-chave para iniciar sua fuga da zona do rebaixamento. O Santos pega o Figueirense, na Vila Belmiro, tendo Dorival Júnior à frente do time. E ele de cara vai fazer duas mudanças.

Na lateral esquerda, entra Zeca, com Victor Ferraz indo para a lateral direita e Daniel Guedes voltando ao banco de reservas. O canhoto Caju, que entrou mal nas duas últimas partidas da equipe, nem no banco fica. A avaliação é que o atleta, que retornou direto da seleção sub-20 para compor o elenco, não está em condições físicas ideais.

Outra mudança acontece no meio de campo. Lucas Otávio dá lugar ao zagueiro Paulo Ricardo, que atuará na frente da zaga. “Puxa, mas o Dorival mal chegou e já está inventando moda?”, deve pensar o torcedor alvinegro. Bom, não é bem assim…

O zagueiro Paulo Ricardo, 20 anos, já atuou como volante nas divisões de base. Catarinense, iniciou sua carreira no mundo da bola no Ilhota, aos 13 anos, seguindo depois para o Brusque e, mais adiante, para o Figueirense, adversário de hoje. Nestes dois últimos clubes, atuou como volante, tendo também frequentado a defesa no Figueira.

Paulo Ricardo tem chance como titular contra o Figueirense, no lugar de Lucas Otávio (Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Divulgação Santos)

Paulo Ricardo tem chance como titular contra o Figueirense, no lugar de Lucas Otávio (Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Divulgação Santos)

Chegou ao Santos em agosto de 2012, constatou uma fratura séria em duas vértebras da região lombar e, recuperado, teve sua grande chance na Copa São Paulo de Juniores de 2013. Coincidentemente, entrou no lugar de Lucas Otávio na semifinal da competição, contra o Palmeiras e, no ano seguinte, foi titular da equipe bicampeão do torneio. Tem vínculo até dezembro de 2017 com o Alvinegro.

Com isso, a provável escalação do Santos contra o Figueirense hoje é: Vanderlei; Victor Ferraz, Werley, David Braz e Zeca; Paulo Ricardo, Thiago Maia e Lucas Lima; Gabriel, Geuvânio e Ricardo Oliveira.

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Avaí 1 X 1 Santos – Marcelo Fernandes, não seja um Claudinei

O empate de ontem entre Avaí e Santos mostrou, como no segundo jogo da final do Paulista contra o Palmeiras, o Santos caindo de produção e de intensidade no segundo tempo. Com a vantagem, conseguida na etapa inicial pelo gol de Robinho, o Alvinegro mais uma vez mostrou uma certa acomodação e aceitou a mudança de postura do adversário sem reagir, mesmo tomando o empate.

Na partida decisiva do estadual, Oswaldo de Oliveira colocou Cleiton Xavier em campo após perder Dudu expulso, passando a explorar as laterais do campo. O Peixe, que teve Geuvânio punido com o cartão vermelho, não conseguiu acertar sua marcação pelos lados, lembrando que o onze santista era responsável por barrar o avanço do lateral adversário pelo lado direito. Resultado da inação santista: Ricardo Oliveira estava na marcação do lateral Lucas no tento do adversário, mostrando que a equipe demorou a responder à mudança do rival.

Ontem, mais uma vez a lateral foi o calcanhar de Aquiles peixeiro na etapa final. Desta vez, no segundo tempo Gilson Kleina colocou Roberto, que atuou no lado esquerdo da defesa santista, forçando a jogada individual e fazendo com que os donos da casa por vezes tivessem superioridade numérica no setor. A pressão era evidente e, mais uma vez, o Santos pouco fez para responder à alteração tática do Avaí.

Pra voar alto no Brasileirão, Santos vai ter que ousar...

Pra voar alto no Brasileirão, Santos vai ter que ousar…

É pelos lados o mapa da mina. Do Santos e do adversário

Marcelo Fernandes precisa treinar para que o Peixe possa sair dessa situação de jogo. Treinadores adversários já perceberam que o potencial ofensivo santista depende da subida de seus laterais/alas, que apoiam o ataque dando opções para os meias e os homens de frente. Quando o técnico adversário ocupa esse setor, prega na defesa Victor Ferraz e Chiquinho. Com uma deficiência quase crônica dos dois volantes de fazerem a cobertura pelos lados – defeito em especial de Valencia – a pressão se intensifica e o gol passa a ser questão de tempo.

