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Corinthians 1 X 0 Santos – O que fica da derrota

Segunda derrota em clássicos em um mês, com atuação apagada, pode levar torcedores a pensar que time será um fiasco na Libertadores. Mas avaliações precipitadas não costumam ser boas conselheiras…

O Santos saiu derrotado pelo Corinthians por 1 a 0 na noite deste sábado (5), no estádio rival, e mais uma vez deixou os torcedores irritados. Não à toa. Afinal, é a segunda derrota em dois clássicos em um mês, sendo que um deles foi disputado na Vila Belmiro e o resultado poderia até ter sido pior do que foi.

A reação nas redes sociais foi variada. Sempre é citada a falta de vontade dos jogadores quando uma equipe vai mal, e agora não foi diferente. Pessoas pedindo a cabeça do técnico nesse tipo de cenário também é um fato recorrente. Como diria Augusto dos Anjos, a mão que afaga é a mesma que apedreja. Não adianta lembrar que Dorival Júnior pegou o time na zona de rebaixamento do Brasileiro em 2015, muitos vão lembrar é que ele perdeu a oportunidade de levar o time à Libertadores no mesmo ano. O vice brasileiro, com uma campanha boa que não se via há muito tempo no ano passado, também não adianta como argumento. Torcedor quer resultado. E a cultura de troca de treinadores no Brasil faz com que os amantes dos clubes ajam desta forma.

Especificamente no jogo de ontem, o técnico tem culpa na derrota, assim como os jogadores. Dorival entrou em um 4-4-2, deixando de lado seu esquema com um zagueiro só e colocando dois defensores de ofício. Isso não livrou o time de sofrer com bolas aéreas, até porque um de seus principais problemas, a marcação das jogadas adversárias pelas laterais, continuou.

Santos perde para o Corinthians no Paulista 2017

Poucos momentos de perigo para o Santos (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Culpa não só dos alas santistas, mas também dos posicionamento dos volantes. Contudo, no gol do Corinthians, há que se destacar não somente a falha de Cleber Reis, que viu Jô mas preferiu marcar a bola, mas também a ausência absoluta de Zeca na diagonal, fechando na área para fazer a marcação. Aliás, em 2017, o lateral-esquerdo santista, uma das principais peças do ano passado e dos mais talentosos jogadores brasileiros na sua posição, vem tendo um desempenho pífio atrás do outro. Contra o São Paulo, por exemplo, o pênalti cometido foi infantil, além de cometer erros na saída de bola tão graves quanto repetidos nos últimos jogos.

Na primeira etapa, o Santos chegou apenas uma vez com perigo ao gol rival, em uma bola enfiada por Thiago Maia para Kayke. Difícil atuar com um meio de campo que não cria ou não arma contra-ataques, o que torna óbvia a ausência de outro alvo de xingamentos da torcida, Lucas Lima. Vitor Bueno é, com muita boa vontade, discreto na mesma função, sendo incapaz de dar os passes longos que Lima costuma acertar no decorrer do jogo, fazendo a transição rápida em determinados momentos cruciais da partida.

O Peixe só atuou pelo lado esquerdo praticamente em todo o primeiro tempo, só na segunda metade do jogo que Bruno Henrique foi acionado. Mesmo sem contar com o auxílio de um mais que apagado Victor Ferraz, o meia-atacante deu trabalho para Arana, impedindo o lateral corintiano de apoiar o ataque. Se fosse mais acionado antes, talvez a história fosse outra.

É preciso lembrar também que o Alvinegro atuou com os desfalques de Vanderlei, Renato (no banco), Ricardo Oliveira e o já citado Lucas Lima. São jogadores fundamentais, pilares do Peixe e sem eles, há uma evidente ausência de lideranças no campo. O fato de Victor Ferraz ostentar a faixa de capitão mostra a carência da equipe nesse aspecto.

Os reforços ainda estão em fase de adaptação e, mesmo com resultados adversos, ainda é possível acreditar no Santos. O que não cabe é crer que a volta de um técnico com carreira em declínio, que já teve três passagens no clube, seja a solução para os problemas da Vila Belmiro. Paciência e bom senso são bem vindos.

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Vitor Bueno e Renato comandam virada do Santos sobre o Corinthians

Mesmo sem jogar bem, Alvinegro Praiano consegue vitória crucial para continuar lutando na parte de cima da tabela do Brasileirão 2016

Quem viu o primeiro tempo da peleja entre Santos e Corinthians neste domingo (11), na Vila mais famosa, teve a impressão de que o Peixe continuaria em má fase. Afinal, desde malfadada mudança de mando de jogo contra o Flamengo, a equipe venceu o Atlético-MG, mas perdeu para o América-MG, Figueirense e Internacional. E na etapa inicial do clássico, nada indicava uma mudança. Sem Victor Ferraz, Lucas Lima e Ricardo Oliveira, o time sucumbia à marcação corintiana, dando um espaço incrível no meio de campo. A distância entre a linha ofensiva e os meias deixava um buraco onde os visitantes conseguiam desarmar e articular à vontade, castigando a defesa santista.

