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Santos pega Figueirense na Vila com estreia de Dorival Júnior

O Alvinegro Praiano disputa neste sábado (11), às 18h30, uma partida-chave para iniciar sua fuga da zona do rebaixamento. O Santos pega o Figueirense, na Vila Belmiro, tendo Dorival Júnior à frente do time. E ele de cara vai fazer duas mudanças.

Na lateral esquerda, entra Zeca, com Victor Ferraz indo para a lateral direita e Daniel Guedes voltando ao banco de reservas. O canhoto Caju, que entrou mal nas duas últimas partidas da equipe, nem no banco fica. A avaliação é que o atleta, que retornou direto da seleção sub-20 para compor o elenco, não está em condições físicas ideais.

Outra mudança acontece no meio de campo. Lucas Otávio dá lugar ao zagueiro Paulo Ricardo, que atuará na frente da zaga. “Puxa, mas o Dorival mal chegou e já está inventando moda?”, deve pensar o torcedor alvinegro. Bom, não é bem assim…

O zagueiro Paulo Ricardo, 20 anos, já atuou como volante nas divisões de base. Catarinense, iniciou sua carreira no mundo da bola no Ilhota, aos 13 anos, seguindo depois para o Brusque e, mais adiante, para o Figueirense, adversário de hoje. Nestes dois últimos clubes, atuou como volante, tendo também frequentado a defesa no Figueira.

Paulo Ricardo tem chance como titular contra o Figueirense, no lugar de Lucas Otávio (Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Divulgação Santos)

Paulo Ricardo tem chance como titular contra o Figueirense, no lugar de Lucas Otávio (Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Divulgação Santos)

Chegou ao Santos em agosto de 2012, constatou uma fratura séria em duas vértebras da região lombar e, recuperado, teve sua grande chance na Copa São Paulo de Juniores de 2013. Coincidentemente, entrou no lugar de Lucas Otávio na semifinal da competição, contra o Palmeiras e, no ano seguinte, foi titular da equipe bicampeão do torneio. Tem vínculo até dezembro de 2017 com o Alvinegro.

Com isso, a provável escalação do Santos contra o Figueirense hoje é: Vanderlei; Victor Ferraz, Werley, David Braz e Zeca; Paulo Ricardo, Thiago Maia e Lucas Lima; Gabriel, Geuvânio e Ricardo Oliveira.

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Goiás X Santos – duelo pra fugir do Z4 no Brasileiro

O Santos vai a campo às 19h30 desta quarta-feira (8) para enfrentar o Goiás, no Serra Dourada. Os dois times estão em situação bem complicada no campeonato brasileiro de 2015, ambos com dez pontos, mas com o time esmeraldino levando vantagem de um gol no saldo, deixando o Alvinegro na 17ª colocação, dentro do Z4.

Em termos de histórico de confrontos, o duelo é equilibrado, mas a vantagem é santista. O Peixe tem 17 vitórias, com 17 empates e 15 derrotas em 49 pelejas. No último jogo entre ambos, realizado no Pacaembu, pelo Brasileirão de 2014, deu Santos: 2 a 0, com gols de David Braz e Geuvânio.

A situação dos dois times hoje lembra uma outra partida, disputada pelo Brasileiro de 2008, penúltimo ano da gestão Marcelo Teixeira e que foi marcado também pelo pior desempenho do clube na era dos pontos corridos. Na Vila Belmiro, a equipe então dirigida por Cuca levou uma surra de 4 a 0 dos visitantes, com gols de Romerito, Iarley (2) e Alex Terra. Era a sétima rodada e aquela foi a primeira vitória esmeraldina no campeonato, o que deixou o Santos na zona do rebaixamento, em 18º lugar, com a companhia do próprio time do Centro-Oeste, 17º.

Mas para lembrar um triunfo peixeiro no campo adversário, voltamos ao ano de 2010, quando a equipe comandada por Marcelo Martelotte goleou os donos da casa por 4 a 1, com direito a um triplete de Neymar. O jogo rebaixou matematicamente o Goiás na ocasião.

Marcelo Fernandes deve comandar o Santos pela última vez contra o Goiás (Ivan Storti/Santos FC)

Marcelo Fernandes deve comandar o Santos pela última vez contra o Goiás (Ivan Storti/Santos FC)

Goiás X Santos hoje

Para a partida de hoje à noite contra o Goiás, o Santos não vai poder contar com Geuvânio, expulso na derrota contra o Grêmio. No lugar dele, deve entrar Rafael Longuine, o que desfaz o esquema 4-3-3, mudando-se para um 4-4-2. A mudança de esquema foi feita já na partida contra o São Paulo, e a equipe sentiu a diferença, em especial no primeiro tempo daquela partida disputada no Morumbi. Hoje, a história vai ser diferente?

O time alvinegro deve ser Vanderlei, Daniel Guedes, David Braz, Werley e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Thiago Maia, Rafael Longuine (Neto Berola) e Lucas Lima; Gabriel e Ricardo Oliveira.