Uma alternativa para ser utilizada nesse tipo de cenário é justamente explorar as costas da defesa rival pelos lados. E aí entra a coragem e a vontade de vencer do treinador. Ontem, por exemplo, o Alvinegro usou pouco os lados na etapa final, mesmo quando um jogador chegava ao ataque, Robinho, por exemplo, fechava no meio em vez de abrir pela ponta esquerda. Atuava assim também porque não adiantaria ele fazer a jogada pela ponta com apenas Ricardo Oliveira na área contra dois ou mais defensores. Sem a chegada dos homens do meio ou do lateral, a jogada pelo lado, em um campo de grandes dimensões, tem grandes chances de não dar em nada, daí a tentativa do Rei das Pedaladas de jogar perto do centroavante.

Sobre Ricardo Oliveira, aliás, outro pecado do técnico. Ele jogou mal o tempo todo, mesmo assim atuou até o final da partida. Perdeu lances preciosos, chegou a travar contra-ataques matando errado a bola. Estava em um dia ruim, até aí, todos nós temos os nossos. Mas não foi sacado. Fernandes preferiu abrir mão de Geuvânio, que também não tinha boa atuação, e colocar Gabriel fora de seu habitat natural, a área. A alteração foi inócua, ainda mais por ter sido feita aos 34, como tem sido o costume do técnico. Sempre um pouco tarde demais.

Quanto Claudinei Oliveira assumiu o Santos depois da saída de Muricy Ramalho em 2013, dirigia um time que sentia a falta de Neymar. Conseguiu arrumar o sistema defensivo alvinegro, a equipe jogou bem algumas partidas e chegou quase perto de brigar pelo G4. Mas, quando teve oportunidades de ganhar partidas que poderiam mudar a situação do clube na tabela, preferiu não ousar e se satisfazer muitas vezes com um empate, não tentando vencer. Achou que assim, com um desempenho mediano, conseguiria manter o cargo. Não percebeu que um técnico novato precisa na verdade mostrar mais do que os “medalhões”, sendo diferente. E, por que não, ousado.

Marcelo Fernandes não pode repetir o erro de Claudinei. Como já dito aqui, tem um elenco acima dos que o Peixe possuía nos últimos dois anos e, com o relativo enfraquecimento de alguns adversários no Brasileiro, sonhar com o G4 não é nenhum absurdo ainda mais se vierem alguns reforços. Mas precisa saber que deve ter coragem em determinados momentos e situações de jogo. Arroz com feijão não seguram um treinador em início de carreira no banco.

No final das contas, foi o Avaí, que perdeu dois gols inacreditáveis na etapa final, quem deixou de vencer. Não pode ser assim contra um candidato ao rebaixamento.

Gustavo Henrique e Vladimir

Desnecessário dizer que Gustavo Henrique, que entrou no lugar de Werley, dono da imagem do jogo, teve uma atuação ruim. Fez a falta desnecessária que gerou o gol de Marquinhos, ex-Santos, e, ao cometer outra falta similar, tomou o segundo amarelo e foi expulso. Mas é preciso destacar também que, nas duas ocasiões, estava bem longe da área, e só teve essa atitude por conta da inação santista com a blitz que o Avaí promoveu no lado canhoto da intermediária do time. Entrou em uma fria e não foi bem. Mas a culpa não é só dele.

Já Vladimir tomou um gol em uma cobrança de falta bem feita por Marquinhos. Não, não era uma bola indefensável. Além disso, repôs mal a bola em mais de uma ocasião, colocando em risco a defesa ao despachar a redonda no próprio campo. Na partida contra o Palmeiras, ensaiou o erro que cometeu contra o Maringá, ao tentar encaixar a bola e soltá-la em duas ocasiões. É um goleiro que tem um reflexo apurado, fazendo defesas à queima-roupa, mas não adianta ter essa virtude se falha em outros fundamentos.

Ficha técnica – Avaí 1 X 1 Santos

Local: Estádio da Ressacada, em Florianópolis (SC)
Data:10 de maio de 2015, domingo
Horário:18h30 (horário de Brasília)
Público: 7.677 pagantes
Renda: R$ 138.100
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa-PA)
Assistentes: Marcio Gleidson Correia Dias e Lucio Ipojucan Ribeiro da Silva de Mattos (ambos do PA)

Avaí: Vagner; Pablo, Antonio Carlos, Jéci e Eltinho; Uelliton, Renan, Renan Oliveira (Roberto) e Marquinhos; André Lima e Anderson Lopes (Everton Silva). Técnico: Gilson Kleina.

Santos: Vladimir; Victor Ferraz, Werley (Gustavo Henrique), David Braz e Chiquinho (Cicinho). Valencia, Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel), Robinho e Ricardo Oliveira. Técnico: Marcelo Fernandes.