Renato fez o gol da virada santista. Para tristeza de Cássio e do Corinthians

Renato fez o gol da virada santista. Para tristeza de Cássio e do Corinthians

Foi assim que surgiu o gol da equipe paulistana. Pelo lado esquerdo, onde Zeca estava mal, mas em um lance que contou também com falhas de Renato e Gustavo Henrique. Com pouca movimentação no ataque, com Jean Mota mal e somente Vitor Bueno buscando o jogo, muitas vezes de forma improdutiva, o Peixe conseguia ter mais posse de bola, sem criar chances agudas. Enquanto isso, o Corinthians chegou a criar ao menos mais três chances de gol, exigindo grandes defesas de Vanderlei.

No segundo tempo, o panorama começou a mudar aos poucos. Dorival Júnior não mexeu de cara, mas alterou o posicionamento da equipe em campo. O Alvinegro voltou a marcar mais no campo adversário e os visitantes recuaram, dando espaço para o Peixe pressionar. Thiago Maia passou a atuar mais à frente e mesmo sem atuar bem, a mudança surtiu efeito, com os donos da casa mais atuantes na parte ofensiva. Acabou saindo para dar lugar ao argentino Vecchio, enquanto Cristovão Borges tirou o atacante Gustavo para promover a entrada do meia Marquinhos Gabriel. As duas propostas estavam clara: um iria tentar segurar o resultado e o outro buscar a virada.

O empate veio aos 24, com Wilson derrubando Luiz Felipe na área. Pênalti bem cobrado por Vitor Bueno, jovem que, mesmo quando joga mal, não tem como costume fugir da raia. Dorival, insatisfeito, jogou com as cartas que tinha, colocando Caju no lugar de Daniel Guedes e deslocando Zeca para a lateral esquerda. Embora contestado em geral pela torcida, o canhoto deu mais profundidade ao time, sendo que o substituto de Victor Ferraz também não conseguia grande eficiência no ataque.

A virada veio em cobrança de escanteio de Jean Mota, que subiu de produção na etapa final, e uma bela cabeçada de Renato, outro que não foi tão bem na partida. Ao final, o Santos conseguiu bater um rival direto pelo G4, elevando o moral da equipe, que precisava do triunfo. Vencer em jogar bem é algo necessário em um campeonato de pontos corridos. Ainda mais para quem almeja lutar na parte de cima.

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Lembra dele no Santos? Piá, de possível craque às páginas policiais

Meia vindo da Internacional de Limeira chegou como grande promessa à Vila Belmiro, aos 22 anos, mas sua conturbada vida extracampo acabou fazendo com que seu talento não sobressaísse

O Bola da Vez, da ESPN Brasil, programa de entrevistas da emissora, traz nesta terça-feira um ex-jogador do Santos que apareceu como um futuro craque, mas que não vingou. Pior, ficou mais famoso, de uma forma nada boa, fora do que dentro dos gramados.

Piá chegou ao Santos em agosto de 1996, vindo da Inter de Limeira como maior revelação da Série A-2 daquele ano. Na final do quadrangular, ele marcou dois dos gols da vitória de 4 a 0 da Inter sobre a Portuguesa Santista. Ambas as equipes subiram à divisão principal do futebol de São Paulo.

Aos 22 anos, reportagem da Folha de S. Paulo ressaltava que o garoto chegava com os cabelos pintados de vermelho e bastante elogiado por José Teixeira, técnico do clube à época (na Inter, havia sido treinado por José Macia, o Pepe). Evitava comparações com Giovanni, que havia deixado o clube poucas semanas antes de sua chegada.

Atuando em um time grande e com salário generoso, a fama e o dinheiro aliados à falta de estrutura familiar acabaram atrapalhando a carreira do atleta. Segundo ele mesmo adianta na chamada do programa da ESPN e também de acordo com o site Historiador do Futebol, foi nesse período que ele passou a sair com frequência na noite de Santos, chegando a provocar quebradeiras nos estabelecimentos locais. O comportamento lhe valeu uma chamada do próprio Rei Pelé, que foi a sua casa conversar.

pia jogando no santos

Piá jogando pelo Santos: alta expectativa, baixo rendimento

Piá estreou pelo Peixe em uma partida amistosa contra o Comercial de Ribeirão Preto, entrando no lugar de Andradina, e oficialmente em uma partida contra o Guarani, pelo campeonato brasileiro de 1996, substituindo mais uma vez o meia. Teve oportunidade como titular na polêmica partida contra o Fluminense no Ícaro de Castro Mello, marcada pela presença do colombiano Usuriaga. Formou o meio de campo naquele dia junto com Marcos Assunção, Carlinhos e Robert.