Outra novidade pode acontecer depois da partida. A diretoria já sacramentou a saída de Marcelo Fernandes do comando da equipe e pode ter um novo técnico anunciado após o jogo. O nome mais forte é de Dorival Júnior.

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Com desempenho e público de Série B, Santos é derrotado na Vila Belmiro pelo Grêmio

Antes de tudo, é preciso deixar claro. O árbitro da partida entre Santos e Grêmio, o paranaense Felipe Gomes da Silva, faz um sinal permitindo a entrada de Geuvânio, que estava fora de campo, no gramado. Depois, por dizer que não havia autorizado, deu o segundo amarelo para o jogador e o expulsou aos 27 do primeiro tempo.

O prejuízo foi grande, mas é preciso dizer. Até aquele momento, o Alvinegro não conseguia chegar ao gol do Grêmio, que marcou com Pedro Rocha logo aos 4 minutos. Mais uma vez pelo lado esquerdo da defesa, e cabe repetir o que já disse. Pode ser o Caju ou o Victor Ferraz ou o lateral que for naquele setor. O problema está na cobertura do meio de campo que não existe e também no atacante que fica por ali, já que em um 4-3-3 ou 4-2-3-1 o homem mais à frente tem que atrapalhar o início da armação do rival.

Ou seja, é mais um problema técnico – ou “de técnico” – que individual. Quando uma equipe tem esquema de jogo definido, é bem treinada e cada um conhece as funções que tem que desempenhar no decorrer de uma partida, jogadores medianos se tornam bons, e bons se tornam ótimos. Mas quando o time é mal treinado, atletas ficam no mano a mano, os erros se multiplicam e mesmo os bons se tornam medianos, e os craques se tornam na maior parte do tempo somente comuns.

Um time bem treinado faz o que os tricolores fizeram no segundo gol do Grêmio, marcado pelo ex-santista Galhardo. “Ah, mas eles estavam com um jogador a mais”. Verdade. O Peixe, quando esteve em situação similar na segunda partida da final do campeonato paulista, não aproveitou. E quando ficou com dez contra dez, na peleja contra o Corinthians, quase viu sua vantagem no placar desaparecer.

santos gremio

Galhardo, ex-Santos, comemora o segundo gol do Grêmio (Reprodução)

Ricardo Oliveira até deu alguma esperança para o Santos, que melhorou com a entrada de Longuine no lugar de Lucas Otávio. Mas quando colocou Neto Berola no lugar de Thiago Maia, contundido, o “tudo ou nada” de Marcelo Fernandes virou “nada” muito rapidamente, com gol de Yuri Mamute que recebeu sem nenhuma marcação, livre para fazer o terceiro e não deixar dúvidas sobre o triunfo gremista na Vila, o segundo na era dos pontos corridos (os gaúchos já havia vencido em 2011, um a zero com gol de Escudeiro). Fim de uma invencibilidade de 14 jogos na Vila Belmiro e mais um jogo de triste memória para o santista.

A saída de Marcelo Fernandes é questão de tempo. Pode acontecer ainda hoje ou daqui a alguns dias, mas vai acontecer. De forma tardia. Porque se nem sempre os resultados conseguem mostrar justiça, uma série de partidas e as falhas apresentadas mostram o estágio de uma equipe. E o Santos tem falhado repetidas vezes do mesmo jeito, com falhas recorrentes no setor esquerdo da sua intermediária, independentemente de quem esteja atuando. A equipe tem dificuldades na saída de bola, não consegue acertar contra-ataques e até mesmo a noção de “jogar bem” se desvirtuou. Como dizer que um time que cria duas ou três situações de gol em uma partida “jogou bem”, como já se disse em partidas disputadas nesse Brasileiro? Rebaixamos nosso nível de avaliação?

E a diretoria do Santos?

Que a diretoria atual do clube pegou uma situação complicada financeiramente, é fato. A gestão Odílio foi catastrófica nesse aspecto. No entanto, seis meses de gestão depois, não se vê qualquer ação promovida para tirar o Santos desse buraco financeiro. A “promoção” feita para atrair torcedores na peleja de hoje, por exemplo, foi um fiasco: 4.942 pessoas no estádio. E nem é preciso ser da área pra saber que beira o amadorismo. O setor de comunicação também não ajuda. Sem isso, o clube não vai obter receitas.

“Nós vamos ter de jogar muito em Brasília, Cuiabá, Natal. Vamos, sim. Mas com planejamento. Não é avisando uma semana antes. Você tem que programar, marketing é isso, não é só vender patrocínio master, que nem isso venderam, mas não é só isso. Não é só licenciar produto. É criar produto, vender produto, planejar as ações do clube. Estão fazendo as coisas sem planejamento”, disse Modesto quando era candidato, nesta entrevista publicada em 9 de novembro de 2014. Parece, de verdade,q ue algo mudou?

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