Cartões amarelos: Anderson Lopes e Eltinho (Avaí); Cicinho (Santos)
Cartão vermelho: Gustavo Hernique (Santos)

Gols – Robinho, aos 26 minutos do primeiro tempo; Marquinhos, aos 18 minutos do segundo tempo

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Santos joga mal de novo, empata com São Bento, e deixa torcida ressabiada

Depois da derrota para a Ponte Preta no meio da semana, o Santos fez outra atuação ruim e ficou somente no empate com o São Bento, na Vila Belmiro. Como de hábito, a torcida não compareceu ao estádio, foram 5.149 pagantes e, sem quatro titulares, o desempenho do time frente ao retrancado time de Sorocaba foi sofrível.

Marcelo Fernandes deslocou Victor Ferraz para sua função original, a lateral direita, no lugar do suspenso Cicinho, e promoveu a entrada de Zeca na lateral esquerda. Lucas Otávio entrou no lugar de Valencia, Gabriel seguiu substituindo Robinho e Wladimir também prosseguiu no lugar de Vanderlei.

Os dois gols sofridos pelo Alvinegro são sintomáticos do que foi a equipe. O primeiro, resultado de um escanteio, foi de autoria do volante Renan Teixeira, que cabeceou sem marcação no meio da área santista. Quando se toma um gol assim, sempre a culpa vai recair na zaga, mas o lance mostra outra realidade. Victor Ferraz é quem marca inicialmente o jogador rival, que se desvencilha sem ser acompanhado antes da cobrança e fica sozinho. Os zagueiros peixeiros estão marcando o beque João Paulo e o atacante Nilson.

Essa é a questão: em um escanteio ou em uma bola parada, não é só zagueiro que marca, mas o time inteiro. E a equipe tem que estar preparada para as jogadas que o adversário costuma usar. A comissão técnica alvinegra estudou ou desprezou esse aspecto do rival? Além disso, saiu Valencia, com seus 1,82, e entrou Lucas Otávio, com 1,64. Isso muda toda a marcação em bolas paradas, assim como o fato de Victor Ferraz marcar do lado oposto. O time se preparou para marcar com essa formação?

Já no segundo tento do time do interior, foram quatro santistas (um atrasado) contra três atletas do São Bento. Os dois atacantes estavam no mano a mano com a zaga. Sim, David Braz escorregou, mas não foi ultrapassado pelo rival, que tocou a bola para quem chegava de trás. Nesse tipo de situação, a chance do adversário levar a melhor é enorme. Defesa no mano a mano é convite para o que aconteceu.

Gabriel Santos São Bento

Gabriel correu mais, mesmo assim foi vaiado (Ricardo Saibun/SantosFC)

Ou seja, o Santos foi mal montado. Sem Robinho, do qual se mostrou muito dependente, o Peixe não conseguiu articular seu meio de campo – setor que o Sete costuma frequentar conforme o andamento do jogo –, não pressionou com qualidade a saída de bola, e não conseguiu atuar de forma compacta. Lucas Lima ficou sobrecarregado na armação e Geuvânio foi mal tática e tecnicamente. Gabriel se esforçou, criou chances e fez um gol, fazendo talvez sua melhor partida no ano, embora distante do que se espera dele e de seu potencial. Fez gestos para a torcida após o gol, o que mostra um certo desequilíbrio que precisa ser corrigido, mas pode até tomar o lugar de Geuvânio após o retorno de Robinho.

Wladimir, quando foi exigido, não correspondeu, e em nenhum momento passou segurança. Já passou da hora de o clube dar a ele novos ares, até porque, quando teve sequência de jogo, não aproveitou. Zeca também teve outra atuação ruim, ainda que tenha mostrado qualidade em outros momentos. Mas não foram os únicos culpados. O que chamou a atenção foi a falta de coordenação do Alvinegro, uma atuação coletiva muito ruim, como na peleja anterior, e sem mudar substancialmente a forma de jogar em momento algum.

A pior notícia destes dois últimos jogos é esta. Além de reforços no campo, talvez o Santos precise de um no banco. Ou o Brasileiro vai seguir a toada dos últimos anos.

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Sem confete e serpentina, Santos supera São Bernardo e segue líder do Grupo D

O Santos superou ontem (14) o São Bernardo fora de casa, no estádio 1º de Maio, por 1 a 0. Integrante do grupo A, o Bernô, que havia até então enfrentado o Alvinegro em duas ocasiões (um empate e uma derrota), disputa uma vaga para as quartas de final e talvez seja um dos times mais equilibrados fora dos quatro grandes. Bem armado, sabe marcar e sair para o contra-ataque, mas tem um evidente problema de qualidade técnica.