Manteve a condição de titular por mais quatro partidas, voltando ao banco quando José Teixeira resolveu recuar Jamelli do ataque para a posição de meia-atacante. Com a chegada do meia Vágner e depois de Élder, passou a ser cada vez menos escalado entre os onze, entrando eventualmente em algumas pelejas.

Em 1997, com a vinda de Vanderlei Luxemburgo, atuou como titular em quatro dos seis jogos do Torneio Rio-São Paulo, inclusive na segunda partida da final contra o Flamengo, quando teve a seu lado no meio de campo Marcos Assunção, Vágner e o recém-chegado Alexandre. Mas no início do campeonato paulista perdeu seu posto com a volta de Robert e enfrentou a concorrência para entrar nas partidas com outros meias, Caíco e o prata da casa Eduardo Marques.

Com as atuações instáveis e os problemas extracampo, Piá foi emprestado seguidamente para outros clubes, já em 2007, quando foi para Coritiba, São José, Matonense (2 vezes) e Ponte Preta antes de retornar ao Peixe no ano 2000, quando chegou a ter oportunidades com Giba. “Agora, estou mais maduro. Fora do campo, sou outra pessoa. Não tem mais aquele negócio de sair à noite, de mulherada. Sou casado, tenho dois filhos e ganhei experiência”, disse o meia quando foi relacionado pela primeira vez pelo técnico.

Mas não durou. Seguiu para a Ponte Preta novamente, desta vez ficando até 2003, tornando-se ídolo da torcida. Seu desempenho fez com que fosse contratado pelo Corinthians em 2004, mas também foi mal. Passou por dez clubes depois e se aposentou pelo União São João, em 2013. Depois disso, começou a ser destaque nas páginas policiais, sendo preso por furto a caixa eletrônico em Campinas, em 2014, depois de tentar “pescar” notas também em caixas eletrônicos em abril de 2015 e, em agosto do mesmo ano, quando utilizou dinheiro furtado. Antes, já havia sido absolvido em julgamento no qual era acusado de, em 2009, ter sido coautor de um homicídio.

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Lembra dele no Santos? Quando o “craque Neto” vestiu a camisa alvinegra

Meia veio do Atlético-MG jogar na Vila Belmiro, marcou contra o Corinthians no Brasileiro de 1994, mas não vingou

Conhecido por sua identificação com o Corinthians e herói do primeiro título brasileiro do clube, em 1990, o hoje apresentador e comentarista José Ferreira Neto, o Neto, também vestiu a camisa do Santos, embora poucos saibam ou se lembrem.

No meio de 1994 o meia vinha do Atlético-MG, que no primeiro semestre havia tentado montar um supertime com o jogador, vindo do Millionarios-COL, mas ainda vinculado ao Corinthians. O clube apostava ainda em outros nomes conhecidos como os atacantes Éder e Renato Gaúcho, o meia Darci e o lateral Luís Carlos Winck. Com o fracasso da equipe, vice-campeão estadual, Neto foi visto como uma solução para o Santos. Para o Galo, foi a chance de repassar o atleta, já que não havia conseguido saldar o valor integral do passe junto ao Corinthians.

O Peixe vinha de um quarto lugar no campeonato paulista que, na prática, tinha sido um feito, dado que a equipe chegara a ocupar a lanterna no primeiro turno. A recuperação veio pelas mãos do então estreante treinador Serginho Chulapa, ex-auxiliar de Pepe, e o elenco tinha nomes como Edinho, Índio, Narciso, Maurício Copertino, Cerezo, Dinho, Gallo, Carlinhos, Ranielli, Marcelinho Paraíba, Paulinho Kobayashi, Zé Renato, Demétrius, Serginho Fraldinha, Macedo e Guga.

Definitivamente não era um time dos sonhos e Neto era substituído frequentemente durante os jogos. Em algumas vezes ficou na reserva de Ranielli, que fazia a dupla de meias ofensivos ora com Kobayashi, ora com Carlinhos (os dois volantes Dinho e Gallo completavam o meio de campo). Mais à frente no Brasileiro de 1994, um outro jogador passou a despontar como opção: Giovanni, lançado por Serginho e mias utilizado por seu substituto, Joãozinho.

No clássico contra seu ex-time, o Corinthians, Neto fez o gol peixeiro na derrota por 2 a 1 e também teria sofrido um pênalti não marcado pelo árbitro Antônio Cláudio Perin. Após o jogo, no vestiário, Serginho Chulapa agrediu o repórter Gilvan Ribeiro, do Diário Popular, sendo demitido em função do episódio.

O Santos terminou o Brasileiro de 1994 em nono lugar, uma posição abaixo dos classificados. E Neto, após 18 jogos e 3 gols, saiu no fim do ano para o Matsubara, do Paraná.

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Santos não dá chances ao Corinthians e vai às quartas de final da Copa do Brasil

Ampliando sua série invicta para nove partidas (seis no Brasileirão e três na Copa do Brasil) e obtendo a terceira vitória sobre o Corinthians em três jogos disputados em 2015, o Santos não deu sopa para o azar e definiu rápido o segundo duelo válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Tendo uma vantagem de 2 a 0 na primeira peleja, o Alvinegro Praiano não se intimidou com o campo e a torcida adversárias, indo para o jogo exercendo sua marcação pressão, com muita mobilidade dos homens da frente e dificultando ao máximo a saída de bola dos donos da casa. Foi só com tiros a longa distância que o Corinthians tentou ameaçar o Peixe, que, além do gol de Gabriel, aos 14 minutos, obrigou Cássio a fazer outras três defesas na etapa inicial, enquanto Vanderlei não foi exigido.

No segundo tempo, com a vantagem ampliada, o Santos seguiu com sua compactação e marcação forte no campo adversário. Tite colocou Cristian no lugar de Bruno Henrique, que tinha cartão amarelo, mas a mudança não alterou o jogo no setor em que o Alvinegro dominou: o meio de campo. Mesmo que Renato não tenha feito uma partida brilhante – foi em um erro seu que saiu o único tento corintiano na partida –, errando passes acima da sua média, seu papel tático ao encurtar a marcação do principal atleta adversário na armação, Renato Augusto, foi fundamental. E Thiago Maia, mais uma vez, mostrou que é uma das mais importantes peças no time.

Só quando Dorival Júnior promoveu a entrada de Chiquinho, totalmente sem ritmo de jogo, e de Leandrinho, nos lugares de Geuvânio e Thiago Maia, o time começou a perder terreno para o rival. Mas àquela altura a fatura estava liquidada, com o segundo tento do time feito por Ricardo Oliveira, aos 19.

Lucas Lima mais uma vez foi quem deu o ritmo para a equipe, prendendo a bola quando necessário e dando o belo passe para Geuvânio servir Gabriel no primeiro gol. Mas é necessário destacar o papel de Dorival Júnior, não só no confronto de hoje como desde sua chegada à vila Belmiro. No intervalo, o camisa 11 do Peixe, quando questionado por um repórter sobre o espaço oferecido pelo Corinthians que ele aproveitou, respondeu que a equipe sabia que espaços seriam dados e a situação de jogo foi treinada no decorrer da semana. E uma equipe bem montada, com o talento que alguns jogadores do Santos têm, é a receita da alegria do torcedor santista.

Na Copa do Brasil, o Santos agora aguarda o seu adversário que virá no sorteio realizado na próxima segunda-feira (31).

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Copa do Brasil 2015 – Santos bate Corinthians por 2 a 0 em grande apresentação tática

O Santos conseguiu uma grande vitória sobre o Corinthians pelas oitavas de final da Copa do Brasil de 2015, na Vila Belmiro. O time pode perder por até 1 a 0 na partida de volta que se classifica para a próxima fase, mas, além do resultado em si, o triunfo dá moral para a equipe no restante da temporada.

Com um início intenso, o Alvinegro mostrou disposição e organização tática para pressionar os visitantes. Foram três finalizações logo nos primeiros quatro minutos e, como em outras ocasiões recentes, o ataque e os meias exerceram uma marcação pressão quase perfeita, não permitindo que os corintianos saíssem para o ataque.

Na etapa inicial, o jogo santista se aproximou da perfeição. Os visitantes fizeram uma finalização – errada – ao gol e o Peixe chegou a ter 70% da posse da redonda nos primeiros dez minutos. Com a marcação e os deslocamentos constantes no ataque, e o apoio dos laterais, em especial de Victor Ferraz pela direita, o Peixe conseguiu a vantagem aos 31, em lançamento de Lucas Lima para Gabriel fazer de cabeça.

A vantagem fez jus ao time que procurava mais o jogo e conseguia pressionar o adversário, uma equipe que tinha vindo para a Vila Belmiro em busca do contra-ataque, jogando de forma bastante recuada. Obviamente que a postura corintiana mudaria na etapa final, mas a expectativa era se o Santos recuaria e se contentaria em buscar o contragolpe como arma.

Gabriel fez o primeiro do Santos e mostrou mais uma vez importante papel tático (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Gabriel fez o primeiro do Santos e mostrou mais uma vez importante papel tático (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

O Corinthians veio para o segundo tempo adiantando a marcação, com Renato Augusto atuando mais à frente e seus meias e atacantes tentando bloquear a saída de bola peixeira. No entanto, como no tempo anterior, não conseguiu barrar as jogadas santistas principalmente pelos lados, o forte do time de Dorival.