Já o Peixe mostrou, na partida, defeitos que já tinham aparecido em jogos anteriores. No início, buscou muito o passe longo para o pessoal da frente, errando passes em demasia. No segundo tempo, já com a vantagem conquistada com um gol de David Braz em cruzamento de Chiquinho, aos 9 minutos, os visitantes passaram a tocar muito a bola, invariavelmente sem objetividade, mantendo os donos da casa longe da área.

Foi sem brilho, aquele triunfo “pro gasto”, e que permitiu, mesmo assim, algumas observações. Como disse Robinho após a partida, o Santos continua pecando nas finalizações. Das 15 realizadas ontem, somente quatro foram para o gol e houve oportunidades incríveis, como uma de Ricardo Oliveira. O nove santista, aliás, continua nitidamente sem ritmo de jogo, e deve perder a vaga de titular para Gabriel assim que o avante concluir seu trabalho de recuperação física pós-seleção sub-20. Em forma, Oliveira pode ser útil.

David Braz comemora gol solitário do jogo com Robinho (Foto: Ivan Storti)

David Braz comemora gol solitário do jogo com Robinho (Foto: Ivan Storti)

Quando saca o centroavante, fato que aconteceu em todas as partidas no Paulistão, Enderson costuma colocar Robinho como o tal “falso 9”. Ontem, mesmo antes de ser deslocado para essa função, o atacante jogou próximo à área, pelo meio, o que acaba prejudicando seu desempenho. Sendo um jogador móvel e que desarma melhor que a grande maioria dos homens de frente, faria mais sentido Robinho atuar mais pelo meio quando o time precisa – ou quer – tocar mais a bola do que isolado na frente brigando com os zagueiros no corpo a corpo.

Outra experiência do técnico alvinegro foi colocar Elano no lugar de Leandrinho para fazer a marcação pelo meio e cobertura do lado direito, atuando mais como volante ao lado de Renato. Sem poder contar com Alison, essa opção foi testada em parte do segundo tempo, quando o meia entrou em campo. Contudo, nem a marcação melhorou e, o que talvez fosse o principal objetivo, melhorar a transição para o campo ofensivo aproveitando contra-ataques, também não foi alcancaçado. Nesse caso, influencia também a posição de Robinho e a má atuação de Marquinhos Gabriel, que entrou no lugar de Ricardo Oliveira.

No mais, com uma assistência e um gol em cinco jogos, Chiquinho já se firma como titular, acenando para Caju que o jovem vai ter dificuldades para voltar à equipe. Victor Ferraz, no lugar de Cicinho, não é brilhante mas é mais efetivo defensivamente do que o ex-pontepretano. Aliás, no atual esquema de Enderson, os laterais são mais “laterais” mesmo, e não alas como em boa parte das equipes. O posicionamento defensivo de ambos é em parte responsável pelo time ter sofrido somente um gol em cinco partidas.

Líder do grupo D com 11 pontos, oito a mais que o segundo colocado, o Bragantino,  o Santos tem uma semana para trabalhar até a próxima partida, contra a Portuguesa, domingo, às 17h, no Pacaembu. Oportunidade para alguns jogadores aprimorarem o condicionamento físico até lá. Quem sabe a pontaria também não melhora.

Ingressos para Portuguesa X Santos no Pacaembu

A torcida do Santos terá a maior parte da carga de ingressos na partida contra a Portuguesa, domingo (22), no Pacaembu. Mesmo tendo o mando da partida, o clube rubro-verde vai ficar com a parte do Tobogã, para buscar mais renda com o jogo.

Os ingressos podem ser comprados no site do Ingresso Fácil e também nos seguintes pontos de venda:

• Pacaembu (das 11 às 18 horas)
• Canindé (das 11 às 18 horas)
• Vila Belmiro (das 11 às 18 horas)
• Anacleto Campanela, em São Caetano do Sul, (das 11 às 18 horas)

Campeonato Paulista 2015

Ficha técnica – São Bernardo 0 X 1 Santos

São Bernardo

Daniel; Rafael Cruz, Luciano Castán, Diego Jussani e Vicente; Daniel Pereira (Vanger), Carlinhos (Jean Carlos), Marino, Magal e Cañete (Maikon); Lucio Flavio

Técnico: Edson Boaro

Santos

Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Werley e Chiquinho; Renato, Leandrinho (Elano), Lucas Lima e Geuvânio (Lucas Otávio); Robinho e Ricardo Oliveira (Marquinhos Gabriel)

Técnico: Enderson Moreira

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