Ainda que não tenha atuado de forma tão intensa na marcação no campo rival – o que é quase impossível em vista não só do preparo físico como da qualidade da equipe adversária – o Santos não recuou para sua intermediária, fazendo uma marcação forte no meio de campo. Mesmo abrindo mão da posse de bola, foi mais perigoso nas chegadas ao gol, com Ricardo Oliveira desperdiçando diante de Cássio logo no início do segundo tempo.

E mais uma vez foi dos pés de Lucas Lima que saiu o tento santista. Aos 33, ele recebeu de Marquinhos Gabriel pelo lado direito e devolveu de primeira. O meia-atacante, que havia entrado no lugar de Geuvânio, teve frieza para deslocar Cássio e fazer o segundo. Ali, o jogo praticamente acabava e o Corinthians só buscou ameaçar com cruzamento na área, uma arma típica de equipes brasileiras quando estão no desespero.

Além do excelente jogo coletivo, é preciso destacar no Santos o papel de Lucas Lima. Quase onipresente no campo, ele, além de articular e dar as duas assistências para gol, marcou durante boa parte do tempo Bruno Henrique, dificultando a transição do adversário para o ataque. Foi eficiente no ataque e fundamental no equilíbrio do time.

No esquema de Dorival Júnior, o sistema defensivo começa no ataque, e por conta disso invariavelmente os atacantes que jogam pelos lados e barram a subida dos laterais adversários compondo o meio de campo são substituídos. É admirável, a propósito, a evolução tática de Geuvânio e Gabriel sob o comando do técnico. São jogadores mais completos e conscientes de seu lugar no jogo.

A vaga não está ganha, mas o Alvinegro Praiano fez uma partida para qualquer torcedor se orgulhar. E o segundo turno do Brasileiro pode ser uma história muito diferente do que foi o primeiro.

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Oitavas de final da Copa do Brasil: Santos X Corinthians, um duelo inédito na competição

O Santos entra em campo nesta quarta-feira (19), às 22h, para duelar com o Corinthians na Vila Belmiro em um confronto inédito na história da Copa do Brasil. E se o momento do Alvinegro paulistano é melhor que o do praiano no Brasileiro, o fator casa e a recuperação que a equipe santista vem tendo desde a chegada do técnico Dorival Júnior dão novo ânimo para o torcedor peixeiro.

Historicamente, o Peixe se dá melhor que o rival na Vila Belmiro. São 45 vitórias, 22 empates e 35 derrotas. Contudo, as pelejas disputadas no estádio Urbano Caldeira não representam sequer um terço das pelejas disputadas entre ambos (algo semelhantes acontece com os outros dois membros do Trio de Ferro), o que se reflete na vantagem corintiana no histórico do clássico alvinegro, sendo 126 triunfos corintianos, 99 santistas e 90 empates. Já no século 21, o Santos tem 20 vitórias, contra 16 do rival e 14 empates.

Para a partida de hoje, Dorival Júnior deve contar com o retorno do meia-volante Renato, desfalque no último jogo contra o Atlético-PR. Provavelmente entra no lugar de Paulo Ricardo, que volta para o banco, formando a dupla de meias defensivos com Thiago Maia, que tem se apresentado bem nas últimas partidas. Assim, o Peixe deve entrar em campo com Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique, Zé Carlos; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima; Geuvânio, Ricardo Oliveira e Gabriel Barbosa.

Como atrativo, a partida também será a centésima peleja como profissional do atacante Geuvânio. Ele já avisou que, caso marque um gol, dedicará ao ex-ponta peixeiro Manoel Maria, que o levou para a Vila Belmiro.

Geuvânio, centésimo jogo como profissional contra o Corinthians

Geuvânio, centésimo jogo como profissional contra o Corinthians (Foto Santos FC)

Ficha técnica – Santos X Corinthians

Copa do Brasil – 22 horas, 19 de agosto

Vila Belmiro

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxilares: Vicente Romano Neto e Danilo Ricardo Simon Manis

Santos – Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique, Zé Carlos; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima; Geuvânio, Ricardo Oliveira e Gabriel Barbosa. Técnico: Dorival Júnior.

Corinthians – Cássio, Fagner, Felipe, Gil, Uendel; Bruno Henrique, Elias, Renato Augusto, Jadson. Malcom; Luciano. Técnico: Tite.

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As reflexões que ficam da vitória do Santos sobre o Corinthians

Time “engoliu” o meio de campo do adversário na maior parte do jogo. Isso não foi à toa

O Santos teve dez dias para se preparar antes do clássico contra o Corinthians, disputado em uma Vila Belmiro com pouco mais de sete mil torcedores no sábado à tarde. E, de fato, parecia uma equipe treinada e consciente taticamente, fazendo o torcedor quase esquecer a ausência dos dois principais jogadores do time, Robinho, que está com a seleção brasileira na Copa América, e Lucas Lima, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

Decisivo, Ricardo Oliveira, mais uma vez marcando em clássicos (Ivan Storti/SantosFC)

Decisivo, Ricardo Oliveira, mais uma vez marcando em clássicos (Ivan Storti/SantosFC)

Com Marquinhos Gabriel fazendo as vezes de armador e Gabriel substituindo Robinho e atacando pelas beiradas do campo, o time encontrou o equilíbrio e dominou o meio de campo, suplantando o rival durante pelo menos dois terços do jogo, muito em função de outra alteração. Rafael Longuine substituiu Renato, contundido, e reforçou a saída de bola peixeira e também a marcação pelo lado esquerdo da defesa, um problema quase crônico da equipe.

Longuine se movimentou mais que Renato usualmente faz, e chegou também à frente, tendo feito a assistência para Ricardo Oliveira marcar o gol peixeiro aos 10. Com uma primeira etapa na qual foi muito superior, o Alvinegro, mesmo recuando um pouco mais no início da etapa final, continuou mandando no jogo contra um Corinthians que teve uma proposta super-defensiva, apostando em bolas longas para Wagner Love na primeira etapa. Tendo que sair para o jogo, a equipe da capital deu espaço para o Peixe armar contra-ataques, até a expulsão de Longuine, aos 24 minutos.

A partir daí, o Peixe passou a ser acossado pelo rival, que até aquele momento não havia ameaçado o gol de Vladimir. Nem a expulsão de Fagner, aos 28, arrefeceu o ímpeto corintiano. Isso porque Tite mexeu bem na equipe. Já havia colocado Luciano no lugar de Petros, uma substituição que não havia surtido efeito, mas, após a saída de Longuine, colocou Danilo no lugar de Edu Dracena. Ali, ganhou o meio de campo que perdeu durante o resto da partida.

A essa altura, Serginho Chulapa já havia colocado Neto Berola no lugar de Gabriel, e após a expulsão colocou Thiago Maia no lugar de Marquinhos Gabriel, recompondo a dupla de volantes, Falando nessa posição, mais uma vez Lucas Otávio fez uma grande partida, assim como outro garoto da base, Daniel Guedes, que vem se firmando na lateral-direita.

Aos 34, Tite colocou Edilson no lugar do inoperante Mendoza, e passou a jogar no campo santista, chegando duas vezes à trave de Vladimir. Um minuto após a alteração do treinador corintiano, Leandrinho entrou no lugar de Geuvânio e, com três volantes, nenhum deles com capacidade de armação, o time passou a sofrer um sufoco que por pouco não resultou em gol e em um empate que seria injusto pelo que os donos da casa jogaram em pelo menos dois terços da peleja.

A vitória dá moral para a equipe e confiança para os jogadores, que mostraram um jogo coletivo mais consistente sem seus dois principais nomes. No entanto, o time mais uma vez teve chances de matar a partida quando dominava as ações, e não o fez. Por pouco, não sofre mais um empate como em outras ocasiões. Os contra-ataques têm que ser mais treinados e mais gente no setor ofensivo tem que ter a precisão que não tem faltado a Ricardo Oliveira. De qualquer forma, deixar o Z-4 pra trás é ótimo.

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Chiquinho é vice-líder em assistências no Santos em 2015

Quando o lateral-meia Chiquinho chegou ao Santos no início do ano, poucos apostavam nele. Vindo do Fluminense, onde chegou a desbancar o ex-santista Carlinhos na lateral-esquerda, o atleta, cujos direitos pertencem ao Coimbra, de Minas Gerais, clube ligado ao BMG, foi o primeiro reforço da nova diretoria do Santos.

Com Caju na seleção sub-20 e Mena saindo para o Cruzeiro, o jogador de 25 anos, que tem no currículo passagem discreta pelo Corinthians e uma mais vistosa pela Ponte vice-campeã da Copa Sul-americana em 2013, teve oportunidade de estrear no primeiro jogo do Peixe no Paulista de 2015, contra o Ituano. Fez um golaço, barrou duas oportunidades do adversário na defesa e mostrou muita disposição.

Chiquinho comemora com a torcida vitória do Santos sobre são-paulinos (Foto: Ivan Storti/Santos FC )

Chiquinho comemora com a torcida vitória do Santos sobre são-paulinos (Foto: Ivan Storti/Santos FC )

No aquecimento da partida contra a Portuguesa, no fim de fevereiro, o jogador sentiu uma contusão no músculo adutor da coxa esquerda, que o deixou fora de combate por um mês. Voltou no clássico contra o Corinthians e, mesmo só tendo disputado nove partidas pelo time na temporada, é o segundo atleta peixeiro que mais deu assistências na temporada.

São três passes para gol em nove jogos, incluindo o milimétrico dado para Ricardo Oliveira fazer o segundo gol alvinegro contra o São Paulo, no último domingo. Ele está empatado com Gabriel, que tem também três assistências, só que em treze jogos. O líder do Santos em assistências na temporada é Lucas Lima, com seis em 18 partidas.

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O Santos contra times brasileiros na Libertadores

Na noite desta quarta-feira Corinthians e São Paulo se enfrentam pela fase de grupos da Libertadores. É a primeira vez que ocorre esse duelo entre ambos na competição, sendo que os corintianos já enfrentaram o Palmeiras (1999 e 2000) e o Santos (2012). O Tricolor já jogou com o Palmeiras em quatro edições, em 1974, 1994, 2005 e 2006. O Peixe nunca duelou com são-paulinos e palestrinos pela competição sul-americana.

Em suas doze participações em Libertadores, com três títulos obtidos, o Alvinegro Praiano já topou com clubes brasileiros em 1963, 1984, 2005, 2007 e 2012. E se o São Paulo tem um retrospecto recente complicado contra compatriotas, com seis eliminações seguidas na competição, o Peixe também tem um handicap geral desfavorável. Em doze partidas, são três vitórias, três empates e seis derrotas. Relembre como foram os confrontos:

Libertadores 1963 – Santos X Botafogo

Nos anos 60, o número de participantes da Libertadores era bem mais restrito do que hoje. Em 1963, foram nove participantes, só o campeão de cada país-membro da Conmebol – Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia, Chile, Peru, Equador, Colômbia e Paraguai, menos a Venezuela – e o campeão da edição anterior, no caso, o próprio Santos, disputaram o torneio.

Como o detentor do título entrava já na semifinal, o adversário do Peixe foi o Botafogo, campeão do grupo 1. O time carioca herdou a vaga brasileira na Libertadores, já que o Peixe havia sido em 1962 também campeão brasileiro. No primeiro jogo, no Pacaembu, a equipe de Nilton Santos, Garrincha, Quarentinha e Zagallo segurou o ímpeto dos donos da casa e arrancou um empate em 1 a 1. Já na volta…

O Maracanã, de fato, foi durante muito tempo a casa do Santos. E foi lá que o Peixe fez mais uma de suas partidas históricas, despachando o Fogão por 4 a 0, com três gols de Pelé e um de Lima. No mesmo ano e estádio, o clube carioca já havia tomado um baile na final da Taça Brasil, quando perdeu por 5 a 0.

O Peixe se sagraria bicampeão da Libertadores naquele ano superando o Boca Juniors em uma decisão épica

Libertadores 1984 – Santos X Flamengo

Depois de um campeonato brasileiro intenso, no qual o Santos se sagrou vice perdendo a disputa para o Flamengo – uma final que até hoje muitos santistas reclamam de um pênalti não marcado contra Pita na segunda partida da decisão (o árbitro era Arnaldo César Coelho) –, era de se esperar que o clube da Vila Belmiro fizesse bonito. No entanto, em seu retorno à Libertadores após 19 anos de ausência, o time decepcionou.

Em um grupo formado por times brasileiros e colombianos (América de Cali e Atlético Junior de Barranquilla), o Alvinegro estreou sendo derrotado pelo Flamengo por 4 a 1 no Maracanã. O zagueiro Mozer fez dois gols, com Lico e Tita completando para os rubro-negros. Lino fez o solitário tento peixeiro e, de acordo com a Placar, a goleada só não foi maior porque Rodolfo Rodríguez, em seu primeiro ano de clube, fez seis defesas espetaculares.

Dois meses depois, em abril, o Peixe sofreria uma derrota ainda maior atuando no Morumbi: 5 a 0 em uma semana na qual enfrentou o Flamengo outras duas vezes, em jogos válidos pelo Brasileiro, perdendo antes por 1 a 0 e empatando em 2 a 2. Depois da primeira derrota, Formiga, o médico Carlos Braga e o preparador físico Celso Diniz caíram e Del Vecchio, como interino, comandou o Santos na derrota. Ele afastou antes da peleja Serginho Chulapa, acusado, também segundo a Placar, de simular uma contusão para não jogar na Colômbia pelo torneio (foi visto atuando na várzea) e Paulo Isidoro, que estaria forçando uma negociação para sair da Vila.

Com somente uma vitória em seis partidas, foi a única vez que o Alvinegro foi eliminado na fase de grupos da competição.

Libertadores 2005 – Santos X Atlético-PR

Após uma primeira fase em que liderou seu grupo, sendo o terceiro melhor time da fase de grupos, o Peixe bateu o Universidade do Chile nas oitavas de final e pegou o Atlético-PR nas quartas, equipe que havia eliminado o paraguaio Cerro Porteño nos pênaltis.

Na primeira partida, prevaleceu a garra da equipe paranaense que, mesmo com um jogador a menos durante boa parte da partida (Alan Bahia foi expulso aos 27 do primeiro tempo, quando a peleja estava em 1 a 1), ainda fez dois gols e assegurou uma vitória por 3 a 2, marcando para o Peixe Ricardinho e Deivid. O resultado, levando-se em conta o critério de gol fora, não era tão tenebroso, embora as circunstâncias da partida mostrassem o desequilíbrio da equipe comandada por Alexandre Gallo. No entanto, no segundo jogo, o time teria dois sérios desfalques.

Robinho e Léo não puderam disputar a volta na Vila Belmiro por terem sido convocados pela seleção brasileira para disputar a Copa das Confederações. Wendel jogou improvisado na esquerda e Basílio substituiu o Rei das Pedaladas. Mas, com o gol feito aos 16 minutos por Aloisio, o clube paranaense se segurou na defesa e o Peixe desperdiçou chances até os 8 da etapa final, quando o mesmo Aloisio marcou de novo após cobrança de escanteio.

Os rubro-negros seriam vice-campeões da Libertadores naquele ano, sendo derrotados na final pelo São Paulo.

Libertadores 2007 – Santos X Grêmio

Com uma campanha impecável na primeira fase, 100% de aproveitamento, doze gols marcados e um sofrido, o Alvinegro tinha um time forte, com Zé Roberto comandando o meio de campo sob a batuta de Vanderlei Luxemburgo. Mas as coisas começaram a ficar mais complicadas na fase eliminatória. O Santos despachou o Caracas, da Venezuela, com um empate em 2 a 2 e uma vitória por 3 a 2, e depois eliminou o América do México com um empate em 0 a 0 e um triunfo de 2 a 1.

Foi nas semifinais que o Grêmio de Mano Menezes estragou a festa peixeira. Na primeira partida, os gaúchos superaram o Santos por 2 a 0, mas poderia ter sido muito pior. A equipe santista entrou com uma postura defensiva, dando muitos espaços para os donos da casa avançarem. Tcheco, de pênalti, e Carlos Eduardo marcaram para o Tricolor Gaúcho na etapa inicial e a sensação é que o Grêmio poderia ter decidido a classificação já no Olímpico.

Na partida de volta, as coisas ficaram difíceis para o Peixe logo de cara, quando Diego Souza fez para os visitantes aos 23 do primeiro tempo. O Santos, empurrando pela torcida que lotou a Vila Belmiro e com muita garra, ainda virou, com gols de Zé Roberto e dois do veloz atacante Renatinho, mas não foi o suficiente. Uma peleja doída para os alvinegros.

Libertadores 2012 – Santos X Internacional

Na segunda vez em que o Peixe caiu com um time brasileiro já na fase de grupos, o desempenho peixeiro foi melhor do que naquele fatídico ano de 1984.  Com quatro vitórias, um empate e uma derrota, o alvinegro enfrentou episódios pitorescos nessa fase, como atuar contra o peruano Juan Aurich em gramado sintético e no dilúvio com direito à falta de luz no Pacaembu.

Contra os gaúchos, comandados então por Dorival Júnior, o Peixe conseguiu um empate fora, 1 a 1, e uma vitória na Vila Belmiro por 3 a 1. Esta, marcada por um gol simplesmente antológico de Neymar, o segundo do time no jogo, responsável pela segunda indicação do garoto ao prêmio de gol mais bonito do ano pela Fifa. Na ocasião, o 11 santista fez um hat trick, ou triplete, anotando todos os gols alvinegros e o terceiro tento só não ficou tão marcado por conta da beleza do anterior, mas também foi uma bela arrancada.


Libertadores 2012 – Santos X Corinthians

Na única vez em que ambos duelaram pela competição sul-americana, o Alvinegro de São Paulo acabou se saindo melhor, derrotando o Peixe na Vila Belmiro por 1 a 0, gol de Emerson Sheik, no melhor estilo econômico “tranca-jogo” que Tite desenvolveu com a equipe naquele ano.

Na volta, os santistas tiveram um alento quando Neymar marcou para os visitantes no Pacaembu. Mas Danilo acabou aproveitando falha da defesa santista pelo alto (algo comum à época) e fez o tento de empate corintiano. O Santos pressionou, mas não conseguiu furar a mais que sólida defesa corintiana, e a equipe paulistana seguiu para a final contra o Boca, obtendo seu primeiro triunfo na Libertadores.

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